sexta-feira, 3 de maio de 2013

O projeto integração do rio São Francisco

O Projeto de Integração do São Francisco (PISF) é um empreendimento de proporções e complexidade elevadas que vai garantir segurança hídrica a uma população de cerca de 12 milhões de pessoas no Nordeste brasileiro. Trata-se do maior projeto hídrico brasileiro cuja proposta data do Segundo Império. Desde então todas as tentativas de implantação do projeto fracassaram. Apenas em 2007 a integração do Rio São Francisco, de fato teve início.
É natural e esperado que um projeto desse tipo, que busca responder de forma estruturada e definitiva a um problema histórico como a seca, depare-se com dificuldades ao longo de sua execução e que isso aumente o horizonte de execução das obras.

Em relação a isso, outros projetos de transposição pelo mundo dão uma mostra de quão estendidos podem ser os prazos de implantação. Nos Estados Unidos, o projeto Colorado-Big Thompson, de 240km, levou 21 anos até ser finalizado; a transposição Tejo-Segura, na Espanha, demorou 40 anos para ter os seus 242 km concluídos; os 150 km do Projeto Chavimochic, no Peru, foram executados ao longo de 10 anos.

Embora mais demorados, nenhum dos projetos mencionados se aproxima da grandeza dos eixos Norte e Leste da transposição do Rio São Francisco, que perfazem 469km de extensão nos mais variados terrenos geográficos do Nordeste brasileiro, alguns passíveis de obras mais rápidas e outros que exigem intervenções mais delicadas.

Vale dizer que a ingênua hipótese de um projeto como esse, construído de forma absolutamente linear (quer dizer realizar a obra em sequência: acabar trecho 1 para começar o 2 e assim sucessivamente) aumentaria em alguns anos o prazo de execução das obras, que teriam de ser interrompidas sempre que fosse encontrada alguma dificuldade não antecipada. A imagem pejorativamente qualificada de “quilométrica passarela de retalhos na qual faltam costura e pedaços de tecido”, nada mais é do que diferentes frentes de obras simultâneas, que contribuem para uma antecipação do prazo de conclusão do projeto como um todo e não o contrário.
Hoje, o Projeto de Integração do São Francisco encontra-se num novo momento de execução.

O Eixo Norte, que tinha 26% dos seus 252 km executados em dezembro de 2012, está hoje com 36% já concluídos, enquanto o Eixo Leste, de 217 km, está com 52% de execução.



Mais importante do que o percentual de execução é o fato de, hoje, os 16 lotes que formam as seis metas de execução do projeto – três no Eixo Leste e três no Eixo Norte – estarem em obras em obras ou com seus problemas já solucionados.
Deles, um já foi finalizado e 11 estão em obras. Os cinco lotes ainda com obras suspensas terão as licitações de serviços remanescentes lançadas ainda em maio, o que possibilitará a retomada das obras no início do próximo semestre.
Com isso, até o final de 2014, parcelas significantes tanto do Eixo Leste quanto do Eixo Norte já estarão funcionando, possibilitando o abastecimento de água à população nordestina. E até o final de 2015, ambos os eixos atualmente em obras estarão plenamente concluídos.
A retomada do ritmo das obras já se faz sentir também no contingente de trabalhadores empregados. Hoje, cerca de 4.500 pessoas estão mobilizadas com o projeto, 3.300 delas apenas nas obras civis.
Com a retomada e o aumento de ritmo nas obras de todos os lotes, a expectativa é que esse número chegue a aproximadamente 6 mil trabalhadores até meados do ano e aumente ainda mais até o final de 2013.
Esta é uma obra complexa, mas está em plena execução: não existe nenhum fantasma de concreto.
Existe uma grande obra em pleno andamento, fiscalizada por todos órgãos de controle, inclusive por uma comissão do Senado que tem visitado a obra mensalmente.
Como qualquer outra obra em andamento, não é possível ter seu uso antes da conclusão, ou antes, de uma etapa concluída.
O lado positivo das críticas ao atraso das obras do PISF é que elas demonstram que hoje há um consenso: a obra é importante e deve ser concluída.
Já houve tempo em que a obra foi amplamente questionada, recebeu críticas e havia duvidas quanto à sua realização.
Hoje, sobrevivem apenas os especialistas em “quanto pior melhor”, os céticos profissionais e os de má-fé.

Assinado:
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

Veja mais no site conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim e como a Globo vai partir para o ataque para desconstruir tudo o que esta sendo feito.
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2013/05/02/transposicao-globo-nao-verte-uma-gota-de-verdade/