quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Ano novo vida nova

Terminamos mais um ano que foi dificil e trabalhoso, no geral mais ganhamos doque perdemos, e não falo de dinheiro, mais sim de novos amigos e clientes que no decorrer do ano nos apresentam novas oportunidades e novas maneiras de encarar e de ganhar a vida.O bom das festas de fim de ano é que podemos reunir os amigos, rever os parentes, contar e ouvir as historias, relembrar os bons e maus momentos que fazem parte da vida.
Dai vem o rito da passagem para o ano novo, é como se deletassemos uma parte dos acontecimentos passados e a partir de novas esperanças revigoramos as energias para encarar o ano que chega e fazer as coisas acontecerem.
Desejo aos amigos e clientes que leem este modesto Blog um feliz ano novo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Entresafra e trabalho

Hoje estamos de plantão em um stand de vendas na av. rangel pestana 965 em são paulo capital.
A nossa cidade esta numa tranquilidade comun somente nesta época do ano. Porem a região do Brás e da 25 de março continua com um movimento pós natal bem grande. Nosso trabalho tem sido mais de mostrar como sera este lançamento imobiliario e como são as condições de financiamento pois o programa minha casa minha vida do governo federal sera parte do financiamento desta obra. O valor do m² é um pouco salgado porem é o preço de morar a 5 minutos da praça da sé e a 2 minutos de uma estação de metro.Como São paulo esta vazio lógicamente muitos clientes estão fora da cidade e os atendimentos tambem são abaixo do normal. É interessante notar que muita gente mesmo assim promete que vai passar pra dar olhada e acertar os detalhes de compra como prazo de entrega e forma de pagamento. Sabemos que esta semana é de entresafra, estamos só cumprindo tabela e se preparando para um novo ano que ao que tudo indica sera melhor que 2010.É esperar e trabalhar bastante para tornar nosso sonho em realidade e que nosso futuro e o de nossa gente seja mais próspero.
Não se esqueça se passar na região da rangel pestana, pare lá no numero 965 que eu terei o maior prazer da gente conversar sobre o mercado imobiliario e de lhe mostrar estes aptos de 1 e 2 dormitorio que serão entregues em dezembro de 2013 mas ja podem ser adquiridos a partir de hoje.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O mercado imobiliario ta bombando!

O mercado para os corretores de imoveis é um mundo de incertezas, pois todo mundo acha que com o boom imobiliario estamos ganhando rios de dinheiro. E muita gente sem a minima noção de vendas se aventura a vender apartamentos e casas na planta o que ocasiona uma inflação de profissionais em um curto espaço fisico em uma acomodação que muitas vezes deixa a desejar para atender o cliente. As imobiliarias pagam aos corretores novos ou não um percentual minimo de 0,88% do valor de venda em caso de lançamento ou se for trabalhar em um imobiliaria dito de terceiros pagam até 50% da comissão que gira em torno de 4% a 6%. O caras tem que ralar muito, não tem ajuda de custo nem as garantias minimas que todos os trabalhadores tem. Ou seja vendeu ganha não vendeu perde. Porem é uma profissão que voce tem a chance de em curto espaço de tempo ganhar dinheiro se fizer uma rede de relacionamentos e se propor divulgar os empreendimentos onde estiver atuando de maneira determinada e com foco no conhecimento do produto e no atendimento ao cliente.A empresas de construção estão trabalhando a todo vapor para atender a demanda por moradia, e bons profissionais sempre terão lugar garantido.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

1 Dormitorio no centro de São paulo


Algumas empresas estão investindo neste segmento de mercado, pois 1 dormitorio tem vendas garantidas e atende a um publico bem diverso, de solteiros, separados viuvos, casais jovens, aposentados a profissionais liberais.
O preço do m² esta alto e tende a subir pois os terrenos sempre ele estão ficando escassos.
lançamentos como o novo empreendimento da Engelux no bras que tem vendas pela Itaplan serão comercializados rapidamente devido a aceitação e falta de novidades na região do Bras.
trata-se de um torre unica com 24 pavimentos com apartamentos de 1 e 2 dormitorio com 31,66 e 50 m². Com Fitness, salão de jogos, bicicletario, a lavanderia tipo americana com 4 lavadoras e 4 secadoras industriais tera o desafio de vencer a cultura dos brasileiros de lavar roupa dentro casa.
Venha visitar nosso stand de vendas o mais rapido possivel e reservar a sua unidade. Eu faço a simulação de financiamento na hora, mas se voce quiser clique aqui mesmo no link a seguir:
http://www8.caixa.gov.br/siopiinternet/simulaOperacaoInternet.do?method=inicializarCasoUso

Av Rangel pestana, 965 no Bras,
Falar com com o Carvalho

Economia do Brasil será a quinta em seis anos

Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o Brasil deve se tornar a quinta maior economia do mundo em 2016 se depender da presidente eleita, Dilma Rousseff, e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que continuará no cargo. “Somos a nação do pré-sal, a nação da Copa do Mundo, da Olimpíada, e se depender da dona Dilma e do ”don Guido”, vamos ser a quinta economia do mundo em 2016 e vamos conquistar essa medalha de ouro”, disse Lula, durante balanço de seus oito anos de governo.

O presidente destacou os mais de 80% de aprovação de sua gestão ao fim do segundo mandato e lembrou que se somadas às avaliações de “regular”, sua aprovação chega a 96% da população. “É quase a unanimidade”, afirmou Lula. “Peço aos outros 4% que nos classificaram como ruins ou péssimos, que nos olhem com bondade e que olhem para a ”Dilminha” com bondade”, acrescentou.

O presidente afirmou que, ao contrário do que impressa publicou, não foi ele quem escolheu a continuidade dos ministros Mantega e Paulo Bernardo (que deixa o Planejamento e assume as Comunicações) no próximo governo. “A Dilma os conhece muito mais do que eu. Cada vez que eles entravam na minha sala, já tinham feito duas ou três reuniões com ela. Ela que escolheu, com o livre arbítrio dela”, disse Lula.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Minha casa minha vida nas comuniades carentes

blog do zé
Minha Casa chegará às favelas
Publicado em 04-Dez-2010
Uma importante decisão do governo para ampliar ... Uma importante decisão do governo para ampliar o programa Minha Casa, Minha Vida foi anunciada esta semana. A medida visa levar o programa às favelas já no próximo ano para garantir moradia a famílias com renda de até 10 salários mínimos. As medidas anunciadas incluem o uso de terrenos pendentes de regularização para a construção de moradias e, também, abre a possibilidade de construção de áreas comerciais nos condomínios do Minha Casa, Minha Vida.

Trata-se de uma importante medida, pois vai financiar custos de manutenção, trazendo sustentabilidade ao projeto, uma vez que famílias que recebem até dois salários mínimos não têm condições de arcar com custos condominiais para, por exemplo, manutenção de elevadores nos condomínios. A proposta prevê, também, a utilização de prédios abandonados nas grandes cidades para atender ao público do Minha Casa, Minha Vida. Nestes casos também serão criadas áreas comerciais nos prédios para que o custo do aluguel cubra os gastos com a manutenção.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pequenas empresas grandes negocios

Pequenas empresas forneceram R$ 7,3 bi ao governo federal de janeiro a setembro

Para a compra de produtos e contratação de serviços fornecidos pelas Micro e Pequenas Empresas (MPE) a Administração Pública Federal (direta, autárquica e fundacional) investiu R$ 7,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano. Esse desembolso representa um aumento de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, ou de 251%, quando comparado aos nove primeiros meses de 2006, quando entrou em vigor a Lei Complementar 123, que estabeleceu normas e tratamento diferenciado aos empresários desse porte.

Estes são alguns dos resultados de uma pesquisa que acaba de ser concluída pelo Ministério do Planejamento (MP). Em julho deste ano, o MP e o Sebrae assinaram um Termo de Cooperação Técnica para institucionalizar o poder de compras no governo, mobilizar os órgãos federais, estaduais e municipais e qualificar os pequenos fornecedores para as licitações.

De acordo com a secretária de Logística e Tecnologia da Informação do MP, Glória Guimarães, a lei do setor trouxe uma nova visão sobre o papel das aquisições governamentais. “Saímos do menor preço para contratar pelo melhor preço, uma lógica que fortalece o desenvolvimento, gerando oportunidades para mais pessoas e com ganhos sociais e econômicos”, informa ela ao justificar que a cada R$ 1 bilhão de compras feitas pelo governo federal às micro e pequenas empresas no país são gerados 7 mil novos empregos neste setor. Este grupo de empresários já representa 55% do universo de todos os fornecedores que vendem à Administração Federal. Do total de 411 mil empresas cadastradas no sistema do MP, 227 são de pequeno porte.

O levantamento também apurou que o pregão eletrônico é o meio mais usado pelo governo na aquisição de bens e contratação de serviços das MPE. De janeiro até agora foram movimentados recursos da ordem de R$ 5,6 bilhões por esta modalidade, ou 8,7% a mais que o volume registrado nos nove primeiros meses do ano passado.

Do site Secom em 25/11/2010 19:25hs

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Haja minha casa minha vida

País precisa de 23,4 milhões de moradias para zerar déficit habitacional

Levantamento realizado em parceria entre a Fundação Getúlio Vargas e a LCA indica que o Brasil precisa construir 23,4 milhões de moradias para zerar o déficit habitacional até 2022. O estudo será apresentado durante 9º Congresso Brasileiro da Construção e depois encaminhado ao governo federal como subsídio para a elaboração de um plano de desenvolvimento para o País.

Para atingir a meta, o estudo diz ser preciso investimentir cerca de R$ 255 bilhões ao ano. A capacitação de mão de obra também deverá ser um gargalo a ser enfrentado, pois os atuais dez milhões de trabalhadores do setor serão insuficientes.

Outro número que dimensiona o tamanho do desafio é a quantidade de terrenos. A estimativa é de que serão necessários 900 milhões de metros quadrados para abrigar as novas residências.

“As necessidades para um horizonte de 12 anos e os números levantados impressionam”, afirma Manoel Rossitto, diretor do Sindicato da Indústria da Construção Pesada.

