domingo, 22 de abril de 2018

Jessé de Souza sobre a farsa do Triplex o que a justiça fará sobre esta injustiça?

                          
JESSÉ SOUZA SOBRE A FARSA DO TRIPLEX: O QUE A JUSTIÇA FARÁ SOBRE ISSO?

No programa Batalha de Ideias desta quarta-feira (18), o professor Jessé Souza explica que a farsa do tripléx no Guarujá possui tentáculos internacionais; "Kenneth Blanco, do Departamento de Estado Americano, comemorou a cooperação estadunidense com os procuradores da Lava Jato. O que antigamente era combinado por debaixo dos panos, hoje em dia é feito à luz do dia, sem pudor algum", denuncia; Assista a íntegra do programa


TV 247 - No programa Batalha das Ideias da última quarta-feira (18), o sociólogo e escritor Jessé Souza, em conversa com o jornalista Paulo Moreira Leite, desmonta a farsa do triplex do Guarujá, pelo qual Lula foi condenado e preso, e a fábrica de mentiras para condenar o ex-presidente. Ele considera que o ódio cravado na sociedade contra Lula é classista e contra o pobre.

“Não existe preconceito regional. Ocorre, sim, o preconceito de classe, ou seja, é o pobre! O povo nordestino é discriminado porque mais de sua metade é pobre”, ressalta.

Sobre o triplex, afirma: “Essas pessoas deveriam usar óleo de peroba no rosto, a condenação foi baseada em uma reforma que nunca existiu, uma palhaçada”.

Jessé desconstrói a farsa entre o poder Judiciário e a mídia para desmoralizar Lula. “Lula foi atribuído num esquema bilionário na Petrobras e o que ganhou em troca? Uma reforma na cozinha. Reforma essa que nunca existiu, num apartamento que nunca foi dele”, registra.

Para ele, o MTST, com a ocupação que realizou esta semana, "desmontou a farsa de que o imóvel era luxuoso e reformado". "A mídia investigativa, que deveria cumprir esse papel, não o fez. O portal R7 cometeu o absurdo de colocar a foto de um apartamento luxuoso qualquer atribuindo a imagem ao triplex do Guarujá", criticou.

O escândalo da "cooperação" norte-americana

O professor dá sequência à desconstrução da Lava Jato, expondo as relações promíscuas entre setores do Judiciário brasileiro e norte-americano, afirmando que os Estados Unidos lucram com o desmonte brasileiro.

"Kenneth Blanco, que é subprocurador-geral do Departamento de Estado Americano, comemorou a cooperação norte-americana com os procuradores da Lava Jato. O que antigamente era combinado por debaixo dos panos, hoje em dia é feito à luz do dia, sem pudor algum", denuncia.

Jessé considera a influência norte-americana no Brasil o fator que exige maior preocupação. "Essa parceria entre Judiciário brasileiro e norte-americano é completamente ilegal, pois fere o respeito aos tratados que exigem a formalização desses acordos, protegendo dessa forma interesses nacionais. Enviar informações secretas do Brasil sem nenhum critério é um crime de lesa pátria", conclui o professor.
Publicado no Brasil247


sábado, 21 de abril de 2018

Lula não é réu primário ou é? A vida do hoje preso politico presidente Luis Inácio Lula da Silva nunca foi fácil, antes foi pela ditadura hoje por seu algoz juiz Moro da Lavajato!

