quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Queda do avião na Colômbia com time Brasileiro, sobrevivente explica como se salvou


    SOBREVIVENTE DO VOO DA CHAPECOENSE EXPLICA COMO SE SALVOU 

                     


Uma das seis pessoas que sobreviveu à queda do acidente que levava o time de Santa Catarina, o boliviano Erwin Tumiri, que fazia parte da tripulação, revela como escapou com vida da tragédia que chocou o mundo nesta terça-feira 29

247 - Uma das seis pessoas que sobreviveu à queda do acidente que levava o time da Chapecoense e um grupo de 21 jornalistas, além da tripulação, o boliviano Erwin Tumiri revela como escapou com vida da tragédia que chocou o mundo nesta terça-feira 29.

De acordo com Erwin, que fazia parte da tripulação, ele permaneceu em posição fetal com uma mala entre as pernas, amenizando o impacto da queda.

"Sobrevivi porque segui todos os protocolos de segurança" disse. "Com a situação de pânico, muitos se levantaram dos assentos e começaram a gritar. Coloquei uma mala entre as pernas e fiquei na posição fetal, recomendada para acidentes" completou, em entrevista ao jornal boliviano La Razón.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Acidente aéreo com time brasileiro da chapecoense repercute no mundo

Acidente com avião da delegação da Chapecoense na Colombia 76 mortos  

                      
Jornal GGN – A Colômbia confirmou que 76 pessoas morreram no acidente aéreo envolvendo o avião da delegação da Chapecoense nesta madrugada de terça-feira, dia 29. O acidente se deu perto de Medellín, na Colômbia, e a informação foi dada pelo general José Acevedo Ossa, que pertence à polícia local e responsável pelo resgate. Logo depois, o prefeito de Medellín, Federico Guitiérrez Zuluaga, confirmou a informação. Apesar das buscas terem sido encerradas, não há a listagem oficial com as vítimas.
De acordo com as informações passadas pela polícia, seis pessoas sobreviveram à tragédia. O número oficial, no entanto, foi de cinco, já que um deles morreu a caminho do hospital. Três dos sobreviventes são jogadores do Chapecoense: Alan Ruschel, lateral esquerdo, Danilo e Follmann, os goleiros.
Acevedo Ossa afirmou que estão trabalhando para resgatar todos os corpos dos mortos para que as famílias possam recebe-los. “Quando amanhecer, vamos retirar os corpos e iniciar o processo para enviar ao país de origem das pessoas. O procedimento do resgate de corpos estará a cargo da polícia”, disse Ossa.
Segundo Zuluaga, a dificuldade é maior pois o local é de difícil acesso. “Estou fazendo a coordenação dos transladados dos corpos e chamando a polícia legal. São quase cinco da manhã. Vamos trabalhar toda a noite. Expressamos nossa solidariedade às famílias, estamos de luto. Algumas vítimas têm diferentes nacionalidades. Prestamos solidariedade total. Lamento muito, estamos solidários. É muito duro. Não cabe tanta gente que está querendo trabalhar nos resgastes. Não cabe mais ambulância, mais carros. Temos que valorizar o trabalho de toda essa gente", disse ele.
O voo contava com nove tripulantes e 72 passageiros. Destes, 48 eram membros da Chapecoense, incluindo 22 jogadores, 21 jornalistas e três convidados, além da tripulação.
Nem todos os atletas da Chapecoense viajaram com a delegação. Os jogadores Neném, Demerson, Marcelo Boeck, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima não foram escalados para a viagem.
 Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Golpe de estado no Brasil contra Lula Dilma e o povo, os corruptos tomaram o poder!

Fornazieri: Brasil não pode ser governado por uma quadrilha; suas principais figuras são a própria face da corrupção

