quinta-feira, 7 de abril de 2016

O impeachment tem duas caras no topo, a cara matreira de Paulo Skaf, Michel Temer e Eduardo Cunha na base, a síntese maior no exorcismo de Janaína Pascoal.

NASSIF: DIFÍCIL ENCONTRAR UMA MENTE SAUDÁVEL QUE SE SINTA À VONTADE NA COMPANHIA DE JANAÍNA
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"Há alguns momentos únicos, na vida de um país, no qual um discurso, um evento, conseguem sintetizar de forma definitiva o momento. A advogada Janaína Pascoal - uma das signatárias do pedido de impeachment de Dilma - conseguiu esse feito, no evento a favor do impeachment no Largo São Francisco. O tom religioso, quase místico, a menção à cobra que voa e quer "dominar as nossas mentes", que precisam ser libertadas pelas legiões enviadas do céu, sintetizam com notável precisão o lado mais obscuro das multidões que saíram às ruas babando ódio"; a análise é do jornalista Luis Nassif
5 DE ABRIL DE 2016 ÀS 21:30
  
Luis Nassif, no GGN - Há alguns momentos únicos, na vida de um país, no qual um discurso, um evento, conseguem sintetizar de forma definitiva o momento.

A advogada Janaína Pascoal - uma das signatárias do pedido de impeachment de Dilma - conseguiu esse feito, no evento a favor do impeachment no Largo São Francisco.

O tom religioso, quase místico, a menção à cobra que voa e quer "dominar as nossas mentes", que precisam ser libertadas pelas legiões enviadas do céu, sintetizam com notável precisão o lado mais obscuro das multidões que saíram às ruas babando ódio.

Há malucos em toda parte, radicais e histéricos em todos os lados, em momentos de polarização como o atual. Mas quando esse fervor místico bate nas lideranças, há algo de muito doente no ar. É quando o espírito das massas, aquela coisa horrorosa e disforme que exara violência, preconceito, fascismo, sobe e toma coração e mente das lideranças.

O impeachment agora, tem duas caras. No topo, a cara matreira de Paulo Skaf, Michel Temer e Eduardo Cunha. Na base, a sintese maior no exorcismo de Janaina Pascoal.


Será difícil encontrar uma mente sadia que se sinta à vontade em tal companhia

Analise do jornalista Luis Nassif no jornal GGN

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