domingo, 30 de março de 2014

São Paulo sem água ai vem o racionamento!

sexta-feira, 28 de março de 2014

Quanto custa uma refinaria?

Posto excelente artigo do site do conversaafiada do jornalista Paulo Henrique Amorin












ARGUMENTOS PARA RELACIONAMENTO NAS REDES E DEBATES PÚBLICOS

10 VERDADES QUE NINGUÉM DIZ…

1 – A Petrobras pagou pela refinaria de Pasadena um preço bem menor se comparado com outros negócios fechados também em 2006;

2 – A refinaria custou, ao todo, US$ 486 milhões e não US$ 1,18 bilhão como afirmam. O preço final equivale a US$ 4.860 por capacidade de barril processado por dia. A média do preço de compra e venda de refinaria naquele ano nos EUA foi de US$ 9.734 por barril. Pasadena custou, portanto, menos da metade do valor pago por outras refinarias.

3 – A decisão de comprar a refinaria atendia ao planejamento estratégico da companhia, definido ainda no governo Fernando Henrique, que previa investir em refino no exterior para lucrar com a venda de derivados de petróleo sobretudo no mercado americano.

4 – A proposta foi aprovada pelo Conselho de Administração porque era vantajosa para a companhia e atendia ao planejamento estratégico. Uma instituição financeira contratada apenas para avaliar o negócio recomendou a compra. Empresários que participavam do Conselho e não pertenciam ao governo foram favoráveis à compra porque entenderam que o negócio era bom e o preço, justo;

5 – A cláusula de ‘put option’ não é motivo para polêmica alguma. A opção de a Astra Oil vender sua parte à Petrobras só existiu porque a estatal brasileira tinha direito à palavra final sobre os rumos e os investimentos futuros na refinaria. Se a Astra não estivesse de acordo, teria a opção de vender e a Petrobras, que como já se viu tinha o interesse em ficar à frente do negócio, teria a opção de comprar. 

6 – O mesmo vale para a cláusula Marlim: a Petrobras levaria a Pasadena 70 mil barris/dia produzidos no campo de Marlim, porém só tinha comprado 50% da refinaria, ou seja, uma cota de refino de 50 mil barris/dia. Para processar os 20 mil barris/dia excedentes, a Petrobras pagaria 6,9% de rentabilidade para “alugar” parte da capacidade que pertencia aos belgas.

7 – A refinaria está operando e dando lucro para a Petrobras;

8 – Somente depois de 2006, quando se descobriu o Pré-Sal e a demanda no mercado brasileiro aumentou, o Conselho de Administração da Petrobras mudou o planejamento estratégico. O foco passou a ser a exploração do Pré-Sal e a construção de refinarias no Brasil.

9 – A crise financeira mundial, a partir de 2008, esfriou o mercado de derivados de petróleo nos Estados Unidos e, por tabela, o preço das refinarias instaladas naquele país.

10 – A decisão de vender a refinaria de Pasadena faz parte do plano de desinvestimento, anunciado pela companhia em 2011, para concentrar investimentos na exploração do pré-sal e nas novas refinarias no Brasil. Mas a empresa não pretende vender no período de baixa. No último ano, no entanto, o mercado norte-americano já dá sinais de novo aquecimento por refinaria com o perfil de Pasadena.



1) POR QUE COMPRAR UMA REFINARIA NOS EUA EM 2006?

A decisão de investir em refino fora do Brasil estava alinhada ao planejamento estratégico da companhia, definido ainda no governo Fernando Henrique, e é anterior a dois fatores que mudaram o cenário após 2006: a descoberta do Pré-Sal e a crise financeira mundial de 2008.

Desde 1998, o planejamento estratégico da Petrobras já previa expandir sua capacidade de refino adquirindo refinaria no exterior. Na época, o consumo de derivados no Brasil estava estagnado e a companhia decidiu investir em refino fora do país, facilitando a exportação para mercados mais aquecidos.


Conselho dá aval para busca por refinaria

Em 2004, o Conselho de Administração aprovou a identificação de oportunidades de processamento no exterior. O cenário era de margens de refino positivas, demanda crescente e excedente de petróleo pesado. Era o boom da ‘Época de Ouro’ do refino de derivados nos Estados Unidos.

Como estava ‘sobrando’ (excesso de oferta) óleo pesado no mundo – como o brasileiro, o venezuelano e o mexicano – e seguia crescente a demanda por derivados leves, sobretudo nos Estados Unidos, a Petrobras seguiu a mesma estratégia de outros grandes produtores globais de óleo pesado à época: pagar mais barato por uma refinaria de óleo leve nos Estados Unidos e adaptá-la para processar óleo pesado. 


2) POR QUE PASADENA ERA UM BOM NEGÓCIO?

