sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Laudo da PF sobre empresa de Lula não é conclusivo sobre corrupção

Quanto às palestras contratadas por empresas investigadas pela Lava Jato, como Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que juntas representaram quase 30% dos rendimentos da LILS em cinco anos, o laudo da PF não levanta suspeitas
            

Jornal GGN - As reportagens sobre Lula ser o garoto propaganda da Itaipava são fruto de uma perícia técnica da Polícia Federal sobre as finanças da LILS, a empresa de palestras do ex-presidente. Os principais jornais decidiram focar em um e-mail em que é solicitado a Lula que fale bem da cerveja durante uma palestra contratada pelo fabricante Grupo Petrópolis, e marginalizaram o fato de a Lava Jato ainda não ter detectado irregularidades nos serviços prestados pela LILS.
O relatório assinado pelo perito criminal Ivan Roberto Ferreira Pinto e encaminhado ao delegado Luciano Flores de Lima foi feito com base na quebra de sigilo fiscal da LILS, acrescido de documentos apreendidos durante a Operação Aletheia, deflagrada há nove meses.
O trabalho da PF ressalta apenas uma situação administrativa possivelmente irregular sobre o uso da sede do Instituto Lula pela LILS, que deve ser analisada pela Receita Federal, e pede também a quebra de sigilo de três empresas que atuaram nas palestras só porque são de "pequeno porte". Além disso, a PF quer apurar melhor um empréstimo de R$ 350 mil aos Demarchi, pois acha comprometedora a conexão da família com uma consultoria investigada pela Lava Jato e uma gráfica que atuou na campanha do PT em 2014.
Quanto às palestras contratadas por empresas investigadas pela Lava Jato, como Odebrecht, OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Correa, que representaram quase 30% dos rendimentos da LILS em cinco anos, o laudo da PF não levanta suspeitas. Apesar de fazer uma conexão entre as viagens internacionais de Lula pela LILS com encontros com presidentes de outros países e empresários brasileiros, o laudo apenas chama atenção para o fato de que a Odebrecht, sozinha, representa 10,5% dos lucros com palestras, mas esse índice pode ser ainda maior porque a empreiteira participou da organização de eventos no exterior e a PF ainda não pôde especificar os custos que foram divididos com outras instituições.
Segundo o laudo, entre 2011 e 2016, a LILS teria movimentado R$ 28 milhões. Lula, que tem sociedade com Paulo Okamoto neste negócio, ficou com pouco mais de R$ 2 milhões nesse período.
Na visão do perito, o uso do Instituto Lula, presidido por Okamoto, para executar as atividades da LILS deveria ser apurado pela Receita Federal. "O simples fato de a empresa L.I.L.S. não possuir estrutura operacional e administrativa e contar com a estrutura organizacional do Instituto Lula já significa a participação deste instituto nos custos de palestras remuneradas e caracteriza a distribuição indireta de lucros aos seus sócios. (...) Convém que se oficie a Secretaria da Receita Federal, no sentido de se apurar a distribuição indireta de lucros do Instituto Lula aos seus sócios", sugeriu.
EMPRESAS DE PEQUENO PORTE
O relatório possui dois pontos que chamam atenção, que dizem respeito a três empresas de "pequeno porte" que aparecem na contabilidade da LILS.
A primeira é a Telos Empreendimentos. O laudo diz que a empresa, segundo dados da Secretaria da Receita Federal, foi criada em 2005 com capital social de R$ 3 mil. Ela teria sido contratada nos primeiros meses de operação da LILS para organizar as viagens de palestras que ocorreriam no exterior. Em função disso, intermediou os pagamentos das primeiras palestras patrocinadas pela Odebrecht, que totalizam R$ 900 mil.
Esse capítulo do laudo pericial ainda aponta que Marcelo Odebrecht fez parte de uma das comitivas internacionais de Lula, ao lado de José Dirceu e outros. Houve encontro entre Marcelo, Emílio Odebrecht e Lula na Venezuela, e uma das palestras.
As empresas de Porto Alegre Instituto Voto e Voto Comunicação Aplicada a Política Ltda, criadas em 2010 e 2004, respectivamente, também chamaram atenção do perito por ser de pequeno porte, embora o laudo não informe os valores de seus capitais. O perito também não esclareceu no documento a relação das duas empresas com a LILS, mas disse que elas pagaram R$ 447 mil à empresa de Lula e receberam pagamentos que totalizaram R$ 597 mil, entre 2009 e 2013, da Odebrecht, Construtora Carioca Christiani-Nielsen, Ecovix, Engevix e UTC.
Para as três empresas, houve pedido de quebra de sigilo para melhor análise.
EMPRÉSTIMO
Outros alvos de pedido de quebra de sigilo brotaram de um empréstimo de R$ 350 mil da LILS à empresa Demarchi Soluções em Alimentação, que pertence a Vinícius Felipe Demarchi, filho do empresário Laerte José Demarchi. Laerte Demarchi, por sua vez, "possuiu relações econômicas com Carlos Roberto Cortegoso".
Cortegoso é "pai da empresária Carla Regina Cortegoso, que é proprietária, segundo o site da Secretaria da Receita Federal, da empresa Focai Confecção e Comunicação Visual. Segundo relatórios do Tribunal Superior Eleitoral, a empresa Focai Confecção e Comunicação representou a segunda maior fornecedora de materiais para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores em 2014."
Além disso, Cortegoso é sócio de Regina Demarchi Cortegoso na CRLS Consultoria e Eventos, empresa investigada pela Lava Jato por ter recebido R$ 600 mil da Andrade Gutierrez e R$ 1,2 milhão da Schahin Engenharia.
"Considerando o comprovante de empréstimo ocorrido entre a empresa L.I.L.S. e a empresa Demarchi Soluções em Alimentação; a destinação de R$ 350.000,00 para empresa pertencente a membro da família Demarchi; a relação econômica entre a família Demarchi e Carlos Cortegoso bem como a relevância do fornecimento da empresa Focal Confecção e Comunicação, recomenda-se a solicitação, em Juízo, da quebra de sigilo fiscal e bancário da empresa CRLS Consultoria e Eventos, de Regina Demarchi Cortegoso, de Carlos Roberto Cortegoso, de Carla Regina Cortegoso, da empresa Focal Confecção e Comunicação e das empresas da família Demarchi."

Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

O ilegitimo presidente do Brasil o traíra e informante da CIA mente para o pais continuadamente

EM CAMPANHA PUBLICITÁRIA, TEMER MENTE SOBRE SEU TEMPO NO PODER
                      
                       

Anúncios publicados nos jornais nesta quinta-feira trazem mais uma mentira contada pelo Palácio do Planalto: a de que Michel Temer está há 120 dias no poder "com coragem para fazer as reformas que o Brasil precisa"; Temer, na verdade, tomou posse no dia 13 de maio, há exatos 230 dias, e tenta reduzir seu tempo real no comando para esticar o discurso da "herança maldita", que é, a cada dia, menos convincente, uma vez que seu governo aprofundou a recessão, estourou as contas públicas, reduziu a confiança e provocou uma onda inédita de desemprego no País

247 – Michel Temer tomou posse numa sexta-feira 13, a do dia 13 de maio de 2016, e, desde então, já se passaram 230 dias.

Naquele momento, ele dizia que, embora interino, agia como efetivo, lançando medidas que contrariavam drasticamente o programa eleito nas urnas em 2014.

No entanto, o Palácio do Planalto, de alguns tempos para cá, decidiu reduzir o tempo de Temer no poder. Na noite de Natal, ele invadiu os lares dos brasileiros para tentar vender otimismo, dizendo estar "há pouco mais de 100 dias no poder".

Nesta quinta-feira, a mentira se transformou em publicidade paga pelo Palácio do Planalto nos principais jornais impressos do País: "120 dias com coragem para fazer as reformas que o Brasil precisa".

Temer tenta reduzir seu tempo real no comando do País, usando a data da posse definitiva, após a confirmação do golpe de 2016 pelo Senado, para esticar o discurso da "herança maldita", que é, a cada dia, menos convincente, uma vez que seu governo aprofundou a recessão, estourou as contas públicas, reduziu a confiança e provocou uma onda inédita de desemprego no País – dado que deve ser divulgado nesta quinta-feira.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Alckmin e marajás do MP/SP: promiscuidade

