sábado, 19 de agosto de 2017

Juiz do STF supremo tribunal federal Gilmar Mendes em mais um ato a favor da corrupção solta amigo empresario


"O rabo não abana o cachorro", diz Gilmar a juiz que prendeu novamente Jacob

SAB, 19/08/2017 - 10:05
ATUALIZADO EM 19/08/2017 - 10:10

"Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isso é relação íntima? Não precisa responder", disse ministro

                       
                            Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil

Jornal GGN - Após a decisão do ministro Gilmar Mendes, de soltar o empresário de ônibus Jacob Barata Filho, o juiz federal Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, pediu nova prisão preventiva do investigado. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) o liberou da prisão novamente, por meio de habeas corpus e criticou o magistrado: "Em geral o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo".

E, mais uma vez, no fim do dia desta sexta-feira (18), procuradores entraram com um pedido de suspeição contra Gilmar Mendes no STF. A cena foi uma repetição do que já havia ocorrido um dia anterior. O empresário estava preso desde julho deste ano pela Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, Gilmar acabou sendo o relator do caso no STF.

Só que o ministro do Supremo foi padrinho de casamento da filha de Barata, em 2013, e a esposa de Gilmar, Guiomar Mendes, é nada menos do que a tia do noivo, Francisco Feitosa Filho, herdeiro do ex-deputado cearense Chiquinho Feitosa. Em primeira manifestação, o ministro justificou que o casamento "não durou nem seis meses".


Com o despacho de soltura do empresário de transporte público, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro encaminhou um pedido ao Supremo para que Gilmar seja considerado suspeito de julgar o caso, o que ainda precisa ser decidido pela Procuradoria-Geral da República, antes de uma decisão do STF.

Acontece que o juiz Marcelo Bretas, que comanda as investigações da Lava Jato no Rio e determinou a prisão de Jacob Barata Filho em julho deste ano, pediu novamente a prisão preventiva do empresário no fim desta quinta-feira (17), com novas ordens por meio de outros processos em andamento. Ele é investigado pelo pagamento de até R$ 500 milhões em propinas a políticos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), por meio de empresas de transporte público do Rio.

Ontem (18), Gilmar insistiu e concedeu novo habeas corpus a Jacob. Questionado por jornalistas após deixar a sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro disse: "Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isso é relação íntima, como a lei diz? Não precisa responder. Não tem suspeição alguma", afirmou.

O ministro do Supremo chamou de "atípica" a decisão do juiz da primeira instância Marcelo Bretas e, em tom mas de bravata, informou que irá analisar uma reclamação feita pela defesa do empresário contra o magistrado. "Em relação à decisão dele [juiz Bretas] eu vou examinar. Acho que já chegou uma reclamação [do advogado de Jacob] no gabinete e vou fazer o exame", advertiu.

Publicado no jornal GGN

Lula nos braços do povo e o prefeito de São Paulo vai ao Nordeste do pais em campanha presidencial propagar seu ódio em atitudes fascistas

                     ENQUANTO LULA É AMADO, DORIA VOMITA ÓDIO    
                    

No mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma avalanche de carinho do povo brasileiro, o prefeito de São Paulo, João Doria, faltou a mais um dia de trabalho e foi fazer campanha antecipada em Fortaleza com seu único mote: o discurso de ódio; "Vou mandar um recadinho para o ex-presidente Lula: você, além de sem vergonha, preguiçoso, corrupto e covarde, declarou hoje que o João Doria não deveria viajar, mas administrar a cidade de São Paulo. Lula, além de tudo talvez você não saiba ler. Você é inexpressivo", disse o tucano, que compete com Jair Bolsonaro pelo eleitorado fascista; o prefeito, no entanto, já vem tendo as asinhas cortadas pelo governador Geraldo Alckmin, que não deve permitir nem que ele concorra ao governo estadual

Ceará 247 – No mesmo dia em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma avalanche de carinho do povo brasileiro (saiba mais aqui), o prefeito de São Paulo, João Doria, faltou a mais um dia de trabalho para fazer campanha antecipada com seu único mote: o discurso de ódio.