Lula não é réu primário veja pelo histórico da luta dos metalurgicos

Em um trecho de uma entrevista de 1981, Lula, referindo-se aos metalúrgicos do ABC: “No ano de 1978 acho que nós não passamos uma única semana sem fazer greve até dezembro. Fazíamos duas, três greves por semana. Era greve por qualquer coisa, deu a louca no mundo!”(DANTAS, 1981, p.44, apud TOMIZAKI, 2006, p.153)

                A luta do líder sindical Lula nunca foi fácil
O então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, durante greve dos metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP)
O então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, durante greve dos metalúrgicos, em São Bernardo do Campo (SP)
O Estádio Primeiro de Maio – antes conhecido como Estádio Vila Euclides – ficou nacionalmente conhecido ao final da década de 1970 ao ser palco das assembleias das greves dos metalúrgicos. Esta onda grevista, de acordo com Tomizaki (2006), deu inicio a um processo de redefinição do espaço social e político dos metalúrgicos na sociedade brasileira, pois os trabalhadores, num movimento de autoconstrução, criaram suas próprias práticas de luta e se movimentaram para serem ouvidos (TIBLE, 2013).
A partir da década de 30 do século XX, com as políticas desenvolvimentistas de Getúlio Vargas, o Estado de São Paulo, mais especificamente a região metropolitana da cidade de São Paulo, se torna o principal polo econômico da América Latina (TIBLE, 2013). Há nesta época um processo grande e forte de urbanização das cidades, que de acordo com Moraes (2013) transforma o cotidiano da sociedade, por conta das novas moradias, direitos trabalhistas, infraestrutura, poluição, acentuação da desigualdade social e etc. Posteriormente com Juscelino Kubitschek, nos anos 50, o plano de metas traz para o Brasil as indústrias automotivas, que no futuro serviriam como centro das manifestações e greves dos operários.
Em 1964, ocorre golpe de Estado civil-militar e as primeiras medidas da ditadura são intervir nos sindicatos, proibir greves e instaurar a censura. No final dos anos 60 e início dos anos 70 ocorre o famoso “milagre econômico”, ou seja, houve nesta época um forte investimento na indústria automobilística e em construção civil, assim, ao final da década de 70, de acordo com Tible (2013), haviam 400 mil metalúrgicos empregados em mais de dez mil empresas na Grande São Paulo, contudo a dívida externa e a inflação estavam altíssimas, o que impedia a melhora da condição de vida de muitos brasileiros.
A opressão e a exploração dos burgueses para com os operários das fábricas fizeram com que, mesmo com a represália e a censurado Governo Federal, estes tomaram consciência de classe e se uniram ao seu Sindicato em busca de condições melhores. Assim, clandestinamente dentro destas organizações houve um trabalho minucioso para ganhar espaço e força, como por exemplo, em São Bernardo do Campo e em Diadema, a resistência dos operários e a atuação dos sindicatos se unem e atuam em ações coletivas como sabotagens, protestos e greves. O Sindicato de São Bernardo assumia as lutas e reivindicações dos operários, desta maneira, a classe dos trabalhadores ia cada vez mais se construindo ao longo de cada ato (TIBLE, 2013).
Fotógrafo (sobre o cercado) registra choque entre manifestantes grevistas e tropa da Polícia Militar, em São Bernardo do Campo (SP)
Fotógrafo (sobre o cercado) registra choque entre manifestantes grevistas e tropa da Polícia Militar, em São Bernardo do Campo (SP)
Em 1974, há uma série de mobilizações por reajustes salariais. O inicio dos movimentos sindicais dos metalúrgicos havia começado, e ao longo dos anos foi tomando força e corpo. Em 1978, Luís Inácio Lula da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, declara que os patrões só escutariam a voz dos trabalhadores quando o barulho das máquinas cessassem, e então é deflagrada a primeira greve operária.