28 de novembro de 2016 às 14h17
temer e quadrilha 2Até a grama da Praça dos Três Poderes sabe que o golpe foi dado para interromper investigações contra a corrupção
O Brasil não pode ser governado por uma quadrilha
Se durante o breve período do segundo mandato de Dilma não havia governo, com a assunção de Temer ao governo através de um golpe, o Brasil passou a ser governado por uma quadrilha.
O golpe foi uma trama inescrupulosa que envolveu muitos lírios perfumados, mas, como escreveu Shakespeare, “os lírios que apodrecem fedem mais do que as ervas daninhas”.
A remoção de Dilma não obedeceu nenhuma intenção de alta moral, de salvação do destino do país, de construção da grandeza da pátria, da conquista da glória pelos novos governantes através atos de exemplar magnitude em prol do povo. Não.
O que moveu o golpe foi a busca da reiterada continuidade do crime, de assalto ao bem público e para salvar pescoços da guilhotina da Lava Jato. Até a grama da Praça dos Três Poderes sabe que a parte principal da camarilha que tramou o golpe o fez em nome da paralisação da Lava Jato.
As quadrilhas se orientam por dois princípios: a traição, sempre que for do seu interesse, e a ousadia na persistência do crime.
Consumada a traição para alcançar o poder, a quadrilha não titubeia em mobilizar a mais alta esfera do governo – o próprio gabinete presidencial – para viabilizar negócios privados ao arrepio da lei e com ameaças explícitas a órgãos governamentais de controle, o caso o Iphan.
A sociedade brasileira viu, perplexa, que diante de um crime de improbidade administrativa, o presidente da República, ao invés de adotar o partido do interesse público e da moralidade, demitindo o agente da delinquência, busca mediações de terceiros para acomodar a prática criminosa com a desmoralização da probidade.
Temer, no mínimo, cometeu dois crimes: foi conivente com uma investida delituosa e prevaricou ao não adotar nenhuma atitude em face dela.
Mas não seria de se esperar outra coisa de quem não tem legitimidade, de quem subiu pela via da traição e de quem assumiu o poder com o perverso objetivo de abrigar o interesse de um grupo sedicioso. Se alguém estava procurando um exemplo veemente de Capitalismo de Quadrilha pode parar de procurar, pois esse governo o representa de forma inequívoca. E, pasmem, diante desses fatos da mais alta gravidade, o inimputável Aécio Neves, propôs investigar o denunciante.
A ousadia da quadrilha é de tamanha envergadura que no silêncio sinuoso das noites brasilienses conspirava-se à larga para anistiar centenas de corruptos, não só pelo caixa 2, mas por todos os crimes conexos envolvendo as propinas relativas a desvios de empresas estatais. A conspiração atravessava os corredores do Planalto, da Câmara dos Deputados e do Senado e tinha em Temer um dos principais interessados por ser beneficiário direto.
Inviabilizado o indulto pela forte reação da opinião pública, a quadrilha não teve pudor em anunciar, neste domingo, um “pacto” para impedir a anistia natalina daqueles que corromperam as eleições regando suas campanhas com dinheiro sujo. Fraudaram a democracia e a república e enganaram o povo.
Este governo precisa acabar
O governo Temer é o mais degradado e degradante da história da República. Fruto de uma conspiração e de manifestações manipuladas para combater a corrupção, . Sim, porque se há um partido que é o campeão da corrupção da Petrobrás, este é o PMDB.
A imprensa e os analistas estrangeiros, com espanto, não conseguem compreender como, em nome do combate à corrupção, se entregou o poder a um condomínio de partidos articulados em torno de interesses corrompidos. Dizer que não havia alternativas é falso, pois se existissem propósitos honestos em todos aqueles que orquestraram o golpe, teriam proposto uma saída negociada ou que implicasse eleições diretas, garantindo a soberania do povo na escolha de um governo de transição.
Esse governo corrupto e ilegítimo se bate para sacrificar direitos e degradar políticas sociais em nome de um falso ajuste fiscal. Sua caminhada foi feita sobre um turbilhão de mentiras: prometeu a retomada imediata do crescimento econômico, a criação de empregos e a volta dos investimentos. A economia, o emprego e os investimentos se deprimem todos os dias penalizando os mais pobres.
Ao assumir a presidência, Temer, cercado de corruptos, prometeu combater a corrupção e de não interferir na Lava Jato. Como presidente, abrigou os corruptos em seu ministério, deixou que a corrupção entrasse em seu gabinete através de Geddel Vieira Lima e deu vazão às conspirações para enfraquecer a Lava Jato e outros órgãos de controle. A Lava Jato, que em boa medida coadunou o golpe, agora tem no condomínio governamental, incluindo o PSDB, o seu maior inimigo.
Seguindo-se à posse, esse governo salvacionista, mostrou-se interessado em salvar interesses de grupos, em vilipendiar as empresas e as riquezas nacionais, em praticar a propina, o compadrio, o clientelismo e os abusos através de seus braços legislativos.
No Senado, autorizou-se parentes de políticos a repatriarem dinheiro malcheiroso, com uma vergonhosa omissão da oposição. O presidente da Câmara é um serviçal do Planalto. Enfim, esse governo não serve ao Estado e ao interesse público, mas se serve do Estado e do bem público.
Esse governo precisa acabar. Que moral tem ele para pedir sacrifícios aos brasileiros? Como pode um governo ilegítimo conspirar contra o sentido manifesto da Constituição de 1988 feita por uma Constituinte, que é o de assegurar direitos? Como pode o Supremo Tribunal Federal ser, vergonhosamente, cúmplice desses atos e conivente com o governo que desmoraliza o Brasil?
Como pode a lerdeza do STF deixar que criminosos ocupem altos cargos da República, usando-os para agredir direitos conquistados por décadas de luta?
A mesma leniência do STF que foi vista diante de toda sorte de abusos de Eduardo Cunha agora é observada em relação a Temer, a ministros denunciados na Lava Jato, ao presidente do Senado e a vários senadores e deputados. O STF, de tabernáculo da Constituição que deveria ser, transformou-se no matadouro da decência e da moralidade pública.
Já que os poderes da República não funcionam, acumpliciados que estão, a opinião pública e as mobilizações de rua precisam estabelecer um fim a este governo. Se os partidos, sem legitimidade, não são capazes de garantir uma transição até 2018, que seja honesta e que não agrida direitos e a Constituição, que essa transição seja construída pela Sociedade Civil.
O Brasil não pode ser deixado a mercê de um governo ruinoso.
Está mais do que provado que a capacidade de degradar o país e seu povo não tem limites. O único projeto que as elites políticas e econômicas desse país têm é o projeto do seu próprio bolso, dos seus próprios interesses. Para essas elites não importam as dores, as tragédias, os massacres de todos os tipos de violência perpetrados contra os mais fracos.
O mais trágico de tudo isso é que boa parte da sociedade valide essas perversidades contra seus próprios interesses.
Aldo Fornazieri é professor da Escola de Sociologia e Política
TRÊS DELATORES DA ODEBRECHT CONFIRMAM CAIXA 2 PARA O “SANTO” ALCKMIN
                 
