sábado, 30 de abril de 2016

The History channel Brasil apresenta o Sócio


Melhor e mais caro reality da TV, "O Sócio" castiga os incompetentes







0/04/201614h43 Atualizada 10/04/201618h26

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin

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    Marcus Lemonis, 43, é o empresário implacável que pode salvar sua empresa
    Marcus Lemonis, 43, é o empresário implacável que pode salvar sua empresa
Há duas temporadas no ar, no canal pago The History, "O Sócio" já registra ao menos três recordes: é um dos reality shows mais caros do mundo; em dois anos formou legião de fãs no mundo que rivaliza atrações uma década mais velhas e já é uma das maiores audiências do canal no Brasil.
Vamos situar quem mal assiste ou nunca viu: Marcus Anthony Lemonis é um bilionário com apenas 43 anos. Gênio da administração (e do comportamento humano), atua em uma infinidade de ramos e negócios como investidor ativo.
Para entrar de sócio numa empresa em dificuldades, seja de pequeno, médio ou grande portes, Lemonis leva em conta o que chama de "tríade P". É ela que o faz decidir se vai entrar ou cair fora de um negócio: Pessoas. Processo. Produto.
Quando entra numa empresa, esse libanês de nascença, norte-americano, e adotado por descendente de antigos comerciantes gregos, exige excelência e comprometimento total.
A contabilidade da firma (produto) é varrida. As ações internas (processo) e atitudes dos funcionários, gerentes e direção (pessoas) é auditada minuciosamente. As relações entre sócios ou familiares sofre um raio X de Lemonis. 
Esse é um dos motivos de "O Sócio" ser absolutamente viciante.
ESCRUTÍNIO COMPLETO
Lemonis coloca a empresa (depósito, capital, livros contábeis, dívidas) sob lupa, com ajuda de um verdadeiro "dream team" de advogados, contadores, auditores, engenheiros e designers. Grosso modo ele faz uma verdadeira "lava-jato"na empresa antes de assinar cheques. E tudo tem de ser nos seus termos.
Quase sempre à beira do abismo financeiro, a maioria dos proprietários exibidos no programa simplesmente se rendem. Isso num primeiro momento. Porque, conforme "O Sócio" começa a mexer com fatos ocultos, vícios e erros internos, falhas corporativas, e a cutucar os erráticos, ele simplesmente deflagra uma guerra contra si próprio
Lemonis enfrenta todo o tipo de desafio nas empresas que está avaliando: gerenciamento tacanho, omissão, falta de estratégia, de transparência, brigas familiares, societárias, omissão de dívidas ou lacunas contábeis, quando não furto ou burrice pura.
Nessa saga filmada, Lemonis chega a sofrer ameaças de agressão, coisa que ele tira de letra, aliás. O que o libanês não perdoa mesmo são  mentiras e fraudes. Nisso ele é implacável.
Exemplos:
Uma possível sócia, que produzia pipoca pronta e com a empresa até o pescoço de dívidas, fez a besteira de enganá-lo sobre números do balanço e, pior, mau uso do dinheiro.
Na despedida (ele cai fora), Lemonis simplesmente acaba com ela, não só moralmente (com classe), mas como empresária. O programa repercutiu tanto que a infeliz perdeu um contrato milionário  que mantinha com a Disney. ATENÇÃO SPOILER: o final não foi triste; Lemonis voltou lá meses depois para ajudá-la novamente, desta vez sem imposições ou farsas.
Em outro programa, "O Sócio" descobre que uma revendedora de carros usados está tendo seus lucros comidos por "atravessadores" que há mais de uma geração faziam parte do negócio, sem ter qualquer motivo para isso. O mais incrível: o próprio dono exigia a presença dessa "patota" de atravessadores que ele chamava de "gente da minha cidade".
Lemonis dá uma aula de profissionalismo, fecha a matraca do dono, acaba com a mazela dos atravessadores (caso contrário empresa faliria). No ano seguinte a revendedora já havia dobrado seu faturamento.
Eis um programa histórico, para quem gosta de TV, de administração, de empreendedorismo, de relações humanas, ou somente de conteúdo de qualidade e até fora do comum. Quase todos os episódios são, de fato, impressionantes.
Lemonis investe dinheiro do próprio bolso e até hoje já gastou cerca de US$ 23 milhões em negócios à beira do abismo, o que faz de "O Sócio" o reality mais caro do mundo. Salvou quase todos. É um sujeito realmente fora do comum.
Falando em incomum, Marcus Lemonis também é inventor.
O SÓCIO
Onde: The History Channel (todas operadoras)
Quando: em vários horários, mas inéditos às terças, 21h
Avaliação: sensacional
Do site UOL