Durante a passagem do poder militar de Ernesto Geisel para João Figueiredo, em 1979, mais de 50 mil trabalhadores metalúrgicos decidiram entrar em greve e paralisar o trabalho (SANTANA, 2008). A paralisação era considerada ilegal, mas mesmo assim, com o passar dos dias mais e mais trabalhadores se juntaram ao movimento. É neste momento que o Estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, se torna palco das assembleias dos operários das empresas Volkswagen, Mercedes, Ford, Metagal e Brastemp. Foi também neste Estádio, que os trabalhadores liderados por Lula recusaram a proposta do Ministério do Trabalho.
No ano seguinte, no dia 1º de Maio, com o apoio da Igreja Católica, mais de 150 mil operários foram em passeata até o Estádio Vila Euclides, onde aconteceria um dos maiores atos políticos, com a presença do Bispo Dom Cláudio Hummes e do Presidente do Sindicato Lula, que deflagrou a greve novamente (MORAES, 2013).
A partir deste histórico de lutas e vitórias sindicais era de se esperar que o Estádio 1º de Maio – um dos cenários do movimento – tivesse alguma importância ou significado para a cidade de São Bernardo e para os metalúrgicos, afinal foi lá que muitas decisões e manifestações importantes para a classe. Entretanto, atualmente no local, não há nenhuma sala reservada para este tipo de memória, deixando as marcas daquelas importantes lutas apenas na história.
Metalúrgicos rejeitam a proposta de volta ao trabalho como condição para negociação, no campo de futebol da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP)
Metalúrgicos rejeitam a proposta de volta ao trabalho como condição para negociação, no campo de futebol da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP)
De acordo com Domingues (2011) cultura seria tudo o que pode ser aprendido em uma sociedade, assim, o que foi vivido no final dos anos de 1970, seria também cultura. A movimentação da classe dos metalúrgicos mudou a organização fabril, e deu uma vitalidade aos sindicatos, que se encontravam mortos desde a implantação da ditadura. Contudo seria somente porque estes atos foram realizados por uma camada dita “não erudita”, que as memórias deste movimento não foram materialmente preservadas? Não podemos afirmar isto. É fato que muitas das vitórias obtidas com as greves foram mantidas e melhoradas, contudo, na própria cidade, não há um bom lugar que guarde recordações daqueles momentos históricos, o que leva a crer que a cultura popular não é valorizada. Temos a definição de cultura popular como a cultura que “consiste em todos os valores materiais e simbólicos produzidos pelos extratos inferiores, pelas camadas iletradas e mais baixas da sociedade” (DOMINGUES, 2011, p.403).
Deste modo, é triste pensar que esta cultura gerada pelos metalúrgicos do final de 70, início dos anos 80, não foi devidamente preservada nem dada a devida importância pela sociedade.
REFERÊNCIAS
DOMINGUES, Petrônio. Cultura Popular: As construções de um conceito na produção historiográfica. História, São Paulo, v. 30, n. 2, p.401-419, 2011. Disponível em: . Acesso em: 07 ago. 2013.
MORAES, Maria Blassioli. Movimentos Sociais e o Processo de Urbanização.Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2013.
SANTANA, Marco Aurélio. Entre a Ruptura e a Continuidade: Visões da história do movimento sindical brasileiro. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 14, n. 41, p.103-120, out. 1999. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2013.
TIBLE, Jean. Lutas Operárias em São Paulo e no ABC nos Anos 70. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2013.
TOMIZAKI, Kimi. A Herança Operária entre a Fábrica e a Escola. Tempo Social, São Paulo, v. 18, n. 1, p.153-177, jun. 2006. Disponível em: . Acesso em: 12 set. 2013.
VALE LEMBRAR QUE HÁ MAIS IMAGENS NO POST “IMAGENS: MOVIMENTOS SINDICAIS”