Alexandre de Moraes é um caso exemplar (sic)
publicado 27/12/2016
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Alckmin e Moraes: tudo a mesma sopa, diria o Mino Carta
Conversa Afiada reproduz o artigo El País:
Uma lupa sobre os elos entre a promotoria e o Governo de São Paulo
Uma pesquisa inédita da organização Conectas chama atenção para a aproximação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a política. E, pelo que indicam os depoimentos colhidos dentro e fora do órgão, essas relações acabam por influenciar as decisões da promotoria. A pesquisa “Independência e Autonomia no Judiciário e Ministério Público de São Paulo” é resultado de entrevistas em profundidade com 37 membros do Poder Judiciário paulista, 15 deles do Ministério Público (MP), tomadas sob condição de anonimato.
Os Grupos de Atuação Especial, como o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e o Gaema (de Defesa do Meio Ambiente) são, segundo a pesquisa, um exemplo de como a política tem influência no trabalho do MP. “Seus integrantes passam a receber uma remuneração maior, além de um apoio financeiro para a sua atuação”, diz o documento. “Como esses grupos respondem diretamente ao procurador-geral, por meio de seus indicados aos cargos, haveria um potencial controle maior de seus procedimentos e investigações, e que isso pode em alguns casos responder a interesses relacionados, por exemplo, ao governo do estado”, diz o estudo.
Medo da corregedoria
A pesquisa da Conectas revela ainda como processos sutis abrem brechas para o controle ideológico dentro da carreira. Um dos elementos apontados por Evorah Cardoso, responsável pelo estudo, é o acompanhamento dos recém-empossados durante o período probatório, feito por membros da Corregedoria. Os promotores novatos precisam enviar relatórios mensais de suas atividades: denúncias realizadas, recursos impetrados, justificativas para processos arquivados. Os relatórios são analisados e o corregedor e seus assistentes atribuem a eles os conceitos ótimo, bom, regular e insuficiente, como um boletim escolar. Rafael Custódio, um dos responsáveis pela pesquisa da Conectas, compara essa estrutura a uma “espécie de Big Brother” que dita o caminho a ser trilhado. “Não está monitorando se o promotor foi pego dirigindo alcoolizado ou se está ganhando dinheiro fora da lei. Está monitorando o teor das manifestações. Esse monitoramento é ilegal. É perigoso. [O promotor] Não tem mais que agir conforme sua cabeça, mas agir pensando no que a corregedoria vai ver.”
Desse modo, os promotores são influenciados, segundo Evorah, a adotar um modo de agir ligado a valores e ideias mais conservadoras e punitivistas, do ponto de vista penal. “O que foi muito relatado [pelos entrevistados] é que existe um medo da Corregedoria, de fazer algo errado no início da carreira. Então, a Corregedoria tem um papel muito forte de moldar esses profissionais jovens”, conta Evorah, que é doutora em direito pela Universidade de São Paulo e pesquisadora do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).
Em outros órgãos, como na Defensoria Pública de São Paulo, o acompanhamento dos novos membros é feito, de acordo com Evorah, por uma comissão técnica que, apesar de ligada à Corregedoria, não se confunde com a parte disciplinar. “É feito de uma forma mais difusa.”
Após os estágios iniciais, a Corregedoria continua exercendo um papel importante, acompanhando de perto a atuação dos membros do MP. “Existe a sensação de um policiamento”, diz a pesquisadora. As menções negativas atribuídas pela Corregedoria têm, de acordo com o estudo, impacto na trajetória profissional. Custódio lembra que a Corregedoria é formada pelos profissionais mais antigos da carreira, o que acaba criando uma sensação de que “os mais velhos vigiam os mais novos”.
No Estado de São Paulo, são muitos os exemplos de proximidade entre o MPSP e a política local. A começar pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez. Capez tem fortes ligações com a Promotoria e o Judiciário. Não apenas fez carreira como promotor do estado como seu irmão, Flávio Capez, é procurador aposentado. Outro irmão, Rodrigo Capez, é juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e foi instrutor do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Antonio Dias Toffoli. A esposa de Fernando e uma de suas cunhadas também fazem parte do MPSP.
Atualmente, a Secretaria de Justiça estadual está sob o comando de um ex-procurador-geral de Justiça, Márcio Elias Rosa, que saiu do comando central do órgão responsável por vigiar o governo do estado para o próprio governo logo depois de ter deixado o cargo. Não foi o primeiro. O ex-procurador-geral do MP por três mandatos Luiz Antonio Marrey também foi secretário estadual de Justiça antes de tornar-se chefe da Casa Civil do vice-governador Alberto Goldman.
A proximidade é ainda maior na Secretaria de Segurança Pública (SSP). Nos últimos 20 anos, dos oito secretários da pasta, apenas um não veio do MP. O atual secretário e ex-procurador, Mágino Barbosa Filho, já fazia parte da equipe de assessores do seu antecessor, o ex-promotor Alexandre de Moraes, que por sua vez foi alçado a ministro da Justiça do Governo Michel Temer.
Além dos secretários Mágino (Segurança) e Saulo de Castro (Governo), de janeiro de 2015 a 2016 dez membros do MPSP se afastaram para ocupar cargos no Executivo estadual. Desses, três foram para a SSP e quatro para a Secretaria de Meio Ambiente. Outros dois deixaram temporariamente o órgão por posições na Assembleia Legislativa. A Corregedoria-Geral do Estado de São Paulo também passou a ser presidida por um procurador. Todos puderam manter os salários de promotor ou procurador, maiores do que os pagos no Executivo e no Legislativo.