“Eu não queria. Tinha prometido a mim mesmo que não faria, mas vou mandar um recadinho para o ex-presidente Lula: você, além de sem vergonha, preguiçoso, corrupto e covarde, declarou hoje que o João Doria não deveria viajar, mas administrar a cidade de São Paulo. Lula, além de tudo talvez você não saiba ler. Você é inexpressivo. Na primeira avaliação (da gestão) eu fechei com 70% de aprovação, enquanto o seu prefeito Fernando Haddad fechou com 15%”, disse o tucano, em Fortaleza. Nos últimos dias, Doria já faltou ao trabalho para participar de eventos políticos em Salvador, onde recebeu uma ovada, Palmas e Teresina.
Com esse discurso intolerante, o tucano tenta competir com Jair Bolsonaro pelo eleitorado fascista, enquanto deixa São Paulo repleta de buracos de rua e semáforos estragados.


O prefeito, no entanto, já vem tendo as asinhas cortadas pelo governador Geraldo Alckmin, que não deve permitir nem que ele concorra ao governo estadual.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Jornal o globo Eduardo Cunha vai delatar o esquema criminosos do presidente Michel Temer do Brasil

         CUNHA REABRE DELAÇÃO E PROMETE ENTREGAR TEMER 

                   
Eduardo Cunha tem pressa de reabrir as negociações de sua delação premiada; o deputado cassado estaria disposto até a participar das tratativas com o PGR diretamente; Cunha teria se comprometido a falar sobre as relações dele com Michel Temer e ministros; a possível retomada das negociações com Cunha, desta vez num nível mais elevado, poderia provocar uma reviravolta nas investigações da Lava-Jato nesta reta final do mandato de Janot, que deixa o cargo em um mês

247 - Menos de uma semana depois de receber um “não” do Grupo de Trabalho da Lava-Jato, o ex-deputado Eduardo Cunha pediu para reabrir as negociações na tentativa de um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Um emissário do ex-deputado até sugeriu que, se fosse de interesse do Ministério Público, Cunha participaria diretamente das tratativas.
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Nesse caso, investigadores de Brasília poderiam ouvi-lo em Curitiba, onde ele está preso. Procuradores devem decidir, até a próxima semana, se aceitam ou não pôr de volta à mesa a discussão da delação do ex-deputado.

Na proposta apresentada inicialmente, Cunha teria se comprometido a falar sobre as relações dele com Michel Temer, mas a proposta foi recusada por não apresentar novidades.

Como prova de que agora está disposto a revelar tudo o que sabe, Cunha falaria diretamente com os procuradores. Até sexta-feira passada, a negociação era intermediada pelo advogado Délio Lins e Silva Júnior. Na nova configuração, continuaria com o advogado, mas sentaria à mesa com os procuradores para uma conversa franca, sem a preocupação de modular uma acusação a um interesse específico.

A possível retomada das negociações com Cunha, desta vez num nível mais elevado, poderia provocar uma reviravolta nas investigações da Lava-Jato nesta reta final do mandato de Janot, que deixa o cargo em um mês. Até ser rejeitada, na sexta-feira passada, a delação do ex-deputado era uma das mais esperadas e temidas.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O procurador da Republica do Brasil sr. Janot tem herói no universo Marvel, por Luis Nassif

QUA, 16/08/2017 - 20:30
ATUALIZADO EM 17/08/2017 - 12:18
Luis Nassif


                          

Paulo Sotero é um ex-jornalista brasileiro que há anos dirige o Brazil Institute do Woodrow Wilson International Center for Scholars, em Washington, um think tank que se tornou um dos principais centros de lobby em relação ao Brasil.

Uma de suas funções é conceder bolsas para alunos interessados em políticas públicas. Outra, preparar estudos sobre diversos aspectos do Brasil atual. Há uma atenção especial a tudo o que se relaciona com o poder judiciário, informações abundantes sobre a Lava Jato, Gilmar Mendes falando de reforma política, Carmen Lúcia, Torquato Jardim e, obviamente, o Procurador Geral da República.

Um dos instrumentos mais eficientes de atuação do Woodrow Wilson é o de conceder atestado de boas maneiras a brasileiros alinhados com seu pensamento. Trata-se de uma versão contemporânea das miçangas com que os descobridores atraíam a simpatia dos indígenas.


