terça-feira, 22 de setembro de 2015

Porque a globo nunca mostrou isso?

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Pecém? Por que você nunca ouviu falar?

publicado 22/09/2015
Não interessa aos coronéis eletrônicos reforçar a autoestima do brasileiro.

O Terminal Portuário do Pecém existe desde 2002.

Recebe navios porta-containers nas rotas dos Estados Unidos, Europa, América do Sul e do Caribe.

É capaz de movimentar até 750 mil containers por ano e receber os maiores cargueiros do mundo.

É um porto off-shore, ou seja, não é colado ao litoral.

“Nosso objetivo é chegar a Cabo Verde”, disse um engenheiro, de brincadeira.

Um quebra-mar em forma de “l” de 2.800 m de extensão o protege.

É o primeiro porto brasileiro em exportação de frutas tropicais e em produtos de metal-mecânica.

Um em cada três calçados que o Brasil exporta sai por ali.

É o porto brasileiro que mais manipulou pás de energia eólica: 81 pás, em 2014.

Em 2014, passaram por ali 8,2 milhões de toneladas.

Com a próxima inauguração de uma siderúrgica,  da Vale e da coreana Posco, o volume de TEUs transportados vai dobrar.

Em 2018, com a inauguração da Transnordestina, o volume vai dobrar de novo.

Porque a Transnordestina vai trazer grãos do Piauí, Tocantins e, em Salgueiro, Pernambuco,  abre um ramal para o porto de Suape, perto de Recife.

Como Suape, Pecém tem uma área ampla para instalar indústrias: siderúrgicas, termelétricas, refinarias, indústrias satélites e duas fabricantes de pás para energia eólica.

Hoje, Pecém tem seis berços para a atracação de cargueiros.

Depois de amanhã, dia 24, inaugura o sétimo berço.

Em março de 2016, terá o nono berço, que vai custar R$ 112 milhões.

A empresa Ceará Portos, do Governo do Ceará, já dispõe desse dinheiro, segundo seu presidente, Danilo Serpa, 40 anos, formado em Administração, com pós-graduação em Gestão Pública.

Os berços são construídos em estrutura que exigiu obras a 17,5m no fundo do mar.

“Não se esqueça”, disse Ciro Gomes, num telefonema com o ansioso blogueiro, enquanto visitava o porto, “que se trata de uma obra do Estado do Ceará!”

Para construir cada berço são necessários, aproximadamente, 18 meses de consultas com as instituições que tem a função de retardar, encarecer e, se possível, abortar o crescimento do país.

São trambolhos como IBAMA, IPHAN, MP – federal e estadual -, Secretarias estaduais municipais e distritais do Meio Ambiente, FUNAI.

Dezoito meses!

Porque essas instituições se nutrem de uma lógica própria, corporativista, com projeções individuais de ascensão e controle de poder – que não guardam a menor relação com o interesse público!

Pecém tem que se submeter a exigências de “redundância ambiental” para agradar os profissionais do meio ambiente.

Pecém foi obrigado a realizar um “estudo arqueológico sub-aquático”, a três quilômetros de profundidade e achou uma maravilha da natureza ambiental:  uma garrafa PET!

Pecém é o ÚNICO porto no mundo que foi obrigado a construir 6km de correia transportadora de minério com capa!

Pedaços de minério de ferro com capa!

Para não deixar cair um único grão de areia de fuligem mineral que comprometa o meio ambiente do Hemisfério Sul!

Danilo Serpa esteve recentemente no porto de Rotterdam, na Holanda, um dos mais modernos do mundo e que acaba de fazer uma aliança com Pecém.

Na hora de visitar o porto, Danilo foi obrigado a vestir de macacão e proteção para os olhos, as mãos e a cabeça.

E perguntou, mas vocês não tem uma uma capa  para cobrir o minério?

Não!

Foi a reposta.

Isso aqui é uma área industrial.

Proteção a gente faz lá fora, onde vivem as pessoas.

(O Brasil é o único país do mundo que tem um Código Florestal!)

Paulo Henrique Amorim
Do site conversaafiada

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

E agora doutor Moro?