Para Rafael Custódio, a relação entre Governos e MP não é exclusivo de São Paulo, mas nesse Estado o processo está mais consolidado. Ele acredita que tamanha proximidade é justamente um efeito colateral da Constituição de 1988: “Alguns autores acham que o Ministério Público virou a grande autoridade do Brasil, eles têm hiperpoderes. Eles viraram, talvez, o principal poder [do país]. Alguns políticos perceberam isso e decidiram que era melhor se aproximar desses caras do que virar rivais”.
A aproximação do MP com o Governo estadual tem impactos negativos, na opinião do professor Frederico Normanha, da Unicamp. “Você pega um secretário de Segurança Pública que era do Ministério Público, mas o Ministério Público tem a função de coibir abusos da polícia, controlada pelo serviço de segurança pública. Você cria um nó e não vai exercer controle nenhum”, avalia.
Rafael Custódio acha que em São Paulo “o governador gosta dos procuradores”. Ele avalia que essa aliança coloca em questão o próprio trabalho do MP de investigar o Governo. “Em São Paulo isso não acontece. Tanto que o cara é brindado com um cargo. Talvez o Ministério Público não esteja fazendo o trabalho dele direito.”
O novo procurador-geral de Justiça, Giampaolo Smanio, refuta qualquer interferência externa. “O Ministério Público tem uma atuação profissional, isenta, independente. Os promotores têm garantias suficientes para isso. Individualmente, se algum promotor quiser exercer cargos fora da instituição, isso é uma questão que vai ser analisada no dia a dia, mas isso não influi em nada na atuação dos promotores”, disse em entrevista à Pública.
Da mesma posição é o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, entrevistado pela reportagem antes de assumir o cargo. Moraes ganhou projeção política no período em que foi promotor em São Paulo, de 1991 a 2002. Foi eleito primeiro-secretário da Associação Paulista do Ministério Público e assessorou o então procurador-geral José Geraldo Brito Filomeno (2000-2002). Deixou a Promotoria para assumir a Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania de São Paulo no primeiro Governo de Geraldo Alckmin. Ocupou, desde então, diversos cargos no Executivo. Em 20 de junho de 2016, durante a posse de Gianpaolo Smanio como procurador-geral de São Paulo, Alexandre de Moraes ocupou lugar de destaque na cerimônia. Foi lá que conversou com a Pública: “O Ministério Público, seja de São Paulo, Federal ou de outros estados, é uma das instituições que melhor fornece quadros para a sociedade brasileira. Basta ver que na cerimônia de hoje nós temos um ex-promotor de justiça como presidente do Tribunal de Contas do Estado, um ex-promotor de Justiça como presidente do Tribunal de Justiça Militar. Ou seja, o Ministério Público é um exportador de quadros exatamente porque é uma instituição fortíssima”, defendeu. Indagado sobre possíveis conflitos de interesse em um ex-promotor assumir cargos no Executivo, ele disse: “Se a Constituição achasse que isso criaria um nó, não permitiria que aqueles que ingressaram antes de 5 de outubro [de 1988] pudessem exercer esses cargos, e a prova de que não há nenhum problema nisso são os belíssimos trabalhos e belíssimas funções que os membros do Ministério Público do país todo exercem e exerceram pelo Poder Executivo”.
A nomeação de membros do MP a cargos no Executivo passou a ser proibida a partir da Constituição de 1988. O entendimento do STF, no entanto, é que a regra só vale para os que ingressaram na carreira após a promulgação da Carta Magna. O objetivo é preservar promotores de qualquer controle ideológico ou financeiro para que possam processar governantes, fiscalizar a polícia e vigiar empresas privadas. Também são garantias o cargo vitalício, o salário irredutível e a lotação inamovível – ou seja, o promotor não pode ser retirado de uma comarca para outra, a menos que por interesse próprio.
Publicado no conversaafiada

sábado, 24 de dezembro de 2016

O natal do brasileiro destruído pelos golpista Temer Meirelles e a quadrilha que tomou o poder no Brasil


RECESSÃO TEMER-MEIRELLES DERRUBA O NATAL NO RIO



A Saara (Sociedade de Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências), no centro da capital fluminense, refletiu neste sábado (24) a crise financeira no Rio de Janeiro. O maior comércio popular a céu aberto do estado, que costuma ficar intransitável nessa época do ano pela multidão de consumidores, tinha movimento tranquilo

Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil

A Saara (Sociedade de Amigos da Rua da Alfândega e Adjacências), no centro da capital fluminense, refletiu neste sábado (24) a crise financeira no Rio de Janeiro. O maior comércio popular a céu aberto do estado, que costuma ficar intransitável nessa época do ano pela multidão de consumidores, tinha movimento tranquilo neste sábado.

Para o comerciante Antonio Pereira dos Santos, este é o pior ano em termos de vendas desde que começou a trabalhar no Saara há 18 anos. "Está sendo um ano muito atípico, poucas pessoas na rua. Não quero viver um ano tão ruim quanto este. Ainda bem que não comprei muita mercadoria, já prevendo essa queda", disse.

Há dez anos trabalhando no Saara, a vendedora Ana Márquez da Silva Freitas também nunca viu um movimento tão fraco. "O movimento aqui era muito forte. De uns três anos para cá vem caindo. Geralmente, a semana toda do Natal fica muito cheio, olha como está agora. É a crise, né?"

