sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Brasil de volta ao mapa da fome graças ao golpe de estado que sofreu!

Campello: a volta ao mapa da fome

Quem disse que o problema está nos gastos?​
publicado 21/07/2017
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Conversa Afiada reproduz da Carta Capital trechos da excelente entrevista da ministra Tereza Campello, que tirou o Brasil do mapa da fome, quando administrou o Bolsa Família e instalou um milhão de cisternas no meio da seca nordestina (por isso não houve saques...).
Se fosse israelense, o New York Times teria feito de Campello Prêmio Nobel da Paz:
CartaCapital: O risco de o Brasil voltar ao Mapa da Fome é real?
Tereza Campello: Sim, é real. Tenho alertado sobre isso desde o ano passado. Agora, um conjunto de organizações da sociedade civil faz o mesmo alerta às Nações Unidas, ao analisar o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Só para relembrar, o primeiro deles é a erradicação da pobreza e o segundo se chama “Fome Zero”, inspirado exatamente na experiência brasileira de priorizar o combate à insegurança alimentar. O Brasil tem 500 anos de história marcados pela fome, embora o País seja, desde sempre, um grande produtor e exportador de alimentos. Os pobres não tinham, porém, acesso à comida por falta de dinheiro. O Bolsa Família ajudou a melhorar a renda da população, mas não só. Houve a valorização do salário mínimo e uma política de incentivo à formalização do trabalho, porque muitos não tinham um emprego decente. Com a liberação das terceirizações, do trabalho intermitente, tudo isso está ameaçado. Empregados formais devem ser empurrados para postos de trabalho precarizados. A renda da população vai cair violentamente, deixando milhões de brasileiros em risco de subalimentação e de desnutrição, principalmente as crianças.
CC: Os defensores da reforma trabalhista dizem ser preciso baratear o custo da mão de obra para gerar mais empregos.
TC: É uma análise míope. Estamos em um momento de restrição do mercado internacional. Temos um patrimônio que poucos países têm: um gigantesco mercado doméstico. O Brasil possui mais de 200 milhões de habitantes, que poderiam estar consumindo alimentos, roupas, calçados... Pois bem, esse mercado está sendo dilapidado. Ao baratear o trabalhador, o empresário sacrifica a sua renda e o seu poder de consumo. A médio prazo, cria-se um círculo vicioso. Se não houver demanda, as empresas vão diminuir a produção e dispensar trabalhadores. O desempregado não tem renda, vai deixar de consumir. Repare: mal foi sancionada a re-
forma trabalhista e já vemos a multiplicação de Programas de Demissão Voluntária (PDVs) em bancos e grandes empresas. Quem tem salários maiores deve ser dispensado, e será substituído por um trabalhador precarizado, sem direitos, sem benefícios, que terá uma renda menor.
CC:Tem aumentado a procura por benefícios assistenciais?
TC: Sim, mas estranhamente o Bolsa Família encolheu. Quando Dilma Rousseff deixou o cargo, em maio de 2016, o programa beneficiava 13,8 milhões de famílias. Hoje, contempla 12,7 milhões. Ou seja, mais de 1 milhão de famílias, ou 4 milhões de brasileiros, ficaram sem esse complemento de renda.
CC: Em um contexto de elevado desemprego, não seria natural haver um aumento do número de famílias beneficiadas?
TC: Com certeza, são 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE. Tem muita gente precisando do Bolsa Família, a fila só aumenta. Tenho notícias de que as pessoas batem na porta da assistência social, mas enfrentam muitos obstáculos. Fala-se em 550 mil inscritos à espera de receber o benefício. Acredito que a fila é muito maior, e tem gente sendo desligada. Também houve uma forte redução de recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos, com graves consequências para a agricultura familiar. A restrição de recursos atinge várias áreas, como saúde, educação e assistência social. A perda desses repasses impacta diretamente nas prefeituras e nas economias locais. Os setores empresariais não enxergam para onde o Brasil está indo?
CC: Os cortes em despesas públicas, não importa quais sejam, são sempre vendidos como um gesto de responsabilidade fiscal.
TC: E quem disse que o problema está nos gastos? A despesa pública brasileira não aumentou de 2014 para 2015, tampouco cresceu no ano seguinte. O que despencou nesse período foi a receita, exatamente porque o País entrou em recessão. A supressão de investimentos públicos só aprofunda o problema, porque restringe a demanda, constrange a renda e gera desemprego. Em vez de equilibrar as contas públicas, a médio prazo essa política de austeridade fiscal tende a diminuir ainda mais a arrecadação federal e gerar um desajuste ainda maior.
Publicado no conversaafiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 20 de julho de 2017

LULA: “FORAM NUM BANCO DA SUÍÇA PROCURAR O LULA E ACHARAM O AÉCIO”


Ato pela defesa da democracia com Lula

Manifestação - Avenida Paulista
foto estadão

No dia em que brasileiros de várias capitais do País foram às ruas protestar contra a perseguição política e judicial ao ex-presidente Lula e pela saída de Michel Temer, Lula fez um discurso contundente; "Foram num Banco da Suíça procurar o Lula e acharam o Aécio”, disse o ex-presidente, ao falar sobre a falta de provas contra ele; "O problema deste país não é o Lula, é o golpe. É o presidente que eles colocaram no lugar da Dilma, sem que ele tivesse disputado a eleição", discursou Lula para cerca de 120 mil manifestantes que enfrentaram o frio na avenida Paulista; "Nós temos que nos preocupar não é com o que está acontecendo comigo. A gente tem que se preocupar é com o que está acontecendo com o nosso País, e com o povo brasileiro. Acontecendo com milhões de trabalhadores, que já perderam o emprego. Com milhares de jovens que não têm perspectivas de emprego"

247 - Numa avenida Paulista tomada por cerca de 120 mil manifestantes que enfrentaram o frio paulistano em sua defesa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso contundente na noite desta quinta-feira, 20, contra a perseguição política que vem sendo vítima e contra o governo de Michel Temer e sua agenda de reformas.

"Foram num Banco da Suíça procurar o Lula e acharam o Aécio”, disse Lula, ao falar sobre a falta de provas contra ele. "O problema deste país não é o Lula, é o golpe. É o presidente que eles colocaram no lugar da Dilma, sem que ele tivesse disputado a eleição", discursou Lula. "Nós temos que nos preocupar não é com o que está acontecendo comigo. A gente tem que se preocupar é com o que está acontecendo com o nosso País, e com o povo brasileiro. Acontecendo com milhões de trabalhadores, que já perderam o emprego. Com milhares de jovens que não têm perspectivas de emprego", afirmou o ex-presidente. Este país só vai ser consertado quando tivermos um governo com credibilidade", afirmou.

Lula criticou a situação de deriva em que se encontra o País. "Esse país tá sem autoridade, sem credibilidade. O judiciário já não cumpre sua função de garantir a constituição. Nós sabemos que o presidente não manda nada. Que o congresso não governa para o povo desse país. Como não conseguem me derrotar na política, eles querem me derrotar com processo. É todo dia um processo, um depoimento", afirmou Lula.

Lula desafiou os procuradores da operação Lava Jato. "Por favor me desmoralizem, mostrem uma prova. O que não pode, é pra me perseguir acabar com a indústria desse país, com a Petrobras, com o emprego", afirmou.

Lula voltou a pedir eleições gerais como solução para a crise política do País. "Se o Temer tivesse um mínimo de compromisso com o povo brasileiro, ele renunciaria hoje e chamaria eleições diretas em caráter emergencial", disse o líder petista.
Publicado no Brasil247

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Der Spiegel Lula ex-presidente do Brasil foi alvo de julgamento politico


MAIOR REVISTA ALEMÃ DIZ QUE LULA FOI ALVO DE JULGAMENTO POLÍTICO    
                        

Um dos periódicos mais importantes da Europa, a Der Spiegel publicou uma longa análise sobre a condenação do ex-presidente Lula, intitulada "Julgamento contra o ex-presidente do Brasil: Estado no lodaçal"; o texto afirma que o juiz Sergio Moro "confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais"; a acusação de Lula "ter recebido um apartamento" parece "uma ninharia em comparação com as acusações contra o atual presidente Michel Temer e seus aliados"; a Spiegel também acha estranho que não haja milhões de pessoas indo às ruas contra Michel Temer e faz uma dura crítica ao STF: "atua como uma barreira protetora para Temer e seus aliados no Congresso"

Por Antonio Salvador, da Humboldt-Universität zu Berlin, em seu Facebook

BRASIL NO LODO: O OLHAR ALEMÃO

Dado que a imprensa brasileira não é lá muito confiável, a cobertura internacional merece ser observada. Ela aponta o modo como o Brasil tem sido visto e como será tratado no contexto internacional, num futuro próximo.