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Lavajato tem pânico da pressão internacional pela liberdade de Lula



19 de Abril de 2018

                 

Apenas o medo incontrolável de movimentos que não pode controlar explica a reação da Lava Jato e seus aliados diante do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel e da senadora Gleisi Hoffman.

Explicando. Assim que o depoimento chegou às redes sociais, a senadora gaúcha Ana Amélia recuperou o relho verbal que usara para estimular agressões fascistas contra a caravana de Lula no Sul para dizer: “espero que essa exortação não tenha sido para convocar o exército islâmico a vir ao Brasil proteger o PT”.

Na mesma linha, o deputado major Olímpio, estrela do bolsonarismo-2018, apresentou denúncia ao Ministério Público Federal, alegando que o vídeo configurava crime contra a Segurança Nacional. O MP abriu um procedimento preliminar que, em tempos de normalidade democrática, estaria destinado ao arquivo morto pelo ridículo. Nos dias atuais, quando até um Premio Nobel da Paz como Adolfo Perez Esquivel foi duas vezes impedido de encontrar-se com Lula, restando a manhã desta 6a feira como última possibilidade de uma visita, nenhum absurdo pode ser descartado – pois acusações bombásticas, mesmo sem fundamento legal algum, são um ótimo ingrediente para elevar a pressão contra Lula e seus direitos, ainda que desta vez estejam confundindo Al Jazeera com Al Fafa, como sintetiza o deputado Paulo Pimenta.

Ao impedir uma visita de Esquivel, a Lava Jato segue a mesma linha de intervenção aplicada a Lula: todo esforço consiste em tentar tornar o Premio Nobel da Paz invisível.

Não custa recordar alguns fatos essenciais.

O presidente Lula foi mandado para a prisão para cumprir uma pena de 12 anos e um mês em regime fechado, após um julgamento sem crime demonstrado, no qual as garantias previstas na Constituição não foram respeitadas. Nesta situação, a senadora Gleisi Hoffman tem todo direito de denunciar a prisão de Lula, dentro e fora do país. Até porque de 55% da população brasileira que, conforme levantamento do instituto Ipsos concorda que "a Lava Jato faz perseguição política contra Lula".

Não há nada para ser criticado aqui. Muito menos para ser investigado pelo Ministério Público, como se fosse possível dirigir e censurar as opiniões de uma senadora eleita por 3,1 milhões de votos, em 2010.

Depois de produzir, meia dúzia de vídeos que foram divulgados em outros países, em várias latitudes, Gleisi tem motivos de sobra para se dirigir aos países árabes, com os quais Lula e seu partido têm uma relação especial de convivência e solidariedade. Sem jamais ter descuidado de laços com históricos com o Estado de Israel, no governo Lula ocorreu a necessária aproximação com os países que produziram uma imensa corrente migratória em direção ao Brasil, com uma contribuição inegável para nossa economia e nossa cultura, na medicina e na literatura, sem falar na culinária. Antes de Lula, o comércio entre o Brasil e o Oriente Médio era uma ninharia econômica, da ordem de 2 bilhões de dólares. Cresceu cinco vezes nos oito anos de governo Lula, passando a 10 bilhões.

Num esforço para encontrar erros no vídeo de Gleisi, o Globo encontrou dois. Para ficar num exemplo: ela disse que Lula foi o único presidente brasileiro que fez uma visita a todos os países do Oriente Médio. O “erro” dela foi esquecer duas visitas mais rápidas de Dilma.

No vídeo, Gleisi lembrou que o Partido dos Trabalhadores sempre foi favorável a criação de um Estado Palestino. Pode parecer espantoso, subversivo, terrorista. Não, major Olímpio. Não, Ana Amélia. A ONU defende um Estado palestino desde 1947, quando autorizou a criação de Israel. Reforçou essa proposta em 1967, após guerra dos Seis Dias.

Na realidade, para quem pretendia defender Lula, Gleisi foi até modesta. Deixou de destacar uma iniciativa concreta de Lula pela paz. Isso ocorreu em 2009 quando, ao lado do governo da Turquia, Lula participou de negociações com o Irã pelo controle de pesquisas nucleares, chegando a um acordo provisório, que serviu de inspiração para um pacto assinado mais tarde, menos efeito que o original. Como se sabe, Lula não agia por conta própria, mas com estímulo de Barack Obama, então presidente dos Estados Unidos.

Os ataques a Gleisi expressam o receio claro da Lava Jato e seus aliados diante da grandiosa campanha internacional pela libertação de Nelson Mandela, uma das maiores da história. O mesmo temor está por trás do tratamento pouco respeitoso ao Premio Nobel da Paz Adolfo Perez Esquivel.

