terça-feira, 31 de janeiro de 2017

No Brasil pós golpe Bancos ja se preparam para falencias de empresas

                Bancos se preparam para quebradeira geral      

              

Diante do caos econômico da administração de Michel temer, que afunda o Brasil na maior crise de sua história, os maiores bancos privados do País já prevêem uma quebradeira generalizada nas empresas; depois de amargarem perdas com a deterioração financeira de grandes empresas, que entraram em recuperação judicial ou estão envolvidas na Lava Jato, Itaú, Bradesco e Santander começaram, nos últimos meses, a se organizar para evitar uma crise ainda maior; a preocupação é que essa onda de recuperações se intensifique e provoque um efeito cascata de estragos na já combalida economia do País; com equipes especializadas, esses bancos criaram departamentos totalmente focados na reestruturação de médias e grandes empresas


247 - Diante do caos econômico da administração de Michel temer, que afunda o Brasil na maior crise de sua história, os maiores bancos privados do País já prevêem uma quebradeira generalizada nas empresas. Depois de amargarem perdas com a deterioração financeira de grandes empresas, que entraram em recuperação judicial ou estão envolvidas na Lava Jato, Itaú, Bradesco e Santander começaram, nos últimos meses, a se organizar para evitar uma crise ainda maior. A preocupação é que essa onda de recuperações se intensifique e provoque um efeito cascata de estragos na já combalida economia do País. Com equipes especializadas, esses bancos criaram departamentos totalmente focados na reestruturação de médias e grandes empresas.

As informações são de reportagem de Mônica Scaramuzzo e Renée Pereira no Estado de S.Paulo.

"A ideia é trabalhar de forma preventiva, antes que o problema leve mais companhias a um processo de recuperação judicial ou falência – o que é prejudicial também para o balanço dessas instituições, que no último ano tiveram de fazer provisões para perdas bilionárias. Os casos mais emblemáticos foram os da Oi, com dívidas de R$ 65 bilhões, e da Sete Brasil, criada para entregar sondas para a Petrobrás, com débito de R$ 20 bilhões.

Fontes de mercado afirmam que há uma “watch list” (lista de monitoramento) de cerca de R$ 300 bilhões em dívidas de médias e grandes empresas na mira de bancos para reestruturação. Esse valor exclui a dívida da Oi e parte das renegociações de dívidas já feitas por algumas das empresas do grupo Odebrecht."

Publicado no Brasil247

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Trump dos Eua Temer do Brasil e o Itamaraty

Por Paulo Kliass


QUI, 26/01/2017 - 16:22


Da Carta Maior

Trump, Temer e o Itamaraty

O sonho liberal de promover uma amálgama com o principal agente do Atlântico Norte se revelou um verdadeiro devaneio de uma noite de verão.

Por Paulo Kliass

Um dos principais instrumentos programáticos utilizados para legitimar a operação do golpeachment foi o documento “Ponte para o Futuro”, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães, vinculada ao PMDB. O material foi divulgado em outubro de 2015, em operação coordenada pelo presidente da entidade e amigo pessoal de Temer, Wellington Moreira Franco.

Consumada a deposição inconstitucional e ilegítima de Dilma, o responsável pelo texto foi convidado para ocupar uma Secretaria toda especial no interior da Presidência da República. Ficou encarregado pelo programa de parcerias para investimentos com o setor privado, com o objetivo de levar adiante os processos de privatização e concessão de toda a parte da infraestrutura do País. Nunca é demais lembrar que pesa contra ele um conjunto de denúncias e processos de corrupção contra o político carioca, inclusive no âmbito da Operação Lava Jato.
As propostas ali contidas compõem um verdadeiro programa de governo, com sugestões que apontavam exatamente na direção contrário do que havia sido defendido pela candidata que venceu as eleições naquele mesmo mês. Em todas as áreas que abordava, os parágrafos da “Ponte” refletiam o pensamento da direita conservadora tupiniquim, com diagnósticos e proposições a respeito da política econômica, dos programas sociais, das reformas (previdenciária e trabalhista, entre outras) e também da política externa.

A ponte vira pinguela.