Zé de Abreu apareceu o idiota do advogado que o insultou no restaurante

Aparece enfim o advogado que insultou Zé de Abreu, e ele é um PIB — Perfeito Idiota Brasileiro. Por Paulo Nogueira

Postado em 29 Abril 2016
Prova de analfabetismo
Prova de analfabetismo
Apareceu nas redes sociais uma mensagem no Facebook do advogado que provocou Zé de Abreu num restaurante em São Paulo.
O nome dele é Thiago Marçal.
A mensagem, endereçada logo depois da treta a Reinaldo Azevedo, rei dos analfabetos políticos e midiotas, é chocante.
Não por conter palavrões, obscenidades ou coisa do gênero. Mas pela ignorância desumana revelada pelo autor. São seis linhas escritas num português de semianalfabeto.
Como o doutor Marçal conseguiu se formar é um mistério.Seu despreparo fumegante ilustra o nível dos antipetistas fanáticos cultivados pela imprensa.Ele não fala apenas por si: se manifesta por toda uma tribo que tem extrema dificuldade em juntar duas frases e, pior, em expor uma ideia. Vídeos feitos nas manifestações antigoverno mostraram quantos Thiagos Marçais estavam nas ruas, metidos em camisas da CBF e falando disparates.Thiago Marçal, em si, é um sujeito claramente sem leitura, sem lastro intelectual e sem noção do ridículo que é discutir política sem ter conhecimento nenhum das coisas. Num texto que escrevi há alguns anos, retratei o PIB, o Perfeito Idiota Brasileiro, aquele que de manhã ouve a Jovem Pan ou a CBN, depois lê o Globo ou a Folha, e à noite vê o Jornal Nacional e em seguida o Jornal da Globo. (Aqui, meu texto.)Zé de Abreu também não falou por si apenas no restaurante. Ele representa um público de esquerda altamente politizado.Ali no restaurante se travou um combate entre dois Brasis: um embotado mentalmente, o do advogado. Outro intelectualmente sólido, o de Zé de Abreu.Marçal, em sua estupidez desumana, confessa que partiu dele a briga. Ele diz que Zé de Abreu “ficou ofendido ao ser interpelado”.Ora, ora, ora.Quem teria outra reação ao ser interpelado – a palavra certa é insultado – num restaurante? Zé de Abreu estava com a mulher, em busca de algum sossego e conforto em dias particularmente cruéis para alguém como ele.Você pensa que vai respirar e um imbecil começa a xingar você. Dois imbecis, aliás: Marçal e a namorada, que chamou a mulher de Zé de Abreu de vagabunda, como mostra um vídeo com imagens da briga.
Que você faz?
Exatamente o que Zé de Abreu fez. A cusparada saiu barata. Uma bofetada seria mais adequada às circunstâncias.
Para Reinaldo Azevedo, mestre espiritual dos Thiagos deste Brasil, o advogado disse que queria saber os motivos pelos quais Zé de Abreu fora ao restaurante.
(Arrumei o monstruoso português do rábula. Ele escreveu os motivos pelo qual.)
Quer dizer: é da conta dele, ou de qualquer outra pessoa, a razão pela qual o casal Abreu decidiu jantar num determinado restaurante?
Mas mentecaptos como Marçal, estimulados pela mídia, acabaram se achando nos últimos anos no direito de perguntar a figuras como Zé de Abreu por que eles estão comendo aqui ou ali.
Marçal falou que a conta, “uma fortuna”, foi paga pelos “bobos contribuintes”. Gente como ele não pode ver um artista engajado sem invocar, às cegas, sem fundamento nenhum, a Lei Rouanet.
Fora a calúnia em si, é como se um ator do calibre de Zé de Abreu, com meio século de carreira vitoriosa, não fosse capaz de frequentar pelos próprios meios um restaurante entre cujos clientes estava, ou está, um advogado sofrível como ele mesmo, Marçal.
Estavam ali, repito, dois Brasis. O do advogado Thiago Marçal é um desgraça, superpovoado de PIBs, Perfeitos Idiotas Brasileiros.
(Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui).
Do site Diario do Centro do mundo

sexta-feira, 29 de abril de 2016

No Senado o relator do impeachment ANASTASIA recebeu "doações" de empreiteiras da lavajato

