sexta-feira, 29 de abril de 2016

No Senado o relator do impeachment ANASTASIA recebeu "doações" de empreiteiras da lavajato

ANASTASIA RECEBEU DOAÇÕES DE EMPREITEIRAS DA LAVA JATO
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Dono da campanha mais cara entre todos os candidatos ao Senado em 2014, o relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff recebeu doações de R$ 2 milhões das empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato; quatro das empreiteiras citadas participaram de consórcios que construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais, que teve custo de mais de R$ 1 bilhão, inaugurado em 2010
27 DE ABRIL DE 2016 ÀS 11:05
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Minas 247 - O senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), relator do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, recebeu, na eleição de 2014, doações de empreiteiras e de um banco citados na Operação Lava Jato.

O tucano foi o dono da campanha mais cara do país entre todos os candidatos ao Senado em 2014. Ele recebeu R$ 18,1 milhões em doações, contra R$ 15,2 milhões do segundo colocado, o ex-ministro Gilberto Kassab (PSD-SP), de acordo com informações do Tribunal Superior Eleitoral. Em Minas, Anastasia arrecadou mais que o dobro do que a soma recebida por todos os outros sete candidatos a senador.

Com as empreiteiras Andrade Gutierrez, UTC, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão e o banco BTG Pactual, todos citados na Lava Jato, a campanha do tucano arrecadou R$ 2 milhões, o que representa 11,1% do total recebido pelo então candidato. Executivos das seis empresas foram presos na operação --alguns já foram condenados. O banco doou R$ 1 milhão diretamente ao seu comitê.

Quatro das empreiteiras citadas participaram de consórcios que construíram a Cidade Administrativa do governo de Minas Gerais. Ao custo de mais de R$ 1 bilhão, o conjunto foi inaugurado em 2010.


Além de ter recebido dinheiro de empreiteiras investigadas na Lava Jato, Antônio Anastasia também praticou as chamadas "pedaladas fiscais", apontado como crime de responsabilidade pelos autores do pedido de impeachment da presidente Dilma, quando era governador de Minas (leia mais).

                    Marcos Oliveira:

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