As pinceladas que Moreira Franco oferecia como alternativas estratégicas para o Itamaraty significariam uma ruptura significativa com o que vinha sendo implementado em termos de relações externas desde 2003. Isso implicava a reorientação das articulações Sul-Sul, o abandono do fortalecimento do Mercosul e das iniciativas no âmbito da América Latina, o bombardeio das articulações em torno dos BRICS. Enfim, tratava-se de uma mudança drástica na performance de um projeto de Itamaraty dinâmico, em busca de um maior protagonismo e autonomia do Brasil no cenário internacional. De acordo com tal leitura tacanha, o caminho passava por colocar abaixo tudo o que havia sido realizada durante os governos de Lula e Dilma. Afinal, aquilo não teria passado de aventura populista e bolivariana.

E assim foi feito. A indicação do senador tucano José Serra para ocupar o posto de chanceler atendeu exatamente a esse propósito. Temer consolidou uma aliança estratégica com o PSDB e nomeou dirigentes e simpatizantes desse partido para cargos de relevância em seu governo. A concentração de poderes no Ministério das Relações Exteriores veio com a transferência da área de comercio externo para essa pasta, retirando tal atribuição e respectivas instituições da área do Ministério da Indústria e Comércio. Por outro lado, a ascendência de Serra sobre Temer lhe confere autonomia para promover o enorme desastre que vem caracterizando sua gestão até o momento.

A diretriz mais geral de sua orientação pode ser resumida no binômio liberalização-submissão. A obsessão desse setor do financismo com o desmonte do Estado e a implantação de um reino idealizado de um liberalismo impossível é a marca do Itamaraty sob nova direção. Além disso, a necessidade de fazer “tabula rasa” da administração anterior destrói as articulações protagonizadas pelo Brasil no cenário internacional e estabelece a diretriz da sujeição passiva à política externa norte-americana e demais atores do centro do capitalismo contemporâneo. Essa foi a recomendação para esvaziar a presença de nosso País como fator agregador do Mercosul e também como agente importante no âmbito dos BRICS.

Trump prega peça nos adeptos da submissão.

Não bastasse a irresponsabilidade de levar a cabo tais medidas sem nenhuma discussão mais ampla na sociedade, faltou aos dirigentes recém chegados uma avaliação a respeito dos cenários futuros. Por exemplo, introduzir a variável relativa às realização das eleições presidenciais nos Estados Unidos e a eventual vitória de Donald Trump. O fato concreto é que os resultados daquele pleito e a recente posse no novo inquilino da Casa Branca deixam o Ministro do Itamaraty e a estratégia do governo de brocha na mão. Foi retirada a escada de uma aliança com os democratas ianques e as mudanças anunciadas pela nova direita radical por lá vêm recheadas de muito protecionismo e bastante nacionalismo.

O governo por aqui tenta passar a imagem de que as mudanças ocorridas em Washington não comprometem em nada a estratégia de Serra. Pelo contrário, alguns analistas mudam o foco e chamam a atenção para as oportunidades que se apresentariam para o Brasil, caso Trump consiga mesmo convencer o Congresso e a sociedade norte-americana a respeito das supostas vantagens desse verdadeiro passo atrás no protagonismo histórico de seu País na cena comercial internacional.

O milionário presidente radicalizou seu discurso de campanha e começa a anunciar medidas mais duras, a exemplo do muro a fronteira com o México, da redução das medidas no âmbito do NAFTA e polêmico Decreto retirando seu país do protagonismo do Acordo Comercial Transpacífico (TPP). É forçoso reconhecer que tais iniciativas podem realmente trazer benefícios indiretos para a própria economia brasileira, em função do vácuo gerado por essa postura mais defensiva dos Estados Unidos nas relações econômicas internacionais.

No entanto, a situação é totalmente outra quando se discute a questão da estratégia brasileira de inserção diplomática e sua política de alianças no plano global. A intenção de se colar na traseira dos Estados Unidos para servir como farol de orientação não tem mais como prosseguir. O cavalo de pau que vem sendo colocado em ação na política externa tradicional dos EUA desestrutura o desejo de uma orientação marcada pela submissão aos desejos daquele país. O sonho conservador de parcela de nossas elites entreguistas, em perfeita sintonia com a nata intelectual do tucanato, ruiu depois da posse do novo presidente em 20 de janeiro.

O Itamaraty deverá redefinir sua estratégia de forma urgente, pois o Brasil continuará a ser solicitado a contribuir com uma maior presença e intervenção na cena internacional. A postura passiva, retraída e de lambe botas dos desejos de Washington não mais bastará. Deverá ser retomada a iniciativa de articulação regional com nossos vizinhos e parceiros. Será necessária uma retomada de nosso protagonismo mais geral no espaço mundial, uma vez que ganham relevância os “novos” atores como a Rússia e a China.

