sábado, 27 de fevereiro de 2016

A empregada domestica mudou, o Brasil no social avançou muito!

“Empregada doméstica” virou “trabalhadora doméstica”

                                          É daí esse ódio ao PT !


Conversa Afiada tem o prazer de publicar excelente texto do amigo navegante Eduardo Albuquerque, que entrou em contato com o C Af através do endereço georgia@conversaafiada.com.br:


Nestes tempos quando todos tem muito a dizer, sugerir, propor, reclamar e outras tantas coisas lembrei de algo que poderia acrescentar as discussões, reflexões e até ações nossas no cotidiano.

Parte essencial dessa raiva fabricada contra o PT vem também de alguns projetos tais como o “antigo” Bolsa Família e recentemente o Mais Médicos.

Entretanto entre um e outro há a figura da “empregada doméstica” que hoje se transformou na “trabalhadora doméstica”.

A lei que modificou esta condição mergulhou dentro de cada residência da classe média tradicional de forma que poucos pensaram ou imaginam até então.

Aquela pessoa que está ali há anos, por exemplo, tratada pelos donos da casa até “como da família” passou a ter direitos como qualquer trabalhador numa sociedade civilizada.

O que a família tradicional percebeu com isso? Que não tratava a “empregada” como alguém normal. Há situações que são difíceis de encarar.

E quando as “empregadas” começaram a trocar ideias e discutir com a patroa essa nova situação, a constatação foi só uma: o PT entrou na minha casa!

As famílias não sabiam se hostilizavam as agora trabalhadoras domésticas – que há anos conhecem a fundo suas intimidades mais pueris ou se aumentavam ao desespero o tom contra o PT.

Junte-se a isso um outro fator, um Programa, que permite que filhos e filhas de pessoas pobres, isto é, por exemplo, trabalhadoras domésticas também possam estudar em universidades públicas e/ou privadas. ENEM, PROUNI, FIES, Ciências sem Fronteiras, etc.

Ora, como isso complicou o ego da classe média tradicional?

Pense como aquela “chique senhora” . Agora o filho da “empregada” daqui de casa, da “empregada” do vizinho do andar de cima, de lado ou de baixo está estudando na mesma faculdade que minha filha está…Diria a tradicional “dona de casa”.

E mais, os filhos do porteiro, do jardineiro também estão…

E não ocorreu revolução comunista alguma….

Então a filha da tradicional dona de casa chique não terá com quem gritar pelos seus sapatos, não terá na sua vida o que sempre teve que foi a “empregada doméstica”..,

A filha da “empregada” estará disputando cabeça a cabeça uma vaga no mercado de trabalho, um ciclo se quebrou…

E no limite do pensamento o “filho do porteiro” poderá até ser o futuro genro…

A família tradicional de classe média sentiu que nesse ponto foram desarmados anos de embalo de ego.

Um caminho que parecia existir – chegar a elite – foi desfeito e o que veio para o mesmo barco foram os que sempre foram tidos como para servir.

O ódio ao PT então ainda vai perdurar por essa geração antiga e se diluirá na próxima por imposição do cotidiano.

A vida seguirá…E nós simples mortais, cinquentões, sessentões olharemos para o horizonte e nos diremos com toda humildade que cabe no oceano Atlântico: nossa geração conseguiu mudar o Brasil!

Abrimos uma porta onde milhões percebem que continuar mudando e direcionar essa mudança é nossa missão.

Obrigado pela atenção.

Do site do jornalista Paulo Henrique Amorim
de Eduardo Albuquerque
Recife PE

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