Aqui na Alemanha, durante o fim de semana, foram publicadas diversas matérias analisando a condenação do Presidente Lula.

Um dos periódicos mais importantes, a Der Spiegel, publicou uma longa análisecom o título “Julgamento contra o ex-Presidente do Brasil: Estado no lodaçal”. A matéria já começa dizendo que, há um ano, Lula teria dito à Spiegel não ter medo de prisão, e enfatiza: “por enquanto, ele não tem mesmo motivo para isso”.

Até o juiz Sérgio Moro é citado. A revista afirma que, “por sensatez, ele se absteve de determinar a prisão”, pois se Lula tivesse sido preso, “a crise nacional se agravaria perigosamente”.

Sobre o juiz Sérgio, ainda conclui a Spiegel que “Moro confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais”,

Segundo a lógica alemã, a razão é visível: a acusação contra Lula, “ter recebido um apartamento”, parece “uma ninharia em comparação com as acusações contra o atual presidente Michel Temer e seus aliados”. A revista é categórica: “Trata-se de centenas de milhões de dólares desviados para contas secretas na Suíça e dinheiro de extorsão em malas de rodinha.”

Em comparação com os movimentos pró-impeachment, tão contrários à corrupção, a Spiegel acha estranho que não haja milhões de pessoas indo às ruas contra Temer. Afirma com todas as letras: “O principal objetivo das manifestações de um ano atrás, conforme hoje se apresenta, não foi a luta contra a corrupção: aqueles manifestantes queriam derrubar Rousseff e ver Lula atrás das grades. O primeiro objetivo eles alcançaram, o segundo está mais próximo do que nunca. Mas o preço que o país paga por isso é alto.”

Vai adiante: “Se o ex-Presidente for para a prisão, enquanto o odiado Temer e seus aliados conservadores fogem”, muitos brasileiros “perderiam a última fé no Estado de Direito - com consequências imprevisíveis para a estabilidade política”.

Fazendo um balanço da Era Lula e citando seu favoritismo para as eleições de 2018, conclui: “Comparado com o triste quadro do atual governo, seus oito anos brilham ainda mais.”

O triste quadro dispensa comentários, mas um ponto, relativo à imagem internacional do Brasil, chama atenção: “o Brasil já se despediu da política externa, o governo está mais ocupado com a própria sobrevivência política”.

Ainda sobre as próximas gerações, diz a Spiegel: “A mudança geracional nas próximas eleições terá um impacto mínimo. A maioria dos políticos jovens são filhos e filhas da antiga classe dominante – sua família lhes fala mais de perto do que princípios éticos. As forças de inércia são mais fortes que o impulso para a mudança.”

Isto também, segundo a Spiegel, se aplica ao Judiciário. Refere-se expressamente ao Supremo Tribunal Federal: “atua como uma barreira protetora para Temer e seus aliados no Congresso”.

Voltando a Lula, vaticina: “Se ele não poder competir nas próximas eleições, isso atrairá dúvida aos olhos de muitos brasileiros quanto à legitimidade da eleição. A profunda crise sistêmica, que já dura três anos, ofuscaria o mandato do próximo presidente - e, possivelmente, jogaria a democracia no abismo.”

Por fim, mas não por último, salienta: “A solução para o dilema do Brasil deve vir da política. O Judiciário é a instância errada. Como fazer isso, não é claro. Mas uma coisa é certa: o veredicto final sobre Lula virá dos historiadores, não do juiz Moro.”

Pergunta aos concidadãos: os alemães estão compreendendo a coisa toda?

Publicado no Brasil247

domingo, 16 de julho de 2017

O prefeito de São Paulo joão Dória é mau gestor

MAU GESTOR, DORIA FARÁ O MENOR INVESTIMENTO EM DEZ ANOS EM SÃO PAULO
                  
                       

O volume de investimentos na cidade de São Paulo em 2017 será o menor dos últimos dez anos; um dos motivos é o fato de o prefeito João Doria, do PSDB, ter ampliados os gastos com custeio da máquina pública; além disso, com a depressão econômica produzida por Michel Temer, apoiado por Doria, a arrecadação despencou na capital paulista; sem discurso, Doria culpa o antecessor Fernando Haddad, que deixou dinheiro em caixa e obteve grau de investimento da agência Fitch; como sabe que não terá resultados para mostrar, Doria corre para tentar se viabilizar candidato a presidente

SP 247 – O volume de investimentos na cidade de São Paulo em 2017 será o menor dos últimos dez anos, segundo aponta reportagem de Bruno Ribeiro e Renée Pereira.



Um dos motivos é o fato de o prefeito João Doria, do PSDB, ter ampliados os gastos com custeio da máquina pública. Além disso, com a depressão econômica produzida por Michel Temer, apoiado por Doria, a arrecadação despencou na capital paulista.

Sem discurso, Doria culpa o antecessor Fernando Haddad, que deixou dinheiro em caixa e obteve grau de investimento da agência Fitch.

"A Prefeitura de São Paulo tem recursos para investir só 18% dos R$ 5,5 bilhões previstos para este ano no orçamento da cidade, segundo projeções da Secretaria Municipal da Fazenda. O volume – cerca de R$ 1 bilhão – será o menor montante de investimentos dos últimos dez anos, em valores nominais (não corrigidos pela inflação). Até julho, R$ 410 milhões já foram gastos em obras e projetos", diz a reportagem.

"O secretário da Fazenda da gestão João Doria (PSDB), Caio Megale, diz que a alta de 83% nos gastos comuns (custeio) dos últimos cinco anos e a redução de R$ 1,3 bilhão para R$ 200 milhões na previsão de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) são justificativas para o desempenho. Ele cita também gastos de R$ 3 bilhões não previstos no orçamento (feito na administração anterior) e a crise econômica."

Sem discurso, Doria culpa o antecessor Fernando Haddad, que deixou dinheiro em caixa e obteve grau de investimento da agência Fitch. Como sabe que não terá resultados para mostrar, Doria corre para tentar se viabilizar candidato a presidente, apostando num discurso de ódio e radicalização política (leia mais aqui).

Publicado no Brasil247

sábado, 15 de julho de 2017

O ex-deputado Eduardo Cunha presso conta quem foram os deputados que receberam propina para derrubar Dilma Roussef


BOMBA: CUNHA CONTA QUEM RECEBEU PARA VOTAR PELO GOLPE
                      

Trecho da delação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que revela os deputados federais que receberam dinheiro para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff já teria sido aceita pelo Ministério Público Federal; segundo o jornalista Ricardo Noblat, do Globo, Cunha, que está preso desde outubro do ano passado, "não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos"


247 - Um trecho da delação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem assustado seus ex-colegas na Câmara dos Deputados.

É o que revela os deputados federais que receberam dinheiro para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em abril do ano passado, quando Cunha presidia a Câmara. A denúncia, que consta na proposta de delação, já teria sido aceita pelo Ministério Público Federal.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, do Globo, Cunha, que está preso desde outubro, "não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos".

Noblat diz ainda que Cunha "contou o que viu e acompanhou de perto e o que ficou sabendo depois. Não poupou nem aqueles deputados considerados mais próximos dele", uma forma de retaliar os que o abandonaram numa hora difícil - ele teve seu mandato cassado por 450 votos.

O acordo de delação premiada de Cunha, que é feito simultaneamente ao do operador Lúcio Funaro, que também está preso, podem servir de base para uma nova denúncia contra Michel Temer, a ser apresentada pela Procuradoria Geral da República.

A denúncia de Cunha sobre o impeachment só comprova ainda mais que tudo não se passou de um golpe.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O presidente Lula é vitima perseguida pelo juiz Moro da Lavajato e pelo MPF de Curitiba

NASSIF: LULA FOI VÍTIMA DE REALISMO FANTÁSTICO CURITIBANO
                 


"Moro não conseguiu comprovar que o apartamento foi transferido para Lula. Em países anglo-saxões, desses que cultivam essa coisa sem-graça, limitativa da criatividade, chamada de lógica, se concluiria que se a prova do crime era a transferência do bem para o réu e se o juiz não conseguiu comprovar a transferência do bem para o réu, logo ele não conseguiu comprovar a culpa do réu", diz o jornalista Luis Nassif; "O realismo fantástico curitibano produziu um segundo clássico do direito: se não consigo comprovar a propriedade do apartamento, então houve lavagem de apartamento ops, de dinheiro"
247 – O jornalista Luis Nassif avalia que o ex-presidente Lula foi condenado por um crime inexistente no código penal: lavagem de apartamento.

