terça-feira, 10 de maio de 2016

O programa de cisternas e a transformação do semiarido

A transformação do semiárido pelo programa de cisternas

Jornal GGN – Desde 2003, o governo federal entregou 1,2 milhão de cisternas, com capacidade total de armazenamento de 20,1 bilhões de litros de água. Este ano, o governo já repassou R$ 230 milhões para garantir a continuidade do programa, que foi criado pelos sertanejos do semiárido e se tornou uma política pública de combate à extrema pobreza, inclusão social e inclusão produtiva rural.
O orçamento deste ano ainda prevê pelo menos mais R$ 125 milhões. O custo de instalação de uma cisterna é de aproximadamente R$ 3,1 mil. Durante o período de chuva, é possível reservar água suficiente para manter uma família de cinco pessoas durante oito meses de estiagem.
Também existem tecnologias voltadas para a produção de alimentos. Elas custam em média R$ 10 mil e proporcionam autonomia no consumo e na geração de renda, com a comercialização do excedente de produção em feiras locais ou nos programas de compras governamentais, como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).
O custo em ambos os casos é considerado baixo. “Olhando o orçamento todo do governo federal, o custo é irrisório. Mas a gente deve perguntar qual o custo de não fazer”, afirmou o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Arnoldo de Campos. “Qual o custo de ter uma família que, por não ter água, vai para outra cidade, impactar na ocupação urbana desordenada, uma favela, uma periferia? Porque é para lá que vão os pobres do Semiárido”.
A falta de água potável gera custos para o sistema de saúde. Onde não havia sistema de captação de água de chuva, constatava-se um quadro de doenças constante. As mulheres ainda sofriam com o peso de latas de água que carregavam sobre as cabeças. “Nós não queremos o Semiárido voltando ao patamar de esmola que tinha anteriormente. E o que acontecia depois de horas de caminhada, era que o balde de 20 litros chegava com apenas 10 litros em casa”, disse o coordenador executivo da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA) na Bahia, Neidson Baptista.
Para ele, a política pública é de democratização da água, que antes era restrita na região àqueles que tinham recursos para investir em armazenamento e agora passou a ser um direito de todos. “Não é que o Semiárido fosse inviável. Inviável eram as políticas públicas a ele dirigidas. Elas eram pensadas e formuladas para garantir uma relação de subalternidade. Hoje isso mudou e nós não vamos retroceder”.
O programa ainda garante o aprimoramento dos bancos de dados nacionais, já que exige dos participantes que sejam inscritos no Cadastro da Pessoa Física (CPF) e no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
Para garantir a transparência, as cisternas de placas são georreferenciadas e registradas no SIG-Cisternas, um sistema online de monitoramento. Na América Latina, países como Bolívia e Paraguai conheceram e reproduziram a experiência com suas populações rurais de baixa renda.
De 2011 até o último mês de março foram entregues mais de 162 mil tecnologias de acesso à água para produção. Algumas das comunidades contempladas contam também com acesso a bancos comunitários de sementes para garantir uma lavoura mais produtiva, com sementes de qualidade e sem modificação genética.
Além disso, uma parceria com a Associação Programa Um Milhão de Cisternas para o Semiárido (AP1MC) garantirá a cinco mil escolas públicas da área rural do Semiárido cisternas próprias com capacidade de armazenamento de 52 mil litros de água para consumo cada. A expectativa é que cerca de 295 mil alunos  sejam beneficiados. Até o momento, já foram implantadas 2.378 cisternas deste modelo.

Comentário da Internauta Maria Rodrigues no site GGN

Acompanhei o empenho de

Acompanhei o empenho de Dilma, se enveredando pelos municípios do Nordeste quando a seca se tornou implacável, há uns três anos passados, mais ou menos. Até cargas de milho foram distribuídas para evitar a fome do gado que estava sendo dizimado pela fome e a falta d'água. 
A série de programas muito mais dirigido às mulheres, mães e donas de casa mais carentes, sempre exigindo vacinação e frequência na escola como prioridade para a entrega da casa, do bolsa-família, etc., foram de uma eficácia enorme, e vista pela permanência dessa gente em seus municípios.
A entrega das sisternas, bem como de retroescavadeiras e tratores, foram de mita utilidade para esse povo.
É verdade que quem tem até trinta anos, mais ou menos, não conheceu o flagelo da seca; não viu as necessidades, o drama do povo nordestino no enfrentamento da seca. 
Não é muito dizer que ainda falta muito para que o Brasil elimine, de vez, a miséria, e a pobreza, mas quem pode negar que outros tantos governos, com as mesmas possibilidades, jamais voltaram os olhos para o Nordeste carente? Pelo contrário. 
A grande maioria dos políticos nordestinos faziam uso indevidos das verbas, e muitos deles até se pode dizer que enriqueceram, enquanto mantinham o povo sob cabresto para votarem neles, e ainda muito faziam, e ainda fazem, para ter centenas de empregados em seus latifúndios vivendo sob regime de quase escravidão. 
Muito brasileiro não sabe, mas no Nordeste a elite é muito mais escravocrata e agressiva com os prestadores de serviço do que os do Sul e sudeste. 
Nessa fase crítica por que passa o País, é no Nordeste onde tem tido muito realce o ódio da Casa Grande em relação à Senzala. Poucos aceitam pagar o salário mínimo a uma doméstica, e se o fazem são movidos a muito ódio pelas ações dos governos petistas.
Eu penso que há mita gente que se beneficiou bastante com os programas sociais e não votaram em Dilma eu mesma já escutei de algumas pessoas esse tipo de ingratidão, mas sei, também, que são pessoas despreparadas, sem estudo, sem senso crítico, mito mais influenciadas pelos patrões, pelos pastores e bispos de suas igrejas, entre outros.
Muito difícil que no governo de Temer o povão não sinta, na carne, as mudanças que virão. 

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