Uma das últimas miçangas foi um artigo majestoso de Sotero no Estadão, “Brasil ganha respeito com diplomacia judicial” com um subtítulo consagrador: “Pais vem assumindo papel de liderança no combate ao crime transnacional”.

Cada país tem suas transnacionais cometendo seus próprios crimes. Há um histórico de atuação das petroleiras norte-americanas na África e de empreiteiras em vários países conflagrados. O diferencial brasileiro é o fato de ter sido o primeiro país que, a pretexto de combater a corrupção,. praticamente destruiu sua engenharia, suas maiores empresas, e está expulsando suas campeãs para os Estados Unidos.

Esse fantástico feito de auto-imolação mereceu elogios evidentemente sinceros dos EUA, na voz autorizada de Sotero. Qualquer cidadão norte-americano ficaria grato do mesmo modo.

Os números são tonitruantes. O Ministério Público Federal brasileiro recebeu mais de cem pedidos de cooperação de países, loucos para morder acordos de leniência de empresas nacionais. Empresas construídas com recursos nacionais, com financiamentos do BNDES, com obras públicas brasioleiras, em vez de pagarem ao Brasil, despejam dólares ao redor do mundo, em contrapartida às revelações de sua corrupção pelo bravo MPF brasileiro – cujos salários e benefícios são garantidos por impostos pagos no Brasil.

Mas como o feito é muito recente, segundo Sotero, não entrou nos cálculos da consultoria britânica Poirtland, que com seu Soft Power 30 analisa a capacidade de 30 países de se influenciarem mutuamente e a agenda internacional. Apesar dos recordes da Lava Jato, o Brasil ficou em penúltimo lugar, adequado, aliás, para um país que não aprendeu a preservar suas empresas e cujas autoridades se comovem com miçangas, como ocorreu com o Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot que, nos primeiros resultados da Lava Jato, correu para se exibir a autoridades norte-americanas – e voltou de lá com denúncias prontas contra a Eletronuclear.

Sotero enaltece o espírito de colaboração entre os dois países. Mas não aponta um caso sequer de levantamento de corrupção de empresas norte-americanas.

Menciona evento recente, no qual o Brasil é elogiado pelo secretário adjunto interino da Justiça dos Estados Unidos, Kenneth Blanco, e o ex-procurador federal Patrick Stokes, que atuou no caso da Odebrecht-Braskem como chefe da unidade do Foreign Corrupt Practices Act do Departamento de Justiça. “O Brasil não apenas cresceu em sua capacidade de apresentar seus próprios casos, como, de forma dramática, de trabalhar com autoridades de outros países”, afirmou Stokes.

O trabalho de quebrar empresas brasileiras e as exaurir financeiramente com multas pagas a terceiros países é denominado por Sotero de “diplomacia judicial”. “A internacionalização das operações do Direito levou à cristalização da diplomacia judicial como um campo específico das relações internacionais, distinto da política externa formulada pelos poderes executivos”, escreveu João Baptista Magalhães que chefiou a assessoria internacional do STF (Supremo Tribunal Federal) no início da década.

Por “diplomacia judicial” entenda-se a apropriação pelo MPF de atribuições exclusivas do Ministério da Justiça, para fechar acordos de cooperação.

Como lembrou Luiz Roberto Ungaretti, chefe do Departamento de Recuperação de Ativos do Ministério da Justiça, o MPF não é parte legítima para celebrar esse tipo de acordo. A Constituição prevê que acordos de cooperação só podem ser celebrados pelo Ministério da Justiça. Disse ele à Folha: “Quem representa o país não é o Ministério Público. Queremos celebrar os acordos, mas com o cuidado de preservar provas e medidas. Quando algo assim chega para nós, temos que conversar com a autoridade legítima do outro país”.

Uma certa má consciência faz com que Sotero termine seu artigo com um alerta:

“Elogios como esses, vindos de Washington, alimentam teorias conspiratórias espalhadas por atores, arautos e cúmplices da decrépita ordem da corrupção sistêmica exposta pela Lava Jato. Alegam eles que os promotores e juízes, vários dos quais com cursos no exterior, atuam em detrimento do interesse nacional”.

Imagine, Sotero, se alguém iria cometer tal injustiça contra heróis nacionais norte-americanos.