Confira, abaixo, um trecho de sua coluna e aqui a íntegra:

Moro não conseguiu comprovar que o apartamento foi transferido para Lula.

Em países anglo-saxões, desses que cultivam essa coisa sem-graça, limitativa da criatividade, chamada de lógica, se concluiria que se a prova do crime era a transferência do bem para o réu e se o juiz não conseguiu comprovar a transferência do bem para o réu, logo ele não conseguiu comprovar a culpa do réu.

O realismo fantástico curitibano produziu um segundo clássico do direito: se não consigo comprovar a propriedade do apartamento, então houve lavagem de apartamento ops, de dinheiro.

É o primeiro caso de lavagem de apartamento da história.

Sabe-se da existência de dinheiro lavado, ou seja, colocado em nome de um offshore para ocultar o verdadeiro proprietário. Mas lá no paraíso fiscal, há um registro em cartório dizendo que a offshore é do malandro. Depois, o malandro pode internalizar dinheiro em nome da offshore e adquirir bens que, aqui, serão da offshore mas, lá, no final da linha, serão do malandro que é dono da offshore. A família Serra é especialista nisso.

O fantástico juiz Moro conseguiu criar a figura jurídica da lavagem de apartamento sem transferência do bem e sem a existência de uma offshore.

Publicado no Brasil247

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma quadrilha tomou de assalto o Brasil e o juiz do PSDB sr. Moro condena sem provas o presidente Lula


                        O BRASIL FICOU MENOR E LULA FICOU MAIOR

                  
O editor do Tijolaço, Fernando Brito, avalia que no Brasil "roubar, vender o país, trair o povo, amealhar fortuna e respeito servindo aos poderosos, virar dono de negócios – como o são, em maioria, nossos políticos, tudo isso sempre foi permitido. Imperdoável, mesmo, é tentar – ainda que só um pouquinho – mudar o Brasil"; "Mas como Lula não tem nada que o diferencie, patrimonialmente, de um cidadão de classe média, era preciso encontrar algo que a esta acusação se prestasse", observa; "Acharam-se, então, o “triplex” e o sítio", diz; Brito ressalta que a condenação poderá fazer com que Lula, contra a sua vontade, seja transformado num mártir. Cuidem-se, senhores: talvez o futuro os faça sentir saudades do Lula. Mas de outro Lula, o “Lulinha Paz e Amor”, afirma o jornalista

Por Fernando Brito, no Tijolaço- No Brasil, só há um único grande crime, que não é passível de perdão, de tolerância, de impunidade.

Roubar, vender o país, trair o povo, amealhar fortuna e respeito servindo aos poderosos, virar dono de negócios – como o são, em maioria, nossos políticos, tudo isso sempre foi permitido.

Imperdoável, mesmo, é tentar – ainda que só um pouquinho – mudar o Brasil.

A estes, como a Getúlio, a Jango, a Brizola, acusa-se de tudo. Até mesmo aos francamente capitalistas, se tivessem aspirações ao desenvolvimento nacional, as acusações sempre vieram. Ou JK não foi cassado por "corrupção"?

Mas como Lula não tem nada que o diferencie, patrimonialmente, de um cidadão de classe média, era preciso encontrar algo que a esta acusação se prestasse.

Primeiro, então, suas famosas palestras. Mas havia um problema. Como dizer que elas não valiam o preço que se lhes cobrava, se havia entre os clientes empresas estrangeiras de alto coturno, como a Microsoft e até mesmo a Globo?Que as empreiteiras exibissem o ex-presidentes em países onde tinham negócios também não é diferente do que fazem outras, com outros ex-chefes de Estado....

Acharam-se, então, o "triplex" e o sítio.

À gente hipócrita, qualquer argumento serve. Ainda que se dispensem as provas do "dizem que é", será que não salta aos olhos a escandalosa desproporção que seria o "líder da propinocracia" (como dizem eles), "do maior esquema de corrupção do mundo "(como dizem eles), onde foram desviados (dizem eles) bilhões de dólares tenha ganho, por este posto, um triplex "merreca", numa praia "merreca" ou um puxadinho "furreca" num sítio na periferia de São Paulo.

Simples diretores, terceiro e quarto escalões, surgiram com contas escandalosas, de dezenas e centenas de milhões de dólares e o "chefão" fica com essa mixórdia?

E assim mesmo, sem provas, menos ainda cabais, de que isso tenha sido doado e muito menos que tenha a ver com os tais esquemas de corrupção, ao ponto de o Dr. Moro ter de se contorcer em 238 páginas para condená-lo com base essencialmente no que um empresário, para se livrar da cadeia, diz sem ter qualquer documento que comprove ao menos a promessa do apartamento.

É evidente para qualquer um – e os colunistas dos grandes jornais, quase todos, o comemoram – que a finalidade do processo não é fazer justiça, mas destruir politicamente Lula.

Pode ser – e ainda assim há dúvidas – que o consigam no curto prazo ou até que o impeçam de concorrer.

O mundo, que não assiste a Globo, está perplexo com o que se passa com o homem que fez o Brasil existir no planeta.

Mas a realidade está aí e a crise galopa, atropelando com seus cascos as vidas humanas e a referência de Lula vai tomando ares míticos, queira-se ou não.

A elite intelectual deste país – inclusive a que se diz de "esquerda moderna" que, depois da reforma trabalhista, estar chorando lágrimas de arrependimento sobre tudo o que disse da CLT "paternalista" de Vargas – não consegue compreender a memória popular e não vê que reedita, com Lula, as frases de agosto de 54.

Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência.

Lula, contra a sua vontade, está sendo transformado num mártir.

Cuidem-se, senhores: talvez o futuro os faça sentir saudades do Lula.

Mas de outro Lula, o "Lulinha Paz e Amor"

Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O juiz Moro da Lavajato estaria de conluio com a Cia ou a NSA?