Naquele cenário pré-2006, a refinaria de Pasadena era uma oportunidade para bom investimento por duas razões:

1) o preço, que estava abaixo da média para refinarias do mesmo padrão;

2) a localização, em Houston, no Texas, era estratégica: além de facilitar a exportação dos derivados para o mercado norte-americano, é próxima ao Golfo do México, região que passou a ser foco da Petrobras para exploração e produção.


Compra é aprovada pelo Conselho em 2006

A compra foi aprovada pelo Conselho de Administração da Petrobras porque atendia ao planejamento da companhia e a proposta era vantajosa, segundo estudo contratado para avaliar a viabilidade do negócio. 

Eis o que membros do Conselho à época afirmam sobre a operação:

Cláudio Haddad, presidente do Insper e acionista da Ambev, afirma: “Havia a opinião do Citibank dizendo que o preço era condizente e a operação se justificava estrategicamente”. 

Fábio Barbosa, presidente da Abril e ex-presidente da Febraban, diz: “A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim.  A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado.” 

Jorge Gerdau, presidente do Grupo Gerdau, diz: o negócio foi decidido com base em “avaliações técnicas de consultorias com reconhecida experiência internacional, cujos pareceres apontavam para a validade e a oportunidade do negócio.” 



3) O PREÇO DE PASADENA ERA CARO OU BARATO?

O crescimento da demanda de derivados nos EUA (especialmente de 2004 a 2007) levaram a um aumento médio e progressivo no preço das refinarias. Mesmo assim, o preço pago por Pasadena foi bem inferior à média das transações em 2006.

A referência para saber se o preço de uma refinaria é “barato ou caro” é o custo em dólar por barril processado por dia. Exemplo: uma refinaria que processa 100 mil barris por dia e custa US$ 500 milhões de dólares tem um índice de US$/bbl 5.000,00. É assim que se valora e se compara aquisições de refinarias que têm características similares de produção.

Em 2006, a Petrobras pagou por 50% da refinaria de Pasadena US$ 3.800 por barril de capacidade de processamento/dia.

O valor médio das aquisições em 2006 foi de US$ 9.734 por barril.



4) QUANTO CUSTOU, DE FATO, A REFINARIA DE PASADENA?

Foi noticiado que a refinaria de Pasadena teria custado US$ 1,18 bilhão de dólares para a Petrobras. Na verdade, a refinaria custou cerca de 40% desse valor. Vejamos:

US$ 190 milhões, em 2006, para a compra de 50% da refinaria, que tem capacidade para refinar 100 mil barris de petróleo por dia. Portanto, a Petrobras adquiriu a capacidade de refinar 50 mil barris/dia.

US$ 296 milhões, em 2009, para a compra dos 50% restantes que pertencia à Astra, da Bélgica, valor estipulado pela arbitragem internacional.

Portanto, a Petrobras pagou US$ 486 milhões à Astra para comprar 100% da refinaria. Nada mais. Este é o preço real do negócio. Um índice de 4.860 dólares por barril de capacidadede processamento/dia. 

Ao fechar o negócio, em 2006, a Petrobras também comprou por US$ 170 milhões metade do estoque de petróleo que a refinaria possuía. O óleo, no entanto, é matéria-prima, foi processado e vendido como derivado, gerando receita e lucro para a companhia.

Ao comprar os 50% restantes da refinaria, a Petrobras também adquiriu novo estoque de petróleo, que pertencia à Astra, também no valor de US$ 170 milhões. Novamente, o óleo foi processado e vendido.

Portanto, são US$ 340 milhões que foram gastos para comprar matéria-prima. Não tem relação com o investimento em si na refinaria.

A Petrobras pagou também US$ 156 milhões em garantias bancárias ao BNP. É importante que fique claro que tais garantias não se referem à compra da refinaria, mas sim um recurso necessário para sua atividade operacional regular. Arcar com garantias bancárias faz parte da operação de qualquer refinaria. Não é custo para compra nem investimento. Não faz parte do preço.

A Petrobras só pagou todo o valor das garantias bancárias de uma só vez, em 2012, porque os contratos estavam em nome da Astra e, durante a fase de litígio, a estatal não poderia pagar diretamente ao BNP. Concluído o acordo, acertou o pagamento devido.

As despesas geradas pelo litígio com a Astra somaram US$ 5 milhões em honorários de advogados e US$ 150 milhões em juros. A disputa judicial, no entanto, como afirmamos, foi uma decisão para garantir que a Petrobras pudesse investir na ampliação da capacidade de refino e ser a única dona da refinaria, pagando o preço que julgava o correto e não o valor pedido pela Astra.

Por último, foram gastos cerca de US$ 44 milhões nos ajustes finais para o rompimento da sociedade.



5) O QUE PREVIA O CONTRATO? POR QUE A SOCIEDADE NÃO DEU CERTO? 