Para o executivo, as soluções que se antecipam são aumentar em muito a produtividade, passando a usar mais tecnologia na indústria da construção.

Autor: Guilherme Barros

Odebrecht Realizações Imobiliárias aposta na cidade de Santos

A Odebrecht Realizações Imobiliárias (O’R) lança o maior complexo comercial do ano em Santos, o The Blue Officemall.

Este é o segundo empreendimento da O’R na cidade. Há três meses, a empresa lançou o The Garden, voltado para o segmento residencial, que já tem 95% das unidades negociadas.

O novo empreendimento terá mais de 480 salas e 58 lojas, e o Valor Geral de Vendas é de R$ 160 milhões. As vendas começam no próximo sábado.

A cidade de Santos está em forte processo de expansão, puxado pela revitalização portuária e pelos investimentos no pré-sal.

extraido da coluna do guilherme barros, comentarista do Ig.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Empreendedores formalizados no País superam 700 mil

Empreendedores formalizados no País superam 700 mil


Empreendedores formalizados no País superam 700 mil Ampliar
  • Segunda Semana de Formalização vai até 20 de novembro

Número deve aumentar com a segunda edição da Semana do Empreendedor Individual

A quantidade de empreendedores formalizados no Brasil chegou a 703.516 na quinta-feira (11), de acordo com Receita Federal do Brasil (RFB). O número deve aumentar nos próximos dias com o início da segunda Semana de Formalização - de 15 a 20 de novembro - promovida pelo Sebrae e entidades parceiras do Programa do Empreendedor Individual. A proposta dos organizadores do evento é realizar ações para permitir o cadastro dos pequenos empreendedores. Durante o evento haverá palestras e outras atividades esclarecendo a população sobre questões previdenciárias.

Diferentemente da primeira edição, concentrada nas capitais e grandes cidades, desta vez a mobilização tem como foco cidades pólo do interior. São municípios como Brasiléia (AC), Parintins (AM), Valparaíso (GO), Barra Mansa (RJ), Maringá (PR) e outras 100 localidades. Embora, a proposta seja interiorizar a iniciativa, também haverá ações em dez capitais: Salvador, Fortaleza, São Luis, Belo Horizonte, Belém, Teresina, Natal, Florianópolis, Palmas, Aracaju.

O gerente de Atendimento Individual do Sebrae, Ênio Pinto, espera que esta segunda semana permita aproximar mais da meta de 1 milhão de formalizações, “ Com a primeira mobilização conseguimos 46 mil formalizados em uma semana, esse número representa o triplo da média histórica nacional do Sebrae. Além disso, já ter tirado 700 mil negócios da informalidade é bastante expressivo”, destaca.

Formalização - O Programa Empreendedor Individual estimula a legalização das atividades de homens e mulheres que trabalham por conta própria no comércio, na indústria e no setor de serviços e têm renda bruta anual de até R$ 36 mil. Formalizado, o trabalhador passa a ter direito à proteção da Previdência Social e a benefícios como o auxílio-doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.

Além dos benefícios da Previdência Social, o empreendedor individual pode ter acesso a juros diferenciados na rede bancária, participar de compras do governo e de licitações para venda de produtos ou serviços. Têm ainda imposto zero para o governo federal e pagam apenas R$ 1 de ICMS, se for do comércio e da indústria, ou R$ 5 de ISS, caso atuem no setor de serviço, além da contribuição previdenciária de R$ 56,10 (11% sobre o salário mínimo). Para aqueles que têm atividade mista, de comércio e indústria e prestação de serviço, o custo é de R$ 62,10.

Empreendedor individual

- O trabalhador passa a ter direito à proteção da Previdência Social.

- Tem benefícios como o auxílio doença, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão.

- Pode ter acesso a juros diferenciados na rede bancária.

- Pode participar de compras do governo e de licitações para venda de produtos ou serviços.

- Tem imposto zero para o governo federal e paga apenas R$ 1 de ICMS, se for do comércio e da indústria, ou R$ 5 de ISS, caso atuem no setor de serviço.

- Paga contribuição previdenciária de R$ 56,10 (11% sobre o salário mínimo).

Extraido do site da Secom em 17/11/2010 20:26hs

sábado, 13 de novembro de 2010

Sobre o nosso Enen

Nicolelis: Só no Brasil a educação é discutida por comentarista esportivo

por Conceição Lemes

Desde o último final de semana, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o Ministério da Educação (MEC) estão sob bombardeio midiático.

Estavam inscritos 4,6 milhões estudantes, e 3,4 milhões submeteram-se às provas. O exame foi aplicado em 1.698 cidades, 11.646 locais e 128.200 salas. Foram impressos 5 milhões de provas para o sábado e outros 5 milhões para o domingo. Ou seja, o total de inscritos mais de 10% de reserva técnica.

No teste do sábado, ocorreram dois erros distintos. Um foi assumido pela gráfica encarregada da impressão. Na montagem, algumas provas do caderno de cor amarela tiveram questões repetidas, ou numeradas incorretamente ou que faltaram. Cálculos preliminares do MEC indicavam que essa falha tivesse afetado cerca de 2 mil alunos. Mas o balanço diário tem demonstrado, até agora, que são bem menos: aproximadamente 200.

O outro erro, de responsabilidade do Inep, foi no cabeçalho do cartão-resposta. Por falta de revisão adequada, inverteram-se os títulos. O de Ciências da Natureza apareceu no lugar de Ciências Humanas e vice-versa. Os fiscais de sala foram orientados a pedir aos alunos que preenchessem o cartão, de acordo com a numeração de cada questão, independentemente do cabeçalho. Inep é o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, órgão do MEC encarregado de realizar o Enem.

“Nenhum aluno será prejudicado. Aqueles que tiveram problemas poderão fazer a prova em outra data”, tem garantido desde o início o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Isso é possível porque o Enem aplica a teoria da resposta ao item (TRI), que permite que exames feitos em ocasiões diferentes tenham o mesmo grau de dificuldade.”

Interesses poderosos, porém, amplificaram ENORMEMENTE os erros para destruir a credibilidade do Enem. Afinal, a nota no exame é um dos componentes utilizados em várias universidades públicas do país para aprovação de candidatos, além de servir de avaliação parabolsa do PRO-UNI.

“Só os donos de cursinhos e aqueles que não querem a democratização do acesso à universidade podem ter algo contra o Enem”, afirma, indignado, ao Viomundo o neurocientista Miguel Nicolelis, professor da Universidade de Duke, nos EUA, e fundador do Instituto Internacional de Neurociências de Natal, no Rio Grande do Norte. “Eu vi a entrevista do ministro Fernando Haddad ao Bom Dia Brasil, TV Globo. Que loucura! Como jornalistas que num dia falam de incêndio, no outro, de escola de samba, no outro, ainda, de esporte, podem se arvorar em discutir um assunto tão delicado como sistema educacional? Pior é que ainda se acham entendedores. Só no Brasil educação é discutida por comentarista esportivo!”

Nicolelis é um dos maiores neurocientistas do mundo. Vive há 20 anos nos Estados Unidos, onde há décadas existe o SAT (standart admissions test), que é muito parecido com o Enem. Tem três filhos. Os três já passaram pelo Enem americano.

Viomundo — De um total de 3,4 milhões de provas aplicadas no sábado, houve problema incontornável em menos de 2 mil. Tem sentido detonar o Enem, como a mídia brasileira tem feito? E dizer que o Enem fracassou, como um ex-ministro da Educação anda alardeando?

Miguel Nicolelis — Sinceramente, de jeito algum — nem um nem outro. O Enem é equivalente ao SAT, dos Estados Unidos. A metodologia usada nas provas é a mesma: a teoria de resposta ao item, ou TRI, que é uma tecnologia de fazer exames. O SAT foi criado em 1901. Curiosamente, em outubro de 2005, entre as milhões de provas impressas, algumas tinham problema na barra de códigos onde o teste vai ser lido. A entidade que faz o exame não conseguiu controlar, porque esses erros podem acontecer.

Viomundo — A Universidade de Duke utiliza o SAT?

Miguel Nicolelis — Não só a Duke, mas todas as grandes universidades americanas reconhecem o SAT. É quase um consenso nos Estados Unidos. Apenas uma minoria é contra. E o Enem, insisto, é uma adaptação do SAT, que é uma das melhores maneiras de avaliação de conhecimento do mundo. O teste é a melhor forma de avaliar uniformemente alunos submetidos a diferentes metodologias de ensino. É a saída para homogeneizar a avaliação de estudantes provenientes de um sistema federativo de educação, como o americano e o brasileiro, onde os graus de informação, os métodos, as formas como se dão, são diferentes.

Viomundo — Qual a periodicidade do SAT?

Miguel Nicolelis – Aqui, o exame é aplicado sete vezes por ano. O aluno, se quiser, pode fazer três, quatro, cinco, até sete, desde que, claro, pague as provas. No final, apenas a melhor é computada. Vários estudos feitos aqui já demonstraram que o SAT é altamente correlacionado à capacidade mental geral da pessoa.

Todo ano as provas têm uma parte experimental. São questões que não contam nota para a prova. Servem apenas para testar o grau de dificuldade. Assim, a própria criançada vai ranqueando as perguntas, permitindo a ampliação do banco de questões. Outra peculiaridade do sistema americano é a forma de corrigir a prova. É desencorajado o chute.

Viomundo — Explique melhor.

Miguel Nicolelis — Resposta errada perde ponto, resposta em branco, não. Por isso, o aluno pensa muito antes de chutar, pois a probabilidade de ele errar é grande. Então se ele não sabe é preferível não responder do que correr o risco de responder errado.

Viomundo – Interessante …

Miguel Nicolelis – Na verdade, o SAT é maneira mais honesta, mais democrática de avaliar pessoas de lugares diferentes, com sistemas educacionais diferentes, para tentar padronizar o ingresso. Aqui, nos EUA, a molecada faz o exame e manda para as faculdades que quer frequentar. E as escolas decidem quem entra, quem não entra. O SAT é um dos componentes para essa avaliação.