Nem todos se recordam, mas Mandela era um ilustre desconhecido fora da África do Sul em 1964, quando foi condenado a prisão perpétua. Deixou o cárcere vinte e sete anos depois, em 1991, depois que uma campanha internacional contra o apartheid e por sua libertação ganhou força planetária, incluindo boicote ao comércio com a Africa do Sul. A cúpula dos governos desenvolvidos se dividiu: Ronald Reagan e Margareth Tatcher sustentaram o Estado racista até o fim dos seus dias, com apoio de aliados menores, enquanto partidos e governos progressistas marchavam pelo outro lado. Sob o governo de François Mitterrand, e impulso da primeira dama Danielle Mitterrand, uma das maiores passeatas da história da França tomou as ruas de Paris para pedir liberdade para Mandela.

Verdade que Lula possui, hoje, uma estatura internacional que Mandela só adquiriu após longos anos de prisão. Enquanto Lula já recebeu 230 000 assinaturas favoráveis a sua indicação ao Nobel, Mandela foi laureado em 1993, dois anos depois de sair da prisão, e dividiu o Premio com o primeiro ministro sul-africano com quem dividiu a transição para o fim do apartheid. As denuncias sobre terrivel rotina na prisão ajudou na sistematização da plataforma internacional minima de direitos de prisioneiros, que leva seu nome.

No universo conservador em alta em boa parte da Europa e nos Estados Unidos de Donald Trump, o mundo também é outro, com ventos políticos diferentes daqueles que sopravam há 40 anos.

Não deixa de ser sintomático que, no esforço para manter Lula silencioso e invisível, a Lava Jato tenha ignorado até a Regra Mandela, assumida pela ONU como plataforma internacional mínima de direitos de prisioneiros.

Como se vê

Paulo Moreira Leite é colunista do 247, ocupou postos executivos na VEJA e na Época, foi correspondente na França e nos EUA

Publicado no Brasil247

Presidenta do STF Carmem Lucia indicada por Lula mostra sua ingratidão e o mantem preso poltico

                       

                 CARMEN LÚCIA DECIDE NÃO PAUTAR SEGUNDA INSTÂNCIA

Para manter o ex-presidente Lula como preso político em Curitiba, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, sinalizou que não vai pautar em plenário a ação do PCdoB que pede liminar contra prisão de condenados antes do trânsito em julgado; segundo o jornalista Gerson Camarotti, indicação de Cármen veio depois que o ministro Marco Aurélio Mello pediu que seja feito pelo plenário da Corte o julgamento da ação declaratória de constitucionalidade


247 - Para manter o ex-presidente Lula como preso político em Curitiba, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, sinalizou que não vai pautar em plenário a ação do PCdoB que pede liminar contra prisão de condenados antes do trânsito em julgado.

Segundo o jornalista Gerson Camarotti, indicação de Cármen veio depois que o ministro Marco Aurélio Mello pediu que seja feito pelo plenário da Corte o julgamento da ação declaratória de constitucionalidade (leia mais).

Ao analisar o pedido, Marco Aurélio disse que há indicativo de que o entendimento firmado em 2016 pelo STF e que permite a prisão de réus após condenação em segunda instância poderá mudar em uma nova análise pelo plenário da Corte.

Alguns ministros demonstraram contrariedade quando informados da ação do PCdoB. Isso porque há um sentimento majoritário no STF de congelar esse debate por um período, depois de o tema ter sido debatido durante o julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula recentemente.

Publicado no Brasil247

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Pesquisa indica Lula mais forte após a injusta prisão

                   
                   VOX POPULI: LULA FICOU MAIS FORTE APÓS PRISÃO

Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, mostra que o ex-presidente Lula, mesmo depois de ter sido preso, mantém a liderança e até ampliou sua vantagem sobre os demais candidatos às eleições de outubro; na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016); nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB, 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB; segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça


247 – Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, mostra que o ex-presidente Lula, mesmo depois de ter sido preso, mantém a liderança e até ampliou sua vantagem sobre os demais candidatos às eleições de outubro.