O contrato assinado com a Astra, ao adquirir os 50% de Pasadena por US$ 190 milhões, em 2006, previa a necessidade de investimento para capacitar a refinaria a processar óleo pesado.

O contrato também previa a criação do Comitê de Proprietários, formado um representante de cada sócio, que seria responsável pelas decisões estratégicas para operação e investimentos na refinaria. Esta é uma solução comum quando se trata de empresas com vários sócios e ainda mais comum quando as participações são iguais (caso de Pasadena).

A cláusula de ‘put option’

Caberia ao Comitê de Proprietários a palavra final nas decisões, desde que os dois sócios estivessem de acordo. Em caso de impasse, a Petrobras poderia decidir sozinha.

O acordo, portanto, previa à Petrobras à prerrogativa e decidir as estratégias e os rumos da companhia. Em contrapartida, o contrato previu a cláusula do ‘put option’, que dava o direito à Astra de exigir que a estatal brasileira comprasse sua participação caso não estivesse de acordo com as decisões tomadas pela sócia. Este tipo de cláusula de opção de venda é comum em sociedade entre empresas. 

A cláusula Marlim

Pelo acordo assinado em 2006, 70% do óleo processado na refinaria seria brasileiro, procedente do campo Marlim. Ou seja, a Petrobras estava comprando 50% da refinaria, portanto uma capacidade de refinar 50 mil barris/dia, porém o óleo de Marlim demandaria uma capacidade de refino de 70 mil barris/dia.

Na prática, a Petrobras excederia sua cota em 20 mil barris/dia e teria de usar parte da cota da Astra. Seria preciso pagar uma espécie de “aluguel” à empresa belga. Para isso, o contrato previu a chamada cláusula Marlim: a garantia de remuneração de 6,9% à Astra pelos 20 mil barris/dia que excediam à capacidade comprada pela Petrobras inicialmente.

Cláusula sem efeito

Mas essa garantia só teria valor e o pagamento seria feito se o investimento na reforma da refinaria para processamento de petróleo pesado fosse realizado em conjunto pelos sócios. Como isso não aconteceu, a cláusula não teve qualquer validade, como ratificou a Justiça americana ao final do processo litigioso.

Início do litígio –  Astra se recusa a ampliar a capacidade de refinaria

Estudos de viabilidade econômica mostraram, no entanto, que a refinaria seria mais rentável no longo prazo se sua capacidade de refino fosse expandida para 200 mil barris/dia. 

A Petrobras defendeu o duplo investimento: adaptação ao óleo pesado e o aumento da capacidade de processamento. A Astra se negou a investir e abandonou a empresa. Começa aí o litígio.

Recursos à arbitragem, que estabelece valor pelos 50% da Astra

A Petrobras recorreu primeiramente à Câmara de Arbitragem, em junho de 2008, e posteriormente à Justiça dos Estados Unidos porque a Astra se negou a fazer o investimento inicialmente previsto em contrato, isto é, a adaptação para processamento de óleo pesado e também de ampliar a capacidade de refino.

A Astra, por sua vez, como não concordou com a decisão da Petrobras de ampliar os investimentos, recorreu diretamente à Justiça para fazer valer a cláusula de ‘opção de venda’. 

O trâmite foi longo, mas ao fim do processo judicial chegou-se ao montante de US$ 296 milhões pelos 50% restantes da refinaria. A Petrobras também comprou da Astra, por US$ 170 milhões sua parte nos estoques de petróleo.


6 – A CARTA DE INTENÇÕES PARA ENCERRAR A DISPUTA

Antes da decisão final da Justiça, no entanto, a Diretoria Internacional da Petrobras preparou uma ‘carta de intenções’, elaborada por Nestor Cerveró, para tentar antecipar um acordo amigável. 

O documento também previa que qualquer proposta só teria valor na mesa de negociação mediante aprovação da Diretoria Executiva e do Conselho de Administração da Petrobras. Só depois deste aval é que poderia ser entendida como uma proposta oficial da Petrobras. A carta não foi analisada pelo Conselho e, portanto, nunca teve valor de contrato – como a própria Justiça americana ratificou ao final do processo.


7 – A NOMEAÇÃO DO ‘PRIMO’ DE GABRIELLI PARA A PETROBRAS AMÉRICA 

José Orlando é engenheiro, sempre trabalhou na área de exploração e produção e está na Petrobras há quase 40 anos. Ele não teve qualquer envolvimento na compra da refinaria de Pasadena. Passou a comandar a Petrobras América (PAI) em outubro de 2008, portanto mais de dois anos após a Petrobras assumir a operação de Pasadena e já na fase de litígio com a Astra. A gestão de Pasadena sempre esteve aos cuidados das diretorias Internacional e de Abastecimento, ambas sediadas no Rio de Janeiro.