A assistente administrativa Elisabete França disse que só saiu às compras hoje, porque sabia que não estaria cheio. "Não deixo nada para última hora. Vim, porque minha tia no último minuto me pediu para comprar um presente. Este ano está muito mais tranquilo, bem mais vazio. E só vim, porque sabia que não estaria cheio, não venho nesta época", disse.

Frequentador do Saara, o garçom Marcelo Nunes Bernardo foi ao local passear com a família e comemorar o aniversário. "Ano passado não dava para andar assim, com espaço à vontade. Também trabalho aqui no Centro e convivo aqui há 12 anos. O movimento caiu muito, inclusive no meu trabalho. Cada ano parece que está caindo. Dizem que é a crise, né?", comentou.

A empregada doméstica Lidiane Sousa comprou apenas lembrancinhas. "Este ano, só comprei besteirinha para não passar em branco. O dinheiro não está dando. A prioridade é a comida", comentou.

De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), este Natal terá queda de 5% nas vendas em comparação com 2015. O desemprego no estado chegou ao índice 12% e os salários atrasados desde novembro dos servidores no estado também afetaram a ceia de Natal.

Segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), 52,8% dos entrevistados disseram que a ceia não será farta; 38,9% que será igual a de 2015. Ontem, servidores simularam uma "ceia da miséria" para protestar contra os atrasos.

A Saara, formada em 1962 por comerciantes de uma das mais antigas áreas da cidade, ocupa o trecho do centro do Rio circundado pelas Ruas dos Andradas, de Buenos Aires, da Alfândega e da Praça da República.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O procurador do MPF Deltan Dallagnol na Lava-jato é chamado de vira-lata pelo ex-ministro da justiça Eugênio Aragão

A carta de Jesus para um homen que se diz pastor, por Gregório Duvivier

Uma carta de Jesus para Malafaia. Por Duvivier
Date: 23/06/2015


Querido pastor,

Aqui quem fala é Jesus. Não costumo falar assim, diretamente -mas é que você não tem entendido minhas indiretas. Imagino que já tenha ouvido falar em mim -já que se intitula cristão. Durante um tempo achei que falasse de outro Jesus -talvez do DJ que namorava a Madonna- ou de outro Cristo -aquele que embrulha prédios pra presente- já que nunca recebi um centavo do dinheiro que você coleta em meu nome (nem quero receber, muito obrigado). Às vezes parece que você não me conhece.

De Gregório Duvivier, no DCM

Caso queira me conhecer mais, saiu uma biografia bem bacana a meu respeito. Chama-se Bíblia. Já está à venda nas melhores casas do ramo. Sei que você não gosta muito de ler, então pode pular todo o Velho Testamento. Só apareço na segunda temporada.

Se você ler direitinho vai perceber, pastor-deputado, que eu sou de esquerda. Tem uma hora do livro em que isso fica bastante claro (atenção: SPOILER), quando um jovem rico quer ser meu amigo. Digo que, para se juntar a mim, ele tem que doar tudo para os pobres. “É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”.

Analisando a sua conta bancária, percebo que o senhor talvez não esteja familiarizado com um camelo ou com o buraco de uma agulha. Vou esclarecer a metáfora. Um camelo é 3.000 vezes maior do que o buraco de uma agulha. Sou mais socialista que Marx, Engels e Bakunin -esse bando de esquerda-caviar. Sou da esquerda-roots, esquerda-pé-no-chão, esquerda-mujica. Distribuo pão e multiplico peixe -só depois é que ensino a pescar.

Se não quiser ler o livro, não tem problema. Basta olhar as imagens. Passei a vida descalço, pastor. Nunca fiz a barba. Eu abraçava leproso. E na época não existia álcool gel.

Fui crucificado com ladrões e disse, com todas as letras (Mateus, Lucas, todos estão de prova), que eles também iriam para o paraíso. Você acha mesmo que eu seria a favor da redução da maioridade penal?
Resultado de imagem para Jesua cristo


Soube que vocês estão me esperando voltar à terra. Más notícias, pastor. Já voltei algumas vezes. Vocês é que não perceberam. Na Idade Média, voltei prostituta e cristãos me queimaram. Depois voltei negro e fui escravizado – os mesmos cristãos afirmavam que eu não tinha alma. Recentemente voltei transexual e morri espancado. Peço, por favor, que preste mais atenção à sua volta. Uma dica: olha para baixo. Agora mesmo, devo estar apanhando – de gente que segue o senhor.

Publicado no Diário do Centro do Mundo

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Serra tem 23 milhões de propina depositado num banco Suíço ficou e Geddel caiu.

Geddel sai e Cerra com R$ 23 milhões fica...
Requião cobra a cabeça do homem mais rico do Brasil (*)

                        publicado 26/11/2016
                       


Do Blog do Esmael Morais:


Requião: Geddel acusado de interferir no espigão sai, Serra acusado de recebe R$ 23 milhões fica?

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) não poupou os tucanos ao criticar a seletividade da mídia nos casos de corrupção envolvendo o governo Michel Temer (PMDB). “Geddel acusado de interferir em espigão sai, o outro acusado de receber US$ 23 mi fica?”, fuzilou o parlamentar ao referir-se à queda do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e a permanência “intacta” do ministro do PSDB José Serra (Relações Exteriores), mesmo acusado de ser beneficiado por propina de R$ 23 milhões da Odebrecht.

Requião também abriu fogo em relação ao encontro entre Temer e a cúpula do PSDB, entre eles o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Aécio Neves e o ministro de Relações Exteriores, José Serra. O almoço entre Temer e os tucanos ocorreu logo depois de divulgação do pedido de demissão de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo.

“A pretendida Ponte Para o Futuro de Temer é considerada por FHC uma mera pinguela para o PSDB atravessar o rio que o separa do poder. Cruz!”, afirmou Requião em suas redes sociais.
Antes de se encontrar com Michel Temer, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, disse que não viu “nenhum ato incorreto por parte do presidente da República”.

“Ele fez uma sugestão para que a AGU [Advocacia-Geral da União] pudesse dirimir. As investigações têm que haver em relação a quem quer que seja. Como, acredito, ocorrerão. Nós vamos sustentar o governo Temer porque cabe a ele constitucionalmente o papel de liderar o país nesse governo de transição. Não há alternativa”, afirmou Aécio.

Pelo Twitter, Requião repetiu a importante e pertinente observação: “Geddel acusado de interferir em espigão sai, o outro acusado de receber us$ 23 mi fica? PSDB intocável”.