                         



"As propinas seriam referentes obras das linhas 2 Verde e 4 Amarela do Metrô de São Paulo, conforme documentos apreendidos pela Polícia Federal em ações de busca que identificaram o codinome 'santo' em anotações e mensagens de executivos da Odebrecht. Mensagem enviada pelo então diretor da Odebrecht responsável pelo contrato da Linha 4 do Metrô, Marcio Pellegrini, solicitava pagamento de R$ 500 mil para 'ajuda de campanha com vistas a nossos interesses locais'”, relata Fernando Brito, editor do Tijolaço; o santo, claro, é ele mesmo: Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, pelo PSDB

POR FERNANDO BRITO, editor do Tijolaço


“São” Geraldo Alckmin, até agora invulnerável às denúncias de corrupção, tem problemas pela frente.

E não aqueles negócios da Alstom, que a imprensa não gosta muito de tratar.

É que, agora há pouco, o Valor confirmou que “pelo menos três candidatos a delatores ligados ao Grupo Odebrecht relataram aos investigadores da Operação Lava­ Jato nomes de supostos arrecadadores de caixa dois que teriam captado recursos e os destinado, ao menos em parte, ao abastecimento de campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB)”

“Ao explicar o significado dos apelidos e valores vinculados a contratos de obras públicas que constam da contabilidade do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht — espécie de divisão da propina revelada pela secretária da empresa Maria Lúcia Tavares —, os delatores do grupo empresarial confirmaram aos procuradores que o codinome “santo” se trata do apelido usado para se referir a Geraldo Alckmin.’

Ouvida pelo jornal, a assessoria do governador deu a resposta-padrão: todas as doações foram contabilizadas.

Neste caso também há referência ao apelido “santo”, diz o Valor.

Mas que ninguém se apresse a condenar Alckmin. O tal santo pode não ser vinculado à Opus Dei.

Talvez seja à Opus Peguei.