Viomundo — Aí tem cursinho para entrar na faculdade?

Miguel Nicolelis — Tem para as pessoas aprenderem a fazer o exame, mas não é aquela loucura da minha época. Era cheio de cursinho para todo lugar no Brasil. Cursinho é uma máquina de fazer dinheiro. Não serve para nada a não ser para fazer o exame. Por isso ouso dizer: só os donos de cursinho e aqueles que não querem democratizar o acesso à universidade podem ter algo contra o Enem.

Viomundo –Mas o fato de a prova ter erros é ruim.

Miguel Nicolelis — Concordo. Mas os erros vão acontecer. Em 1978, quando fiz a Fuvest (vestibular unificado no Estado de São Paulo), teve pergunta eliminada, pois não tinha resposta. Isso acontece desde o tempo em que havia exame para admissão [ao primeiro ginasial, atualmente 5ª série do ensino fundamental) na época das cavernas (risos). Você não tem exame 100% correto o tempo inteiro.

Então, algumas pessoas estão confundindo uma metodologia bem estudada, bastante conhecida e aceita há décadas, com problemas operacionais que acontecem em qualquer processo de impressão de milhões de documentos. Na dimensão em que aconteceram no Brasil está dentro das probabilidade de fatalidades.

Viomundo -- Em 2009, também houve problema, lembra-se?

Miguel Nicolelis -- No ano passado foi um furto, foi um crime. O MEC não pode ser condenado por causa de um assalto, que é uma contigência e nada tem a ver com a metodologia do teste.

Só que, infelizmente, gerou problemas operacionais para algumas universidades, que não consideraram a nota do Enem nos seus vestibulares. Isso não quer dizer que elas não entendam ou nãoaceitam o teste. As provas do Enem são muito mais democráticas, mais racionais e mais bem-feitas do que os vestibulares de qualquer universidade brasileira.

Eu fiz a Fuvest. Naquela época, era muito ruim. Não media nada. E, ainda assim, a gente teve de se sujeitar àquilo, para entrar na faculdade a qualquer custo.

Viomundo -- Fez cursinho?

Miguel Nicolelis -- Não. Eu tive o privilégio de estudar numa escola privada boa. Mas muitas pessoas que não tinham educação de alto nível eram obrigadas a recorrer ao cursinho para competir em condições de igualdade.

Mas o cursinho não melhora o aprendizado de ninguém. Cursinho é uma técnica de aprender a maximizar a feitura do exame. É quase um efeito colateral do sistema educacional absurdo que até recentemente tínhamos no Brasil. É um arremedo. É um aborto do sistema educacional que não funciona.

Viomundo -- Qual a sua avaliação do Enem?

Miguel Nicolelis -- É um avanço tremendo, porque a longo prazo a repetição do Enem várias vezes por ano vai acabar com o estresse do vestibular. Você retira o estresse do vestibular. Na minha época, e isso acontece muito ainda hoje, o jovem passava os três anos esperando aquele "monstro". De tal sorte, o vestibular transformava o colegial numa câmara de tortura. Uma pressão insuportável. Um inferno tanto para os meninos e meninas quanto para as famílias. Além disso, um sistema humilhante, porque as pessoas que não podiam frequentar um colégio privado de alto nível sofriam com o complexo de não poder competir em pé de igualdade. Por isso os cursinhos floresceram e fizeram a riqueza de tanta gente, que agora está metendo o pau no Enem. Evidentemente vários interesses estão sendo contrariados devido ao êxito do Enem.

Viomundo -- Tem muita gente pichando, mesmo.

Miguel Nicolelis -- Todo esse pessoal que picha acha que sabe do que está falando. Só que não sabe de nada. Exame educacional não é jogo de futebol. Tem metodologia, dados, história. E olha que eu adoro futebol. Sempre que estou no Brasil, vou ao estádio para assistir ao jogos do Palmeiras [Ninguém é perfeito (rs)!] O Brasil fez muito bem em entrar no Enem. É o único jeito de acabar com esse escárnio, com essa ferida que é o vestibular .

Viomundo — Nos EUA, não há vestibular para a universidade. O senhor acha que o Brasil seguirá essa tendência?

Miguel Nicolelis -- Acho que sim. O importante é o seguinte. O Brasil está tentando iniciar esse processo. Quando você inicia um processo dessa magnitude, com milhões fazendo exame, é normal ter problemas operacionais de percurso, problemas operacionais. Isso faz parte do processo.

Nos Estados Unidos, as provas já são começam a ser feitas via internet. Como o Brasil em pouco tempo está avançando rapidamente, acredito que logo teremos várias provas por ano, como aqui [nos EUA, há sete, lembram-se?], e tudo por computador. O aluno se inscreve e, num dia e hora pré-determinados, vai com a sua senha a um terminal estabelecido — terá de se estabelecer uma rede – acessa e faz a prova. Será um exame só para ele. Você elimina o risco de vazamento e economiza com a impressão de provas, que custa um dinheirão.

Nós estamos caminhando para o Enem ser a moeda de troca da inclusão educacional. As crianças vão aprender que não é porque elas fazem cursinho famoso da Avenida Paulista que elas vão ter mais chance de entrar na universidade. Elas vão entrar na universidade pelo que elas acumularam de conhecimento ao longo da vida acadêmica delas. Elas vão poder demonstrar esse conhecimento sem estresse, sem medo, sem complexo de inferioridade. De uma maneira democrática.E, num futuro próximo, tanto as crianças de escolas privadas quanto as de escolas públicas vão começar a entrar nesse jogo em pé de igualdade. Aí, sim vai virar jogo de futebol.

Futebol é uma das poucas coisas no Brasil em que o mérito é implacável. Joga quem sabe jogar. Perna de pau não joga. Não tem espaço. O talento se impõe instantantaneamente.

Educação tem de ser a mesma coisa. O talento e a capacidade têm de aflorar naturalmente e todas as pessoas têm de ter a chance de sentar na prova com as mesmas possibilidades.

Extraido do blog: viomundo

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

o que é sucesso


O QUE É SUCESSO?

Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar.

http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEd_XtCKUI/AAAAAAAAAU8/kcALq73Xs60/s200/456411.gif

Aos 04 anos . sucesso é: não fazer xixi nas calças.

http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeJ7mgHgI/AAAAAAAAAV0/6ezNetUv2tg/s200/imagem.JPG

Aos 12 anos . sucesso é: ter amigos.
http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeNkM16oI/AAAAAAAAAWM/vcQULEXXKIQ/s200/quando-os-filhos-podem-viajar-com-os-amigos-57-36.jpg

Aos 18 anos . sucesso é: ter carteira de motorista.


http://2.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeO627zRI/AAAAAAAAAWU/V-G41TVbrfk/s200/Renova%C3%A7%C3%A3o-CNH-Poupatempo.jpg

Aos 20 anos . sucesso é: fazer sexo.
http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeDhGRIoI/AAAAAAAAAVU/6B6exNe_kbo/s200/amor.jpg

Aos 35 anos . sucesso é: dinheiro.
http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeIWN-fxI/AAAAAAAAAVs/h1-qN5ce7KQ/s200/empreendedor.jpg

Aos 50 anos . sucesso é: dinheiro.
http://2.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeMEzmWPI/AAAAAAAAAWE/teDwIRwr3Bs/s200/livro-o-empreendedor-roberto-justus1.jpg

Aos 60 anos . sucesso é: fazer sexo.
http://4.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeQUy7lII/AAAAAAAAAWc/eXWJ2cAzS8Y/s200/terceira_idade_2_jpg.gif

Aos 70 anos . sucesso é: ter carteira de motorista.
http://1.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeE9jCp2I/AAAAAAAAAVc/Z3tXzBeHdcQ/s200/Carteira+de+motorista.jpg

Aos 75 anos . sucesso é: ter amigos.
http://1.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeRbAg3pI/AAAAAAAAAWk/B8AhPQeMlAU/s200/terceira-idade-internet.jpg

Aos 80 anos .. sucesso é: não fazer xixi nas calças.
http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeGbGy7oI/AAAAAAAAAVk/bPBih2sPEvY/s200/d624f5f4fda475c1ecc99da51bd28de0.jpg

Aos 90 anos . sucesso é: conseguir andar.
http://3.bp.blogspot.com/_mix3yerJ-dY/THEeAhmFd_I/AAAAAAAAAVE/HOQSA36khTc/s200/54277886_1.jpg

ASSIM É A VIDA....

"...NÃO LEVAMOS NADA DESSA VIDA, PARA QUE PERDER TEMPO COM MALDADE, COM FALSIDADE, COM FALTA DE AMOR...

TODOS TEREMOS O MESMO DESTINO, INDEPENDENTEMENTE DA CONDIÇÃO FINANCEIRA, DA CLASSE SOCIAL; PORTANTO , AME , BRINQUE , PERDOE E APROVEITE A VIDA....

SEJA FELIZ"

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Sobre o Enem

A grafica errou 0,031% do material que produziu, mesmo assim querem anular 10 milhões de exames..e a nossa midia explora este tema como se em nosso pais so houvessem incompetentes e mal intencionados, acho muito estranho este bobardeio contra o sistema de exames, porque sera hem.
Vamos ao exemplo pelo mundo.

Para entar na faculdade de Direito da Universidade de Harvard, Barack Obama teve que fazer o ENEM (lá conhecido como SAT).

Sessenta países membros da OCDE submetem os estudantes ao ENEM – lá conhecido como teste PISA.

O Toffel de proficiência em inglês é um ENEM.

É um sistema universal, comparável, utilizado há 60 anos e há quinze no Brasil.

O usa o método TRI – perguntas diferentes com idêntido grau de dificuldade.

Só assim é possvel aplicar o ENEM em dias diferentes, locais distantes e, no Brasil, em 1.600 cidades do país e a três milhões de estudantes.

É o sistema que seleciona os alunos do ProUni, os que se submetem à Prova Brasil, à Provinha Brasil, ao Enseja e, proximamemnte, aos financiados pelo FIES.