(*) - o ansioso blogueiro sustenta que o Padim Pade Cerra é um dos homens mais ricos do Brasil.

Porque desde o Governo Montoro, em São Paulo, na República Velha, quando foi Secretario do Planejamento, ele conseguiu que a Justiça de São Paulo NÃO provasse que ele NÃO é corrupto.

Sim, porque o então deputado Bierrembach ganhou do Juiz Wálter Maierovitch o direito de exercer a "exceção da verdade", ou seja, provar que dizia a verdade quando chamou Cerra de ladrão.

Cerra abafou o caso na Justiça: não permitiu que a Justiça provasse que ele não é ladão...

Desde então, Cerra pula de um cargo público a outro, sempre na companhia imaculada de um desses paulos "afrodescendentes"!

Publicado no Conversaafiadado - PHA

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Senador Requião Temer doa 68 bilhões para empresas de telefonia

Requião denuncia que Temer doa R$ 68 bi a empresas de telefonia e pode passar vigilância por satélite do Brasil a empresa estrangeira

19 de dezembro de 2016 às 14h37

  
Telecomunicações: a entrega oculta
POR ANTONIO MARTINS
Pela Coalizão de Direitos na Rede
Sem promover um debate amplo com a sociedade, o Congresso Nacional quer alterar a forma como são prestados os serviços de telecomunicações no Brasil, reduzir o direito de acesso a eles e abrir mão de uma infraestrutura fundamental para o desenvolvimento do país.
No contexto da crise econômica da Oi e para garantir privilégios às operadoras, tramita no Congresso o Projeto de Lei nº 3453/15 que altera a Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Avança rapidamente, num Legislativo marcado pelo conservadorismo. Foi aprovado hoje (9/11) na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Poderá promover uma das maiores transformações nas comunicações, radicalizando a privatização realizada em 1998.
E o que está sendo proposto?
Redução das obrigações dos contratos de telefonia fixa: se hoje existe uma rede razoavelmente extensa de telefonia fixa no Brasil e o preço dos serviços é relativamente barato, isso se deve ao fato de ela ser prestada em regime público de concessão, aplicado aos serviços considerados essenciais para a sociedade. Isso inclui obrigações de universalização e cobertura, continuidade na prestação dos serviços, rapidez na instalação e modicidade tarifária (controle do preço das tarifas). Caso o PL3453/15 seja aprovado, passaremos a um modelo de autorização, mais flexível, com menos obrigações para as operadoras e direitos reduzidos para o consumidor. Além de alterar o caráter essencial do serviço, essa mudança gera um impacto econômico sobre o Estado e a população que não está sendo devidamente quantificado.
Transferência da infraestrutura pública para o setor privado: ao passar para um modelo de autorização, quase toda a infraestrutura das redes de telefonia fixa, que pertence à União e tem caráter estratégico por ser usada também para levar conexão de banda larga, será “doada” para as operadoras. Em 2025, quando devem terminar os contratos de concessão sem possibilidade de renovação, essas empresas poderão transformar os bens reversíveis que são de propriedade pública em investimentos privados. Estaríamos falando de um valor estimado em R$ 100 bilhões. O PL 3453/15 quer também quer regularizar práticas das empresas que hoje são feitas à margem da lei. As operadoras já usam os recursos públicos da tarifa do telefone fixo para investir na rede de internet, que são privadas, uma forma de subsídio cruzado que é ilegal.
Proporcionalidade dos bens reversíveis: uma parte significativa da internet que chega a diversas regiões do país usa a infraestrutura de telefonia fixa, que no passado foi concedida às operadoras sob um modelo público e que garante a reversibilidade dos bens, ou seja, ao final do término do contrato os bens retornam à União. Com a convergência dos meios de comunicação, em que as redes passaram a dar suporte a diferentes serviços simultaneamente (telefonia fixa e internet banda larga), essa infraestrutura acaba sendo usada para conexão de internet numa proporção maior que o telefone fixo. O que está sendo proposto no PL 3453/15 é que agora seja considerado reversível apenas a parcela que corresponde hoje ao telefone fixo, uma porção bem menor do que foi concedido no contrato, permitindo que as operadoras tomem para si toda infraestrutura que é pública. Um dos maiores problemas é que nem a Anatel consegue calcular com precisão qual seria o valor desses bens.
Flexibilização dos contratos para áreas onde é constatada a concorrência: sendo que os critérios para decidir se uma determinada cidade ou região tem um mercado concorrente fica a cargo da Anatel. No entanto, a Anatel já demonstrou que é incapaz de manter a competitividade do mercado. Segundo dados da própria agência, somente no Estado de São Paulo, onde está concentrado mais de 45% do mercado de telecomunicações, duas empresas concentram o market share da banda larga fixa: Claro e Telefônica detém 80% do mercado.
Por que mudar a LGT?
Para o autor do projeto, deputado Daniel Vilela (PMDB/GO), o atual modelo de concessão da telefonia fixa representa um empecilho para o investimento em infraestrutura.
Ocorre que o prazo final dos contratos de concessão se aproxima. Como os contratos não são renováveis, o deputado acredita que serão reduzidos “os incentivos à ampliação e modernização da rede por parte das concessionárias” e que isso resultaria na piora dos serviços prestados aos usuários.
O discurso é de que a flexibilização das regras serviria de estímulo para as empresas a investirem mais no serviço de internet, já que seriam desoneradas das obrigações relacionadas aos contratos de concessão.
Na realidade, o que o Congresso está tentando fazer é destinar recursos públicos para as empresas de telecomunicações e desonerá-las do necessário investimento em infraestrutura de redes sem garantias concretas de que isso se reverta em melhorias para os usuários.
Isso em um cenário onde as empresas como Telefônica (Vivo) anunciaram lucros líquidos de 1 bilhão de reais por semestre em 2016.
A oposição da sociedade civil
Na última terça-feira (25/10), durante a audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), organizações como Proteste, Intervozes e o Fórum Nacional pela Democratização das Telecomunicações (FNDC) mostraram que o PL 3452/15 é incoerente com outras disposições da Lei Geral de Telecomunicações de 1997, do Marco Civil da Internet e da própria Constituição Federal.
Caso seja aprovado, o resultado seria a entrega de mais de 100 bilhões de reais do patrimônio que é de toda a população brasileira, e que não é verdade que se tratam de bens que não são mais valorizados pelos usuários, já que hoje existe tecnologia que permita o uso de pares de fio de cobre da telefonia fixa para o serviço de banda larga.
Já a Anatel alega que o regime privado é o que mais cresce no Brasil, usando o exemplo da telefonia celular. No entanto, como argumentaram as organizações da Coalizão, isso não é garantia de universalização, nem melhoria na prestação do serviço.
Ainda, o acesso deve ser considerado um direito de todos e, portanto, deve ser garantido pelo Estado. Isso só seria possível em um regime público ou em um novo regime jurídico de serviços essenciais aplicado à Internet banda larga.
Se um serviço de caráter essencial é prestado unicamente no regime privado — algo expressamente vedado pelos criadores da Lei Geral de Telecomunicações em 1997 — , coloca-se em risco o direito que a população tem de ter acesso a esse tipo de serviço, pois relega a prestação aos interesses comercias da operadora.
Se hoje muitas regiões no interior do país não têm acesso à internet, isso se deve ao fato de as empresas não terem interesse comercial em levar conexão a essas áreas remotas, um dos efeitos perversos de medidas de desregulamentação como a proposta pelo PL 3453/15.
No mesmo sentido, caso uma empresa pare de operar no país, a infraestrutura não voltaria mais para a União, não há garantia de continuidade no oferecimento.
As alternativas que propomos