Perguntas ao Dr. Moro

O que o Imparcial de Curitiba precisa esclarecer antes de condenar o Lula
publicado 12/07/2017
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Dr. Moro, foi com a ajuda da CIA? (Reprodução: Rede Globo)
Horas antes de o Imparcial de Curitiba condenar Lula, o ansioso blogueiro ousa propor umas perguntinhas ao Dr. Moro.
Ele conta com a ajuda do advogado de Lula, Cristiano Zanin, que, nessa segunda-feira 10/VII, fez brilhante exposição no Instituto Barão de Itararé, quando aprofundou alguns pontos de sua magnífica entrevista à TV Afiada.
Eis as perguntinhas ao Imparcial:
- Dr. Moro, como explicar que, em 27 audiências, nenhuma das 73 testemunhas disse que o Lula é ladrão?
Serão todas imbecis ou elas mesmas corruptas?
E as testemunhas da acusação também são idiotas ou cúmplices?
- Dr. Moro, o Lula dormiu no triplex?
- Dr. Moro, o Lula chegou a ter as chaves do triplex?
- Dr. Moro, a Defesa provou documentalmente, extensivamente que esse apartamento não estava à disposição da OAS para dar ao Lula – o senhor levou em conta essa prova ou não veio ao caso?
- Dr. Moro, a sua Lava Jato construiu um guarda-chuva de convicções para demonstrar que havia uma macro-corrupção na Petrobras, para dar grana ao Lula e ao PT.
Não é isso, Dr. Moro?
Como explicar que a nomeação dos diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Cerveró e Renato Duque tenha sido aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Petrobras, inclusive pelos representantes da minoria, os respeitados empresários Jorge Gerdau Johannpeter e Claudio Haddad?
Gerdau e Haddad também estavam no rachuncho embaixo do guarda-chuva, Dr. Moro?
- Dr. Moro, a Petrobras tem uma ouvidoria, conselho fiscal, duas auditorias - uma interna e outra externa - e um conselho de administração com representantes da minoria.
No dia UM de seu Governo, o presidente Lula criou a CGU – Controladoria Geral da União - , dirigida pelo inatacável Waldir Pires, com a função de auditar a Petrobras.
No dia UM!
Por acaso, Pires e seu sucessor na CGU, Jorge Hage, e os membros da Ouvidoria, do Conselho Fiscal, das duas auditorias e todo o Conselho de Administração são também beneficiários do rachuncho sob o guarda-chuva?
- Dr. Moro, em 2010 a Petrobras fez a maior emissão de valores na História das Bolsa de Valores do mundo.
Para que isso acontecesse, suas contas foram examinadas por mais de vinte bancos, auditorias internacionais e escritórios de advocacia.
O banco líder do lançamento foi o insuspeitíssimo Itaú, do Dr. Roberto Setubal!
E não encontraram nenhum ato irregular.
Dr. Moro, estão todos esses – com o Dr. Setubal à frente! - no escurinho do guarda-chuva para tomar uma grana do povo brasileiro?
- Dr. Moro, vamos refazer essa cronologia:
Dia 16 de março de 2016.
Às 11h00 encerra-se o prazo legal para o senhor fazer o grampo do ex-presidente Lula.
Às 13h30, a Presidenta da Republica, Dilma Rousseff conversa no telefone com o ex-Presidente Lula sobre a iminente nomeação de Lula para o cargo de Ministro da Casa Civil da Presidência da República.
Não foi para falar do Jô do Corinthians!
Foi para tratar de um assunto de Estado!
Isso, recorde-se, às 13h30, portanto, duas horas e meia DEPOIS de encerrado o prazo LEGAL para o senhor grampear o ex-presidente Lula.
Até aqui, entendido, Dr. Moro?
Às 15h30, a GloboNews reproduziu a íntegra da conversa de uma Presidenta da República com um ex-presidente da República.
E foi o senhor quem vazou para a Globo.
APENAS DUAS HORAS DEPOIS DE FEITA A GRAVAÇÃO!
Nos Estados Unidos, Dr. Moro, como o senhor sabe, o senhor estaria sentado na cadeira elétrica, à espera de a tomada ser ligada.
Nenhum juizeco de primeira instância pode grampear o Presidente da República e vazar para a CNN!
Segundo Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor geral da Polícia Federal, e responsável pela instalação do Guardião na PF (o serviço oficial de escuta de grampo) são necessários QUINZE DIAS para se localizar um grampo, um único grampo no Guardião!
QUINZE DIAS!
E o senhor, Dr. Moro, localizou em DUAS HORAS!
Segundo a BBC Brasil, os Estados Unidos “colaboram” com o senhor e a Lava Jato, ao fornecer tecnologia e know-how cibernético e de interceptação telefônica.
Para fazer o vazamento criminoso (nos Estados Unidos, é claro!), o senhor recebeu ajuda da CIA ou da NSA?
Os advogados de Lula pediram acesso aos registros do Guardião naquele dia, mas o senhor negou!
(Precisa desenhar, amigo navegante?)
- Dr. Moro, em março de 2016, a pedido do Procurador Dallagnol, o senhor grampeou o número telefônico mais usado do escritório dos advogados de Lula.
Os advogados questionaram esse crime no próprio processo na sua Vara.
Primeiro, o senhor respondeu que tinha sido um erro.
Depois, disse que não tinha lido o ofício da companhia telefônica que identificou aquele número como sendo do escritório dos advogados de Lula.
Num caso ou outro, nos Estado Unidos, o senhor teria ido para cadeia e perdido o direito de continuar a julgar.
Por violar o sigilo do cliente com o advogado, pratica usual no regime militar aqui no Brasil, assim como na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.
(Que boa companhia, Dr. Moro!).
Os advogados de Lula o denunciaram no Conselho Nacional de Justiça e há trinta dias a reclamação foi retirada da pauta do CNJ.
O senhor sabe explicar por que?
O senhor deu uma palavrinha ao CNJ para conseguir esse adiamento para DEPOIS de condenar o Lula, Dr. Moro?
- No dia 27 de janeiro de 2017, Lula foi à ONU denunciar a sua parcialidade.
A Advocacia Geral da União (da União!), em resposta à inquirição da ONU, confessou que a Lava Jato ajudou-a a redigir a resposta.
O senhor ajudou a redigir a própria defesa, num documento da União?
Ajudou como?
Quem pediu a ajuda?
O senhor acha isso honesto?
- Por fim: quando o senhor vai devolver o celular da D. Marisa?
PHA
Publicado no conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O MPF na Lavajato dispensa delação de Palocci por que não falou do Lula


LAVA JATO DISPENSA DELAÇÃO DE PALOCCI. O MOTIVO: NÃO INCRIMINOU LULA
                            
A força-tarefa da Lava Jato praticamente descartou a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci; os investigadores da operação ficaram insatisfeitos com o material que foi oferecido pelo pelo petista; em maio deste ano, o ex-ministro trocou de advogado e começou a negociar a delação; a expectativa era de que, além de políticos de primeiro escalão, ele revelasse esquemas de corrupção envolvendo o mercado financeiro; no entanto, como Palocci não incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas declarações, a equipe da Lava Jato não mostrou interesse em seguir em frente com o acordo

247 - As negociações para a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci esfriaram muito nas últimas semanas.

O grupo de trabalho da Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República está insatisfeito com o material oferecido até agora pelo petista, cuja delação prometia ser bombástica. Essencialmente, os investigadores se decepcionaram com Palocci, que não incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu depoimento.

Palocci foi preso em setembro do ano passado, durante 35ª fase da Lava-Jato, batizada de "Omertá" - uma referência a origem do codinome "italiano", pelo qual o ex-ministro era chamado por executivos da Odebrecht. Ele foi acusado de receber milhões de reais em propina da empreiteira.

Em maio deste ano, o ex-ministro trocou de advogado e começou a negociar a delação. A expectativa era de que, além de políticos de primeiro escalão, ele revelasse esquemas de corrupção envolvendo o mercado financeiro. O temor sobre essa delação levou bancos e gestoras de recursos a consultarem previamente a Lava-Jato sobre a possibilidade de fechar acordos de leniência.

No dia 26 de junho, oito meses após sua prisão, Palocci foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao dar a setença, Moro afirmou que a proposta de delação do ex-ministro soou mais como "ameaça" a antigos aliados do que como uma intenção verdadeira de celebrar um acordo.

As informações são de reportagem de Murillo Camarotto no Valor.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O presidente do Brasil Michel Temer golpista criminoso poderá ser preso!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Eduardo Cunha preso pela Lavajato acerta delação premiada que envolve o presidente Michel Temer quase todos seus ministros


                    CUNHA IMPLODE TEMER E ALIADOS COM MEGADELAÇÃO
                        

Ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está finalizando o material que será utilizado em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato; Cunha já tem cerca de cem anexos rascunhados para serem utilizados no acordo de delação que deverá ser firmado junto ao MPF e que devem ser entregues na próxima semana; delação de Cunha deve implicar sobretudo Michel Temer e os ministros da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que atuaram e se beneficiaram diretamente do golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma em 2016; Cunha também deve detalhar esquemas de financiamento de campanha, o que pode acabar de vez com o governo Temer

247 - O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está finalizando o material que será utilizado em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Cunha já ter cerca de cem anexos rascunhados para serem utilizados no acordo de delação que deverá ser firmado junto ao Ministério Público Federal. A expectativa dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato é de que Cunha entregue os documentos na próxima semana. A delação de Cunha deve implicar diretamente Michel Temer e os ministros da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do senador Romero Jucá (PMDB-RR), segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo.

O peemedebista, que já foi presidente da Câmara, também integrava o grupo ligado a Michel Temer, sendo um de seus homens de confiança até ser preso no ano passado. O temor do governo é que Cunha implique Temer diretamente em um momento onde o governo já está fragilizado pela denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no Supremo Tribunal Federal (STF) que acusa Temer de ter incorrido no crime de corrupção passiva. Cunha e Jucá atuaram decisivamente no movimento que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff e que alçou Temer ao poder em 2016.

O ex-parlamentar, que assim como Jucá, Padilha e Moreira Franco, além do próprio Temer, foi citado em diversas delações premiadas de ex-executivos de empresa com contratos junto ao Governo Federal, também deve apresentar provas de esquemas irregulares de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais. O advogado de Cunha, Diego Lins e Silva, nega que ele já esteja negociando os termos de um acordo de delação premiada.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 4 de julho de 2017

O juiz Moro da Lavajato e sua perseguição ao presidente Lula ira por fogo no Brasil

Moro faz de Lula um Deus ou põe fogo no Brasil

Moro se vale de uma "teoria do criacionismo"
publicado 04/07/2017
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Reprodução: Whatsapp

Moro encalacrado: ou transforma Lula em Deus ou incendeia o país


Diante do processo judicial aberto a partir do infame power point do procurador [e vendedor de palestras e sermões] Deltan Dallagnol, a defesa do Lula fez um exercício sui generis da labuta advocatícia: além de provar a inocência, provou também a ausência de culpa do ex-presidente.

