sábado, 31 de agosto de 2013

A sociedade brasileira e o programa mais médicos por Elói Pietá

O programa Mais Médicos revela as entranhas da sociedade brasileira – Por Elói Pietá

30 de agosto de 2013 às 11:58
Por Elói Pietá
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Uma jornalista brasileira, Micheline Borges, assim se manifestou sobre médicas cubanas negras que desembarcaram no Brasil para o programa Mais Médicos: “Essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica. Será que são médicas mesmo? Médico geralmente tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência”.
Além do crime de racismo, ela demonstra desprezo pelas empregadas domésticas, que para ela não tem postura, não tem aparência. Ela revela a convicção de que só os brancos podem ser médicos, só eles tem cara de médico, só eles tem postura, tem aparência.
O mais grave é que o próprio secretário nacional de Gestão Estratégica do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro, constatou isso entre jovens médicos brasileiros do Ceará, que o agrediram fisicamente quando ele estava dando as boas vindas aos médicos cubanos em Fortaleza. Diz ele sobre a manifestação convocada pelo sindicato dos médicos no Ceará: “Foi um ato de agressividade, xenofobia, preconceito e racismo. Eles ainda sentem saudades da Casa Grande e Senzala”.
O próprio secretário estadual de Saúde do Ceará, Arruda Bastos, escorregou nas palavras justamente quando prestava solidariedade aos médicos estrangeiros agredidos verbalmente pelos jovens médicos manifestantes de Fortaleza. Disse ele: “Nada justifica uma atitude deste tipo. Foi um dia negro para a classe médica do estado”. Conclui-se que se os médicos brasileiros tivessem dispensado boas vindas ao invés de xingamentos, seria um dia branco.
Quem diz que não há racismo na sociedade brasileira? O que estranhou para muitos ao ver as imagens dos médicos cubanos chegando, diferente da imagem dos médicos espanhóis e portugueses? É que boa parte deles são negros. Embora a sociedade brasileira seja composta por maioria de origem negra é raríssimo encontrarmos negros e negras como médicos nos postos de saúde e hospitais. Começa aí a real discriminação racial vigente na sociedade brasileira. Ainda estamos no século 19, na era anterior a Charles Darwin, que além de provar a evolução das espécies provou que negros e brancos são essencialmente iguais, que a jornalista e os jovens médicos brancos do Ceará tem a mesma humanidade e a mesma capacidade possível que as negras empregadas domésticas. Depende das chances de estudar.
Trata-se também de uma discriminação social. A origem de quem faz medicina no Brasil é classe alta e classe média tradicional. Isso já mostra o gargalo social que são nossas faculdades de medicina. E, em boa parte mostra, por que os nossos médicos não querem ir para a periferia e para as pequenas cidades mais pobres de nosso país. Lá estão os negros e negras.

*Artigo publicado no jornal Diário de Guarulhos em 29/08/2013
Comentario meu:
Eloi Pieta é ex-prefeito de Guarulhos SP Brasil  é do partido dos trabalhadores e fez um governo de inclusão social e de atendimento as camadas mais pobres da cidade, com ele o bairro dos pimentas e ate então esquecido e onde vivem mais de 600.000 mil pessoas começou a ter atenção das autoridades com saneamento básico ruas asfaltadas instalação da universidade federal e do hospital dos pimentas entre outros tanto serviços a disposição da população.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Enfim os médicos chegaram, mas?

Aos gritos de "escravos!" cerca de 50 médicos cearenses liderados pelo presidente do seu sindicato, José Maria Pontes,  fizeram um "corredor polonês" para impedir a saída de 79 médicos cubanos ao final do primeiro dia do curso do Mais Médicos na Escola de Saúde Pública do Ceará, em Fortaleza, na noite desta segunda-feira. "Não aceitamos que eles apenas passem por uma avaliação de português e Sistema único de Saúde", pontificou o presidente do sindicato. Quem lhe concedeu esta autoridade?
O governo teve que pedir reforço policial quando os médicos brasileiros tentaram invadir o prédio, depois de cercar todas as saídas, obrigando os médicos cubanos a permanecer por mais 40 minutos no saguão da escola, enquanto autoridades tomavam providências para evitar um conflito maior.
Segundo a Agencia Estado, a polícia acompanhou o protesto de perto, mas não interveio, quando os cubanos finalmente saíram, sob os xingamentos dos seus colegas cearenses, em direção ao 23º Batalhão de Caçadores do Exército, ondre estão hospedados. Alguns jovens com a bandeira de Cuba que assistiam à cena chamaram os médicos brasileiros de "mercenários".
Pode parecer ironia, mas Fortaleza é conhecida como a cidade da hospitalidade. Pelo menos era, até última vez em que estive por lá.
É este o resultado da campanha insana deflagrada por parte da classe médica, suas entidades representativas e setores da mídia contra a vinda de 400 profissionais cubanos para trabalhar no programa Mais Médicos.
De vez em quando, dá até vergonha de ser brasileiro, como aconteceu comigo ao ver a foto de Jarbas Oliveira na capa da Folha, em que aparece um médico cubano que passa altivo, mas assustado, pelo "corredor polonês", sendo xingado por jovens de jaleco branco com as mãos abertas em forma de concha na boca como se vê em protestos estudantis.
Direto do balaio do Kotcho no portal r7.
Comentario:
A coisa ficou muito politizada, quando o governo do FHC importou os medicos Cubanos a imprensa não deu um pio sobre o assunto e nem tentou destruir a iniciativa , agora as entidades de medicos estão assustados e ninguem sabe explicar direito o porque de tanto medo em ter mais medicos no pais sejam eles cubanos russos ou de qualquer outra nacionalidade.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Governo injeta quase 20 Bi no Minha Casa Minha Vida