Em vez de acabar com o modelo de concessão da telefonia fixa, afetando também a internet banda larga, deveria ser implementado um modelo de regulação por camadas que institucionalize o direito de acesso à internet e aos serviços de telecomunicações.
A Campanha “Banda Larga é Direito Seu!”, que reúne diversas organizações da sociedade civil preocupadas com a universalização da internet, propõe que a camada de rede (infraestrutura de redes de transporte), seja regulada no regime público, estabelecendo metas de universalização e modicidade tarifária, enquanto a camada de serviços de telecomunicações (oferta do acesso até o usuário final) seja um regime privado.
Além de dar suporte às propostas da Campanha “Banda Larga é Direito Seu!”, a Coalizão Direitos na Rede também propõe em uma nota divulgada aos deputados da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania que:
— sejam avaliadas as inconsistências na relação dos bens reversíveis e nos procedimentos de controle e acompanhamento desse bens conforme já foi indicado pelo TCU (ver relatório de auditoria);
a Câmara dos Deputados envolva a sociedade nas decisões técnicas sobre a Internet, sobre os serviços de telecomunicações e sobre a universalização do acesso, e promova uma reforma da LGT com foco no caráter essencial da internet;
— que não sejam mais propostas “soluções jurídicas ad hoc” e remendos legislativos para resolver problemas das empresas de telecomunicações sem propor uma política global para o setor, com respeito ao direito de acesso (ver texto de posição do Idec e Ibidem);
— o Ministério das Comunicações (hoje fundido com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) retome o debate público sobre um marco regulatório para as telecomunicações, tendo como método participativo a plataforma de criação do Marco Civil da Internet;
— o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) esteja envolvido em qualquer reformulação da LGT que afete o desenvolvimento da internet no país.
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SENSORIAMENTO REMOTO: VEM AÍ UM “SATELITEGATE” DO GOVERNO?
Oficiais da Força Aérea estão descontentes — e intrigados — com a iniciativa da Presidência da República de meter-se diretamente com a contratação de serviços de sensoriamento remoto por satélite, no exterior, ignorando regras que exigem a obrigatória presença de empresas nacionais no processo.
A Casa Civil determinou à Comissão Aeronáutica Brasileira na Europa — CABE, que contrate com urgência — a orientação é de usar o prazo mínimo exigido pela Lei de Licitações para o recebimento das propostas, 5 dias úteis — serviços de sensoriamento remoto por satélite, em um montante de até 300 milhões de reais.
Segundo o jornal Valor Econômico, o pedido teria causado “estranheza” à CABE, já que a prestação desse tipo de serviços às Forças Armadas só pode ser feita – salvo raras exceções – por empresas brasileiras com sede e administração no país.
Pelas mesmas razões a “divisão de licitações e contratos da Aeronáutica”, segundo o jornal, classificou de “desarrazoada”, “desproporcional” e “ilegal” do ponto de vista administrativo, a “abertura de concorrência no exterior, regida por leis internacionais, já que os participantes têm que ser empresas brasileiras, inscritas no Ministério da Defesa.”
Caso se configure essa iniciativa — o relatório da CABE cita dezenas de empresas nacionais aptas a realizar o trabalho — ela pode trazer graves prejuízos ao país não apenas do ponto de vista econômico mas, principalmente, no contexto estratégico e de Segurança Nacional.
Entregar voluntariamente a vigilância satelital de nosso território a empresas estrangeiras, com uma presença mínima de brasileiros no processo é, no tocante à área bélica, a mesma coisa que oficializar a doutrina abjeta e entreguista de chamar a raposa para tomar conta do galinheiro, abrindo para os gringos, nesse processo, detalhes sobre a abordagem estratégica que usualmente aplicamos em nossas fronteiras e em outras áreas em que existem tropas brasileiras, que seriam igualmente monitoradas, como o Haiti e o Líbano.
O que está por trás disso?
Qual o interesse de buscar “parcerias” lá fora, alijando desse processo empresas nacionais, que, caso fosse absolutamente imprescindível trabalhar com empresas estrangeiras, deveriam a elas se associar, majoritariamente?
Por que fazer essa licitação, se o Brasil já conta com o CBERS – Satélite China-Brasil de Recursos Terrestres e já temos tecnologia própria para a construção, como ocorreu no próprio CBERS, de câmeras orbitais MUX e WFI com resolução de 60 x 60 metros por institutos controlados pelo governo e empresas de capital brasileiro?
Se já dispomos gratuitamente, de imagens fornecidas por outros parceiros dos BRICS, como a Índia?
Se já contamos com a Visiona, que pertence à EMBRAER e à Telebras, constituída no governo Lula, para construir e operar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) do governo brasileiro que se encontra em desenvolvimento — o satélite que tínhamos anteriormente para comunicação das forças armadas foi entregue pelo governo FHC a uma empresa estrangeira — que já representa, justamente, desde 2015, serviços de sensoriamento remoto de fornecedores como a Airbus, a DigitalGlobe, a Restec e a SI Imaging Services?
Em tempos em que o Judiciário e o Ministério Público promovem, incansávelmente, a paralisação de nossos principais projetos de defesa, investigando e perseguindo o Almirante responsável pelo desenvolvimento do programa brasileiro de enriquecimento de urânio; aplicando uma multa estratosférica na empresa responsável pelo desenvolvimento do submarino nuclear brasileiro e pelo míssil A-Darter da Aeronáutica — entregando parte do dinheiro aos gringos — colocando um ex-presidente da República e o programa de construção de 36 caças estratégicos com a Suécia sob suspeita, é preciso saber o que está por trás desse conjunto de “coincidências” e da ojeriza, ignorância e desprezo pela importância estratégica do desenvolvimento de material de defesa no Brasil e a quem interessa, dentro e fora do país, que esse desmonte e essa perseguição aconteçam.
Com a palavra, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional — CREDN, para pautar imediatamente a discussão do tema, de forma que se possa responder a essas perguntas, com a convocação dos órgãos e instituições envolvidos, incluído o Ministério Público, para explicar o que está ocorrendo, e dizer que tipo de salvaguardas se está adotando para que se evite, ao menos, a interrupção desses programas; ou a urgente convocação, pelos patriotas — poucos — que ainda restam no Congresso Nacional, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para analisar o assunto.
Em benefício de sua sobrevivência, já ameaçada por uma frágil situação política e uma pífia popularidade, o atual governo — até mesmo porque não foi “eleito” especificamente para isso nem colocou sua agenda em discussão pela sociedade brasileira — precisa ir com menos sede ao pote em sua sanha, mais transformista e destrutiva do que desenvolvimentista e transformadora, de abandono e desmanche da doutrina estratégica de cunho levemente nacionalista vigente neste país nos últimos anos.
Como se já não bastasse a tragédia do desastre estratégico promovido com a irresponsável aprovação da PEC da entrega, que nos deixará sem recursos para defesa e tecnologia por 20 anos.
Em um mundo em que — ao contrário do que diz a parcela mais imbecilizante da mídia, a maioria dos países mais poderosos do mundo, EUA, Europa, Japão — têm dívidas públicas maiores que a do Brasil, e não veem o menor problema em continuar se endividando.
E em continuar se armando, melhor dizendo — para proteger seus interesses e o seu poder decisório — em um planeta cada vez mais complexo e competitivo, do qual acabamos de abdicar, quadrúpedemente, de participar como protagonistas, apesar de sermos a quinta maior nação do mundo em população e território.
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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Os Hipócritas Malafaia, Aécio, Serra,Moro,Gilmar Mendes,Temer e seus corruptos por Alexandre Tambelli