Quase uma centena de testemunhas do processo desconheceu qualquer relação do Lula com o apartamento triplex. A única exceção ficou por conta do empreiteiro dono da OAS Léo Pinheiro, presidiário que, atendendo exigência da Operação, forjou acusações contra Lula – a jóia da coroa da força-tarefa da Lava Jato – na expectativa de trocar vilania por redução da longa pena de prisão que terá de cumprir pelos crimes de corrupção que cometeu.

A defesa do Lula fez as diligências que Deltan Dallagnoll e seus colegas, cegos e possuídos pela caçada obsessiva ao Lula, não se deram ao trabalho de fazer. Os advogados demonstraram não só que o ex-presidente nunca teve nenhum vínculo formal ou informal com o imóvel como, ainda, que a Caixa Econômica Federal é a verdadeira detentora de direitos sobre o apartamento em questão.

Este processo contra o Lula é uma fraude jurídica de péssima qualidade, que foi montado com o exclusivo objetivo de condená-lo, para implodir sua candidatura presidencial.

Se condenar Lula sem provas e sem fundamentos legais, apenas baseado nas ridículas alegações e na obsessão condenatória do “palestrante” Dallagnoll, Moro pagará um altíssimo preço.

Decorridos mais de três anos de perseguição implacável a Lula, a força-tarefa da Lava Jato não conseguiu encontrar absolutamente nenhuma prova para sua condenação, pelo simples motivo de que não existe prova; porque não existe ilegalidade na conduta do ex-presidente. 

Inicialmente, eles optaram pela tese do “domínio do fato”, a mesma teoria que Moro, na época em que atuou como juiz auxiliar da juíza do STF Rosa Weber no julgamento do chamado “mensalão”, fabricou para condenar sem provas o ex-ministro José Dirceu. O emprego inadequado desta teoria no caso foi vigorosamente combatido e invalidado pelo seu autor, o jurista alemão Claus Roxin.

Apelaram, então, para a exótica tese que o “palestrante” Dallagnol aprendeu nos EUA, a “teoria da abdução das provas”, ensinada pelo seu orientador em Harvard, Scott Brewer, que sublima as chamadas “provas indiciárias”, que tem muito de indícios e convicções, porém zero de provas.

Na falta de causa concreta para condenar Lula, só resta a Moro apelar à metafísica. Caso contrário, o plano original da Lava Jato será falho e todo o trabalho de destruição do país enquanto Nação e de entrega da soberania do Brasil terá sido em vão. 

Sérgio Moro é apenas um juiz que busca uma justificativa formal para condenar Lula. Na falta de qualquer base material ou jurídica concreta, Moro terá de apelar para a “teoria do criacionismo” para acusar Lula de ter sido o criador de um país moderno; de um país de igualdade, de democracia, de igualdade, de pluralidade, de oportunidades para todos, de direitos; um país, enfim, altivo, desenvolvido, avançado; mundialmente reconhecido e reverenciado. 

Moro está encalacrado: ou condena Lula, convertendo-o numa espécie de Deus criador do Brasil moderno, ou incendeia o país. 

Lula é o fator essencial de desestabilização dos planos da burguesia para a continuidade do golpe. Lula é o grande dilema que a classe dominante enfrenta. Ele compromete a continuidade do golpe no próximo período e as escolhas que a elite fará.

O arranjo da classe dominante por cima, para manter esta indecência desta cleptocracia – governo de ladrões, em grego – liderada por Temer e sua quadrilha, encontra em Lula uma série ameaça.

Não estava nos cálculos da classe dominante tamanha dificuldade para o aniquilamento do Lula na Lava Jato. O impasse enfrentado pelo juiz Sérgio Moro é o impasse que enfrenta o pacto golpista de dominação burguesa contra a maioria do povo brasileiro.
Publicado no conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A suprema corte do Brasil STF os ministros intocáveis e a participação na politica

O saco de “bondades seletivas” do STF, por Eugênio Aragão
EUGÊNIO ARAGÃO
SEG, 03/07/2017 - 14:01
ATUALIZADO EM 03/07/2017 - 14:03



Foto: Fellipe Sampaio/STF

Do blog de Marcelo Auler

O saco de “bondades seletivas” do STF


Eugênio José Guilherme de Aragão (*)

Ao apagar das luzes do semestre judiciário assistimos o Supremo Tribunal Federal (STF) soltar o Sr. Rocha Loures e devolver o exercício do mandato a Aécio Neves. Dirão alguns que essas decisões foram monocráticas e não refletem a posição da corte em sua composição plena.

Bobagem. As decisões individuais tomadas pelos ministros vão para a conta do STF sim. É importante não cairmos na cilada de divisar entre ministros sérios e outros nem tanto. O STF é uma instituição que abriga, protege e blinda seus componentes de modo a torná-los intocáveis.

Não importa a suspeição escancarada de Gilmar Mendes, ele se arroga o direito de relatar os processos de seu amigo íntimo Aécio Neves e nenhum de seus pares dá um ai. Fala mal de colegas em entrevistas, reúne-se com réus, dá conselhos e consultoria a investigados e tudo fica por isso mesmo.

A presidenta da corte não acha nada de mais proclamar que o STF não ficará alheio ao apelo das ruas por “justiça” e, com isso, afirma o consenso de seus pares de que é preciso jogar para a plateia. A pieguice venceu a sobriedade e a imparcialidade.


Muitos juristas que se querem “do bem”, isto é, críticos ao golpe que assola o Brasil, insistem em que as bondades da véspera do recesso foram acertadas e marcam uma virada garantista do STF. O fato de as decisões beneficiarem os de sempre não viria ao caso, porque, ao apagar das luzes, beneficiaria também aqueles que foram caça do inquisidor de Curitiba e terminaria por devolver o Direito aos seus trilhos.

Não compartilho o otimismo. O que se constata é apenas mais do mesmo. Já vimos o então ministro Carlos Velloso abraçado às gargalhadas com o advogado de Paulo Maluf, depois de soltá-lo da preventiva que perdurava cinquenta dias. Não era necessariamente a decisão que estava incorreta. Era o tom. O aparente deboche.

Ao fundamentar seu despacho, o ministro Marco Aurélio justifica o retorno de Aécio ao Senado com a seguinte laudatória ao político que, por não ter aceitado o resultado das urnas, colocou o Brasil na pior crise de sua história republicana:


“É brasileiro nato, chefe de família, com carreira política elogiável – deputado federal por quatro vezes, ex-presidente da Câmara dos Deputados, governador de Minas Gerais em dois mandatos consecutivos, o segundo colocado nas eleições à Presidência da República de 2014 – ditas fraudadas –, com 34.897.211 votos em primeiro turno e 51.041.155 no segundo, e hoje continua sendo, em que pese a liminar implementada, senador da República, encontrando-se licenciado da Presidência de um dos maiores partidos, o Partido da Social Democracia Brasileira”.

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Ex-ministro da justiça no governo deposto de Dilma Roussef

quinta-feira, 29 de junho de 2017

NO BRASIL, CORRUPTOS JULGAM CORRUPTOS, DIZ WASHINGTON POST

                     
Corrupção praticada por Michel Temer é notícia no principal jornal político norte-americano; Washington Post, principal jornal político dos Estados Unidos, destacou nesta quinta-feira, 29, a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer, feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; "A Câmara de Deputados do Brasil, repleta de parlamentares que enfrentam suas próprias denúncias de corrupção, agora deve decidir se autoriza o julgamento do presidente no Supremo Tribunal Federal'', diz o jornal americano; "É corrupto julgar o corrupto", disse David Fleischer, especialista em política brasileira e professor da Universidade de Brasília, ouvido na reportagem; jornal destaca ainda que base de Temer pode ficar ainda mais enfraquecida na apresentação das outras denúncias contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça

247 - O Washington Post, principal jornal político dos Estados Unidos, destacou nesta quinta-feira, 29, a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer, feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A peça foi lida nesta tarde no plenário da Câmara dos Deputados, a quem caberá decidir no voto, se aceitar ou recusa abertura de ação penal.

"A Câmara de Deputados do Brasil, repleta de parlamentares que enfrentam suas próprias denúncias de corrupção, agora deve decidir se autoriza o julgamento do presidente no Supremo Tribunal Federal'', diz o jornal americano.

"É corrupto julgar o corrupto", disse David Fleischer, especialista em política brasileira e professor da Universidade de Brasília, ouvido na reportagem.

O Washington Post destaca que enquanto os aliados de Temer dizem que ele pode reunir os 172 votos necessários para barrar a denúncia, sua base pode quebrar à medida que surgem novas acusações. Janot deverá enviar à Câmara mais duas denúncias contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça. "Se isso derrubar por quatro ou cinco meses, podemos ver muitas novas acusações. Ele vai acumular e adicionar gasolina ao fogo", disse Fleischer.