Segundo a pesquisa, 41% dos brasileiros consideram que Lula foi condenado sem provas, 44% consideram que a prisão de Lula foi injusta e 58% acham que ele tem o direito de ser candidato novamente à presidência da República, mesmo depois da prisão.

Na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016).

Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB (eram 50% x 14% em dezembro), 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, (eram 52% x 21%) e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB (eram 52% x 21%).

Segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário".

A pesquisa constata o aumento da simpatia ao PT e a diminuição da rejeição a Lula. "A prisão de Lula, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente", avalia Coimbra.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 17 de abril de 2018

Comissão do senado federal vai visitar Lula o preso politico brasileiro pós ditadura militar

Juíza acata visita de senadores a Lula, MPF de Curitiba quer enquadra-los, por Marcelo Auler

LULA E A DEMOCRACIA
TER, 17/04/2018 - 09:36
ATUALIZADO EM 17/04/2018 - 09:37

No parecer de Carlos Fernando Santos Lima o comunicado da CDH do Senado virou “pedido”. Ele ainda tenta enquadrar futuras visitas de comissões parlamentares.


                       

Juíza acata visita de senadores a Lula; MPF de Curitiba quer enquadra-los

por Marcelo Auler


em seu blog

Diante da inevitável “diligência” que nesta terça-feira (17/03), 14 senadores da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal farão à Superintendência Regional do Departamento de Polícia Federal do Paraná (SR/DPF/PR) para “verificar as condições de encarceramento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos demais presos naquela sede”, como consta do ofício nº 30/2018 do CDH, informando à Vara Federal de Execuções Penais de Curitiba a “visita”, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da conhecida República de Curitiba, parece querer enquadrar os parlamentares.

A “diligência” foi aprovada na quarta-feira passada (11/04) após a juíza Carolina Mouro Lebbos impedir que oito governadores e três senadores estivessem com o ex-presidente. Na ocasião, ela alegou não existir “flexibilização do regime geral de visitas próprio à carceragem da Polícia Federal”, tal como noticiamos em Juíza barra governadores, que deixam carta a Lula.
Mesmo sem que lhe tenha sido pedido qualquer manifestação a respeito, em ofício enviado à juíza Carolina no final da tarde desta segunda-feira (16/04) Santos Lima sugere que o MPF precisa concordar com a “diligência” e ainda faz referências ambíguas ao uso de celulares. Pelo jeito, quer evitar que senadores entrem na superintendência com seus telefones. Para isto, cita possíveis punições previstas para o preso pela Lei de Execuções Penais, como se Lula pudesse ser responsabilizado pelo que um senador fizer.
No despacho que anexou ao processo de execução da pena do ex-presidente às 15H51, a juíza parece reconhecer que não tem poderes para impedir a “diligência”, por ser decisão de outro Poder da República. Portanto, simplesmente acatou a  “visita”, da qual a Vara de Execução foi informada pelo oficio da presidente da Comissão, senadora Regina  Souza (PI-PT). No mesmo documento que “informou” a diligência, a senadora solicitou “as medidas cabíveis a fim de que sejam asseguradas as condições necessárias para que os senadores e senadoras tenham o devido acesso às dependências da Superintendência da Polícia Federal”.
No seu despacho, a juíza Carolina Lerbbos, não pediu a manifestação do MPF sobre a diligência dos senadores. Apenas mandou dar ciência.
Palpitando sem ser chamado – A juíza, no que até pode ser considerada uma crítica velada,  fez constar do despacho sua estranheza com relação à diligência. Expôs que não chegou “ao conhecimento deste Juízo qualquer informação de violação a direitos de pessoas custodiadas na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, já dotadas de defesas técnicas constituídas, tampouco tenha sido expressa no ofício a motivação da aprovação dos senadores”.
Ainda assim, apenas solicitou ao Senado a indicação dos “membros da Comissão que pretendem realizar a diligência”, em nome “da preservação da segurança e funcionamento do estabelecimento”. E determinou que fosse dada “ciência à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba e ao Ministério Público Federal”. Não pediu a manifestação sobre a “diligência”. Somente de outros pedidos de visitas a Lula.
Santos Lima, 3 horas depois  – às 19h07 -, indo além do que a juíza determinou, ajuizou manifestação na qual diz que o MPF, “em caráter excepcional, requer seja autorizada” a visita da Comissão. Faz ainda uma suposta insinuação com relação a celulares e tenta impor aos parlamentares a obrigatoriedade de prévia autorização do juízo para futura vistas “à prisão ou ao preso”. Quer, por exemplo, que especifiquem “a natureza da diligência” e “do fato que a motivou”. Seu parecer diz:
“(…) este órgão ministerial, em caráter excepcional, requer seja autorizada referida Comissão a verificar as condições de encarceramento do apenado, nos termos do pedido apresentado, desde que sejam observadas as restrições contidas na Lei de Execução Penal, notadamente o art. 50, inciso Vll, bem como outras eventuais condições de segurança impostas pelo Departamento de Polícia Federal.
Nessa senda. impende salientar que outros pedidos de diligência apresentados por comissões parlamentares consistentes em visita à prisão ou ao preso deverão ser previamente submetidos ao Juízo para autorização e deverão especificar a natureza da diligência e da circunstância de fato que a motivou, devendo para tanto serem apresentados os documentos legislativos específicos”.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Golpe jurídico parlamentar na democracia do Brasil cria alto índice de desemprego