(Na gestão Haddad, o FIES passou a dispensar fiador. E, se o aluno cursar Medicina ou se tornar professor de escola pública, não paga o financiamento – o Estado paga tudo. Que horror !)

Para se inscrever no ENEM, o candidato paga R$ 35.

Mas, se for egresso de escola pública ou se demonstrar que é pobre não paga nada.

Oitenta e três mil vagas de universidades públicas federais serão preenchidas pelo ENEM.

Com os 150 mil alunos do ProUni – que sempre tiveram que fazer o ENEM (para o Agripino Maia e a Monica Serra não dizerem que o ProUni é o “Bolsa Aluno vagabundo”) com os alunos do ProUni, serão 230 mil vagas de universitários do país aprovados no ENEM.

Para o aluno, o ENEM traz inúmeras vantagens.

Ele pode fazer a prova em qualquer uma das 1.600 cidades e se qualificar para estudar em qualquer faculdade do país.

Ele não precisa se deslocar para o local da faculdade.

Não precisa se preparar em cursinho para se qualificar em curriculos de vestibulares diferentes.

O ensino médio deve ser suficiente para levá-lo a uma faculdade, passado o ENEM.

É mais barato e mais racional: ele compara a média dele com a de seus concorrentes e avalia para onde mais é mais razoável ir.

Estas são informações extraídas de entrevista que este ordinário blogueiro fez com o Ministro Fernando Haddad, que vai ao ar esta terça feira às 21h00 na Record News.

Perguntei se ele concordaria com a minha suposição de que o ENEM é a banda larga para o pobre chegar à faculdade.

Ele disse que sim.

Extraido do site www.conversaafiada.com.br
do jornalista Paulo henrique Amorin

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Enfim uma mulher na presidencia

Como todas as pesquisas informaram temos a partir de hoje uma mulher eleita para a presidencia da republica. O bom momento porque passa o nosso pais e tem tudo pra continuar crescendo, portanto os investimento em infraestrutura na modernização dos portos e aeroportos e principalmente atendimento preferencial as camadas mais pobres da população serão alguns dos compromissos da Dilma.Tambem ao que tudo indica os financiamentos para imoveis continuarão ser fomentados pelo governo principalmente a manutenção do programa minha casa minha vida.
E o grande artifice disto tudo o presidente Lula sai do governo com 85% de aprovação e entra para historia como um dos melhores presidentes que o Brasil ja teve e um dos grandes estadistas do mundo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Delfim Netto sobre o Fome Zero

Antonio DELFIM NETTO, na CartaCapital, 20/10/2010, reproduzido na redecastorphoto

Qualquer semelhança entre a agressão da mídia no Brasil aos programas de Lula e as reações da mídia nos EUA ao New Deal, nos anos 30, não é só coincidência

Em abril de 2008, escrevi um comentário comparando o PAC e o Fome Zero do governo Lula aos programas de obras públicas e de combate ao desemprego sob o guarda-chuva do New Deal de FD Roosevelt, o presidente que conseguiu tirar a economia americana da Grande Depressão produzida a partir da quebra da Bolsa de NY, em outubro de 1929. Três quartos de século separam essas experiências: na primeira metade da década 1930-1940, os EUA e o mundo mergulharam numa crise sem precedentes.

Quando Roosevelt tomou posse, em 1933, para seu primeiro mandato, o PIB americano havia sido reduzido a praticamente a metade (56,4 bilhões de dólares) do que era em 1929 (103 bilhões de dólares).

Apesar da tragédia do desemprego, que chegava a 30% da força de trabalho, os EUA eram uma nação próspera. Havia muita riqueza e uma boa parte da sociedade afluente aceitava o desemprego como contingência natural numa economia de mercado. A melhor coisa que os governos deviam fazer era ficar fora disso.

Roosevelt surpreendeu, já no discurso de posse, anunciando o fim da era da indiferença: “Temos 15 milhões de sujeitos passando fome e nós vamos dar de comer a eles. O governo entende que é sua obrigação providenciar trabalho para que eles mesmos voltem a sustentar suas famílias.”

Para escândalo de muitos, seu governo pôs em marcha dois enormes programas, nunca antes tentados naquele país, de amparo ao trabalho e combate à miséria, com investimentos públicos em obras, cuja principal prioridade era absorver mão de obra (uma espécie de PAC). O empreendimento-símbolo foi a criação da TVA (Tennessee Valley Authority), que construiu barragens para a produção de energia e gerenciou os projetos de irrigação para a produção de alimentos.

Esses programas sofreram pesado bombardeio da oposição conservadora, que, a título de defender a livre iniciativa, esconjurava a intervenção estatal no setor privado, porque interferia na oferta e procura de mão de obra, desvirtuando o funcionamento do mercado de trabalho… Um dado interessante é que os ataques da mídia republicana evitavam agredir o presidente (e seus altos níveis de popularidade), concentrando toda a fúria contra a figura de Harry Hopkins, principal mentor dos programas de amparo ao trabalhador e gerente de obras públicas, qualificado de “perigoso socialista”. Qualquer semelhança com as agressões midiáticas recentes aos programas Fome Zero, Luz para Todos e ao PAC não é simples coincidência…

Hoje, ninguém duvida que o New Deal foi decisivo para a reconstrução da confiança dos americanos nos fundamentos do regime de economia de mercado. Suas ações ajudaram a salvar o capitalismo, na medida em que os milhões de trabalhadores que recuperaram os empregos voltaram “a acreditar na vontade e na capacidade do governo de intervir na economia para proporcionar uma igualdade mais substancial de oportunidades” (FDR numa de suas falas no rádio, Conversa ao Pé do Fogo).

O fato é que o PIB americano cresceu durante o primeiro e segundo mandatos e, em 1940, havia recuperado o nível que perdera desde o início da grande crise, medindo 101,4 bilhões de dólares. Roosevelt completou um terceiro mandato presidencial e ainda foi eleito (no fim da Segunda Guerra Mundial), para um quarto mandato, mas faleceu antes de exercê-lo.

Quando Lula assumiu o primeiro mandato, em 2002, a economia brasileira não estava na situação desesperadora da americana em 1933, mas contabilizava algo como 12% de desemprego da população economicamente ativa e vinha de um período de 20 anos de medíocre crescimento, com a renda per capita praticamente estagnada. Seu governo pôs em prática os programas de combate à fome que prometera no prólogo de sua Carta aos Brasileiros e posteriormente o PAC, que soma o investimento público e obras privadas, com foco na recuperação da desgastada infraestrutura de transportes, da matriz energética e na indústria da habitação. Setores de grande demanda de mão de obra e de promoção do desenvolvimento.

Oito anos depois (e 15 milhões de empregos a mais), os resultados são visíveis: queda acentuada das taxas do desemprego (para menos de 7% da população economicamente ativa), crescimento da renda e dos níveis de consumo da população, recuperação da autoestima do trabalhador e uma sociedade que adquiriu condições de oferecer substancial melhora na distribuição de oportunidades. Isso, tendo atravessado a segunda pior crise da economia mundial dos últimos 80 anos, com o PIB crescendo em 2010 acima de 7%.



Mídia no Brasil e no New Deal

Vendendo o Brasil ja começou.

Pra privatizar so falta ganhar

Hotel confirma reunião de FHC com investidores


O encontro onde FHC teria apresentado as privatizações de Serra a empresários estrangeiros foi no sofisticado Hotel das Cataratas

Um portal de Foz do Iguaçu, o Clickfoz, confirmou junto ao Hotel das Cataratas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve presente em um evento fechado ontem à noite no hotel com a presença de vários estrangeiros.

Segundo o jornalista mineiro Laerte Braga, em seu blog, Brasil Mobilizado, o propósito do encontro seria apresentar a investidores estrangeiros oportunidades de negócios no Brasil, com a privatização de estatais brasileiras no caso de vitória de José Serra.

Ainda segundo Braga, FHC estaria assumindo com os empresários o compromisso de venda de empresas como a Petrobras, Banco do Brasil e Itaipu, em nome de José Serra.

“Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito”, escreveu Laerte Braga. “E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef.”

Ainda segundo o blog, FHC teria dito, logo após ser apresentado pelo organizador do evento Raphael Ekmann, que “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas.”

Raphael Ekmann, ex-gerente comercial da Globosat, é responsável por relações com investidores do Grupo de Investimentos Tarpon. Em 2006, este grupo fez uma oferta hostil para tentar comprar a Acesita, e em 2009, vendeu sua participação na siderúrgica para a Arcelor Mittal.

Braga cita a presença de outras pessoas, como Alice Handy, que vem a ser fundadora e presidente de um grupo privado de investimentos em Charlottesville, nos Estados Unidos, e de Anjum Hussain, diretor de gerenciamento de risco de outro fundo de investimentos que administra US$ 1,6 bilhão.

A jornalista Hildegard Angel afirmou em seu blog no R7, que “o fato é realmente grave e pode ser visto como um ato contra a soberania brasileira e seria importante tanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como o candidato José Serra virem a público esclarecer essa denúncia.”

Alem de todas as baixarias agora mais esta, o famigerado FHC ja esta articulando pra vender nossas riquezas caso o candidato dele vença a eleição: bata na madeira.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Segundo IBOPE, 40% da classe C prevê comprar imóvel nos próximos meses

Sendo que quase 40% da população de classe C no país pretende comprar um imóvel nos próximos meses, segundo o estudo "Classe C Urbana do Brasil: Somos iguais, Somos Diferentes", divulgado nesta terça-feira pelo Ibope. São cerca de 37 milhões de pessoas, entre os quase 100 milhões de indivíduos que fazem parte dessa fatia da sociedade.

Outros cerca de 9,5% pretendem ainda comprar um automóvel nos próximos 12 meses, novo ou usado. "Esse é um mercado cuja demanda reprimida é altíssima, capaz de fazer crescer consistentemente a indústria automobilística por um bom tempo", de acordo com a apresentação do estudo do Ibope.

O instituto entrevistou cerca de 20 mil pessoas com um questionário composto por aproximadamente 1.000 perguntas.