Leia em inglês a reportagem do Washington Post.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 27 de junho de 2017

A rede Globo de televisão tornou-se ameaça a soberania do Brasil por Luis Nassif

NASSIF: XADREZ DE COMO A GLOBO TORNOU-SE AMEAÇA À SOBERANIA NACIONAL
                
                              

O jornalista Luis Nassif expõe detalhadamente como a Globo passou a ter tanto poder —e disposição— para interferir nos assuntos nacionais a ponto de se tornar uma ameaça à soberania nacional no Brasil; "Claramente o monopólio de mídia torna-se uma ameaça real à soberania nacional. (...) bastou a cumplicidade de um juiz de 1a instância junto com procuradores e delegados de um estado interiorano – , a cooptação do maior grupo de mídia do país, e a organização, via redes sociais, de movimentos de rua, para implodir o sistema político, proceder a uma queima irresponsável de ativos nacionais e impor uma agenda econômica sem negociação e sem aprovação da opinião pública", escreve


Por Luis Nassif, editor do jornal GGN

A título de introdução – o que estava em jogo
Como abordamos em vários Xadrez, havia um mundo em transformação, a China e os BRICs irrompendo como poderes alternativos, a crise de 2008 comprometendo o modelo neoliberal. Ao mesmo tempo, uma acomodação da socialdemocracia nos anos de liberalismo, queimando-a como alternativa econômica.

Por seu lado, os Estados Unidos garantiam seu papel hegemônico no campo financeiro e nas novas tecnologias de informação, já que a manufatura se mudou para a Ásia.

É nesse contexto que, a partir de 2002, monta-se uma nova estratégia geopolítica fundada no combate à corrupção. Envolvem-se nela o Departamento de Estado, as instituições de espionagem (CIA e NSA), os órgãos policiais (FBI e Departamento de Justiça) e as ONGs ambientais e anticorrupção.

Para consumo externo, a intenção meritória de melhorar o mundo. No plano estratégico, a tentativa de impedir as potências emergentes de percorrer o caminho trilhado pelas potências atuais: no campo político, a promiscuidade inevitável entre campeões nacionais e partidos políticos; na expansão externa, o uso inevitável do suborno para penetrar em nações menores.

Por outro lado, o avanço da espionagem eletrônica conferiu um poder imbatível aos órgãos norte-americanos. A pretexto de combater o crime organizado, amplia-se a cooperação internacional, entre MPs e policias federais dos diversos países. Através desse duto, os EUA passam a levantar seletivamente informações contra políticos não-alinhados em diversos países, como Brasil, Portugal, Alemanha, França, Espanha, Coreia do Sul.

O impeachment de Dilma Roussef teve três personagens centrais com laços estreitos com os Estados Unidos:

· Juiz Sérgio Moro

· A Globo

· Movimentos de rua.

Na última 5a, publiquei o post “Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI”.

Vamos avançar com mais informações que surgiram nos últimos dias.

Peça 1 – Sérgio Moro e o FBI
No GGN há um amplo levantamento sobre a cooperação internacional, o sistema de cooperação penal entre países, dos quais o Brasil é signatário. A cooperação deve ser formalizada através do Ministério da Justiça, Itamaraty ou Procuradoria Geral da República.

No caso Banestado, houve uma aproximação informal entre o juiz Sérgio Moro, procuradores e delegados da PF com o FBI, NSA e Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Havia vários indícios dessa ligação e da maneira como Moro foi abastecido por informações das autoridades norte-americanas, para, mais tarde, conseguir transformar um processo contra uma lavadora de carros em um escândalo nacional.

Na semana passada, o Jornalistas Livres apresentou a evidência mais forte dessa cumplicidade, um caso de 2007, no qual Moro autorizou um agente do FBI criasse um CNPJ falso para uma ação controlada contra um falsário. Não informou sequer o Ministério Público, denotando uma cumplicidade muito mais ampla e mais antiga do que até então se imaginava.

O fato revelado reforça as suspeitas sobre a ação deliberada de Moro e dos procuradores de Curitiba de destruição de empresas brasileiras que competiam globalmente com multinacionais norte-americanas e de imposição da agenda liberal da Ponte para o Futuro.

Peça 2 – a Globo e o FBI
Por volta de 2014, o patriarca da Odebrecht, Emilio, indicava a impossibilidade de qualquer forma de negociação com a Globo: ela estaria refém do FBI. À medida que foram revelados detalhes da Operação Rimet - conduzida pelo Ministério Público espanhol e pelo FBI - sua previsão fez sentido.

Há vários anos, os escândalos da FIFA eram tratados por um grupo restrito de jornalistas, correspondentes internacionais, entre os quais o britânico Andrew Jennings e o correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade.

Em 2014, o jornalista-empresário brasileiro J. Hawilla foi preso nos Estados Unidos e negociou um acordo de delação. Era o principal contato da Globo com a CBF.

Uma pequena cronologia para se entender o quadro atual:

18 de setembro de 2014 – entrevistado pelo GGN, o jornalista Andrew Jennings desafiava: brasileiros, cadê vocês? Forcem a CBF a abrir as contas”. Crítico da copa do Mundo no Brasil, Jennings afirmou que “há muito o que a democracia brasileira poderia ter feito que não fez. Legalmente, cuidar dos interesses do próprio país e do interesse no futebol. O governo falhou, foram covardes contra um exército desarmado”.

12 de dezembro de 2014 – J.Hawila acerta o acordo de delação com o FBI.

No acordo, devolveu US$ 151 milhões de dólares, sendo US$ 25 milhões foram pagos no momento do acordo, segundo o documento divulgado pela Justiça dos Estados Unidos. Segundo a Justiça americana, Hawilla foi indiciado e culpado por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

O teor da delação tornado público não mencionava a Globo e pouco se referia aos contratos da CBF. Concentrava-se mais nas operações com a FIFA e nos Estados Unidos.

27 de maio de 2015 – o FBI cerca um hotel em Zurique e prende vários executivos da FIFA. Explode o escândalo tendo como epicentro da brasileira Traffic, de J. Hawilla, principal instrumento da Globo para garantir a primazia nas transmissões de futebol no país, além de dono de várias afiliadas da rede.

Globo Esporte noticia as investigações do FBI sobre a CBD (Justiça dos EUA: contrato da CBF com fornecedora é investigado por propina). Mas se refere exclusivamente aos contratos de fornecedores.

2 de julho de 2015 –Segundo informou o colunista Ricardo Feltrin, da UOL, a pedido do FBI, a Polícia Federal passou a investigar os contratos da Globo com a CBF.

“A reportagem do UOL apurou que contratos assinados entre a TV e a entidade em anos passados serão submetidos ao escrutínio de especialistas da PF. Trata-se, inclusive, de parte da colaboração que o país vem fazendo com as investigações do FBI (...) A PF quer entender como funcionou a relação entre a gestão do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e o Departamento de Esportes da Globo. Na TV aberta a Globo detém o monopólio de transmissão dos principais torneios de futebol há quase 40 anos”.

10 de fevereiro de 2016 – em entrevista ao GGN, Jamil Chade traz duas informações relevantes. A primeira, a de que o FBI se deu conta de que o Brasil já estaria preparado para encarar seus grandes escândalos a partir das manifestações de junho de 2013. Um deles, foi o que resultou na Lava Jato. O segundo, o da FIFA. Mas as autoridades norte-americanas não entendiam a razão do Ministério Público brasileiro ser o mais refratário a colaborar com as investigações.

Durante as próprias manifestações de 2013, a Globo fechara o acordo tácito com o MPF (Ministério Público Federal), transformando em tema nacional o veto à PEC 37 (que reduzia os poderes de iinvestigação do MPF) passando a partir de então a avalizar todas suas ações, incentivando o jogo político. Dessa parceria, monta-se a divulgação maciça de escândalos, com o MPF e a PF alimentando a mídia com vazamentos diários, gerando o clima de catarse que leva multidões às ruas pedindo o impeachment de Dilma Rousseff.

Peça 3 – a mão estrangeira nos movimentos de rua
O aparecimento de organizações como o Movimento Brasil Livre (MBL) colocou no foco os irmãos Kock, bilionários norte-americanos que resolveram investir na mobilização política nos Estados Unidos e em outros países, como templários do livre mercado. Seguem uma antiga tradição de grupos empresariais fundamentalistas, como o W.R.Grace, católicos de origem irlandesa que, nos anos 60, bancavam o padre Peyton e sua cruzada pelo “rearmamento moral”. No Brasil, também surgiram organizações bancadas com recursos de grandes grupos.