Youssef financiou Álvaro Dias. Vem ao caso, Dr Moro?

publicado 14/09/2015
Youssef rouba, delata ao Moro, rouba, delata ao Moro, rouba, delata ao Moro ...
mememoro.jpg
Do Nassif, através do Viomundo:

Em depoimento à CPI da Petrobras, o doleiro Alberto Youssef confirma que financiou a campanha do tucano Álvaro Dias


do GGN, sugestão de FrancoAtirador

Em depoimento concedido à CPI da Petrobras, na Câmara dos Deputados, dia 25 de agosto, o doleiro Alberto Youssef confirmou que fez e financiou a campanha do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), sendo parte do dinheiro desviado da prefeitura de Maringá (PR).

Ao ser perguntado pelo relator da comissão, deputado Luiz Sérgio (PT-Rio), se teria alugado um jato utilizado tanto pelo doleiro como por políticos de Maringá, Yossef respondeu que na época fez a campanha do parlamentar com o auxílio do avião. “Parte dessas horas voadas foram pagas pelo [Luiz Antônio] Paolicchi, que foi secretário da Fazenda da prefeitura de Maringá”, confirmou.

Veja a seguir o trecho da entrevista:

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Lava jato tem contador?

Procurador da Lava Jato não é contador

publicado 08/09/2015
Como provar que lucro é sobrepreço, Dr Moro ?
bessinha 11 ministros gilmar
O Conversa Afiada reproduz artigo de J. Carlos de Assis:


Cuidado com o valor de fraudes dos promotores da Lavajato


J. Carlos de Assis*

Estou esperando ansiosamente as demonstrações financeiras dos promotores da Lavajato para tentar estimar com alguma precisão os valores dos desvios de recursos da Petrobrás ao longo de vários anos de fraudes. Os 6 bilhões de reais não me convencem porque há nisso muita dupla contagem; afinal, promotores não são exatamente contabilistas. No afã de acusar e condenar, pode estar havendo “superfaturamento” nas denúncias.

Minha dúvida surgiu a partir da primeira entrevista coletiva sobre as fraudes já apuradas, concedida pelos promotores em Curitiba com o seu peculiar estilo de investigação-espetáculo. Em essência, o caminho percorrido pelo fraudador teria sido o seguinte, no caso de propina a partidos políticos: o empreiteiro quer fazer uma obra, o dirigente corrupto da Petrobrás pede uma propina, e a propina é paga a partir do superfaturamento da obra.

Bom, qual é a prova? Para efeitos contábeis, faturamento e superfaturamento é a mesma coisa. Em geral, uma margem de lucro que o empreiteiro, todo empreiteiro, coloca sobre o custo para realizar uma obra. É o lucro dele. Se ele tiver dado algum dinheiro a partido político, legalmente, não há como provar que não tenha sido tirado do seu lucro, e não de superfaturamento. Este, se houver, tem de ser provado independentemente de propina.

Já vi casos em que o TCU considerou superfaturamento cobranças inteiramente normais. Já vi casos – por exemplo, na transposição do São Francisco – em que o TCU tentou limitar o preço e a empreiteira, sabendo que esse limite a inviabilizava, devolveu a obra. E já vi casos de superfaturamento real, identificado pelo TCU. Em qualquer caso, é preciso fazer apurações cuidadosas. E não basta juntar meia dúzia de promotores proclamando um leilão de fraudes para convencer a gente de que toda obra feita na Petrobrás é fraudulenta.

Obs. Essas dúvidas não existiriam se houvesse jornalismo investigativo no Brasil. Se os repórteres investigassem as declarações dos promotores e não se limitassem a repetir o que dizem eles e a polícia, haveria o contraditório, base de uma imprensa decente. Infelizmente, como mostro em meu último livro, não temos uma Grande Imprensa decente. Por preguiça ou má fé, ela apenas repete os acusadores como papagaio, atuando como quarto elemento da acusação: o primeiro é a polícia, o segundo é o procurador e o terceiro é o juiz de instrução! 

*Jornalista, economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor do recém-lançado “Os Dez Mandamentos do Jornalismo Investigativo”, ed. Textonovo, SP.
Do site do jornalista Paulo Henrique Amorim