A pesquisa aponta ainda que mais da metade da população da classe C gostaria de guardar dinheiro, mas considera isso difícil. Sendo que 39% declararam não saber nada sobre investimentos e finanças, enquanto 61% não gostam de ter dívidas. "Entretanto, uma parcela acima da média nacional afirma ter tendência a gastar dinheiro sem pensar", segundo o Ibope.
Atenção corretores vamos a luta atenção total ao cliente pois financiamento tem.

Seguro fiança locatícia ganha destaque no mercado imobiliário

De acordo com a Susep, o seguro de fiança locatícia, usado como garantia na locação de imóveis, movimentou R$ 106 milhões em prêmios nos primeiros oito meses do ano, recorde para o período e expansão de 4% na comparação com igual período de 2009. Até o fim do ano, as perspectivas são também muito boas, principalmente devido à nova Lei do Inquilinato, cujas regras tendem a motivar maior demanda pelo produto, que garante o pagamento de aluguéis e demais encargos, em caso de inadimplência do inquilino.

De acordo com o especialista Carlos Barros de Moura, da BarrosDeMoura & Associados e diretor da APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro), o seguro fiança locatícia é bom para o inquilino, porque ganha independência e cria um histórico positivo junto aos órgãos de controle de crédito.

Para os proprietários, as vantagens incluem o recebimento do aluguel, de forma ágil e sem burocracias. “Mas é sempre bom lembrar que o consumidor precisa pagar pela ficha cadastral, que fica em torno de R$ 45,00, valor que não é devolvido caso a seguradora não aceite a proposta”, ressalta Barros de Moura.

Ele avisa ainda que, em geral, não há diferenças significativas entre casas e apartamentos, mas o seguro pode variar de preço de acordo com a região do país se a finalidade do imóvel for comercial.

Simulações - Por exemplo, para uma casa situada em São Paulo, considerando um aluguel de 1.000,00, o seguro custa R$ 965,09. Esse valor pode chegar a R$ 2.283,99 se a pessoa incluir coberturas acessórias para IPTU, contas de água e luz, danos causados ao imóvel, além de optar pelos serviços agregados, como chaveiro, vidraceiro, dedetização, instalação de ventilador de teto, assistência em antenas, reparos de máquina de lavar roupas, refrigerador, entre outros.

Ao contrário dos imóveis com finalidade residencial, os comerciais apresentam diferenças significativas, de acordo com a localização. No caso de um espaço cuja locação custa R$ 3.000,00, o pacote completo do seguro (valor mensal do aluguel mais coberturas acessórias), fica em cerca de R$ 4.000,00. O mesmo imóvel terá um seguro de aproximadamente R$ 5.400,00, no município de Piracicaba, por exemplo.

Barros de Moura lembra que as diferenças existem porque as seguradoras trabalham com análises de riscos que envolvem o estudo da localização, ocupação e construção dos imóveis. Mas o seguro fiança locatícia que, em geral, pode ser dividido em até 12 vezes, é um produto hoje muito bem aceito pelo setor imobiliário.

“É muito difícil encontrar pessoas dispostas a assumir as responsabilidades de ser fiador. Além disso, o produto se modernizou e é uma excelente opção para quem vai alugar um imóvel, pois oferece uma série de benefícios que podem ser acoplados à cobertura básica”, avalia.

O especialista - Carlos Antônio Barros de Moura é consultor sênior de BarrosDeMoura & Associados e diretor da APTS (Associação Paulista dos Técnicos de Seguro). Tem mais 35 anos de experiência na indústria de seguros, como executivo de seguradoras ou corretoras, além de ser professor e palestrante, e participa regularmente de encontros nacionais e internacionais sobre seguros, resseguros, gerenciamento de riscos e administração geral.

sábado, 25 de setembro de 2010

Vai faltar espaço!

Tenho recebido muitas consultas de clientes querendo se instalar em Guarulhos, nossa cidade tem 1,3 milhão de habitantes então muitos comerciantes querem vir pra esta cidade como não tem espaço pra todo mundo os preços disparam.tradicional ponto do comercio local, o calçadão da Rua Dom pedro é o que mais tem procura pois ali circulam por dia mais de 130 mil pessoas, isso é melhor que qualquer shopping so que sem os custos deste.Esta rua depois que virou calçadão tomou de vez a cara de centro comercial, como os espaços disponiveis são poucos o comercio começa se expandir e ampliar para ruas laterias proximas.
Sinal das mudanças é que grandes redes de magazines, farmacias, lojas de confecção entre outros estão procurando mais não estão achando local para montar suas lojas.
A construção civil esta entre os que mais empregam na cidade, como ja falei anteriormente fruto das linhas de financiamento disponibilizados pelos bancos e pelo governo federal.

sábado, 18 de setembro de 2010

Você deseja comprar um imóvel?

Um dos responsáveis pelo otimismo no mercado imobiliário é a oferta de crédito concedida por bancos e financiadores para compradores de imóveis de grande e pequeno poder de investimento. De janeiro a julho de 2010, aproximadamente 13 bilhões de reais financiaram cerca de 310000 unidades, de acordo com dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Uma grande vantagem desses eventos é que funcionam como um atalho para o consumidor indeciso e são uma vitrine para as empresas participantes. Além de oferecerem imóveis com condições diferenciadas para o comprador, eles têm papel importante para construtoras e incorporadoras, uma vez que podem expor a marca e transmitir valores como segurança, solidez e qualidade, indispensáveis nesse mercado.

Em São Paulo, a organização do Salão Imobiliário de São Paulo (SISP), que acontecerá de 23 a 26 de setembro, aguarda a participação de 80.000 pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi. "O Salão reúne construtoras, incorporadoras, imobiliárias, bancos, seguros e consórcios em um só lugar e potencializa negócios", afirma Marly Parra, diretora-executiva da Reed Exhibitions, organizadora do evento.

Cerca de 200.000 imóveis novos e usados estarão à disposição daqueles que procuram a casa própria e também de investidores. Parcerias firmadas com empresas garantem ofertas no Brasil e no exterior, de bens que vão de 150.000 a 30 milhões de reais.

Simultaneamente ao Salão imobiliário, acontecem, ainda, outras exposições com o objetivo de atrair mais pessoas e diversificar o público: a Casa e Decoração Show, destinada a profissionais de decoração e ao consumidor final; a Fiaflora Expo Garden, para interessados em paisagismo; e a Expo Síndico, voltada para profissionais do ramo.

Fonte: Painel Imobiliário

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Salão Imobiliario no Anhembi

Começa dia 18 de setembro o salão imobiliario de São Paulo no pavilhão de exposições o Anhembi e são esperados mais de 85 mil visitantes sendo que ja tem 18 mil pré cadastrados pela internet.Destes visitanters, 70% irão a feira com intenção de compra.Imoveis com 2 dormitorios e suites até R$ 300 mil são os mais procurados aliado aos financiamentos bancarios e ao alongamento dos prazos de pagamento o que tem atraido muitos casais jovens, a feira tem tudo para ser um sucesso dado ao grande momento por que passa o setor imobiliario.
O anhembi fica perto do campo de marte, proximo ao terminal rodoviario Tiete.Sugestão se for de carro estacione no metro tiete por R$ 6 reais por doze horas e va de microonibus até a entrada do pavilhão.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Fogo na mata e pedagio


Fui no feriado de sete de setembro visitar um grande amigo dos tempos de teatro debate do ABC. Hoje ele e a esposa Nancy estão morando numa cidade de Minas que se chama Aiuruoca, fica pra frente de caxambu.A região é maravilhosa e o local que eles escolheram pra fazer a casa tambem é muito bonito.De São paulo até lá são 4 horas e meia de viagem pela fernão dias, paguei, acreditem paulistanos exatos R$ 4,40 reais de pedagio e a estrada é muito boa, no dia anterior a viagem fui a cajamar aqui do lado de são paulo, paguei R$ 12,70 de pedagio em 20 minutos de estrada.Bom falei isso pra fazer a comparação de como a gente é assaltado em são paulo com a conivencia das autoridades estaduais.Bom mas voltando a falar de minas, chegamos lá e quase fomos vitimas da queimada, pois ao sair do asfalto pegamos uma estrada de terra, uns 10 km, ai pudemos ver o queimada a poucos metros, e o susto que isso causa na população local e nos visitantes tambem.Meu amigo paulo marchesan estava envolvido com as brigadas de incendio que é a resposta da população para ações deste tipo em conjunto com as forças responsaveis pelas florestas e os bombeiros.Tudo por causa do clima seco e da irresponsabilidade do ser humano, pois nos vimos varios focos de incendio durante a viagem e soubemos que esta conversa de que o mato pega fogo espontaneamente é pura bobagem é conversa fiada de quem não entende.na verdade o mato queima porque alguem ateou fogo criminosamente.Fora este detalhe o local agora com a criação de um parque estadual esta lindo e muito sossegado.

sábado, 11 de setembro de 2010

Clareando as idéias

Ola Amigos

Li esse artigo em um site, ele foi escrito por * Celso Barros, que é mestre em Sociologia pela Unicamp e doutor em Sociologia por Oxford.
Achei interessante para o momento atual no Brasil e resolvi postar aqui.Perder 3 minutinhos lendo pode te valer de 4 anos de crescimento, ou melhor de mais crescimento.

Por que votarei em Dilma Rousseff


por Celso Barros *

-- Dilma Vana Rousseff --


Os três principais candidatos nessa eleição presidencial são muito bons. A terceira colocada deve ser Marina Silva, e Marina Silva seria melhor presidente que 90% dos presidentes do mundo. Levando em conta só os competitivos, nos últimos dezesseis anos só Garotinho (que a The Economist traduzia como “Little Kid”) avacalhou nosso currículo, onde, na minha modesta opinião, devemos ter orgulho de ostentar Lula e FHC.
Mas é preciso escolher, e, no que se segue, argumentarei que a melhor opção para o Brasil no momento é uma ex-guerrilheira nerd.