Hoje em dia, com os avanços do big data, tornou-se relativamente simples viralizar bandeiras, protestos, principalmente quando se cria o caldo de cultura adequado, através dos grandes veículos de comunicação.

Conclusão
Até agora, a concentração de mídia era vista como instrumento que desequilibrava o jogo político e social, impedindo as manifestações plurais, especialmente das faixas de menor renda.

A crise que culminou no impeachment de Dilma - e que poderá levar ao impeachment de Temer - tem desdobramentos muitos mais sérios: a destruição da engenharia nacional, os acordos de mercado com uma quadrilha que assume o poder, atacando as reservas de pré-sal, promovendo vendas de empresas estatais na bacia das almas, se propondo a autorizar a venda maciça de terras para estrangeiros.

Claramente o monopólio de mídia torna-se uma ameaça real à soberania nacional.

Nesses tempos de redes sociais, big datas e cooperação internacional, bastou a cumplicidade de um juiz de 1a instância junto com procuradores e delegados de um estado interiorano – , a cooptação do maior grupo de mídia do país, e a organização, via redes sociais, de movimentos de rua, para implodir o sistema político, proceder a uma queima irresponsável de ativos nacionais e impor uma agenda econômica sem negociação e sem aprovação da opinião pública.

A partir da reorganização política brasileira, em que base se der, a questão da regulação da mídia e das concessões, assim como o enquadramento do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, ao lado de formas modernas de combate à corrupção, terão que se converter em bandeiras prioritárias para a consolidação da democracia.

Publicado no GGN pelo jornalista Luis Nassif

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O corrupto presidente do Brasil Michel Temer passa vergonha em visita a Noruega

                             TEMER DÁ VEXAME TAMBÉM NA NORUEGA
                         
Uma completa vergonha para o Brasil a passagem de Michel Temer pela Noruega; após deixar o País com carimbo de "corrupto" pela Polícia Federal, Temer viu a Noruega cortar em 50% o fundo de combate ao desmatamento, assistiu à primeira-ministra Erna Solberg dizer que o Brasil precisa de uma "limpeza" na corrupção e enfrentou protestos que pediam sua saída; dezenas de manifestantes exibiam cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos, dos indígenas e contra o afrouxamento no combate ao desmatamento da Amazônia; "Temer não cumpre com suas obrigações e não respeita os direitos constitucionais. Os seus ataques aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente são de uma magnitude nunca antes vista", disse a líder indígena Sonia Guajajara; Brasil assiste a tudo envergonhado

247 - A passagem de Michel pela Noruega foi marcada por protestos. Durante encontro de Temer com a primeira-ministra Erna Solberg, nesta sexta-feira, 23, o peemedebista foi alvo de dezenas de manifestantes, que exibiam cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos, dos indígenas e contra o afrouxamento no combate ao desmatamento da Amazônia. 

A índia Sônia Guajajara, uma das lideranças indígenas mais reconhecidas no Brasil, esteve presente no protesto nesta sexta-feira. Para Sônia, Temer representa uma ameaça direta aos povos indígenas no Brasil. "Temer não cumpre com suas obrigações e não respeita os direitos constitucionais. Os seus ataques aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente são de uma magnitude nunca antes vista", disse.

Assista a vídeo da manifestação contra Temer:

O desmatamento na Amazônia brasileira aumentou em 29% de 2015 para 2016. O Congresso brasileiro está prestes a tratar um grande número de propostas que devem enfraquecer a legislação ambiental e reduzir unidades de conservação no país. Para o diretor da Rainforest Foundation Noruega, Lars Løvold, a Noruega tem que exigir que o Brasil cumpra com os seus deveres conforme acordos internacionais e nacionais.

As ONGs organizadoras do protesto pedem às autoridades norueguesas firmeza no diálogo com Temer, e pressão para que ele providencie proteção para os povos indígenas e suas lideranças, assim como o cumprimento das obrigações internacionais para redução do desmatamento e das emissões do Brasil.

Durante o encontro com a primeira-ministra Erna Solberg, Temer ouviu de Solberg que a Noruega está "preocupada" com os efeitos da operação Lava Jato e disse que o Brasil precisa passar uma "limpeza" de corruptos. "Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza", disse Erna Solberg, em declaração ao lado de Temer (leia mais).

Em sua fala, Temer cometeu uma gafe e disse que ainda na Noruega se encontraria com o "rei da Suécia". Na verdade, o peemedebista estará com o monarca norueguês, Harald V (leia mais).

Publicado no Brasil247

sábado, 17 de junho de 2017

PF APREENDE DOCUMENTOS DE OFFSHORE NA CASA DO CORONEL AMIGO DE TEMER

                          

A Polícia Federal encontrou 17 recibos relacionados a uma offshore na casa do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, apontado pela JBS como beneficiário de uma propina de R$ 1 milhão destinada a Michel Temer

247 – "A Polícia Federal encontrou 17 recibos relacionados a uma offshore na casa do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, apontado pela JBS como beneficiário de uma propina de R$ 1 milhão destinada a Michel Temer", aponta reportagem de Fábio Serapião, no Estado de S. Paulo.

"Os recibos foram recolhidos na residência de Lima Filho, durante busca e apreensão, em São Paulo. A operação foi realizada em maio deste ano – a Patmos, que tornou Temer investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, foi deflagrada no dia 18 de maio. Lima Filho passou a ser investigado após a delação de Joesley Batista, acionista do Grupo J&F, apontá-lo como responsável por receber parte dos valores de propina supostamente destinada a Temer. Os recibos são relacionados a offshore Langley Trade Co. S.A.", diz a reportagem.

Na Receita Federal, a Langley está registrada como empresa domiciliada em Montevidéu, capital do Uruguai

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Procurador geral do Brasil pode derrubar o presidente golpista Michel Temer

JANOT PODE DAR XEQUE-MATE EM TEMER COM QUATRO ACUSAÇÕES PENAIS

                       
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende não dar fôlego a Michel Temer depois da apresentação da primeira denúncia contra ele, provavelmente na próxima semana; antes mesmo de a Câmara votar o pedido, que será enviado pelo ministro Edson Fachin, do STF, a equipe da PGR pretende enviar um segundo pedido de ação penal; na avaliação dos procuradores, com o que se tem hoje, já é possível atribuir ao menos três crimes a Temer; é possível que o peemedebista seja ainda alvo de uma quarta acusação: lavagem de dinheiro

247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende não dar fôlego a Michel Temer depois da apresentação da primeira denúncia contra ele, provavelmente na próxima semana. As informações são da coluna Painel, da Folha.

Antes mesmo de a Câmara votar o pedido, que será enviado pelo ministro Edson Fachin, dando o aval se a ação será ou não aberta pelo Supremo Tribunal Federal, a equipe da PGR pretende enviar um segundo pedido de ação penal.

Na avaliação dos procuradores, com o que se tem hoje, já é possível atribuir ao menos três crimes a Temer: corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça. É possível que o peemedebista seja ainda alvo de uma quarta acusação: lavagem de dinheiro.

A sustentação para o novo crime seriam os repasses para o coronel aposentado João Baptista Lima Filho, ex-assessor e amigo de Temer há mais de 30 anos, que recebeu R$ 1 milhão dos R$ 15 milhões destinados pela JBS à campanha do peemedebista. Além disso, material ainda sob sigilo nas mãos de Janot.

Segundo a Coluna do Estadão, interlocutores de Janot afirmam que o inquérito da Polícia Federal vai definir se ele irá apresentar uma ou mais denúncias contra Temer. A PF obteve junto a Fachin mais cinco dias para investigar Temer, que se encerram no início da semana.

Publicado no Brasil247

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Brasil em recessão ou depressão apos o golpe que tirou a presidenta Dilma

Gonzaga Belluzzo: “Brasil não está em uma recessão, está em uma depressão”

                     

Ao contrário das recentes declarações do governo Temer, que aponta a retomada da economia no País e o fim da recessão, o economista Luis Gonzaga Belluzzo avalia que a crise está longe de acabar; "A tendência é a situação se agravar com o teto de gastos. É um equívoco achar que isso vai recuperar. O Brasil não está em uma recessão. Ele está em uma depressão", diz; reportagem de José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato

Por José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato

Ao contrário das recentes declarações do governo federal, como a feita pelo ministro do Fazenda Henrique Meirelles via Twitter, de que a economia brasileira está decolando após uma crise severa, economistas ouvidos pelo Brasil de Fato garantem que a crise que assola o país está longe de acabar.