ANASTASIA RECEBEU DOAÇÕES DE EMPREITEIRAS DA LAVA JATO
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Dono da campanha mais cara entre todos os candidatos ao Senado em 2014, o relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff recebeu doações de R$ 2 milhões das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato; quatro das empreiteiras citadas participaram de consórcios que construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais, que teve custo de mais de R$ 1 bilhão, inaugurado em 2010
27 DE ABRIL DE 2016 ÀS 11:05
                 :

Minas 247 - O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, recebeu, na eleição de 2014, doações de empreiteiras e de um banco citados na Operação Lava Jato.

O tucano foi o dono da campanha mais cara do país entre todos os candidatos ao Senado em 2014. Ele recebeu R$ 18,1 milhões em doações, contra R$ 15,2 milhões do segundo colocado, o ex-ministro Gilberto Kassab (PSD-SP), de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral. Em Minas, Anastasia arrecadou mais que o dobro do que a soma recebida por todos os outros sete candidatos a senador.

Com as empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato, a campanha do tucano arrecadou R$ 2 milhões, o que representa 11,1% do total recebido pelo então candidato. Executivos das seis empresas foram presos na operação --alguns já foram condenados. O banco doou R$ 1 milhão diretamente ao seu comitê.

Quatro das empreiteiras citadas participaram de consórcios que construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais. Ao custo de mais de R$ 1 bilhão, o conjunto foi inaugurado em 2010.


Além de ter recebido dinheiro de empreiteiras investigadas na Lava Jato, Antônio Anastasia também praticou as chamadas "pedaladas fiscais", apontado como crime de responsabilidade pelos autores do pedido de impeachment da presidente Dilma, quando era governador de Minas (leia mais).

                    Marcos Oliveira:

Golpe é a vingança no presidencialismo de coalizão

Golpe é a vingança do Presidencialismo de Coalização, por Luiz Alberto Vieira

                    
Da Carta Maior
Luiz Alberto Vieira*
O Golpe Midiático Parlamentar contra Dilma representa uma vingança do presidencialismo de coalizão contra as investidas da chefe do Poder Executivo.
 
O Golpe Midiático Parlamentar contra a Presidenta Dilma Rousseff representa uma vingança do presidencialismo de coalizão contra as investidas da chefe do Poder Executivo. Desde o início do primeiro mandato, Dilma vinha realizando ataques aos pilares que sustentavam os partidos da coalizão governista.

Logo no começo do mandato destituiu os indicados de Eduardo Cunha em Furnas. Em abril de 2012 foram demitidos da Petrobras os diretores Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada e Renato Duque, que eram operadores de diversos partidos políticos na estatal.  O único diretor da Petrobrás remanescente da gestão de Gabrielli foi Almir Barbassa.

Outro ataque ao poder dos caciques dos partidos da coalizão foi a nomeação de secretários-executivos para tutelar os ministros indicados politicamente. Isso sem falar na “faxina” que limou da Esplanada importantes líderes políticos como Alfredo Nascimento (PR) e Carlos Lupi (PDT) e o indicado de Michel Temer, o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi.
As emendas parlamentares, importantes para a imagem e o financiamento do baixo clero, foram contingenciadas enquanto as contas públicas eram maquiadas.

Grande parte da atividade política do baixo clero é simular uma influência que não possui. Nem mesmo neste ponto Dilma foi generosa. Caronas no avião presidencial para a foto no desembarque nos currais eleitorais eram raras e foram poucas as fotos com parlamentares do baixo clero para encenarem o seu teatro provinciano.

No entanto, a estratégia de Dilma foi extremamente equivocada ao não conceber as formas de que novas estruturas políticas pudessem ocupar o vácuo deixado pelas formas tradicionais de política.

O resultado foi um desastre. A bancada de deputados eleitos pelo PT caiu 20% (86 para 68 deputados federais) e a do PMDB -15% (de 78 para 66 deputados federais). O espaço deixado pelos dois principais partidos da base foi ocupado pelas forças políticas que possuíam organização para tal como os evangélicos radicais e a bancada pessoal de Eduardo Cunha, espraiada por diversos partidos como PMDB, PSC, PTB, PP e outros, do qual falarei mais a frente. Além disso, houve um aumento de celebridades, especialmente de repórteres policiais que passaram a integrar a bancada da bala.