1.
Um bom governo, na minha opinião, deve (a) ser democrático, (b) não avacalhar a estabilidade econômica, e (c) combater a pobreza e a desigualdade. Por esses critérios, o governo Lula foi indiscutivelmente bom.
O governo Lula, tanto quanto o governo FHC, foi um governo democrático. Quem lê jornal no Brasil não apenas percebe que é permitido falar mal do governo, mas pode mesmo ser desculpado por suspeitar que falar mal do governo é obrigatório por lei. Os partidos de oposição atuam com plena liberdade, os movimentos sociais, idem, e, aliás, eu também. O Olavo de Carvalho se mandou para os Estados Unidos, dizem que com medo de ser perseguido politicamente, mas, se tiver sido por isso, foi só frescura. De qualquer modo, nunca antes nesse país exportamos tantos Olavos de Carvalho.
A economia foi muito bem gerida durante a Era Lula, a despeito do que falam muitos petistas (talvez preocupados com a falta de oposição competente). Companheiros, deixemos de falar besteira: a política econômica foi um sucesso. Mantivemos o bom sistema de metas de inflação implantado por Armínio Fraga no (bom) segundo governo FHC, e acrescentamos a isso: uma preocupação quase obsessiva por acumular reservas internacionais, a excelente ideia de comprar de volta nossa dívida em dólar, e medidas de incentivo fiscal quando foi necessário. A dívida como proporção do PIB caiu consideravelmente, e só voltou a subir quando foi necessário combater a crise. Certamente voltará a cair já agora.
Por essas e outras, fomos os últimos a entrar e os primeiros a sair da maior crise econômica desde 1929. Os tucanos se consideravam uma espécie de Keynes coletivo por terem sobrevivido à crise do México. Com muito menos custo, sobrevivemos à crise dos EUA. E isso se deu porque a economia durante a Era Lula foi muito mais bem administrada do que durante o primeiro governo FHC. No segundo governo FHC, aí sim, a economia foi bem gerida, e Lula fez muito bem em copiar seus métodos de gestão.
E, na área social, o Lula realmente se destaca na história brasileira, e na conjuntura econômica mundial. FHC não merece nada além de parabéns por ter copiado o Bolsa-Escola do governo petista do Distrito Federal (cujo governador havia idealizado o programa ainda na década de 80), e o PT merece críticas por ter atrasado sua adoção insistindo no confuso “Fome Zero” por tempo demais; mas, uma vez re-estabelecida a sanidade, o programa foi implementado com imenso sucesso, e, associado à política de recuperação do salário mínimo, e à boa gestão da economia, geraram resultados que não estavam nas projeções do mais otimista dos petistas em 2002. Para ser honesto, eu sempre votei no Lula, mas nunca achei que fosse dar tão certo.
A pobreza caiu algo como 43%. Vou dizer com palavras, para não dizerem que sou cabeça-de-planilha: a pobreza no Brasil caiu quase pela metade. Rodrigo Maia, escreva essa frase no quadro cem vezes. Mais de 30 milhões de pessoas (meia França, não muito menos que uma Argentina inteira) subiram às classes ABC. Cortamos a pobreza extrema pela metade (mas ainda é, claro, vergonhoso que tenhamos pobreza extrema). A desigualdade de renda caiu consideravelmente: a renda dos 10% mais ricos cresceu à taxa de 3 e poucos % na Era Lula, enquanto a renda dos mais pobres cresceu mais ou menos 10% ao ano, as famosas taxas chinesas. E tem uns manés que acham que os pobres votam no Lula porque são ignorantes ou mais tolerantes com a corrupção. Dê essas taxas à nossa elite e o Leblon inteiro tatua a cara do Zé Dirceu.
Não é à toa que o economista Marcelo Neri, um dos mais respeitados estudiosos da pobreza no Brasil, fala no período de 2003-2010 como “A Pequena Grande Década”. Tanto quanto sei, Neri não é petista.
Por outro lado, há algumas semanas, o sociólogo Demétrio Magnoli escreveu um balanço crítico do governo Lula, que considera um desastre. O artigo praticamente não tem nenhum número. I rest my case.
2.
Seria idiota dizer que isso não é, em nenhum grau, motivo para votar na Dilma. Dilma participou ativamente disso tudo, e, no mínimo, apoiou isso tudo. Marina Silva, é verdade, apoiou quase tudo isso. José Serra não o fez, e muitos de seus simpatizantes continuam convictos de que os últimos oito anos, em que a renda dos brasileiros mais pobres cresceu no ritmo da economia chinesa, foi uma era das trevas da qual a nossa elite bem pensante (hehehe) acordará em breve, chorando de felicidade porque era só um pesadelo.
Mas, até aí, eu considero que a Era FHC também foi boa para o país, por outros motivos, e mesmo assim foi bom que Lula fosse eleito em 2002 (como irrefutavelmente provado acima). Por que não seria esse o caso, agora?
Em primeiro lugar, porque não acho que será bom para o Brasil se o governo Lula tiver sido só um intervalo. Se Serra ganhar a eleição, eis o que se tornará a versão oficial sobre esse período: uns caras com diploma governavam muito bem o Brasil por muitas décadas, aí surgiu um paraíba muito carismático que acabou % ganhando a eleição, mas não fez nada demais, por isso eventualmente a turma do diploma retomou o controle da coisa toda. Coloquei um sinal de porcentagem no meio da frase para que ela tivesse pelo menos um erro que não fosse também papo furado.
É importante compreender que os novos atores que compõem o PT vieram para ficar, pois são sócios-fundadores de nossa democracia, e que, de agora em diante, o Brasil é um país com uma esquerda que sabe ser governo. Isso quer dizer que agora a direita, para vencer eleições, precisa apresentar boas candidaturas (de preferência sem roubar nossos sociólogos, ou economistas heterodoxos) e, o mais crucial de tudo, apresentar propostas para os mais pobres, que acabam de descobrir que podem melhorar imensamente suas vidas com o voto. A direita brasileira ainda não fez esse trabalho: continua pensando como se fosse um direito natural seu governar o país, e esperando que algum movimento legitimista re-estabeleça a ordem nesta budega.
Enquanto a justiça eleitoral não fizer o voto do Reinaldo Azevedo ter peso 50 milhões, a estratégia de fingir que o governo Lula não desmoralizou os anteriores, diminuindo a pobreza sem desestabilizar a economia, não vai ganhar eleição. Enquanto não tiver um projeto para o país (o que, diga-se, o Plano Real foi), a oposição não merece voltar ao governo. Como o PT dos anos 90, por exemplo, não merecia ganhar a presidência, pois seu programa era o que, no jargão sociológico, era conhecido como “nhenhenhém”. O PT venceu quando reconheceu que o papo agora era outro, e era preciso partir das conquistas já alcançadas. Não há sinal que consciência semelhante exista na oposição como bloco político, embora, sem dúvida, o candidato Serra o tenha compreendido.
3.
Mas esse tampouco é o melhor motivo para se votar na Dilma. O melhor motivo para se votar na Dilma é a Dilma.
Dilma tem uma trajetória política muito singular, como, aliás, tinham FHC e Lula. Quem tiver lido seu perfil recente na revista Piauí pode notar que há tantos fatos interessantes na sua vida que o jornalista mal teve espaço para falar dela, como pessoa. Dilma foi guerrilheira, foi torturada, e, durante a democratização, entrou para o PDT. Quando visitou, recentemente, o túmulo de Tancredo, a turma de sempre reclamou que o PT não o havia apoiado no Colégio Eleitoral. Bem, Dilma, como o PDT, apoiou Tancredo. Eventualmente, foi parar no PT, onde cresceu fulminantemente, e foi beneficiada pela decisão da oposição de queimar um por um dos quadros petistas mais famosos, algo pelo que, suspeito, já começam agora a se arrepender. Estariam pior agora se o candidato do Lula fosse, digamos, o Dirceu?
Tem gente que, com temor ou esperança, acha que Dilma mudará o rumo da economia. Eu posso estar errado, mas, baseado no que vi até agora, acho o seguinte: Dilma está singularmente posicionada para fazer com que, sob essa mesma política econômica, e com o mesmo compromisso com a justiça social, o país comece a crescer bem mais rápido do que cresceu nos últimos dezesseis anos.
Eu gosto de dizer o seguinte sobre política econômica: é verdade, o Banco Central desacelera o crescimento quando mantém os juros altos (e segura a inflação). Mas, a essa altura, o crescimento econômico já levou uma surra; antes de chegar no Banco Central, o carro do crescimento já tomou batidas da nossa falta de política de inovação, da baixíssima capacidade de investimento do Estado, da pobreza (que diminuiu, mas, para nossa vergonha, ainda está aí), do nosso abissal nível de qualificação educacional, dos entraves inacreditáveis para se abrir ou fechar um negócio, dos problemas gravíssimos da nossa urbanização. Essa desacelerada que o Banco Central dá é porque, depois de tomar tanta batida, ou nosso carro desacelera ou ele desmonta na pista.
Nossa visão deve ser a seguinte: queremos ter produção tecnológica como a Índia, mas com muito mais preocupação com a justiça social, e queremos ter o crescimento da China, mas com a mais absoluta democracia e com as garantias ambientais necessárias. Se esses limites nos atrasarem um pouco, paciência, somos, em nossos melhores momentos, um país que leva essas coisas a sério. O que não é admissível é que qualquer coisa que não nossos princípios atrase nosso progresso.
Muita gente diz que Lula entregou a candidatura à Dilma de mão-beijada, mas, aproveito para advertir, muita calma nessa hora, meu povo. Lula também lhe entregou uma roubada incrível, que foi também um teste. Quando Dilma foi colocada na direção do PAC, experimentou em primeira mão o quão ineficiente é nosso Estado como indutor do investimento: uma legião de entraves burocráticos, pressões políticas e uma história de más prioridades tornaram nosso Estado incapaz de investir e de oferecer infra-estrutura (tanto física quanto legal quanto humana) para o investimento privado.
A beleza da coisa é que Dilma é uma c.d.f. obcecada por políticas públicas. Quem leu sua entrevista no livro organizado pelo Marco Aurélio Garcia e pelo Emir Sader não pode ter deixado de se divertir com a diferença entre as coisas que os entrevistadores querem perguntar e as coisas que ela quer responder: os caras lá falando do liberalismo, de não sei o que mais, e ela animadona com um jeito de furar poço de petróleo, com um jeito qualquer de administrar hospital. Respeito muito o Marco Aurélio, que foi meu professor, mas a Dilma sai da entrevista muito melhor que ele e o Sader.
Me anima especialmente que, em vários momentos, tenha visto Dilma puxando o assunto das políticas de inovação. O Brasil não vai dar um salto qualitativo em termos de desenvolvimento enquanto não produzir tecnologia. Tecnologia é o tipo de coisa que depende de bons arranjos entre governo e setor privado, e, a crer nos relatos até agora a respeito de sua passagem pelo ministério de Minas e Energia, Dilma tem uma postura pragmática saudável nessas questões.
Lula deu ao capitalismo brasileiro milhões de novos consumidores, e essa descendência política exigirá de Dilma compromisso forte com a inclusão social. Mas agora é hora de dar ao capitalismo brasileiro a competitividade necessária para que ele gere os empregos de que precisam os novos ex-miseráveis, os formandos do ProUni, ou das novas Universidades Federais, inclusive; é hora de montar um Estado que entregue aos cidadãos as cidades necessárias à boa fruição da vida moderna, e montar um sistema de inovação tecnológica que tire da direita o monopólio do discurso moderno.
Por conhecer melhor do que ninguém o tamanho desse déficit, e pelo que se depreende de sua postura até agora diante desses problemas, Dilma Rousseff é a melhor opção para a presidência do Brasil nos próximos oito anos.
Até porque, contará com um recurso que só o PT tem: uma imprensa tão hostil que o sujeito realmente, realmente tem que prestar atenção para não fazer besteira. Superego é uma coisa útil, senão você trava.
4.
Certo, mas deve ter gente pensando, ah, mas ela é só uma tecnocrata, vai ser engolida pelos políticos (o bom é que essa mesma turma dizia que o Lula, por não ser um tecnocrata, ia ser engolido pelos políticos). Deve ter gente, à direita e à esquerda, com esperança de manipular a Dilma. A Dilma, no caso, é aquela menina que, aos vinte e poucos anos, inspirava respeito até nos caras do Doi-Codi, como se depreende dos documentos da época. Se quiser ir tentar manipular essa dona aí, rapaz, boa sorte, vai lá. Depois você conta pra gente como é que foi.