Governo concede R$ 18,7 bi para o Minha Casa, Minha Vida

A expectativa é que o financiamento beneficie 3,4 milhões de famílias

O governo federal lançou nesta quarta-feira uma linha de crédito especial de R$ 18,7 bilhões para os beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) adquirirem móveis e eletrodomésticos. O anúncio do financiamento, chamado de Minha Casa Melhor, foi feito pela presidente Dilma Rousseff, com a participação do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.

As famílias de qualquer faixa de renda do programa poderão financiar até R$ 5 mil, com taxas de juros de 5% ao ano e prazo de pagamento de até 48 meses. Também haverá um desconto de 5% na nota fiscal incidentes sobre os preços à vista. As prestações podem ser pagas por boleto bancário ou débito em conta. A expectativa é que o Minha Casa Melhor beneficie 3,4 milhões de famílias.

Os beneficiários poderão adquirir geladeira, fogão, lavadora de roupas automática, computador, TV digital, guarda-roupa, cama de casal e de solteiro (com ou sem colchão), mesa com cadeiras e sofá. O objetivo é oferecer condições à família - que saiu do aluguel - a dar o segundo passo, que é montar sua casa e, assim, melhorar a qualidade de vida.

O acesso aos recursos será por meio de um cartão magnético, emitido pela Caixa Econômica Federal. A linha de financiamento estará disponível por 12 meses, a partir da emissão do cartão. Esse prazo permitirá aos beneficiários planejar suas compras e pesquisar o melhor preço, dentro do limite de R$ 5 mil. Cada produto tem um limite máximo de preço.

O beneficiário poderá contratar o financiamento dos móveis e eletrodomésticos a partir da data da entrega das chaves. As prestações do imóvel devem estar em dia. Caso contrário, terão que ser regularizadas, e após dez dias úteis, o contratante poderá solicitar o cartão de compras.

A linha de financiamento é operada pela Caixa Econômica federal, mas os clientes do programa que adquiriram o imóvel pelo Banco do Brasil também terão acesso. A contratação poderá ser feita pelo telefone 0800-726-8068 ou nas agências da Caixa.

O cartão de compras será entregue na residência do beneficiário, após dez dias, para ser utilizado nas 13 mil lojas credenciadas em todo o país. As informações sobre os produtos e a relação das lojas credenciadas estão disponíveis no site do programa.

domingo, 4 de agosto de 2013

Desisti da compra do imóvel e agora?

Dinheiro de volta: direitos do comprador que desiste do imóvel

Justiça entende que construtora deve devolver quantia paga em parcela única.

                  
Quem desistir da compra de um imóvel financiado diretamente com a construtora tem direito de receber o dinheiro que pagou de volta, em uma única parcela. A determinação faz parte da jurisprudência do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), que este ano publicou três súmulas em torno da questão.

Pelo entendimento da justiça, o comprador do imóvel pode pedir rescisão do contrato, mesmo que esteja inadimplente. Do valor a ser devolvido podem ser descontados os gastos da construtora com administração e propaganda e valor correspondente ao período de ocupação do imóvel, em caso de o comprador ter usufruído da moradia antes de desistir da compra.

Confira a íntegra das súmulas do TJ-SP sobre o caso:

Súmula 1: O Compromissário comprador de imóvel, mesmo inadimplente, pode pedir a rescisão do contrato e reaver as quantias pagas, admitida a compensação com gastos próprios de administração e propaganda feitos pelo compromissário vendedor, assim como com o valor que se arbitrar pelo tempo de ocupação do bem.

Súmula 2: A devolução das quantias pagas em contrato de compromisso de compra e venda de imóvel deve ser feita de uma só vez, não se sujeitando à forma de parcelamento prevista para a aquisição.

 Súmula 3: Reconhecido que o compromissário comprador tem direito à devolução das parcelas pagas por conta do preço, as partes deverão ser repostas ao estado anterior, independentemente de reconvenção.

Fonte: Imovelweb