Mas a estaca final no coração da velha política seria dada pelas investigações da Operação da Lava Jato, que ocorreram livremente a despeito de evidencias de abusos por parte da Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário.

Ingenuamente, muitos acreditam que seria impossível qualquer intervenção na Operação Lava Jato. Contudo, as demonstrações de partidarismo e as ilegalidades da operação abriam desde 2014 possibilidades de retomar o controle, mas que foram, talvez propositalmente, desperdiçadas por Dilma e José Eduardo Cardoso.

No irresponsável diálogo entre Mercadante e o assessor de Delcídio, vemos que Sarney e Renan atribuíam a Dilma a continuidade da operação. Não nos esqueçamos que Sarney até hoje controla amplos setores do Poder Judiciário e que Renan foi Ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, portanto, são pessoas com conhecimento e experiência sobre o assunto:



“Marzagão - O senhor é a terceira pessoa. No dia do acontecido, ligou o Renan e o Sarney para a Maika (esposa de Delcídio). Mais nada. E disseram barbaridades, chamaram a presidente de filha da p*.”

Eduardo Cunha reinventa a velha política nas barbas do Governo

No início do Governo Dilma, houve uma tentativa de isolar e enfraquecer o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com a demissão de seus aliados na diretoria de Furnas.

Em 2011, Eduardo Cunha começa a reacumular forças na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Conforme a delação do lobbista Júlio Camargo, havia a cobrança de propina para evitar que auditorias fossem realizadas sobre as empresas. Em pouco tempo, Cunha se tornaria o parlamentar mais influente nesta comissão.

O grande pote de ouro para Cunha foi a decisão do STF de obrigar a instalação de comissões mistas para analisar a admissibilidade das Medidas Provisórias (1), o que retirou da mãos do ex-Presidente da Câmara Marco Maia (PT-RS) a definição das relatorias das matérias. A partir daí, as relatorias passaram a ser definidas na Comissão Mista, onde Cunha dominou as regras e montou um verdadeiro exército com Manoel Junior (PMDB-PB), João Magalhães (PMDB-MG) e Sandro Mabel (PMDB-GO), entre outros parlamentares da sigla.

As relatorias nas comissões mistas eram definidas por rodízios entre Câmara e Senado e os blocos parlamentares, o que permitia que na edição das MPs o governo soubesse com quem ficaria a relatoria. Aqui Cunha contará com a generosidade de membros do governo. A maioria das MPs de desoneração, Refis, tributação de coligadas no exterior foram editadas na vez do PMDB da Câmara, quando o deputado fluminense teve o domínio total das negociações.

Desta forma, foi possível a Eduardo Cunha mudar o modo de financiamento eleitoral das empreiteiras de obras públicas e outros fornecedores para um lobby à americana, quando os interesses empresariais são representados por parlamentares devidamente bancados por esses interesses corporativos. .

Eduardo Cunha lograria sob olhares inertes da Ministra Ideli Salvatti fincar uma estaca no controle do Executivo no baixo clero com as emendas parlamentares impositivas.

Assim, Dilma encerra o primeiro mandato com os parlamentares  cada vez mais dependentes das relações empresariais de Cunha e livres do controle do Executivo sobre as emendas parlamentares.

Já no segundo mandato o erro fatal. Enquanto, o Ministro Aloizio Mercadante acreditava que colocava os parlamentares em seu devido lugar, o conspirador golpista Michel Temer aprofundava suas relações com o parlamento com verbas e cargos federais, em pleno quarto andar do Palácio do Planalto, acima do gabinete de Dilma.

Ao vencer a duríssima eleição de 2014, quando a militância petista foi muitas vezes agredida nas ruas, Dilma aplica um dos maiores estelionatos da história democrática ao abandonar o desenvolvimentismo da campanha e as políticas de proteção ao emprego, o que demoliu seu último pilar de sustentação: o povo.

O austericídio que jogou seus eleitores no desemprego e fez a inflação chegar ao maior patamar desde 2002 foi letal, como previram os economistas que a apoiaram em 2014.

Cabe lembrar que o Brasil foi o único país da América Latina que jamais explicou ao povo suas opções políticas de centro-esquerda. Ao optar por não politizar a população e enfocar no discurso da inserção pelo consumo, aceitamos um risco enorme. Na primeira grande crise a afetar o nível de emprego e salários, como é comum em economias capitalistas, deixa de existir o substrato social que sustentava o governo.