A Santa Hipocrisia de Malafaia, Aécio, Serra, Moro, Gilmar, Temer & Cia, por Alexandre Tambelli

A Santa Hipocrisia de Malafaia, Aécio, Serra, Moro, Gilmar, Temer & Cia
por Alexandre Tambelli
Um fenômeno no Brasil salta aos olhos: o falso moralismo de certos personagens da Política e da Sociedade com voz diária e sem questionamentos maiores nos microfones da mídia hegemônica e oligopólica no Brasil: Rede Globo, Veja, Estadão, Folha, Band, etc.
Vazam delações de processos em sigilo de Justiça, acusações são fabricadas diariamente contra petistas, Lula e Dilma e os falsos moralistas nos microfones das mídias hegemônicas brasileiras consideram que tudo é uma verdade incontestável e justa são as ações de Juízes, procuradores, ministros. Já condenam qualquer petista de antemão e nem se precisa apresentar provas e nem se precisa constituir defesa, transitar em julgado o processo, sequer ter lógica a acusação, vide o Power Point do Procurador Dallagnol, onde Lula é o Chefe do Petrolão, mas quem leva a grana de verdade são os seus adversários no Golpe de Estado contra Dilma. Lula fica com pedalinho e barquinho de lata e Serra leva 23 milhões depositados na Suíça, Temer leva 10 milhões entregues, segundo delação, no escritório de Advocacia de seu “Psicoterapeuta Político” e assim por diante.
Malafaia diz que Moro não cometeu nenhuma ilegalidade em conduzir coercitivamente Lula para depor, que a reclamação é falácia de petista. Ai bebe do mesmo veneno, fica furioso e faz um carnaval nos microfones da mídia brasileira e muda de ideia: "É a tentativa para me desmoralizar. Não poderia ter sido convidado para depor? Vergonhoso.”. De legal para ilegal a condução coercitiva é um pulo, depende se é petista ou não, se é “esquerdopata” ou não.
Moro, quando vai ouvir um Delator e o Delator diz que os esquemas de corrupção da Petrobrás remontam a bem antes de 2003 sai com o famoso: - Não vem ao caso. Estamos apenas investigando de 2003 para frente, é óbvio para quem para pra pensar e conhece um mínimo de História Política, 2003 já é Governo Lula, antes de 2003 é Governo FHC.
O famoso artigo da Agência Reuters, que foi modificado na versão final e vazou com a frase, posta ao lado do texto: podemos tirar se achar melhor, é sintomático. Pedro Barusco, Diretor de Serviços da Petrobrás, em depoimento à Moro disse que o esquema de recebimento de propinas, que estava envolvido, começara em 1997, Governo FHC, sintomático o não vem ao caso, certo?  
E, coincidência ou não, tucano nenhum foi investigado de nada até hoje pelo Moro. Aécio o multi-delatado que nos diga. Os 23 milhões da Odebrecht para Serra pago na Suíça que nos digam. Só uma vez, a bem da verdade, o Anastasia estava sendo investigado, mas sumiu a testemunha e o caso se deu por encerrado por Moro e sem maiores explicações.
E todos do PSDB pimpões vão aos microfones da Globo, CBN, Globo News, Band News, Estadão, Folha, etc. e falam que toda delação feita contra eles é mentira, que tudo é doação legal; dizem qualquer coisa para desqualificar o Delator e fica tudo por isto mesmo.
Engraçado foi o dia que o Aécio se saiu com esta frase: - chama a atenção para o risco dessas investigações desviarem-se do seu foco principal, que é a responsabilização daqueles que, no PT e partidos aliados, montaram um complexo esquema de corrupção que assaltou os cofres da Petrobras e financiou a manutenção desse grupo no poder. (E, hoje, estão às claras milhões e milhões doados aos tucanos por empreiteiras denunciadas pela Lava-Jato por corrupção).
Quando produzem alguma manchete (e são aos borbotões) ou inquérito, delatam alguma coisa sobre Lula, é tudo verdade. Até a história de um triplex que já foram ouvidas mais de 20 testemunhas que dizem que o triplex não é do Lula, vale para justificar que o Lula e o PT são corruptos, como fez o Malafaia para se defender das acusações de ontem.
Não deu com o Triplex inventaram uma nova história (o MPF), em menos de 48 horas, um terreno que a Odebrecht havia comprado para ser a sede do Instituto Lula, sem nunca ter sido a sede e nem ter sido dado ao Lula jamais é prova de favorecimento do ex-presidente à empreiteira.
Assim, é fácil do Malafaia dizer que o Lula é acusado de um monte de coisas e ele não. Acusam até de ele ter sido corrompido por um par de pedalinhos e um barquinho de lata, da mulher dele comprar pão na padaria como prova de que ele é dono de um sítio, que nunca apresentam a escritura em seu nome e, que nenhum sujeito “ladrão classe A” iria querer ter, de simplório e brega que é.
Como diz o Paulo Nogueira: o Moro não tem mais coisa para fazer? Com esta delação da Odebrecht, com certeza, que sim! Mas não vem ao caso! Ferrar o Lula é a única coisa que interessa.
Gilmar Mendes (Ministro do STF e Presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral) então em dobradinha com o Moro diz que o dinheiro de doação para a campanha de Dilma é dinheiro desviado da Petrobrás, para a campanha do Aécio não, é dinheiro limpo! E as doações de campanha das empreiteiras saem da mesma conta bancária, tanto para Dilma como para Aécio e demais candidatos.
Gilmar Mendes fez uma coisa interessante. No pré-Golpe e começo do pós-Golpe queria separar as contas de campanha de Dilma e de Temer, dizendo que aquela era feita de doações ilegais e esta de dinheiro limpo e vinham da mesma conta de alguma empreiteira que, também doou para Aécio. É que sabe como é Dilma e Temer não concorriam numa mesma chapa na campanha eleitoral de 2014 naquele tempo. Derrubariam Dilma, para Temer assumir, certo? Ele assumiu de outra forma, mas o caminho da separação das contas e da chapa foi aventado no pré-Golpe.
Ai apareceu uma delação em que um empreiteiro disse ter doado cheque de 1 milhão de reais para a campanha de Dilma, escarcéu midiático, propina para Dilma, mas se descobriu que foi propina dada para o comitê de campanha do vice-presidente, o cheque era nominal ao Temer. Ouviu-se novamente o Delator do cheque doado para campanha e ele mudou a delação, não era mais propina e Moro encerrou o caso por ai. O Delator foi para casa como se nada tivesse acontecido. Faltou com a verdade em Juízo, mas, não vem ao caso para Moro.
Agora, Gilmar Mendes, Presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) quer juntar novamente as contas da chapa Dilma-Temer e dizer que tem recebimento de dinheiro ilegal juntos, afinal, o Temer está no final da linha e precisam derrubá-lo em 2017 para o Golpe dentro do Golpe prosperar.
Quem sabe o Golpe segue e coloca no lugar alguém de sua confiança e de quem é o Poder de fato no Brasil: a Rede Globo de Televisão. Tiraram o Renan da linha sucessória e dizem que a Carmen Lucia, Presidenta do STF, poderá assumir no Lugar de Temer, caso ele renuncie ou ocorra Impeachment, o Congresso Nacional do Golpe elegeria o sucessor em 2017, como está previsto na Constituição: pós 2 anos de mandato, caso o (a) Presidente (a) renuncie ou sofra Impeachment o Congresso Nacional elegerá o novo Presidente por via indireta.
No quadro atual, Aécio, Temer, Serra & Cia. com a ajuda de Gilmar Mendes querem melar com a Delação da Odebrecht, porque disseram que vazou para a Imprensa. Vazou não vale. Atingirá em cheio PMDB e PSDB não homologam delação ou suspendem como a da OAS que o Janot, Procurador Geral da República, arquivou.
Gilmar Mendes é o mesmo que suspendeu a posse de Lula como Ministro de Dilma dizendo que era fuga das investigações na Lava-Jato, mas que não chiou uma vírgula, quando Temer colocou como ministros de seu Governo 7 delatados na Lava-Jato. Por que não impediu suas posses, como fez com Lula? Quando você se torna Ministro de Estado possui foro privilegiado, quem vai julgá-lo é o STF.  
Gilmar Mendes, que hoje anda discursando no sentido de dizer que o Judiciário não deve fazer Política, se envolver em questões polítcas do Legislativo e Executivo federais, deve obedecer a independência dos três poderes. No caso de se envolver na decisão de Dilma nomear Lula Ministro fez o contrário, mas ai valia, afinal era o PT e a Lei não é igual para todos, é seletiva, como bem já sabemos.
Na turma dos falsos moralistas, quando vazou alguma coisa envolvendo petistas, mesmo que sem provas, não se podia deixar de investigar, afinal, já era prova definitiva de estarmos diante do "Governo mais corrupto da História" e diante de uma Presidenta corrupta ao extremo e é preciso colocar às claras a corrupção.
Agora, Temer reclama que o vazamento das delações da Odebrecht causam interferências no seu Governo. "A condução dessas e de outras políticas públicas a cargo da União vem sofrendo interferência pela ilegítima divulgação de supostas colaborações premiadas em investigações criminais conduzidas pelo Ministério Público Federal, quando ainda não completado e homologado o procedimento de delação.” Documento assinado por Temer e enviado à Procuradoria Geral da República.
Então, fica combinado, para Temer, vazamentos de delações durante o Governo Dilma não provocaram instabilidades para a governança do País, só no seu Governo.
E o engraçado é que fazem uma reportagem sobre a vida da Presidenta golpeada pós-Impeachment e descobrem que a Presidenta desonesta vive em Porto Alegre num modesto apartamento de 2 quartos e que, indo ao supermercado comprou 3 salsichas e 100 gramas de mussarela.
Quanta roubalheira, não é verdade? 3 salsichas e 100 gramas de mussarela é o produto do roubo (risos).
Fica combinado. Não vale mais Delação quando se chega à turma dos falsos moralistas!
Anistia ao caixa dois, Já!
Já derrubamos Dilma, destruímos com a reputação dos petistas e do PT, quase conseguimos a impugnação dos direitos políticos de Lula, agora, continuemos livres, leves e soltos para fazer o que bem entender sem prestar contas dos nossos atos com a Justiça e muito menos com a Sociedade.
Santa Hipocrisia!