* Celso Barros, Rio de Janeiro-RJ, é mestre em Sociologia pela Unicamp e doutor em Sociologia por Oxford. Blog: napraticaateoriaeoutra.org

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CEF responde ao Estadão

NOTA DA CAIXA

Em relação à matéria "Minha Casa Minha Vida deixa de lado quem ganha menos" (30/08), a Caixa Econômica Federal esclarece que as informações publicadas, atribuídas ao vice-presidente de Governo da CAIXA, Jorge Hereda, não correspondem nem ao que foi dito durante a entrevista e nem à realidade. Ao contrário, as famílias com renda familiar de 0 a 3 salários mínimos são, sim e prioritariamente, atendidas pelo Programa, conforme dados abaixo:

- Até o dia 27/08, 610 mil unidades habitacionais foram contratadas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. Dessas, 376,6 mil, ou seja, mais de 60% dos imóveis, atendem famílias na faixa de renda de 0 até 3 SM – sendo 282,1 mil com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), e 94,5 mil com outras modalidades de financiamento. Trata-se do maior volume de recursos já aplicados e a maior quantidade de unidades de um programa habitacional no país voltado para aquela faixa de renda.

- Em uma análise sobre o orçamento, constata-se que já foram contratados mais de 82% de todo o recurso de R$ 14 bilhões destinado a atender exclusivamente as famílias de 0 a 3 SM. Ou seja, o orçamento total para essa faixa de renda da população já está em fase final de contratação, devendo ser aplicado totalmente durante já este mês de setembro.

- Para famílias também com renda até 3 SM, que podem contratar financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), contando com subsídio direto que permite o acesso a moradias ofertadas pelo mercado, a quantidade contratada também já supera 94,5 mil unidades habitacionais, correspondendo a mais de R$ 3,76 bi em financiamentos. Isso só foi possível graças à subvenção que famílias receberam do governo.

- O valor de subsídio, citado no item anterior, concedido exclusivamente para o público de até 3 SM que contratou financiamento direto ou para aquisição na planta de uma moradia, passa de R$ 1,49 bi. Esse número, além de constituir o maior valor dessa natureza na história já alocado para acesso a moradia no Brasil, demonstra que o MCMV achou a modelagem orçamentária adequada para suprir as necessidades dessa faixa de renda e também para as famílias com renda até 6 SM.

- O MCMV foi lançado em março/2009 e as propostas começaram a ser entregues à CAIXA em abril/2009. Transcorrido pouco mais de um ano, o número de unidades que chegaram ao cliente final até 31/07 é de 3.588, na faixa de 0 a 3 SM. Construir um empreendimento habitacional, independente da faixa de renda, não acontece como um passe de mágica; ele tem que ser edificado. Assim, o número de entregas está absolutamente de acordo com o prazo de construção de um empreendimento habitacional, que varia entre 12 e 24 meses em função da quantidade de unidades, da especificação dos imóveis e até de condições climáticas, dentre outros fatores. Ou seja, as entregas começam a acontecer, de fato, ao final deste semestre e ao longo de 2011. Não há, nem deveria mesmo haver, expectativa diferente.

Por fim, reforçamos que a matéria, ao afirmar em seu título e em seu lead que o MCMV "deixa de lado quem ganha menos" e que "tem dificuldades em atender as famílias de até três salários mínimos", oferece ao leitor uma interpretação duplamente equivocada. As informações acima, todas prestadas à repórter, deixam bem claro que o foco do Programa é atender famílias de menor ou nenhum poder aquisitivo, de forma prioritária, além de visar também àquelas de renda de até 6 SM e até 10 SM, cumprindo a meta estabelecida pelo governo federal.

Assessoria de Imprensa

Caixa Econômica Federal
Do blog de luisnassif, ter, 31/08/2010 - 11:38

Financiamento no segmento de alto padrão

Bancos acirram briga no crédito para imóvel de alto padrão
Para evitar concorrer com a Caixa, instituições investem no nicho, que responde por 15% do mercado de financiamento imobiliário


O empresário Leandro Cardoso de Almeida foi ao shopping em dezembro do ano passado e saiu com uma carta de crédito imobiliário na mão. Na loja da BM Sua Casa no shopping West Plaza, em São Paulo, ele financiou seu segundo imóvel, uma casa dentro de um condomínio. Almeida não conhecia a financeira, mas procurava novas opções. Depois de comprar seu primeiro apartamento com crédito da Caixa Econômica, banco que lidera o segmento, o empresário priorizou a agilidade em vez da taxa de juros na segunda compra. "Na Caixa, o meu financiamento levou mais de quatro meses para sair. Desta vez, não quis ter dor de cabeça."

Assim como Almeida, outros clientes de média e alta renda priorizam a qualidade do atendimento e a velocidade na hora de financiar um imóvel. Apesar de representar a menor parte dos contratos – de cerca de 15% do total, o que corresponde a um mercado de cerca de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões -, bancos privados e financeiras promovem uma disputa acirrada por esse público-alvo.

Entre 2010 e 2016, as classes A e B demandarão, em média, 230 mil unidades por ano, número seis vezes menor do que a demanda da classe C, de quase 1,5 milhão de imóveis ao ano, de acordo com estimativas da consultoria MB Associados.

Investimentos em melhorias de processos internos e capacitação de pessoal para atender os clientes de alta renda estão entre as principais armas dessas instituições financeiras. Segundo elas, os esforços valem a pena dado o potencial de crescimento do segmento habitacional.

“Estimamos um avanço de 40% neste ano e nos próximos”, diz Jaime Chiganças, superintendente de crédito imobiliário do HSBC. Nos cálculos da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a expansão esperada para os empréstimos feitos com recursos da poupança e do FGTS é de 53% em 2010, um salto de R$ 49,6 bilhões para R$ 76 bilhões.

Agência do Bradesco em São Paulo; bancos privados buscam expansão em crédito imobiliário
Leia também:

* Caixa amplia crédito para imóveis de alto padrão
* BB tem R$ 7 bi para crédito imobiliário
* HSBC estima alta de 40% no crédito imobiliário
* Caixa pode se capitalizar para expandir crédito
* Poupança pode não suportar alta do crédito habitacional em 2013
* Bradesco amplia previsão de crédito imobiliário em R$ 1 bi
Marina Gazzoni e Olívia Alonso, iG São Paulo | 31/08/2010 05:22

domingo, 29 de agosto de 2010

Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar

Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/08/2010
Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar
Fernando Galembeck, da Unicamp apresentou suas descobertas históricas hoje (25) durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos.


Alimentar casas e fábricas com eletricidade coletada diretamente do ar pode ser possível: cientistas brasileiros resolveram um enigma científico que durava séculos sobre como a umidade na atmosfera torna-se eletricamente carregada, abrindo caminho para seu aproveitamento.

Imagine dispositivos capazes de capturar a eletricidade do ar e usá-la para abastecer residências ou recarregar veículos elétricos, por exemplo.

Da mesma forma que painéis solares transformam a luz do Sol em energia, esses painéis futurísticos poderão coletar a eletricidade do ar - a mesma eletricidade que forma os relâmpagos - e direcioná-la de forma controlada para alimentar qualquer equipamento elétrico, nas casas e nas indústrias.

Se isso parece revolucionário demais, mais entusiasmante ainda é saber que a descoberta que poderá tornar esses sonhos uma realidade foi feita por um cientista brasileiro.

O professor Fernando Galembeck, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) apresentou suas descobertas históricas hoje (25) durante a reunião da American Chemical Society (ACS), em Boston, nos Estados Unidos.