De qualquer forma, Dilma chegou a março de 2016 como carta fora do baralho. Ao congresso duas escolhas: ou a Restauração Lulista ou peemedebismo puro e simples. Quaisquer das saídas representava o retorno do presidencialismo de coalizão em seu estado mais bruto.

_________
(1) A tabelinha entre Supremo e Eduardo Cunha, resultando no enfraquecimento do Poder Executivo, não pode ser considerada uma exceção. Vale lembrar que ainda no 1º Mandato de Dilma o STF obrigou a apreciação dos vetos presidenciais pelo Congresso Nacional. 
 
*Luiz Alberto Vieira é economista e foi assessor parlamentar da Presidência da República e Chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério do Planejamento
Publicado no site GGN do jornalista Luis Nassif

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Aécio Neves e PMDB a união dos mais espertos

Aécio se desmancha com aproximação ao PMDB, por João Paulo Cunha

Enviado por Henrique O
Do Brasil de Fato
por João Paulo Cunha
Aécio Neves não é um cara esperto, mas acha que é. Como é próprio do tipo, personalidades como a dele se nutrem mais da autoimagem que da realidade. Uma vez que a vida não lhes proporcionou a saudável experiência do arrependimento nem a construtiva vivência da frustração, acreditam que o real é consequência natural de seus desejos. Não compreendem a derrota, não divisam o outro em seu horizonte, não são capazes do compartilhamento.
Essa infantilidade de caráter se configura, na vida política do senador mineiro, como um misto de arrogância e ressentimento. Quando vence uma disputa, apenas consagra a distinção que julga merecer de nascença. Quando é derrotado, insiste em questionar o resultado e, na efetivação da perda, recolhe a bola ou tenta virar o tabuleiro e espalhar as peças. Completa o diagnóstico mirim dos “espertos-só-que-não” uma peculiar relação com a lei.
Trata-se de uma convicção que os anistiam da prestação de contas dos delitos que eles fazem questão de denunciar em quem está ao lado. Podem, por exemplo, tratar mal as mulheres e dirigir embriagados. Estão liberados para ter amigos donos de aeronaves que transportam drogas e para perseguir jornalistas que fazem seu trabalho. Na atividade política, são inimputáveis de erros e incompetência, pagam publicidade em emissoras da própria família e empregam parentes enquanto espalham aos quatro ventos a litania da meritocracia.
Um falso esperto é facilmente desbancado por um esperto de verdade. Foi onde Aécio se deu mal ao aproximar seu rancor de derrotado de Eduardo Cunha e Michel Temer. Ao associar sua birrenta e irresponsável estratégia de terceiro turno com os próceres do PMDB, que lhe pareceram no momento o melhor caminho – depois que foi vaiado na rua e deixado de lado por seu partido – o ex-governador de Minas, como péssimo mineiro, entregou a faca e o queijo. Mineiro que entrega o queijo não merece perdão.
De nada, agora, adianta dizer que o apoio a Temer está ligado a projetos e compromissos. Não é assim que o PMDB age. O partido – e o avô de Aécio, este sim esperto de verdade, só entrou em suas hostes para ser eleito indiretamente – não cumpre acordos. Afinal, por que Temer seria leal a Aécio quando se mostrou um traidor de letra de bolero com Dilma? É da natureza do PMDB não dividir bônus, apenas ônus. Ele fia apoios que não cumpre, mas cobra a conta antecipadamente. Desta vez, levou o tucano no bico.
Aécio se desmanchou ao se aproximar do PMDB. Tornou-se fiador do mais condenável político do Brasil, Eduardo Cunha, réu no STF. Nunca mais vai se desgrudar dele. Como uma tatuagem, qualquer tentativa de corrigir o equívoco vai gerar uma imagem cada vez mais feia e distorcida. Em relação a Temer, Neves se tornou um triste carregador de lança na cruzada contra a lei. Sua aliança apenas reforça a busca do objetivo do partido mais fisiológico da história republicana: o domínio de fato e de direito da máquina de governar o país.
Para completar, Aécio implodiu seu partido de origem, perdeu confiança entre os empresários que sustentam o ideário liberal e ficou isolado no salão da política. Afinal, a inteligência econômica nunca foi um atributo do senador, que sempre tinha à mão um ministro-papagaio de plantão para explicar o que ele não entendia. Perdeu, ao fim, até mesmo a simpatia que lhe era creditada pela mídia. Ficou chato e não vende mais jornal.
Depois de tanta histeria e ranger de dentes, Aécio ficou com a broxa na mão. Há uma crença no mundo político de que ser presidente é destino, não merecimento ou vocação. Lula, JK e Vargas nasceram para presidentes. Itamar o foi sem que tivesse os méritos do berço ou mesmo a vaidade do desejo. Assim como Dilma Rousseff. O neto de Tancredo, sem os atributos do valor e sem a ventura do acaso, não vai ser presidente da República. Não tem distinção intelectual, competência gerencial, nem carisma. Escolhe mal suas companhias. Para completar, nem a sorte está ao seu lado. Pelo mal que fez ao país, é um desfecho de carreira merecido.
Do site GGN