Publicado no Tijolaço e Brasil247

domingo, 27 de novembro de 2016

O Homem que abalou a republica dos golpistas de Michel Temer a FHC! por Luis Nassif

Xadrez do homem que delatou Temer

           
Introdução – características das grandes conspirações
Conspirações políticas não se montam com o controle completo e acabado de todas as variáveis, obedecendo a um manual previamente definido.
Quando atua sobre realidades complexas, como o cenário sócio-político-econômico de um país, não há controle sobre todas as variáveis nem clareza sobre os desdobramentos dos grandes lances.
Jogam-se os dados, então, em cima das circunstâncias do momento, tendo apenas uma expectativa sobre seus desdobramentos.
Digo isso, para tentar avançar um pouco no Xadrez de Marcelo Caleró, o ex-Ministro da Cultura que denunciou Michel Temer de pressioná-lo em favor de benefícios pessoais a Geddel Viria Lima..

Peça 1 – jabuti não sobe em árvore

Em 2010 Caleró foi candidato a deputado federal pelo PSDB do Rio. Aluno de Direito da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) sempre chamou a atenção pela extravagância, mas jamais pela vocação do suicídio político. Fazia parte do time de yuppies que ascendeu na gestão Eduardo Paes.
Reagiu contra as jogadas de Geddel Vieira Lima e, provavelmente, se assustou quando este passou a jogar balões de ensaio para setoristas palacianos. Em tempos de grampo e de prisões indiscriminadas, jacaré nada de costas. E aí resolveu pedir demissão e denunciar as pressões.
Até aí, se tinha um Ministro neófito resistindo às investidas de boca de jacaré e gerando uma crise política restrita. Mas o inacreditável amadorismo político de Michel Temer transformou em início de incêndio, ao não tomar a decisão óbvia e imediata de demitir Geddel.
Aí ocorre o lance seguinte, a denúncia contra o próprio Temer na Polícia Federal, com o depoimento vazando para a empresa mal chegou no STF (Supremo Tribunal Federal). Imaginar espontaneidade em lance dessa amplitude é tão improvável quanto acreditar que jabuti sobe em árvore.
O desafio é saber quem pendurou o jabuti na árvore.
Peça 2 – o lance do partido da mídia
A melhor maneira de garimpar os antecedentes é através de um balanço rápido da repercussão:
·      O Jornal Nacional investiu contra Michel Temer com a mesma gana com que atacava Lula.
·      Época, o braço mais manipulável das Organizações Globo, depois da Globonews, registrou Caleró na capa, o sir Galahad do novo, em contraposição ao velho Geddel Vieira Lima.
Folha e Estadão vão a reboque. E todos trataram de poupar Eliseu Padilha, principal avalista do pacote de apoio à mídia.
No mesmo dia, em que o escândalo Geddel expunha o vácuo Temer, FHC aparecia nos jornais online – e no Jornal Nacional – falando do orgulho de ser PSDB, o PSDB representando o novo etc. E, como bom malaco, afiançando, com ar confidente, que a presidência seria de alguma das lideranças presentes. Mas não dele, é claro.
É difícil uma conspiração discreta com FHC porque ele não consegue conter a euforia nos momentos que antecedem o desfecho.
A delação de Caleró serve, portanto, para dois objetivos:
Objetivo 1 – enfraquecer substancialmente a camarilha de Temer.
Objetivo 2 – recolocar FHC no centro das articulações, como a alternativa para a travessia até 2018.
As circunstâncias ditarão os próximos lances, que poderá ser um Temer sem camarilha, sendo tutelado pelo FHC; ou um FHC assumindo a presidência para tocar o barco até 2018, tendo dois trabalhos a entregar:
1.     Completar o desmonte da Constituição de 1988, conquistando o limite de despesas e a reforma trabalhista e da Previdência.
2.     Implantar o parlamentarismo, ou outras alternativas de esvaziamento do poder Executivo e de poder do voto popular.
Peça 3 – uma explicação para a capa de Veja
Há dúvidas de monta sobre a capa de Veja, com a chamada superior informando sobre as acusações contra José Serra e Geraldo Alckmin nas delações da Odebrecht.
Três hipóteses foram aventadas:
1.     Veja começou a fazer jornalismo.