Importante ressaltar também que o foco da Petrobras América, dirigida por ele, é a atuação em E&P no Golfo do México.


8 – CENÁRIO MUDA COM PRÉ-SAL E CRISE FINANCEIRA MUNDIAL

O cenário para investimento em Pasadena é anterior à descoberta do Pré-Sal pela Petrobras. Outro dado que muda a partir de 2006 é o crescimento do consumo de derivados no Brasil.

Diante desses dois cenários, a Petrobras decide em reunião do Conselho de Administração concentrar seus investimentos pós-2006 na exploração e produção do Pré-Sal e na ampliação do parque de refino no Brasil. 

Investimento em refino sobe 12 vezes a partir de 2006

Entre 1998 e 2005, a Petrobras investia internamente US$ 200 milhões por ano em refino.  De 2006 a 2011, a empresa passou a investir US$ 200 milhões por mês – US$ 2,4 bilhões por ano -, 12 vezes mais que o período anterior.

Crise de 2008 provoca queda brutal das margens do refino nos EUA

Enquanto a demanda crescia internamente, o cenário externo mudou radicalmente após a crise financeira de 2008. O consumo de derivados de petróleo nos Estados Unidos foi fortemente afetado pela crise, encerrando-se o ciclo da ‘Época de Ouro’ do refino no país. 

As margens para venda de derivados de petróleo caíram sensivelmente, afetando o preço  das refinarias instaladas no país.


9 – O PLANO DE DESINVESTIMENTO E A OFERTA DA VALERO

Em 2011, com a mudança de cenário do mercado externo após a crise financeira de 2008, e diante da necessidade de investir em pesquisa e tecnologia para manter o cronograma de exploração e produção do Pré-Sal, a Petrobras decidiu vender ativos no exterior para fazer US$ 14,5 bilhões em caixa.

É importante prestar atenção em um ponto: por ser uma decisão estratégica e planejada, foram mapeados os ativos fora do Brasil que poderiam ser negociados, porém sem pressa e procurando encontrar o melhor preço possível na venda.

A refinaria de Pasadena é um dos ativos mapeados no exterior, porém não pode ter pressa para fazer qualquer negociação. As condições do mercado em 2012 não favoreceriam um bom preço, uma vez que as margens de rentabilidade do refino nos Estados Unidos caíram sensivelmente após a crise de 2008.

Podemos dizer que em 2012, quando a Valero fez a oferta de US$ 180 milhões, vivíamos um momento de baixa, portanto não atraente para o negócio.

Entretanto, o mercado de derivados de petróleo nos Estados Unidos começou a se aquecer agora em 2013, o que, com certeza, elevará o valor de revenda da refinaria.

quinta-feira, 27 de março de 2014

As Taxas do Alckimin

A partir desta quinta-feira, entram em vigor as novas taxas de Alckmin

publicado em 26 de março de 2014 às 10:52

Preparem os bolsos: A partir desta semana Alckmin começa cobrar  novas taxas
da Assessoria de Imprensa da Liderança do PT na Assembleia Legislativa e São Paulo, via e-mail
No finalzinho do ano passado o governador Geraldo Alckmin, aprovou projeto de lei de sua autoria que criou mais de 20 novas taxas que vão onerar a vida dos moradores de Estado de São Paulo.
Em 27 de dezembro de 2013 entrou em vigor a lei 15. 266, que “dispõe sobre o tratamento tributário relativo às taxas no âmbito do Poder Executivo Estadual”. Recentemente o governador enviou outro projeto de lei para melhor adequar o ajuste dos tributos cobrados pelo Detran.
A partir dessa iniciativa do governador a população paulista passará a pagar 27 novas taxas, em sua grande maioria concentradas na área de trânsito. Outras  há muito existentes sofreram reajustes de até 116% , como os tributos cobrados pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), como o emplacamento de veículos, previsto para entrar em vigor no dia 27 de março.
Entre as novas taxas 10, estão na área da segurança pública, várias para shows pirotécnicos e carros blindados. Segundo estimava realizada pela Bancada do PT, considerando a frota de veículos de São Paulo, somente com as novas taxas de emplacamento o governo Alckmin deve arrecadar R$ 336 milhões a mais por ano, devido ao aumento das taxas muito acima da inflação, que pode ser constatada na publicação do Diário Oficial, em  21 de março de 2014, páginas  13 e 14.
COORDENADORIA DA ADMINISTRAÇÃO
TRIBUTÁRIA
Comunicado CAT 04, de 20-03-2014
Divulga os valores em reais da Taxa de Fiscalização e Serviços
Diversos e da Taxa de Defesa Agropecuária para o período
de 27 de março a 31-12-2014
O Coordenador da Administração Tributária, tendo em vista
o disposto nos artigos 8º, parágrafo único, e 49 da Lei 15.266,
de 26-12-2013, e considerando que o valor da UFESP, Unidade
Fiscal do Estado de São Paulo, para o período de 1º de janeiro a
31-12-2014 é de R$ 20,14, comunica que:
1 – Os valores em REAIS da Taxa de Fiscalização e Serviços
Diversos e da Taxa de Defesa Agropecuária para o período de 27
de março a 31-12-2014 serão os constantes das tabelas anexas;
2 – Fica sem efeito, a partir de 27-03-2014, o Comunicado
CAT-23, de 26-12-2013.
Abaixo as taxas referentes aos serviços de trânsito. Para saber as demais, acesse o site do Diário Oficial do Estado de São Paulo  de 21 de março de 2014. Pesquise nas páginas 13 e 14. 






Do site Viomundo

quinta-feira, 20 de março de 2014

Direto do site conversaafiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

SUFOCO DA CATANHÊDE
EM AEROPORTO SÓ VAI PIORAR

Demanda por passagens aéreas aumenta 11%. Só na China … Que horror 

 Publicado em 20/03/2014


Vocês lembram que, outro dia, a colunista da massa cheirosa, Eliane Cantanhêde, voltando de uma viagem internacional, na hora da conexão nacional que tomaria, reclamou que o aeroporto estava com “velhos, grávidas, crianças, todo mundo  se acotovelando como num baile de carnaval popular”?

Melhor ela esperar um pouco mais o avanço das obras dos terminais, porque continua assim, ou pior, com o povão viajando muito de avião.

E aquela professora da PUC vai continuar achando que estão sem “glamour”, parecendo uma rodoviária.

Porque a nossa querida Dona Regina, símbolo neste blog do direito do povão de usar o transporte aéreo, anda impossível.

A demanda por voos domésticos no Brasil registrou aumento de 11,2% em fevereiro sobre igual mês de 2013, revelou hoje a Associação das Empresas Aéreas, formada pelas grandes empresas brasileiras do setor.

A demanda chegou a 7 milhões de passageiros/ km voados. contando apenas as passagens pagas, exclusive as obtidas por milhagem.

Como o número de vôos encolheu, a taxa de ocupação passou de 72% para 80,6% dos assentos, valor igual ao melhor mês para as aéreas, que é janeiro e 8,6% maior que fevereiro de 2013.

Para um país que está em crise, estagnado e  à beira de uma catástrofe, nada mau, hein?

terça-feira, 18 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sabesp é a culpada por falta d'água em São paulo

Segundo Júlio Cerqueira César: 


Sabesp é culpada por falta d’água em São PauloSistema Cantareira (Foto: Agência OGlobo)




Rodízio no abastecimento de água é inevitável 
por Mariana Desidério, em Brasil de Fato SP
Responsável pelo abastecimento de água de quase 9 milhões de pessoas na Grande São Paulo, o sistema Cantareira atingiu o nível mais baixo em toda a sua história: 15,8%. Com o recorde, especialistas afirmam que o rodízio no fornecimento de água é inevitável. Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), a causa da falta de água são as poucas chuvas. Entretanto, outro ponto de vista coloca a responsabilidade na conta da própria Sabesp e do governo estadual, que não investiram em novos mananciais nas últimas décadas.
publicado em 17 de março de 2014 às 9:42
É o que afirma o engenheiro Julio Cerqueira Cesar Neto, professor aposentado de hidráulica e saneamento da USP. “O problema de abastecimento de água na região metropolitana é muito sério. Desde que o sistema Cantareira foi inaugurado não houve investimento em novos mananciais. Isso é um absurdo total. O que aconteceu foi que o consumo começou a aumentar”, explica. O sistema Cantareira foi inaugurado entre os anos de 1970 e 1980.
Para o professor, há cerca de 20 anos a Sabesp deixou de se preocupar com sua função pública e passou a ter como foco o lucro de seus acionistas. “Desde então ela tem sido um sucesso na bolsa de Nova York. Mas ela passou a ser um balcão de negócios e não mais uma empresa com foco na saúde pública. E fazer novos mananciais não dá lucro”, diz. A Sabesp é uma empresa de economia mista que tem como principal acionista o governo do Estado, com 50,3%.
Ainda segundo Julio Cerqueira Cesar, épocas de seca como a que estamos vivendo hoje não são uma aberração. Ele lembra que há dez anos, no final de 2003, São Paulo passou pelo mesmo sufoco. Os reservatórios de água quase secaram e os moradores estiveram a um passo de ficar sem água.
Porém, o professor lembra que, naquela ocasião, fomos “salvos” pela época de chuvas, que aliviou a situação. “Agora a nossa situação é muito mais crítica. A seca está acontecendo justamente no período de chuvas. A partir de abril entraremos na estação da estiagem e estaremos com os reservatórios vazios. A próxima estação chuvosa vai começar só em outubro. A situação é gravíssima”, diz.
Fornecimento
Para Renê Vicente dos Santos, presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), o rodízio no fornecimento já deveria ter começado. “O mais seguro seria terem iniciado a campanha de economia de água em dezembro, quando o reservatório estava em torno de 40%”, afirma.
A demora em iniciar esse rodízio, na opinião de Santos, tem motivação política. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) não quer assumir o ônus de uma medida tão impopular em ano de eleição.
O presidente do sindicato também critica os investimento da Sabesp no último período. Segundo ele, a prioridade da empresa tem sido a propaganda e a conquista de novos clientes. Em contrapartida, faltam recursos para a preservação dos mananciais e para evitar desperdícios no sistema.
Sabesp
Contatada pela reportagem, a Sabesp afirmou que tem reduzido as perdas de água – segundo a empresa, o desperdício no caminho até o consumidor era de 32% em 2006; hoje é de 25,6%. A empresa afirma ainda que, até 2016, tem como meta trocar 1,6 milhão de hidrômetros e 600 quilômetros de rede de água. Parte do desperdício ocorre por conta de equipamentos e tubulação antigos, diz a empresa.
A Sabesp também afirma que tem investido para aumentar a oferta de água. Segundo a empresa, há duas PPPs (Parcerias Público Privadas). A primeira, do Alto Tietê, foi firmada em 2009 e alcança 6,6 milhões de pessoas. A segunda, de São Lourenço, chegando a 1,5 milhões de pessoas. Entretanto, a empresa não afirma qual a previsão para que essas melhorias aconteçam.

