quarta-feira, 20 de maio de 2015

A empregada doméstica mudou: o Brasil no social para melhor

“Empregada doméstica” virou “trabalhadora doméstica”

E daí esse ódio ao PT !

Conversa Afiada tem o prazer de publicar excelente texto do amigo navegante Eduardo Albuquerque, que entrou em contato com o C Af através do endereço georgia@conversaafiada.com.br:


Nestes tempos quando todos tem muito a dizer, sugerir, propor, reclamar e outras tantas coisas lembrei de algo que poderia acrescentar as discussões, reflexões e até ações nossas no cotidiano.

Parte essencial dessa raiva fabricada contra o PT vem também de alguns projetos tais como o “antigo” Bolsa Família e recentemente o Mais Médicos.

Entretanto entre um e outro há a figura da “empregada doméstica” que hoje se transformou na “trabalhadora doméstica”.

A lei que modificou esta condição mergulhou dentro de cada residência da classe média tradicional de forma que poucos pensaram ou imaginam até então.

Aquela pessoa que está ali há anos, por exemplo, tratada pelos donos da casa até “como da família” passou a ter direitos como qualquer trabalhador numa sociedade civilizada.

O que a família tradicional percebeu com isso? Que não tratava a “empregada” como alguém normal. Há situações que são difíceis de encarar.

E quando as “empregadas” começaram a trocar ideias e discutir com a patroa essa nova situação, a constatação foi só uma: o PT entrou na minha casa!

As famílias não sabiam se hostilizavam as agora trabalhadoras domésticas – que há anos conhecem a fundo suas intimidades mais pueris ou se aumentavam ao desespero o tom contra o PT.

Junte-se a isso um outro fator, um Programa, que permite que filhos e filhas de pessoas pobres, isto é, por exemplo, trabalhadoras domésticas também possam estudar em universidades públicas e/ou privadas. ENEM, PROUNI, FIES, Ciências sem Fronteiras, etc.

Ora, como isso complicou o ego da classe média tradicional?

Pense como aquela “chique senhora” . Agora o filho da “empregada” daqui de casa, da “empregada” do vizinho do andar de cima, de lado ou de baixo está estudando na mesma faculdade que minha filha está…Diria a tradicional “dona de casa”.

E mais, os filhos do porteiro, do jardineiro também estão…

E não ocorreu revolução comunista alguma….

Então a filha da tradicional dona de casa chique não terá com quem gritar pelos seus sapatos, não terá na sua vida o que sempre teve que foi a “empregada doméstica”..,

A filha da “empregada” estará disputando cabeça a cabeça uma vaga no mercado de trabalho, um ciclo se quebrou…

E no limite do pensamento o “filho do porteiro” poderá até ser o futuro genro…

A família tradicional de classe média sentiu que nesse ponto foram desarmados anos de embalo de ego.

Um caminho que parecia existir – chegar a elite – foi desfeito e o que veio para o mesmo barco foram os que sempre foram tidos como para servir.

O ódio ao PT então ainda vai perdurar por essa geração antiga e se diluirá na próxima por imposição do cotidiano.

A vida seguirá…E nós simples mortais, cinquentões, sessentões olharemos para o horizonte e nos diremos com toda humildade que cabe no oceano Atlântico: nossa geração conseguiu mudar o Brasil!

Abrimos uma porta onde milhões percebem que continuar mudando e direcionar essa mudança é nossa missão.

Obrigado pela atenção.

Do site do jornalista Paulo Henrique Amorim
de Eduardo Albuquerque
Recife PE

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Quais são as empresas que bancam o Geraldo Alckimin?

Altamiro Borges: Se fosse a Dilma, teria sido denunciada por jantar com investigados da Lava Jato e da Zelotes

publicado em 13 de maio de 2015 às 17:19
-beto-richa-geraldo-alckmin-e-aecio
A mídia e o jantar indigesto de Alckmin
Na última sexta-feira (8), a colunista Mônica Bergamo publicou uma notinha meiga – bem minúscula – na Folha: “O governador Geraldo Alckmin, de São Paulo, convidou alguns dos maiores empresários do Brasil para jantar na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes nesta semana. Entre eles estavam Marcelo Odebrecht, da empreiteira Odebrecht, e Jorge Gerdau, do grupo Gerdau”.
Se a comilança tivesse sido patrocinada pela presidenta Dilma, em pleno Palácio do Planalto, o jornalão teria dado uma manchete garrafal: “Dilma janta com envolvidos nas operações Lava Jato e Zelotes”.
Seria o maior escândalo, com direito a comentários hidrófobos em todos os jornais, revistas e emissoras de rádio e tevê. Possivelmente, algum capacho do PSDB proporia a CPI do jantar indigesto.
Ainda segundo a jornalista, o regabofe no Palácio dos Bandeirantes contou com a presença do ex-presidente FHC, do “empresário” João Doria Jr. – talvez para agradecer os generosos anúncios publicitários do governo tucano a sua desconhecida revista – e do dono da Rede Bandeirantes, Johnny Saad – exemplo do jornalismo imparcial e isento que vegeta no Brasil.
E Mônica Bergamo concluiu a sua coluna com uma importante informação: “Alckmin, que é pré-candidato a presidente [da República], tem estreitado contatos com o empresariado. No domingo ele viaja aos EUA para um seminário no Harvard Club, em NY, sobre investimentos em SP, organizado pelo Lide e pela Câmara de Comércio Brasil-EUA”.
Nada mais foi falado sobre o indigesto jantar. A construtora Odebrecht é uma das principais acusadas de pagar propinas para ex-diretores da Petrobras. Ela é citada quase todos os dias no noticiário sobre a midiática Operação Lava Jato.
A presença do seu proprietário no Palácio dos Bandeirantes, porém, não gerou qualquer critica da imprensa seletiva ou sacadas agressivas do “juiz” Sergio Moro.
Já o Grupo Gerdau está sendo investigado pela Polícia Federal na Operação Zelotes, que apura a sonegação de mais de R$ 19 bilhões de grandes empresas – um dos maiores fraudes financeiros da história do país. Diferentemente da Lava Jato, a Zelotes sumiu da mídia – até porque alguns proprietários de veículos de comunicação estão metidos neste gigantesco crime fiscal.
O governador Geraldo Alckmin, já batizado de “picolé de chuchu”, segue totalmente blindado pela mídia chapa-branca.
Nas eleições de outubro passado, por exemplo, as empresas envolvidas no “trensalão tucano” – que a imprensa chama carinhosamente de “cartel dos trens” e que já sumiu do noticiário – deram quase 60% dos recursos para sua campanha pela reeleição.
No total, quatro empresas investigadas por fraudes e propinas nas licitações dos trens do Metrô e da CPTM doaram R$ 8,3 milhões para Geraldo Alckmin – 56% do total arrecadado (R$ 14,7 milhões).
Duas destas empresas – Queiroz Galvão e OAS – também são investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato.
Mas, a exemplo do indigesto jantar da semana passada, estas relações nunca mereceram manchetes na mídia chapa-branca.
Geraldo Alckmin venceu a eleição no primeiro turno e segue, intocável, rumo à campanha presidencial de 2018. E ainda tem gente que acredita na imparcialidade da imprensa!