“A tendência é a situação se agravar com o teto de gastos. É um equivoco achar que isso vai recuperar. A economia brasileira recebeu choque negativo de tarifas e queda de investimentos públicos. O Brasil não está em uma recessão. Ele está em uma depressão”, afirma o economista Luis Gonzaga Belluzzo.

A taxa de desemprego no Brasil no último trimestre foi de 13,6%, o que representa 14 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, segundo levantamento divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril deste ano.

Além disso, a perspectiva do brasileiro de que a situação pode melhorar caiu 2,7%. É a primeira queda comparativa com meses anteriores desde maio de 2016, de acordo com pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI) de maio de 2017.

Para Cristina Helena de Mello, professora de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), “estamos diante de um cenário com uma perspectiva muito lenta de recuperação. Dificilmente teremos uma recuperação ainda esse ano”, diz.

“Independentemente desse quadro político, eu não vejo no mercado privado indicadores de que a gente esteja, de fato, em vias de recuperação. Ela é muito lenta e não deve se reverter em quadros de emprego”, completa. Segundo a PNAD, cerca de 1,2 milhão de pessoas perderam seus empregos com carteira assinada no trimestre de fevereiro de abril de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje, há cerca de 32,1 milhões vagas de empregos formais.

Publicado no Brasil247

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O presidente do Brasil Michel Temer e a propina de R$ 50 milhões

Acordo para Temer receber R$ 50 milhões de propina ganha novo capítulo

TER, 13/06/2017 - 18:18
ATUALIZADO EM 13/06/2017 - 18:19

Patricia Faermann
                      
Foto: Arquivo

Jornal GGN - A comissão do Senado aprovou, nesta terça-feira (13), os nomes dos dois indicados pelo governo Michel Temer: Alexandre Barreto e Maurício Bandeira Maia a assumirem, respectivamente, a Presidência e o colegiado do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A troca nos postos do Cade foi tema de conversa grampeada entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer.

O grupo econômico J&F tinha interesse em uma disputa entre a Petrobras e uma termelétrica do grupo que tramita no Cade. Pela negociação com Temer, por meio de seu assessor e deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o empresário acertou o pagamento de propina de 5% ao mandatário sobre o lucro da Operação da Usina EPE em Cuiabá, durante aproximadamente 20 anos. O acordo renderia a Temer cerca de R$ 50 milhões.

A propina, segundo o delator Joesley Batista, era a contrapartida para o governo autorizar e auxiliar na pressão sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para "afastar o monopólio da Petrobras do fornecimento de gás para termoelétrica do Grupo J&F". Loures chegou a telefonar para o então presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, diante de Joesley, pedindo a intervenção.


O empresário dono da JBS então "prometeu, caso a liminar fosse concedida, 'abrir planilha', creditando em favor de Temer 5% desse lucro" e "Rodrigo [Rocha Loures] aceitou", disse Joesley Batista no acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República. Loures disse a Batista que a proposta do pagamento seria levado ao "presidente", no caso Temer.

Na conversa que teve com o próprio mandatário, em março deste ano, Joesley mencionava a intenção de intervir no Cade. Perguntou a Temer, no Palácio do Jaburu, se a presidência do Conselho já havia sido alterada e obteve do presidente da República a resposta afirmativa.

Um mês após essa conversa, Temer oficializou as indicações de Barreto e Maia ao Cade, que nesta terça-feira foram aprovadas por comissão do Senado. Os indicados possuem formação e carreira na administração pública, são servidores com histórico de trabalhos em governos e no próprio Senado, o que motivou a desconfiança de parlamentares da oposição, uma vez que seus currículos diferem dos membros do Cade.
Publicano no jornal GGN do jornalista Luis Nassif

terça-feira, 13 de junho de 2017

EMÍLIO ODEBRECHT INOCENTA LULA E CITA REUNIÃO COM FHC

                  

Atual presidente do Conselho de Administração da empreiteira, Emílio Odebrecht foi ouvido novamente nesta segunda-feira 12 pela Justiça Federal no Paraná a pedido da defesa do ex-presidente Lula; testemunha de acusação em um dos processos a que o petista responde na Lava Jato, o empresário disse que não se envolveu nos oito contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras, que são citados na ação penal, e disse não saber se tais contratos estavam condicionados à aquisição de um imóvel para o Instituto Lula; sobre uma conversa que teve com o ex-presidente FHC para discutir o projeto Gás Brasil, ele confirmou ser comum debater assuntos relacionados a óleo e gás com presidentes da República

Daniel Isaia - Repórter da Agência Brasil
O ex-presidente executivo e atual presidente do Conselho de Administração da empreiteira Odebrecht, Emílio Odebrecht, foi ouvido novamente hoje (12) pela Justiça Federal no Paraná a pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário é testemunha de acusação em um dos processos a que Lula responde no âmbito da Operação Lava Jato.

A sessão ocorreu por meio de videoconferência e durou pouco mais de seis minutos. Apenas Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, fez perguntas a Emílio Odebrecht.

O empresário disse que não se envolveu nos oito contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras, que são citados na ação penal. Ele também disse não saber se tais contratos estavam condicionados à aquisição de um imóvel para o Instituto Lula.

Cristiano Martins, então, lembrou que Emílio Odebrecht afirmara, em depoimento anterior, ter se encontrado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir o projeto Gás Brasil, que também incluía a Bolívia. O advogado perguntou ao empresário se era comum que ele debatesse assuntos relacionados a óleo e gás com presidentes da República. "Sem dúvida nenhuma", respondeu.

Emílio Odebrecht também disse que conhece Gilberto Carvalho, que foi titular da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, e negou ter conhecimento se o Grupo Odebrecht contratou o escritório Baker Mckenzie para buscar um acordo de leniência com autoridades estrangeiras.

O empresário voltou a ser ouvido nessa ação penal em razão de um recurso impetrado pelos advogados de Lula. Eles alegaram que o Ministério Público Federal (MPF) incluiu documentos ao processo sem tempo hábil para serem verificados antes da oitiva do empresário.

O argumento foi acolhido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Leia mais no texto de Fernando Brito, editor do Tijolaço:


Dono da Odebrecht, Emílio diz que não teve negócios com Lula


Nas centenas de textos que a imprensa publicou sobre os documentos da Odebrecht, Lula é referido do o “o amigo do seu pai”, numa referência ao relacionamento entre Emílio, dono da empreiteira que leva seu nome pai de seu presidente, Marcelo, com Lula.

Aliás, Marcelo Odebrecht diz que tinha um mau relacionamento com o ex-presidente: “O Lula nunca gostou de mim. Quem sempre tratou de tudo com ele foram o meu pai e o Alexandrino (Alencar, diretor de relações institucionais)”disse ele num depoimento à Procuradoria Geral da República.

Portanto, nada mais natural, se houvesse pedidos de Lula, estes fossem feitos a Emilio Odebrecht ou dele fosse de conhecimento.

Hoje, na sua reinquirição de Sérgio Moro ao patriarca da empreiteira, Emílio, na desccrição insuspeita de O Globo, “negou envolvimento em contratos firmados entre a Petrobras e Odebrecht que teriam sido celebrados em troca de uma futura compra de um terreno para o Instituto Lula”.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, também perguntou se Emílio manteve reuniões com outros ex-presidentes da República que antecederam Lula no cargo. O empresário confirmou:

— Desde a minha entrada na organização, praticamente todos ex-presidentes. Discutia várias coisas de interesse nacional, aquilo que era importante para o Brasil continuar crescendo – disse Emílio(…)

A outra pessoa que Marcelo Odebrecht disse ter relacionamento com Lula, Alexandrino Alencar, no seu depoimento, dias atrás, também negou ter tratado com o ex-presidente do tal terreno para o Instituto mas, ao contrário, havia recebido a incumbência do próprio Marcelo, que também o informou que o valor seria apropriado de uma suposta conta “Italiano”.

É de supor que, se Lula fosse pedir um terreno, o pediria àqueles com quem tinha relacionamento mais próximo. E ambos dizem que não pediu nada a eles e, muito menos, que fosse posto na conta de isso ou aquilo.

Como diz o ex-delegado federal Armando Coelho Neto, Lula está sendo processado pelo crime do “IA”: Ia receber, ia ganhar, ia se apropriar. Se é que ia, não foi.

Não foi, mas vai ser condenado por Sérgio Moro, Se não pelo triplex, pelo sítio; se não pelo sítio, pelo prédio; se não pelo prédio, pelos caixotes.

Mas certamente por ser o favorito nas eleições de 2018, como convém a processos que só tem de sólido o interesse político.

Publicado no Brasil247