Comentario: E a estiagem ainda nem começou!

sábado, 15 de março de 2014

As mulheres no Bolsa Familia

93% das famílias atendidas pelo Bolsa Família são chefiadas por mulheres

Beneficiárias participam do planejamento familiar e buscam qualificação para melhorar as condições de vida de seus familiares
Para gestores, pesquisadores e estudiosos do tema, é praticamente unânime a visão de que um dos grandes acertos do Bolsa Família foi privilegiar a titularidade das mulheres. Do total das famílias atendidas pelo programa, 93% são chefiadas por mulheres e, destas, 68% são negras.
“Essa estratégia se mostrou acertada porque parte do pressuposto que as mulheres sabem o que é melhor para a família. Os estudos confirmam que elas usam o dinheiro para comprar, principalmente, alimentos e roupas, seguidos de outros itens”, argumenta a diretora da secretaria extraordinária para Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrícia Vieira da Costa.
Maria Aparecida da Silva mora em Lagoa da Volta, a 15 quilômetros do município de Porto da Folha, em Sergipe. Beneficiária do Bolsa Família e do Programa Cisternas, ela se dedica a iniciativas inovadoras: além de produzir alimentos orgânicos e trabalhar com mudas de plantas, aprendeu a fabricar biodigestores – equipamentos de fabricação simples que possibilitam o reaproveitamento de detritos para gerar gás e adubo.
Com isso, deixou de comprar gás de cozinha e reduziu as despesas domésticas. Com a instalação de cisternas no pequeno sítio onde vive, no sertão nordestino, passou a armazenar água para irrigar a horta.
Assim, dona Cida, como é conhecida, aprendeu a conviver com o semiárido e multiplica esse saber, por meio de palestras. Hoje é um nome de referência para a comunidade e para a Associação de Mulheres do município.

TABUS

Estudo realizado pelo ministério em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 2012 revela que, além de proporcionar mais autonomia às mulheres, o Bolsa Família contribuiu para o aumento de oito pontos percentuais da participação das mulheres nas decisões sobre compra de remédios para os filhos e de 5,3 pontos percentuais sobre os gastos com bens duráveis.
Ainda, segundo o estudo do PNUD, houve um aumento de 9,8 pontos percentuais no uso de contraceptivos pelas mulheres beneficiárias do Bolsa Família, indicando que elas têm cada vez mais força para tomar decisões sobre ter ou não ter filhos.
A pesquisa mostrou também que, entre as mulheres não ocupadas, o Bolsa Família estimulou um aumento de cinco pontos percentuais na procura por trabalho, com destaque para a região Nordeste. Isso porque, ao receberem uma renda mínima, as mulheres passaram a ter melhores condições para procurar um emprego, seja na hora de pagar a passagem de ônibus ou de preparar a documentação necessária para o trabalho.