PS – A Coppe desenvolveu um veículo leve sobre trilhos que levita por magnetismo. Trata-se de inovação pioneira, com avanços que sequer os chineses desenvolveram até agora. Seus parceiros naturais seriam empreiteiras brasileiras. O protótipo está no campus da Coppe esperando que alguma empresa estrangeira se habilite, para viabiliza-lo comercialmente. As nacionais estào quebradas.

Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Oposição pede anulação do golpe parlamentar ao STF e a PGR com urgência


BANCADA DO PT IRÁ COBRAR DA PGR E DO STF POSIÇÃO SOBRE ANULAÇÃO DO GOLPE
                            

A pressão pela anulação do golpe parlamentar que destituiu Dilma Rousseff continua crescendo; o movimento que defende a anulação do impeachment se reuniu com parlamentares de diversos partidos na Câmara nesta terça e decidiu intensificar as ações; “Precisamos cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF) uma posição, que eles levem a julgamento e digam se houve ou não houve crime de responsabilidade, digam se Eduardo Cunha comprou ou não votos e se estava ou não em condição de dirigir aquele processo”, afirma o deputado Paulo Teixeira, que organizou o encontro; o deputado Wadih Damous explica que a PGR ainda não emitiu parecer acerca do pedido de anulação; ele entende que é preciso ir “ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, exigir que ele cumpra com seu dever, oficie nos autos, dê seu parecer e remeta imediatamente os autos para o Supremo”

247 - O movimento que defende a anulação do impeachment se reuniu com parlamentares de diversos partidos na tarde dessa terça-feira (15), em audiência na Câmara dos Deputados, para definir os próximos passos da campanha que busca anular o processo que depôs a ex-presidente Dilma Rousseff.
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A principal ação do Movimento Nacional pela Anulação do Impeachment (MNPAI) é uma campanha para coleta de 1,3 milhão de assinaturas com o objetivo pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar o processo.

“Essa reunião foi altamente produtiva. Nós percebemos que os parlamentares aqui presentes estão fechados conosco na luta pela anulação do impeachment”, avalia Edva Aguilar, militante do PT de São Paulo.

Estiveram presentes comitivas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal e deputados como Paulo Teixeira (PT/SP), Paulo Pimenta (PT/RS), Margarida Salomão (PT/MG) e Wadih Damous (PT/RS).

“Precisamos cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF) uma posição, que eles levem a julgamento e digam se houve ou não houve crime de responsabilidade, digam se Eduardo Cunha comprou ou não votos e se estava ou não em condição de dirigir aquele processo”, afirma o deputado Paulo Teixeira, que organizou o encontro.

Amanda Leite, membro do comitê de São Paulo do MNPAI, diz que o que o grupo espera “que se anule o impeachment e para restituir o Estado democrático de direito no Brasil, para salvar o nosso país dessa situação”. Ela entende que a reunião foi um marco no prosseguimento da mobilização.

O grupo definiu que irá marcar uma conversa com José Eduardo Cardozo, advogado de Dilma Rousseff, com Eugênio Aragão e, posteriormente, irá à Procuradoria Geral da República (PGR), onde está o processo. O deputado Wadih Damous explica que a PGR ainda não emitiu parecer acerca do pedido de anulação. Ele entende que é preciso ir “ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, exigir que ele cumpra com seu dever, oficie nos autos, dê seu parecer e remeta imediatamente os autos para o Supremo”.

“Com os autos no Supremo, aí é outra briga, vai ser a briga pra marcar o julgamento. Marcado o julgamento, é o povo ir pra porta do STF exigir a anulação do impeachment”, conclui o deputado.

“No momento em que todos esses golpistas fogem da justiça, a presidenta Dilma quer ser julgada pela justiça, pela Constituição brasileira. Nós estamos aqui para ajuda-la, para que esse julgamento se efetive, para que o STF anule o golpe e o nosso país possa retomar a democracia”, diz o membro do MNPAI Ananias Andrade.

Tirar Lula da eleição de 2018 pode trazer uma convulsão social ao Brasil

terça-feira, 15 de agosto de 2017

A Lava jato o STF e desrespeito a constituição do Brasil


Lava Jato e a marca da infâmia, por Luís Nassif

SEG, 14/08/2017 - 13:13
ATUALIZADO EM 14/08/2017 - 19:47
Luis Nassif

                         

Venezuela é aqui!, não se tenha dúvida.