"Nossa pesquisa pode abrir o caminho para transformar a eletricidade da atmosfera em uma fonte de energia alternativa para o futuro," disse Galembeck. "Assim como a energia solar está liberando algumas residências de pagar contas de energia elétrica, esta nova e promissora fonte de energia poderá ter um efeito semelhante."

Eletricidade atmosférica

A descoberta do professor Galembeck parece resolver um enigma científico que já dura séculos: como a eletricidade é produzida e descarregada na atmosfera.

No início da Revolução Industrial, os cientistas perceberam que o vapor que saía das caldeiras gerava faíscas de eletricidade estática - trabalhadores que se aproximavam dos vapores eram frequentemente atingidos pelos choques elétricos.

Mas essa eletricidade se forma também em locais mais amenos, quando o vapor de água se junta a partículas microscópicas no ar, o mesmo processo que leva à formação das nuvens - é aí que começam a nascer os relâmpagos.

Nikola Tesla ficou famoso pelas suas tentativas de capturar e utilizar essa eletricidade do ar, tentativas infelizmente nem sempre bem-sucedidas.

Mas, até agora, os cientistas não tinham um conhecimento suficiente sobre os processos envolvidos na formação e na liberação de eletricidade a partir da água dispersa pela atmosfera.

"Se nós soubermos como a eletricidade se acumula e se espalha na atmosfera, nós também poderemos evitar as mortes e os danos provocados pelos raios," estima Galembeck.

Higroeletricidade

Os cientistas sempre consideraram que as gotas de água na atmosfera são eletricamente neutras, e permanecem assim mesmo depois de entrar em contato com as cargas elétricas nas partículas de poeira e em gotículas de outros líquidos.

Mas o professor Fernando Galembeck e sua equipe descobriram que a água na atmosfera adquire sim uma carga elétrica.

O grupo brasileiro confirmou essa ideia por meio de experimentos de laboratório que simulam o contato da água com as partículas de poeira no ar.

Eles usaram minúsculas partículas de sílica e fosfato de alumínio - ambas substâncias comumente dispersas no ar - para demonstrar que a sílica se torna mais negativamente carregada na presença de alta umidade, enquanto o fosfato de alumínio se torna mais positivamente carregado.

"Esta é uma evidência clara de que a água na atmosfera pode acumular cargas elétricas e transferi-las para outros materiais que entrem em contato com ela," explicou Galembeck. "Nós a chamamos de higroeletricidade, ou seja, a eletricidade da umidade."

Coletores de energia do ar
Cientista brasileiro descobre como coletar energia do ar
Painéis para capturar a energia higroelétrica poderão ser colocados no topo dos prédios para drenar a energia do ar e impedir o acúmulo das cargas elétricas que são liberadas na forma de raios. [Imagem: Martin Fischer]

No futuro, segundo Galembeck, poderá ser possível desenvolver coletores - similares às células solares que coletam a luz solar para produzir eletricidade - para capturar a higroeletricidade e permitir seu uso em residências e empresas.

Assim como as células solares funcionam melhor nas regiões mais ensolaradas do mundo, os painéis higroelétricos vão funcionar de forma mais eficiente em áreas com alta umidade, uma característica das regiões tropicais, Brasil incluído.

Alta umidade significa altos níveis de vapor de água no ar - um vapor que se torna visível ao se condensar e embaçar os vidros do carro, por exemplo, e cuja baixa intensidade incomoda tanto nos dias secos de inverno.

Galembeck afirmou em sua apresentação que uma abordagem semelhante poderia ajudar a prevenir a formação de raios. Ele vislumbra a colocação de painéis higroelétricos no topo de prédios em regiões onde ocorrem muitas tempestades. Os painéis drenariam a energia do ar, impedindo o acúmulo das cargas elétricas que são liberadas na forma de raios.

Seu grupo de pesquisa já está testando metais para identificar aqueles com maior potencial para utilização na captura da eletricidade atmosférica e prevenção dos raios.

"São ideias fascinantes que novos estudos, nossos e de outras equipes de cientistas, poderão tornar realidade," disse Galembeck. "Nós certamente temos um longo caminho a percorrer. Mas os benefícios no longo prazo do aproveitamento da higroeletricidade podem ser substanciais."

Fenômenos eletrostáticos

Durante o século 19, houve vários relatos experimentais associando a interface ar-água e os fenômenos eletrostáticos da chamada "eletricidade do vapor". O famoso Lord Kelvin idealizou um equipamento, que ele chamou de condensador de gotas de água, para reproduzir experimentalmente o fenômeno.

Contudo, até hoje ninguém havia conseguido descrever os mecanismos do acúmulo e da dissipação das cargas elétricas na interface ar-água.

Isso pode dar a dimensão dos resultados agora obtidos pelos cientistas brasileiros.

O trabalho do professor Fernando Galembeck e sua equipe demonstra que a adsorção do vapor de água sobre superfícies de materiais isolantes (dielétricos) ou de de metais isolados - devidamente protegidas dentro de um ambiente blindado e aterrado - leva à acumulação de cargas elétricas sobre o sólido, em um intensidade que depende da umidade relativa do ar, da natureza da superfície usada e do tempo de exposição.

A pesquisa verificou ainda um aumento acentuado nas cargas elétricas acumuladas quando são usados substratos líquidos ou isolantes sólidos, sob a ação de campos externos, quando a umidade relativa do ar se aproxima de 100%.

Bom gente pra quem leu até aqui parabens, esta materia nos remete a pensar num mundo cada vez mais dependente de aprendermos a trabalhar em harmonia com a naureza.

sábado, 28 de agosto de 2010

Morar num condominio parque clube

Ha 3 anos foi lançado o condominio parque clube aqui em Guarulhos.Um belo empreendimento que ja sinalizava uma tendência que é ter tudo dentro do local onde voce mora, como quadras, piscinas, saunas,espaço mulher,jardins, pet care, salão de jogos, areas de convivencia,salas de cinema, lan-house etc. Na verdade ainda não havia tantas linhas de financiamento e uma crise ja pairava pelo mundo, e foi enfrentada de frente aqui no Brasil tornando-se de fato uma marolinha.Com o sucesso de vendas os apartamentos de 150 metros esgotaram em pouco tempo devido a carencia deste produto até então.De 700 aptos em 6 torres, sendo uma torre para aptos de 150 m² 2 torres para aptos de 134m² e 3 torres para aptos de 91m². No dia do lançamento foram vendidas 230 unidades.Hoje quando esta para ser entregue, a cidade ja tem varios lançamentos semelhantes e que tambem são sucesso de vendas, nossa cidade Guarulhos segundo fontes do IBGE ja sinaliza uma população de 1,4 milhões de pessoas,e somos uma das regiões que mais tem financiamentos pela caixa economica federal e o bairro pimentas durante muito tempo o patinho feio, agora é cortejado por construtoras e varios lançamentos na linha popular são neste bairro que tem aproximadamente 650 mil pessoas.
Esta era a propaganda com o jogador de basquete Oscar Schimidt.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Estrangeiros agora tem limite na compra de terras

A União limitou a compra de terras por estrangeiros. O presidente Lula aprovou parecer da Advocacia-Geral da União que dá nova interpretação para uma lei de 1971, impondo regras para a venda de imóveis rurais a empresas com sede no Brasil controladas por estrangeiros, o que hoje não existe.

Publicadas no “Diário Oficial da União” ontem, as novas regras já estão em vigor.

Além de autorização do Incra para adquirir imóveis rurais, as empresas comandadas pelo capital externo não podem comprar mais de 25% das terras de um município nem fazer aquisições para projetos agrícolas, pecuários e industriais se esses objetivos não estiverem nos estatutos das companhias.

Está proibida ainda a venda de terras de mais de 250 hectares a 5.000 hectares, dependendo do Estado. As empresas estrangeiras perdem assim a igualdade que tinham em relação às empresas de capital nacional.

A AGU justifica a medida dizendo que “a crise de alimentos no mundo e a possibilidade de adoção, em larga escala, do biocombustível são os novos vetores dessa abordagem estratégica da questão da propriedade de terras no Brasil”. A decisão de aprovar o parecer, porém, demorou quase dois anos.

O texto -de setembro de 2008- coincide com o início da crise global. Apesar da disposição do governo de controlar a presença estrangeira na Amazônia, avaliou-se que era preciso esperar o melhor momento para impor limites à compra de terras.

Enquanto os demotucanos, FHC, José Serra, Kátia Abreu, entre outros sempre foram favoráveis a não ter limites para a venda de terras a empresas e investidores estrangeiros, o presidente Lula limita a venda.

Celso Jardim (com informações de Fernanda Odilla)

Ja era hora pois os estrangeiros estavam entrando com muito apetite pra comprar terras aqui em nosso pais, isso sem falar que lá no norte nordeste onde os europeus estão fazendo a festa e comprando grandes extensões de terra na faixa litoranea.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cresce o crédito para habitação, em julho 3,9%

As operações de financiamento para habitação lideraram a expansão do crédito em julho, de acordo com dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). Na comparação com junho, o total de financiamentos habitacionais cresceu 3,9% e atingiu R$ 116,057 bilhões. Nos 12 meses encerrados em julho, a carteira tem crescimento de 50,8%.

Outro segmento que apresentou expansão das operações em ritmo maior que a média em julho foi a indústria, cuja carteira cresceu 1,6% na comparação com junho, totalizando R$ 329,211 bilhões. A categoria das pessoas jurídicas registra alta de 11% no acumulado de 12 meses. Já os empréstimos para as pessoas físicas tiveram expansão 1,1% no mês, para R$ 502,241 bilhões, em ritmo inferior à média do crédito, que subiu 1,2% em julho. Em 12 meses, a carteira de crédito das famílias acumula alta de 16,3% e o total da indústria de crédito no Brasil teve expansão de 18,4%.

Outras notas interessantes:

* Juro do cheque especial vai a 167,3% ao ano
* Crédito cresce 1,2% em julho ante junho no Brasil, diz BC
* Juro bancário médio sobe em julho para 35,4% ao ano
* Inadimplência no crédito livre segue em 5% em julho

Da Agencia Estado 24/08/2010