Não bate com a insuficiência de dados da reportagem. A rigor, há uma única informação, sobre a maneira como a Odebrecht repassava o dinheiro do caixa 2 para Serra através do banqueiro Ronaldo César Coelho.
2.     Dar um chega-prá-lá nos três presidenciáveis atuais do PSDB,.
Para deixar claro que o momento não é de disputa, mas de coesão em torno de FHC.
3.     Arrumar um álibi para os três.
É uma teoria um pouco mais complexa, mas que faz sentido.
Sabia-se que haveria dois tipos de delação das empreiteiras. A Odebrecht se concentraria nos financiamentos de campanha; a OAS nos casos de corrupção para enriquecimento pessoal.
Aì houve a intervenção preciosa do Procurador Geral da República Rodrigo Janot, cancelando as negociações com a OAS e provocando um enorme alívio nos advogados de Serra.
Com exceção de Geraldo Alckmin, há indícios robustos de que houve enriquecimento pessoal tanto de Serra quanto Aécio. Focando-se nos pecados menores, confere-se um álibi de isenção à Lava Jato e à mídia e, ao mesmo tempo, desvia-se o foco das investigações dos crimes mais graves.
Peça 4 – o enfrentamento da crise e o fator FHC
O quadro que se apresenta, hoje em dia, é ameaçador.
Na base, o agravamento da crise econômica, expandindo-se por estados e municípios. Os cortes nas políticas sociais, criando situação de fome para parcela expressiva dos beneficiários do Bolsa Família. Um endividamento circular das empresas, travando os negócios. E os grandes investimentos públicos paralisados.
Em cima desse quadro, um conjunto de medidas pró-cíclicas, agravando a crise econômica.
a.     O arrocho fiscal, aprofundando a recessão e ampliando o déficit fiscal pela redução da receita.
b.     A política monetária com taxa básica a 14%, inviabilizando qualquer possibilidade de novos investimentos.
c.     A política cambial provocando a apreciação do real e abortando a recuperação das exportações.
d.     O trancamento do crédito nos bancos comerciais. Não há crédito mais e trabalha-se com extrema cautela a rolagem das dívidas das empresas inadimplentes.
e.     A retirada de R$ 100 bilhões do BNDES, em um momento em que o endividamento circular das empresas paralisa a economia.
Em um ponto qualquer do futuro, haverá a necessidade de uma mudança de 180o na política econômica, com um choque fiscal – ampliando despesas e investimentos públicos -, flexibilização das políticas monetária e creditícia.
Um trabalho de recuperação da economia exigiria um conjunto de qualidades que falta a FHC:
1.     A proatividade para conduzir os diversos instrumentos de recuperação da economia.
Nos seus 8 anos jamais se envolveu no dia-a-dia da gestão política e econômica.
2.     Habilidade política para recompor a base de apoio.
Em seu tempo de presidência, o varejo da política era garantido justamente pelo quarteto que compõem a camarilha de Temer: Geddel, Padilha, Moreira Franco e o próprio Temer. No Congresso, o PSDB atual regurgita ódio e, no campo das ideias, é um mero cavalo das ideias mercadistas.
3.     Credibilidade para conduzir um pacto nacional.
Em todo o período de conspiração, FHC sempre estimulou a radicalização e o golpe. Jamais conseguiu entender que o único papel engrandecedor que lhe caberia seria o de um futuro mediador, no caso de recrudescimento da crise política. Pensa pequeno.
Peça 5 – o jogo de forças pós-Temer
Leve-se em conta que a fritura de Temer promoverá um racha na frente golpista.
A frente é composta pelo PMDB de Temer, PMDB dos caciques nordestinos, PSDB, centrão, PGR- Lava Jato e mídia.
A implosão do governo Temer significará restringir o grupo vitorioso e enfrentar, no Congresso, a reação do PMDB e do chamado centrão, além da oposição da esquerda.
Os 200 e tantos nomes da delação da Odebrecht não reporão de forma alguma a isonomia nas investigações da Lava Jato, pelo fato de incluir políticos tucanos nas delações. Pois a escolha dos investigados caberá exclusivamente a Janot.
O movimento de fritura de Temer acirrará mais as contradições do golpe, até que o aprofundamento da crise promova ou a conciliação ou o caos.
E aí será possível um pacto entre FHC e Lula.
Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif

sábado, 26 de novembro de 2016

Dilma lamenta a morte de Fidel Castro

DILMA: FIDEL FOI VISIONÁRIO E LUTOU POR UMA SOCIEDADE FRATERNA 
                       


Presidente deposta Dilma Rousseff lamentou a morte do "comandante" Fidel Castro, neste sábado, aos 90 anos; Dilma disse que é motivo de "luto e dor" e perda do líder da revolução cubana e uma das "mais influentes expressões políticas do século 20"; "Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte", afirmou; "Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo"; governo de Cuba decretou nove dias de luto nacional e anunciou que o funeral de Fidel será no dia 4 de dezembro, na cidade de Santiago de Cuba

247 - Presidente deposta Dilma Rousseff lamentou a morte do líder cubano Fidel Castro, na madrugada deste sábado, aos 90 anos. Para Dilma, a morte do "comandante" Fidel Castro, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor.

"Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte", afirmou Dilma.

"Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo", completou.

O governo de Cuba decretou nove dias de luto nacional pela morte de Fidel Castro. Havana também anunciou que o funeral de Fidel será no dia 4 de dezembro, no cemitério Santa Efigência, na cidade de Santiago de Cuba. Mas o corpo do ex-presidente deve ser cremado ainda hoje, conforme a vontade do próprio Fidel, informou seu irmão e sucessor político, Raúl Castro.

Leia na íntegra a nota da presidente Dilma Rousseff.

"Sonhadores e militantes progressistas, todos que lutamos por justiça social e por um mundo menos desigual, acordamos tristes neste sábado, 26 de novembro. A morte do comandante Fidel Castro, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor.

Fidel foi um dos mais importantes políticos contemporâneos e um visionário que acreditou na construção de uma sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte.

Um homem que soube unir ação e pensamento, mobilizando forças populares contra a exploração de seu povo. Foi também um ícone para milhões de jovens em todo o mundo.

Meus mais profundos sentimentos à família Castro, aos filhos e netos de Fidel, ao seu irmão Raul e ao povo cubano. Minha solidariedade e carinho neste momento de dor e despedida.

Hasta siempre, Fidel!

Dilma Rousseff

"Hay hombres que luchan un dia y son buenos;
Hay otros que luchan un año y son mejores;
Hay quienes luchan muchos años y son muy buenos;
Pero hay los que luchan toda la vida,
Esos son los imprescindibles".

Bertold Brecht

Publicado no Brasil247
             GEDDEL, O CORRUPTO BRAÇO DIREITO DE TEMER, SE DEMITE
    
                 

Cai o articulador político de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, que usou seu cargo para tentar obter benefícios privados; Geddel foi também um dos principais articuladores do golpe parlamentar de 2016, mas sua demissão não resolve os problemas de Temer, que também foi gravado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero; insustentável no cargo, ele enviou por e-mail sua carta de demissão a Michel Temer nesta sexta-feira 25 (confira a íntegra); também citado nas delações das empreiteiras, Geddel perderá o foro privilegiado


247 - Pivô da maior crise do governo de Michel Temer, que pode culminar inclusive na saída do presidente, o ministro Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, já entregou sua carta de demissão ao presidente nesta sexa-feira 25.

Geddel ficou insustentável no cargo desde que foi acusado pelo ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de ter advogado em causa própria e cometido tráfico de influência ao fazer pressões para que Calero agisse pela liberação de uma obra embargada em Salvador.

Calero pode ter gravado conversas com Geddel, o ministro Eliseu Padilha e Temer e acusa o presidente de também tê-lo "enquadrado" em favor de Geddel, em uma reunião no Palácio do Planalto, conforme contou em depoimento à Polícia Federal.

Com sua saída, a intenção de Geddel é tentar estancar a sangria da crise. Ela não será resolvida, porém, uma vez que envolve o próprio Michel Temer no caso. Também citado nas delações das empreiteiras na Lava Jato, Geddel perderá o foro privilegiado.

Confira a íntegra da carta de demissão de Geddel, que teria sido enviada por email a Michel Temer:

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Em 2017, leilão da ANP não deverá ter conteúdo local

                    
Jornal GGN - O próximo leilão da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) poderá excluir a exigência do conteúdo local. A agência espera uma posição do governo até meados de dezembro, mas é certo que o conteúdo local não será critério para definir os vencedores do certame. Ainda será definido se alguma política de incentivo à indústria brasileira estará no edital.
O leilão de 2017 da ANP irá licitar campos marginais, aqueles em que a extração de óleo deixa de ser lucrativa para algum operador, mas que pode ser economicamente viável para outra empresa, geralmente de menor porte.
Em outubro, Magda Chambriand, presidente da ANP, disse que a agência se manifestou ao Ministério de Minas e Energia recomendando “conteúdo local zero na 4ª rodadinha”. Agora, a decisão cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que irá se reunir no dia 8 de dezembro.
Neste encontro, o CNPE avaliará diversas mudanças no setor de petróleo, podendo tornar as regras mais flexíveis com o intuito de atrair mais investidores.
Também será discutida uma nova política de conteúdo local. As empresas petroleiras querem flexibilizar as regras para importação de bens. No entanto, entidades que representam as indústrias, como a Fiesp, tentam evitar alterações profundas na política de conteúdo nacional.
Se o Conselho acatar a sugestão da ANP e definir a exclusão da política no leilão de 2017, será o primeiro certamente desde 2002 promovido pela agência em que as exploradoras de petróleo poderão definir sobre a compra de equipamentos no País.
Alterações na lei do conteúdo local na área do petróleo tem sido defendidas por integrantes do governo, como Pedro Parente, presidente da Petrobras - que disse que a política foi “mal desenhada” - e Márcio Félix, secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia.
Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