STF acreditem decide sobre pipoca em cinema enquanto o Brasil pega fogo ladeira abaixo

DCM: ENQUANTO PAÍS PEGA FOGO, STF DECIDE SOBRE PIPOCA EM CINEMA


Jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM), criticou nessa quarta-feira, 27, a prioridade de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) no momento de aprofundamento da crise política e econômica do Brasil; "Nestes dias dramáticos em que uma jovem democracia enfrenta a iminência de um golpe nascido da vingança de um psicopata metido em múltiplas roubalheiras, o STF deliberou sobre se as pessoas podem entrar com pipoca no cinema", critica; ele lembra que faz mais de quatro meses que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com fartas provas sobre contas secretas de Cunha na Suíça
28 DE ABRIL DE 2016 ÀS 09:26
                      :

247 - O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM), criticou nessa quarta-feira, 27, a prioridade de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) no momento de aprofundamento da crise política e econômica do Brasil.

"A posteridade terá dificuldade em entender. É o triunfo da insanidade. Nestes dias dramáticos em que uma jovem democracia enfrenta a iminência de um golpe nascido da vingança de um psicopata metido em múltiplas roubalheiras, o STF deliberou sobre se as pessoas podem entrar com pipoca no cinema. Também a questão da meia entrada foi discutida", lembra.

Nogueira lembra que faz mais de quatro meses que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao STF o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sem contar que autoridades suíças entregaram dezenas de documentos provando contas secretas de Cunha na Suíça.

"Tais contas significavam não apenas corrupção extrema. Mostravam, além disso, que Cunha mentira sob juramento no Congresso ao dizer que não tinha contas no exterior. Em tais circunstâncias, o bom senso – para não falar a decência – impunha que o STF julgasse em caráter de urgência o caso Cunha. Mas nada. Os eminentes jurados estão ocupando seu tempo com a pipoca no cinema", criticou.

"É um escárnio para o Brasil. Uma bofetada. Melhor: uma cusparada", resumiu Nogueira. "Se tivéssemos instituições respeitáveis não estaríamos na iminência de ver um partido degradante como o PMDB na beira de tomar o poder depois de uma cruzada descarada da plutocracia em nome do 'combate à corrupção'".



publicado no Brasil247

Mujica ex-presidente do Uruguai entrevistado no barão de Itararé

Pepe Mujica ex-presidente do Uruguai sobre o golpe ja vimos este filme antes.



O ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica participou de uma entrevista no barão de itararé e falou sobre o momento atual em que vivemos no Brasil, a beira de um golpe de estado dado pelas oligarquias e pelas famílias controladoras da mídia.

Publicado no site conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

O golpe é negado pelas elites e apoiadores assim como negavam a tortura

Negam agora o golpe como negavam a tortura no passado
por Washington Luiz Araújo
 27/04/2016 - 15:44
ATUALIZADO EM 27/04/2016 - 17:01

Do Bem Blogado

A negação do golpe, assim como houve a negação da tortura

Por Washington Luiz Araújo

“A história não se repete, ela só transforma em personagens de farsa aqueles que acreditam que não há nada de novo sob o sol. Os exemplos de ontem tanto podem ser um acúmulo quanto um obstáculo. Temos que decifrar urgentemente a esfinge do momento presente. Só assim, talvez, o leque volte a se abrir.” A declaração é de Julian Boal, filho do dramaturgo Augusto Boal e de Cecília Boal, feita à  revista “Carta Capital” em novembro de 2014, por ocasião dos 50 anos do golpe militar.   Quase dois anos depois dessa manifestação de Julian,  muita coisa aconteceu  no país – e para pior. O golpe está  aí, arrombando nossas portas. O pai  de Julian Boal foi uma das vítimas de um outro golpe que, sim, também negavam que era golpe, o civil-militar tristemente inaugurado em 1964 e só enterrado em cova rasa em 1985.
                    