No STF (Supremo Tribunal Federal), um Ministro acusa o Procurador Geral da República (PGR). Na PGR, o pedido ao Supremo para que o Ministro se considere suspeito de analisar as contas do réu presidente da República, com quem ele se encontra à noite para planejar jogadas jurídicas. Em São Paulo, o procurador de Curitiba pavimenta sua futura carreira de advogado especializado em complience, desancando sua chefe, a Procuradora Geral, pelo fato de ter aceitado o convite do presidente para uma reunião noturna no Palácio do Jaburu.

Na baixada, a Policia Militar, responsável por centenas de assassinatos em maio de 2006, invade reuniões de conselhos de direitos humanos no campus da Universidade Federal para bradar contra o termo direitos humanos.


No salão de festas do lupanar, o Ministro maneirista vale-se da visibilidade proporcionada pelo Supremo e pela radicalização da mídia para se lançar como palestrante de obviedades e de senso comum. Mais ao sul, o presidente de Tribunal enaltece a sentença absurda do juiz, mesmo admitindo não ter analisado o mérito. Enquanto o procurador vingador enche seu cofre com palestras em que fatura o que a corporação lhe proporcionou. E nada ocorrerá com eles porque os conselhos de fiscalização restam inertes, emasculados ou cúmplices do grande bacanal.

Enquanto isto, nas redes sociais, a música do maior lírico brasileiro é espancada por feministas exaltadas, porque ousou retratar o homem brasileiro convencional. E tribos selvagens lançam ataques recíprocos contra seus líderes, seus atletas e cantores. E ganham visibilidade os que conseguem exercitar melhor o ódio.

E me lembrei de Caetano Velloso sendo vaiado no Festival Internacional da Canção por uma turba sanguinária e supostamente libertária, os jovens que enfrentavam a PM nas ruas e proibiam músicas “alienadas” nos palcos, que eram proibidas de se manifestar nas universidades, e reagiam exercitando a proibição contra os não alinhados.

A cada dia perpetra-se um estupro contra a Constituição, contra a civilização, contra os direitos sociais e individuais e até contra aspectos mais prosaicos de manifestação, o pudor público. Perdeu-se não apenas o respeito às leis como o próprio pudor e, com ele, o respeito mínimo pelo país.

Até onde irá essa selvageria? Quando começou essa ópera dantesca? Foram anos e anos de exercício diuturno do ódio por parte de uma imprensa tipicamente venezuelana.

Mas, por mais que passem os anos, jamais se apagarão da minha memória duas cenas catárticas: os aviões trombando com as torres gêmeas de Nova York, em 2001, e a divulgação de conversas privadas de uma presidente e um ex-presidente da República pela Rede Globo e, depois, as conversas familiares dele e sua esposa. Levei um tempo para acreditar no que estava vendo e ouvindo. Por mais que o país houvesse se rebaixado, por mais abjeta que tivesse se convertido a mídia brasileira, por mais parcial que fosse, nada explicava aquela infâmia, produzida por um juiz infame, em uma rede de televisão infame, ante o silêncio amedrontado do Supremo e do país.

Foi ali, no episódio mais indigno da moderna história brasileira, que a selvageria abriu as correntes nos dentes, escancarou as portas das jaulas e invadiu definitivamente o país.

Depois daquilo, tudo se tornou natural, conduções coercitivas, torturas morais até obter confissões sem provas, oportunismo de procuradores, juiz e Ministros do Supremo enveredando pelo mercado das celebridades e das palestras pagas, a aceitação tácita de todos os abusos.

É uma mancha que perdurará por anos e anos, porque o Brasil é um país selvagem, dotado de convicções frágeis, de homens públicos débeis, de instituições que não são respeitadas por seus próprios integrantes.

Mas, em um ponto qualquer do futuro, a democracia estará de volta e, com ela, os direitos fundamentais. E, com ela, uma justiça de transição que supere o medo.

Nesse dia, não haverá como fugir do acerto de contas, com a punição mais severa ao ato mais infame produzido por esse casamento espúrio de mídia e justiça.

Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif