sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dilma na TV Brasil

DILMA NA TV BRASIL: CAMINHO É A CONSULTA POPULAR 
         
             

Em entrevista, presidente Dilma Rousseff afirma que o golpe desqualifica a soberania popular; ela alerta para o risco de ser adotar um semi-parlamentarismo ou, mesmo, a volta de eleições indiretas; explica que, num país de oligarquias como o nosso, o presidencialismo foi o regime das mudanças; diz que a consulta popular é a “única forma de lavar e enxaguar esta lambança que virou nosso sistema político”

10 DE JUNHO DE 2016 ÀS 06:25


Por Fernando Brito, do Tijolaço

Demorou quase a metade da entrevista, mas finalmente veio o lead de Dilma Rousseff, quando ela diz: “O Governo Temer é a expressão do Eduardo Cunha, é a síntese do Eduardo Cunha”.

Daí em diante, Dilma começa a abrir o verbo e passa a dizer que o impeachment é obra essencialmente de Eduardo Cunha, do qual Michel Temer é é o passageiro privilegiado.

Fala da lava Jato, onde “setores da mídia se tornaram cúmplices de vazamentos seletivos”, feitos com propósitos políticos.

Desqualifica as supostas razões jurídicas que fundamentam o processo de impeachment que responde.

E entra no essencial que o golpe desqualifica a soberania popular, de que seja o povo a escolher quem governa o país.

Alerta para o risco de ser adotar um semi-parlamentarismo ou, mesmo, a volta de eleições indiretas.

Explica que, num país de oligarquias como o nosso, o presidencialismo foi o regime das mudanças.

E que só uma reforma política e a consulta popular é a “única forma de lavar e enxaguar esta lambança que virou nosso sistema político”.

“O Brasil tem de interromper este ciclo de corrupção”, disse, mas sem destruir o sistema empresarial-produtivo, mas de punir economicamente as empresas que se envolvam em irregularidades.

“Há uma hipocrisia imensa nesta história das investigações”. E citou a vergonha da exploração da história do seu cabeleireiro.

E vem aí um trecho hilário sobre as acusações sobre as empreiteiras “pagando” os arranjos do cabelo que começava a nascer após o câncer que teve em 2009 e a “compra de um teleprompter pessoal”.

Afinal, nos últimos 10 minutos, trata do futuro.

Não há pacto possível com Temer no poder.

E que é preciso recorrer à população, em alguma forma de consulta, talvez um plebiscito.

Infelizmente, o ponto conclusivo do processo de consulta popular não foi levado adiante.

Ainda assim, o que se viu foi uma Dilma extremamente mais capacitada para dirigir um país, inclusive para os interesses econômicos dominantes que, infelizmente, têm a visão miúda do feitor.

Repercussão?

Primeira no “trendtopics” do Twitter.

E, mais importante, sem panelas.

O Brasil parece estar caindo em si.

PS. Assim que dispuser da gravação, coloco aqui.

PS2. De panfletário, como pode testemunhar qualquer pessoa que a tenha assistido, a entrevista de nada teve. no entando, o Governo Temer, no seu incontrolável desejo censório, pretendido.

Publicado no site Brasil 247 e no site GGN 

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