sugerido por alfeu
Da Rede Brasil Atual

sexta-feira, 7 de março de 2014

Cinco questões para a imprensa brasileira

A imprensa comercial joga contra o Brasil. No time da oposição, é a camisa 9 da propaganda anti-governo, se posicionando na grande área para as eleições
Daniel Quoist
1. O PIB do Brasil cresceu 2,3% em 2013. Numa lista de 13 grandes economias, incluindo China e Estados Unidos, o Brasil apresentou o terceiro maior crescimento. Esse crescimento é ruim para o país? Para o país não, mas para a oposição além de medíocre, é sofrível! É como se os bicos dos tucanos tivessem rachado ao colidir com a parede da realidade mundial. Qualquer país adoraria conviver com a mediocridade de um crescimento de sofríveis 2,3% em seu PIB. Mas, para a velha turma do quanto pior melhor, nem se o crescimento fosse superior a 13% seria considerado razoável.
2. Qualquer militante oposicionista pode infernizar a vida dos petistas presos na Papuda?Pode e é simples: basta um jornal qualquer publicar que José Dirceu se comunicou com alguém usando um celular e então ou o ministro Joaquim Barbosa ou seu preposto, o delegado da Vara de Execuções Penais, Bruno Ribeiro, o mantém em regime fechado e adia até não mais poder o prazo para decidir sobre seu pedido para trabalhar fora do presídio. Se um site instrumentalizado pela oposição difundir com algum sucesso a notícia de que Delúblio Soares ofereceu uma feijoada na Papuda, tal versão já será mais que suficiente para trazê-lo de volta ao regime fechado. Mais um pouco e o estagiário de uma revista dirá que José Genoíno começou uma briga ao estilo “Velozes e Furiosos” no pátio de sua casa. Resultado: em meia hora estará amargando o regime fechado no pátio da Papuda.
3. Qual a reação do colunismo político sobre os rompantes, diatribes e chiliques de Joaquim Barbosa ao vivo e a cores na TV Justiça quando insiste em mostrar indisfarçável repulsa ao voto proferido por Luiz Roberto Barroso? Consideram politicamente muito pertinente e juridicamente muito natural. Recebe até conselhos para se aposentar antecipadamente e se candidatar nas eleições de 2014. Os motivos oferecidos à guisa de conselhos ao irritadiço ministro estão a um passo da infâmia: porque amargar uma derrota no STF e se “submeter” à presidência de Ricardo Lewandowski dentro de mais alguns meses? O ministro faz intervenções abruptas e histriônicas sempre de olho no relógio da Corte – há que estar sincronizado com o início do Jornal da Nacional da Globo. Não lhe parece natural que a bancada do JN deixe de mencionar seu nome e de lhe reforçar a aura de justiceiro solitário sempre que é feita a escalada das matérias.
4. Porque um jornal espanhol – o influente El País – afirma em sua capa que é praticamente unânime a avaliação de que a Petrobras é um sucesso no longo prazo e que a petrolífera brasileira será capaz de reduzir o endividamento este ano seguindo seu plano estratégico e, ao mesmo tempo, notícia como essa nem mesmo chega a ser considerada como nota de rodapé em qualquer dos tradicionais jornais brasileiros? Nossa imprensa tradicional só repercute no Brasil matéria publicada no exterior que diminua o prestígio do Brasil, ataque suas instituições econômicas a começar pela insistência na demissão do ministro Mantega ou que espinafre a organização da Copa 2014 e preveja a falência da Petrobras. Em síntese, repercussão apenas para o Brasil que não pode de modo algum dar certo. Porque o que dá certo levanta a bola do governo e levantando essa bola, mais água cairá no moinho da reeleição da presidenta Dilma. O risco para a grande imprensa é que o PT seja vitorioso e dessa vez... em primeiríssimo turno.
5.  Luiz Roberto Barroso tem feito os mais brilhantes e bem fundamentados votos que um ministro do STF tenha proferido nos últimos anos sobre a AP-470, o dito mensalão, muito bem, porque então não recebe qualquer aplauso da grande imprensa? Porque o que interessa é manter o STF em seu viés máximo de partidarismo político, atuando como partido político de forma escancarada, transformando seu presidente Joaquim Barbosa em candidato à presidência da República e no único capaz de levar as eleições de outubro próximo para um hipotético segundo turno. Barroso é jurista, é professor de direito, é reconhecido nos meios jurídicos por um refinamento intelectual que destoa profundamente dos demais integrantes da Corte. Porque ao se posicionar sobre quaisquer temas jurídicos, Barroso tem mais é que ser escanteado para o banco de reservas. Sua postura, altivez e independência o tornam impossível de ser patrulhado e menos ainda de ser  “colonizado” pela grande imprensa.
Do site do Luis Nassif
Sugerido por Webster Franklin
Da Carta Maior

Thiago Pará: Chávez, aquele “estranho ditador”