Bingo! Moro coopera com os EUA!
O Golpe nasceu em Washington!
publicado 23/11/2016
                         


Deu na Fel-lha a confirmação do que se sabia desde o Banestado:
Defesa de Lula vê elo suspeito da Lava Jato com EUA

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levantou a suspeita de que a força-tarefa da Operação Lava Jato colabore em caráter não formalizado com o governo dos Estados Unidos.

"A revelação feita em audiência de que o Ministério Público Federal estaria trabalhando junto com autoridades americanas parece não estar de acordo com o tratado que o Brasil firmou em 2001 com os EUA que coloca o Ministério da Justiça como autoridade central para tratar esse tipo de questão", disse à Folha Cristiano Zanin, advogado do petista.

"Além disso, não há nenhuma formalização nos processos de que tivemos conhecimento até o momento."

Em nota, o MPF afirmou que "o assunto em questão é sigiloso" e que, portanto, não se manifestaria. Procurada, a Justiça não se pronunciou.

Zanin se referiu ao depoimento feito nesta segunda-feira (22) por Eduardo Leite, ex-executivo da Camargo Corrêa.

O delator chegou a dizer que foi procurado pelo Departamento de Justiça americano por intermédio de representantes da operação, mas voltou atrás, após reação do procurador Diogo Castor de Mattos e do juiz Sergio Moro.

"Foi uma busca do governo americano através da força-tarefa no qual [sic] fomos procurados para saber do interesse de haver partilhamento ou de a gente participar de um processo lá", afirmou Leite, inicialmente
Precisa desenhar, amigo navegante?

A quem interessa quebrar a Petrobras, a indústria naval, a indústria de engenharia pesada e fechar o Programa Nuclear?

Provocar desemprego em massa, em todo o país?

Um em cada quatro jovens brasileiros está sem emprego por causa da Lava Jato!

A quem interessa tudo isso?
Ao Paraguai!

Quá, quá, quá!

Em tempo: sem esquecer que o Príncipe da Privataria entregou na bandeja do FBI os segredos estratégicos do programa energético brasileiro!

Ah, como vai ter gente no paredón do CAf!

Publicado no site do PHA o conversaafiada

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Moro, eu sei o que você fez no verão passado, por Armando Coelho Neto