Augusto Boal foi preso e torturado em 1971, tendo se exilado posteriormente. Um dos motivos para a sua prisão foi este: enviar correspondência para o exterior denunciando o golpe e as práticas de tortura no Brasil. Falecido em 2009, Boal sempre recordava o surrealismo de sua prisão. Um dos interrogadores lhe disse que ele estava sendo torturado pelo fato de manchar a imagem do governo militar ao denunciar para o exterior que havia tortura no Brasil. Mesmo passando por uma sessão de choques elétricos, Boal não deixou de rir da situação.

Era verdade:  Boal, sempre que podia, antes e na cadeia, informava  os colegas escritores e dramaturgos estrangeiros sobre a situação no Brasil. Em razão disso, vários intelectuais, entre eles  Arthur Miller, assinaram manifestos contra a ditadura brasileira e contra prisão do dramaturgo.

Como disse Julian Boal, “a  história não se repete, ela só transforma em personagens de farsa aqueles que acreditam que não há nada de novo sob o sol”. Recentemente, os golpistas desta nova intentona à democracia brasileira  ficaram alvoroçados com a possibilidade da presidenta  Dilma Rousseff ir à  ONU  denunciar o golpe em franca marcha. Enviaram até dois deputados federais golpistas para tentarematrapalhar o que consideravam uma ameaça. Dilma respeitou a liturgia da reunião da ONU e não falou explicitamente sobre o golpe naquele momento, mas à  tarde, numa entrevista coletiva na Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, deixou claro que, sim, estamos sendo vítimas de um golpe.

Incomoda muito aos golpistas serem chamados de… golpistas, bem como incomodava demais aos torturadores serem tachados de… torturadores.

Numa guerra, a primeira vítima é a verdade.  Outra  vítima da ditadura militar, esta fatal, foi a figurinista Zuzu Angel, que fez campanha internacional denunciando o assassinato, nas mãos de torturadores, do filho, Stuart Angel. Zuzu também foi assassinada, pelo simples motivo de expor ao mundo a ditadura que matou seu filho.

Neste momento, no Brasil, os golpistas sentem a porrada com a reação internacional ao golpe. Não contavam com essa, pois já tinham aqui entre seus aliados a grande mídia nacional, que tenta ludibriar a população brasileira com a falácia de que o impeachment não é golpe.

Vamos continuar denunciando e agindo contra o golpe. Vejam as palavras de Augusto Boal, em 2003, a respeito da importância da divulgação de atrocidades como essa: “A campanha contra a ditadura fez bem internamente. Os presos se sentiram apoiados;  e a ditadura, com medo. Porque, se eles (os militares) fizessem  o que fizeram, e todo mundo ficasse calado e não tivesse havido repercussão internacional, eles iriam continuar”.

Depoimentos sobre Augusto Boal, sobre o teatro e o seu engajamento político.


Obs: Chico Buarque de Holanda  compôs com Francis Hime a música “Meu caro amigo”, lançada em 1976. É uma carta musicada em homenagem a Augusto Boal, o qual a recebeu numa fita cassete levada a Portugal por sua mãe. Conta-se que, no momento da entrega,  estavam presentes Darcy Ribeiro e Paulo Freire.

Clipe com a música, retratando alguns momentos da época.


publicado no site GGN do jornalista Luis Nassif


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Ciro Gomes em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar do SBT

No SBT, Ciro Gomes, desmascara Temer, Cunha,  Aécio, Serra, FHC, Impeachment da DILMA é golpe



Mais uma boa entrevista do ex-ministro Ciro Gomes ao jornalista Kennedy Alencar sobre o momento atual que vivemos no Brasil as vésperas da consumação do golpe de estado por Eduardo Cunha e o vice Michel Temer.

Jornalista Greenwald e seu parceiro Miranda prestam formidável serviço à democracia brasileira

Nogueira: casal desmascara o Golpe e a Globo para o mundo

publicado 27/04/2016
Do blog do jornalista Paulo Henrique Amorim:
bessinha calcinha
Conversa Afiada reproduz artigo de Paulo Nogueira, extraído do Diário do Centro do Mundo:


O casal que desmascarou o golpe e a Globo perante o mundo. Por Paulo Nogueira

Se você é esperto, tem habilidades e possui os meios, você deve f**** os poderosos.