Do site viomundo publicado em 5 de março de 2014 às 22:56
Chávez: aquele “estranho ditador”
Há exatamente um ano, em 5 de março de 2013, morria Hugo Chávez Frias. Idealizador e comandante da Revolução Bolivariana, processo de transformação social no qual entrou a Venezuela após Chávez eleger-se presidente.
Neste período, se pudemos confirmar o quão forte e marcante foram suas contribuições não apenas para o povo venezuelano, como para todos os povos latino-americanos, não passou despercebida a atuação da direita na tentativa de impor seus interesses.
Durante o período que esteve à frente da presidência (1999 a 2013), Chávez foi exaustivamente tachado pelos monopólios da comunicação como um Ditador. Os fatos por trás desta afirmação revelam, no mínimo, um estranho ditador!
Estranho ditador, por que sua formação militar seguiu pelo lado oposto daqueles que procuraram usar a legitimidade e força da farda, para derrubar governos legitimamente eleitos pelo povo em nome do imperialismo. Não é papel do exército desferir golpes de Estado, mas confundir-se com seu povo na defesa intransigente de sua soberania e dignidade, dizia.
Como pode um ditador submeter sua posição a sucessivas eleições? No total foram 16, das quais Chávez venceu 15. Todas acompanhadas por observadores internacionais, chegando ao ponto de um ex-presidente dos EUA, Jimmy Carter, sentenciar que o sistema eleitoral venezuelano é “o melhor do mundo”.
No campo da educação foram imensas as conquistas, com as Missões Robinson I e II, Ribas e Sucre. Em 2005, a UNESCO declarou erradicado o analfabetismo na Venezuela. Em dez anos o numero de crianças na escola passou de 6 para 13 milhões, a taxa de escolarização é de 93%. O numero de estudantes universitários passou de 895 mil para 2,3 milhões.
Na saúde, com a criação do Sistema Nacional Público, foram criados mais de 7 mil centros médicos e a relação médico por habitante aumentou em mais de 400%. A taxa de mortalidade infantil reduziu em 50% e a expectativa de vida passou de 72,2 para 74,3.
A pobreza diminuiu de 42,8 para 26,5. Segundo o PNUD, o país tem o menor índice de GINI da América Latina e os menores índices de desigualdade da região. Foram mais de 60% os aumentos com gastos sociais, 700 mil moradias construídas e 3 milhões de hectares distribuídos com a reforma agrária.
Esses são alguns dos fatos que a Venezuela nos apresenta e que permitem questionar a mídia golpista, que se dedicou para desestabilizar o governo de Hugo Chávez. Os avanços sociais somados aos esforços permanentes e contínuos de organização do povo, além da lealdado das forças armadas, são hoje os pilares que nos fazem confiar que a Revolução Bolivariana resistirá aos atuais ataques. Pois suportou a outros, talvez mais tresloucados que estes.
Como não recordar da tentativa frustrada de golpe que a direita venezuelano com o apoio dos EUA, tentaram emplacar no 11 de abril de 2002? Naquele momento como hoje, o que sustentou a democracia foram o povo e setores do exército, que nas ruas impediram aquilo que seria a volta dos interesses imperialistas, a dirigir o país.
Este “estranho ditador” alcançou legitimidade popular jamais vista e incontestável, não somente em seu país, como também nos demais países latino-americanos. Foi responsável ao lado de Fidel Castro e outros personagens, pela construção de ferramentas hoje fundamentais para o processo de integração de nosso continente: Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), Televisão do Sul (TeleSUR) e outros.
Hugo Chávez e o processo Bolivariano nos deixaram extenso legado para pensarmos as transformações democráticas em nossos países. Entre elas, o resgate das experiências históricas de lutas latino-americanas, a disputa e conquista das forças armadas para a causa do povo, expressa em garantia de soberania e dignidade, a unidade das forças de esquerda e construção de um instrumento político para os desafios atuais, com grau de amplitude nas alianças de acordo com a necessidade para a derrota dos inimigos centrais, a questão nacional e os símbolos da pátria, não como ufanismo, mas como força para a reconstrução de um projeto de país igualitário, a organização do povo e seu empoderamento ideológico, entre muitas outras lições.
E se hoje é urgente pensar nestas questões, não seria menor a atenção que deveríamos dar ao que podemos chamar de “processo constituinte”. Na Venezuela, Chávez conduziu o povo ao poder através de uma Assembleia Constituinte, com a intenção de reorganizar a sociedade de forma a serem resolvidos os problemas da população. No Brasil, temos a tarefa de construir o Plebiscito Popular por uma Constituinte, com o mesmo propósito: conduzir o povo ao poder, resolver os problemas de nosso país. Essa Constituinte não poderá ser obra do poder constituído (Legislativo, Judiciário e Executivo atuais), que farão de tudo para manter o atual sistema, mas do poder a constituir-se: o poder popular.
Hoje, mais que lamentar sua morte, reafirmamos seu legado para os povos oprimidos que lutam por libertação, defendemos os logros da Venezuela e nos solidarizamos com Nicolás Maduro contra as tentativas golpistas. E para aqueles que tentarem romper com a barreira midiática certamente irão se questionar: que estranho ditador, esse Hugo Chávez!