                   


GOLPE CRIA DESEMPREGO ESTRUTURAL NO PAÍS

O tempo para se conseguir um emprego novo nunca foi tão alto; esse é o resultado de dois anos de golpe e de ausência de política econômica voltada para o trabalhador; os efeitos do triunvirato golpista Temer/Cunha/Aécio adentraram a esfera do desemprego estrutural; segundo a consultoria Idados, apenas 46% dos trabalhadores que perderam o emprego conseguiram recolocação no ano passado; há ainda um sentimento de desalento que faz com que a fila de 13 milhões de desempregados fique estagnada e/ou tenda a crescer ainda mais


247 – O tempo para se conseguir um emprego novo nunca foi tão alto. Esse é o resultado de 2 anos de golpe e de ausência de política econômica. Os efeitos do impeachment sem crime ultrapassam o crescimento da percepção de ausência de democracia: eles adentram a esfera do emprego estrutural.

Segundo dados da consultoria Idados, apenas 46% dos trabalhadores que perderam o emprego conseguiram recolocação no ano passado. Há, ainda segundo a consultoria, um sentimento de desalento que faz com que a fila de 13 milhões de desempregados fique estagnada e/ou tenda a crescer ainda mais.

“A economia voltou a crescer em 2017, mas, para a maioria dos brasileiros que perderam o emprego há mais de um ano, a crise ainda não passou. Segundo levantamento da consultoria IDados, apenas 46% dos trabalhadores que estavam em busca de uma vaga no fim de 2016 haviam conseguido ocupação no fim do ano passado. Desses, mais da metade foram para postos informais: sem carteira ou por conta própria. Já entre a maioria de 54% que não conseguiu emprego, cerca de um terço parou de procurar — parte por desalento. Para especialistas, os dados mostram que o país ainda demorará para diminuir a fila de quase 13 milhões de pessoas sem trabalho, 12,6% segundo a taxa de fevereiro.


Os dados compilados pela consultoria são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), do IBGE. Algumas informações do estudo foram antecipadas pela coluna de Ancelmo Góis, no GLOBO. Os pesquisadores compararam as amostras do fim de 2016 e do fim de 2017. Assim, foi possível verificar como se comportou a variação percentual de cada grupo de trabalhadores acompanhado pelo IBGE. O levantamento não calcula números absolutos porque as amostras não são exatamente as mesmas — cada domicílio é entrevistado cinco vezes ao longo de três meses”.

Leia mais aqui.

Publicado no Brasil247