A frase acima como que resume o jornalista americano Glenn Greenwald, 49 anos. Ele a pronunciou no curso de uma entrevista que concedeu à revista americana The Advocate, dedicada à comunidade gay.

Greenwald foi capa da revista, mas não foi apenas ele o objeto do texto. Também seu parceiro, o ativista brasileiro David Miranda, mereceu um amplo espaço da Advocate.

O casal acaba de fazer história no jornalismo brasileiro. Ambos foram decisivos em mostrar ao mundo que, sim, é um golpe. Não bastasse isso, expuseram para audiências internacionais a “mídia plutocrática” – expressão deles mesmos – como jamais ocorrera antes.

Dois artigos de Miranda foram particularmente devastadores para a Globo. Um foi publicado no Guardian, jornal de centro esquerda britânico no qual Greenwald foi até pouco tempo colunista. O outro saiu no Intercept, o site de Greenwald montado com dinheiro do bilionário fundador do E-bay.

O artigo do Guardian doeu tanto na Globo que João Roberto Marinho se sentiu na obrigação de responder numa réplica que não convenceu ninguém.

A virtude involuntária da reação de JRM foi provocar uma tréplica sensacional de Miranda. Fora de sites independentes como o DCM, nunca um retrato tão veraz e tão acachapante da Globo foi publicado – tanto em inglês quanto em português.

Tudo somado, Greenwald e Miranda prestaram um formidável serviço à democracia e às causas progressistas no Brasil.

Eles moram numa casa espaçosa na Gávea. Têm dez cachorros, a maior parte dos quais vira-latas recolhidos nas ruas do Rio.

Conheceram-se no Rio em 2005. Segundo Greenwald, foi amor à primeira vista.

Greenwald contou à Advocate que lia na praia no primeiro de dois meses de férias no Rio. Miranda jogava vôlei ali perto. Uma bola perdida foi dar em Greenwald e Miranda foi buscá-la. “Oi, meu nome é Glenn”, disse ele.

Nunca mais se largaram. O amor deve ter gritado alto porque nem Greenwald falava português e nem Miranda inglês.

Greenwald, advogado de formação, começava a se encaminhar para o jornalismo. Miranda tivera uma vida bem mais dura. Filho de mãe prostituta, ficou órfão cedo, e passou por mais de uma tia bêbada.

Pode-se imaginar o que Greenwald representou para Miranda, que tinha 20 anos quando eles se encontraram. O garoto da favela se tornou um cidadão do mundo.

Greenwald faz questão de dizer também o que Miranda significou para ele. Foi, afirma, vital para sua travessia rumo ao jornalismo.

O casal optou pelo Brasil por causa dos direitos concedidos no país às uniões entre homossexuais.

Mas aparentemente não é mais o que os retém aqui, dados os avanços na legislação americana na questão de uniões entre gays.

“O Rio é o melhor lugar do mundo”, disse Greenwald à Advocate. O casal pensa agora num filho.

Não é exagero dizer que a decisão deles de ficar no Rio acabou sendo extremamente favorável ao Brasil.

Greenwald acabou mergulhando nas coisas do país. Pôde ver o quanto a mídia nacional é parcial. Numa entrevista que ele fez com Lula, num certo momento ele confessa estar “chocado” com a imprensa brasileira, sobretudo a Globo.

Diz nunca ter visto nada parecido nem nos Estados Unidos e nem no Reino Unido, lugares em que militou no jornalismo.

A Globo não poderia ter um inimigo pior. Respeitado mundialmente entre os jornalistas, detentor do prêmio Pulitzer, o mais importante da mídia, Greenwald é um exército de um homem só. Greenwald é referência internacional em jornalismo, e a Globo não é nada fora do Brasil. Golias, neste caso, não pode nada contra Davi.

A vida no Brasil deu a Greenwald elementos para desmascarar o golpe perante o mundo com petardos como uma entrevista que concedeu à CNN. Miranda daria também sua contribuição milionária à causa com seus textos no Guardian e no Intercept.

Mas, acima de tudo, o Brasil deu muito material para Greenwald seguir seu motto: usar sua inteligência, suas habilidades e seus meios para “f*** os poderosos”, a começar pelos Marinhos e a Globo.


Greenwald, Miranda e os cães em sua casa na Gávea: os poderosos que se cuidem