                   
Moro, eu sei o que você fez no verão passado
por Armando Rodrigues Coelho Neto
Começo minha fala “segunda-feiral” com um prólogo. Em quase todo alvará de soltura, os juízes determinam a liberação do preso, usando uma expressão – “se por al não estiver preso”. Isso significa, grosseiramente, “solte, se por outro motivo não estiver preso ou não houver outra ordem de prisão”.
Feito prólogo, digo que muitos que dizem ter divergências políticas comigo têm, na verdade, divergência de caráter. Um delegado federal com passado sujo e outro que foi preso (recentemente) por corrupção foram às ruas gritar “Fora Dilma”. Outro, por não conseguir o cargo desejado nos Estados Unidos, na esperança de compor a equipe do golpe, também gritou “Fora Dilma”. Cito meros exemplos de uma enxurrada de outros, como as centenas de parlamentares envolvidos em corrupção, que tiveram depois suas capivaras reveladas. Portanto, Fora Temer!
Sobre política, costumo dizer que o que sei da vida não li em compêndios. Aprendi com os homens-caranguejos de Josué de Castro - um estudioso dos mangues recifenses que constatou que o caranguejo comia as fezes do homem, este comia o caranguejo que se tornaria as fezes que iria alimentar outro caranguejo... num círculo vicioso. Constatação que por certo inspirou sua obra “Geografia da Fome”. Lido, pois, com necessidades primárias, sem as quais o ser humano não cresce, não absorve conhecimento, cultura, não desenvolve empatia.
A rigor, não discuto necessariamente política. Por falta de outra palavra, declaro-me humanista em sentido lato e não me perco em definições e ou conceitos formulados por essa ou aquela escola. É sob essa perspectiva, mesmo com ressalvas, de onde brota minha sensibilidade quanto ao olhar generoso do Partido dos Trabalhadores sobre a miséria. Afinal, o PT foi o que surgiu de (não tão) novo no Brasil. Daí meu respeito por um partido do qual não faço parte, que optou por governar com as regras existentes. Regras porcas que sequer poderia mudar.
Ao aceitar as regras do jogo, oficiais e paralelas, o PT geriu a nação nos limites da permissão burguesa, na cínica regra do e para o capital. Leia-se, regras inerentes à cultura dominante, sabidamente alimentada pela cultura de Moros, Marinhos, Mesquitas, Malafaias, Mendes. Todos forjados e pavoneados por uma sociedade corrupta, cujos pilares são a ganância e a corrupção, que se finge combater. Mas, por que combater alguns frutos e preservar a árvore? Talvez por que lhes garanta sombra.
Trata-se da sociedade das comendas, medalhas e aventais maçons. A sociedade de Sérgio Moro, que só lhe causa incômodos pontuais. Desse modo, profere sentenças de dois minutos - quiçá uma forma de ter tempo para fazer palestras para essa mesma sociedade e dela aceitar diplomas e homenagens. E o mais grave, ao que parece, como se desconhecesse as capivaras dos homenageantes.
A sociedade de Moros e Marinhos teve, recentemente, um constrangedor episódio. A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) realizou um encontro classista, patrocinado por uma empresa condenada por crimes ambientais, trabalhistas e fiscais. Nessa trilha, não custa lembrar que recente congresso dos Delegados da Polícia Federal foi patrocinado pela corrupta Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Já o mais recente, teria recebido patrocínio da prefeitura de Vila Velha (ES).
Não se pode dizer serem relações necessariamente promíscuas. São tão naturais quanto os fios que movem a corrupção no país, sobre as quais só recaem olhares específicos. Mas, posso presumir a leitura que seria feita se alguns desses casos fossem protagonizados por pessoais ligadas ao PT.
São eventos corriqueiros que lubrificam engrenagens da sociedade de Moros e Marinhos, onde predomina o culto a um sistema social-politico-econômico criminoso, que domina o Brasil e o mundo há séculos sem dar respostas sociais, cujos pequenos avanços são frutos de pressões do ideário humanista.
Eis a sociedade que caça Lula. A mesma que recentemente assistiu um bate-boca no STF entre Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, quando trocaram ofensas, deixando no ar que um sabe falcatruas do outro. E aí pensei. Imaginem se mais tarde, por uma circunstância qualquer, o Brasil retorna ao Estado Democrático e de Direito e, se Sérgio Moro por al não estiver preso, algum ministro venha a dizer: “eu sei o que você fez no verão passado!”.
Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Justiça não deixa Petrobras vender ativos sem licitação

Justiça não deixa Petrobras vender

Ação popular impede Parente de entregar o ouro
publicado 21/11/2016
Bessinha 2016 Temer.jpg
Justiça concede liminar para suspender venda dos campos de Baúna e Tartaruga Verde
Após ação popular ajuizada pela assessora jurídica do Sindipetro AL/SE, Raquel Sousa, a juíza da 1ª Vara Federal de Aracaju , Telma Maria, concedeu medida liminar determinando a suspensão do processo de venda dos campos de Baúna e Tartaruga Verde, localizados no pós-sal da Bacia de Santos e de Campos, respectivamente.
Também foram ajuizadas ações contra a venda dos campos terrestres de Sergipe, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Espirito Santo, contra a venda dos campos de águas rasas e instalações industriais a eles integradas em Sergipe e Ceará, bem como contra a venda da BR Distribuidora e da Liquigás. Todas aguardando apreciação do pedido de liminar.
O fundamento da ação é a ilegalidade do procedimento de venda sem licitação. Significa que a decisão apenas pode suspender o processo da venda sem licitação e não a venda em si. Só é possível de fato derrotar o processo de privatização, com a categoria petroleira unida e mobilizada, preparada para construir uma forte greve nacional, que ajude a impulsionar uma greve geral em todo o país, junto a juventude em luta nas escolas e aos outros setores da classe trabalhadora.
Publicado no Conversaafiada do jornalista Paulo Henrique Amorim