Itamaraty necessita de rumos.

Assim, soam cada vez mais vazias de sentido as palavras no interior do documento do PMDB, ao ponto que até mesmo o aliado de todas as horas não se conteve em desqualificar. Sim, pois até o ex-presidente Fernando Henrique reconheceu que o atual governo está mais uma pinguela do que para ponte. Vejamos aqui o que diz o parágrafo dedicado à política externa:

(...) “o Estado deve cooperar com o setor privado na abertura dos mercados externos, buscando com sinceridade o maior número possível de alianças ou parcerias regionais, que incluam, além da redução de tarifas, a convergência de normas, na forma das parcerias que estão sendo negociadas na Ásia e no Atlântico Norte” (...) [GN]

O discurso oficial de Temer é que as inciativas do Estado só atrapalham a suposta maior eficiência do capital privado. Tanto que a equipe econômica trabalha pelo desmonte de toda e qualquer presença pública na economia, em nome da supremacia do mercado. Por outro lado, o sonho liberal de promover uma amálgama com o principal agente do Atlântico Norte se revelou um verdadeiro devaneio de uma noite de verão. Ao contrário do que é apregoado por nossos liberais de botequim, a recuperação do setor exportador brasileiro passa, sim, por um maior protagonismo do governo federal no assunto. E a busca de uma intervenção no cenário de multilateralismo será uma exigência da realidade internacional, com a redução da presença norte-americana.

A novidade proporcionada pela entrada em cena de Trump choca o mundo inteiro. Desde seus vizinhos México e Canadá até os distantes países do Oriente. Desde os antigos parceiros da União Europeia até as indefinições relacionadas à Rússia e à China. O Brasil aguarda uma autocrítica de Temer e Serra, bem como a necessária redefinição da estratégia de inserção internacional do Brasil.

Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal.

Publicação da Carta Maior no site GGN

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Com Trump insistindo no muro na fronteira com o México e Pena Nieto cancela visita aos EUA.


“SE NÃO QUER PAGAR PELO MURO, MELHOR CANCELAR A VISITA”, DIZ TRUMP AO MÉXICO
           
                           

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, deve cancelar sua visita a Washington caso o México se recuse a pagar pela construção de um muro na fronteira entre os países; "Os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México. Tem sido um acordo de um lado só desde o início do Nafta com números massivos... de empregos e companhias perdidas. Se o México não está disposto a pagar pelo muro muito necessário, então será melhor cancelar o encontro planejado", escreveu Trump no Twitter

Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, deve cancelar sua visita a Washington caso o México se recuse a pagar pela construção de um muro na fronteira entre os países.

"Os EUA têm um déficit comercial de 60 bilhões de dólares com o México. Tem sido um acordo de um lado só desde o início do Nafta com números massivos... de empregos e companhias perdidas. Se o México não está disposto a pagar pelo muro muito necessário, então será melhor cancelar o encontro planejado", disse Trump no Twitter.

Publicado no Brasil247

Uma pessima gestão na Petrobras entrega ativos a petroleiras estrangeiras a preço vil!

 
         Parente derruba nível de reservas da Petrobras

 
                    

A política de desinvestimento e venda de ativos a preços de banana para petroleiras estrangeiras, comandada por Pedro Parente, fez a Petrobras reduzir suas reservas em 8% em 2016; companhia fechou o ano com volume de reservas provadas de 12,514 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), ante 13,279 bilhões de boe no fim de 2015; nível mais baixo desde 2001 reflete a redução do ritmo exploratório; segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobras perfurou em 2016 apenas dez poços, o menor patamar desde 1954; analistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico falam a tendência é que as atividades continuem em baixa nos próximos anos, porque o plano de negócios da estatal prevê, na média, investimentos de US$ 1,3 bilhão ao ano na área de exploração até 2021


247 - O corte de investimentos da Petrobras em exploração derrubou o volume de reservas provadas da companhia pelo segundo ano seguido, para os níveis mais baixos desde 2001.

Reportagem do jornal Valor Econômico desta quinta-feira, 26, mostra que, sob o comando de Pedro Parente, as novas descobertas têm sido insuficientes para compensar as perdas provocadas pela produção e pelos desinvestimentos. Em 2016, a companhia repôs apenas 25% daquilo que perdeu.

Segundo os critérios utilizados pela comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, as reservas da empresa caíram 8% em 2016, para 9,672 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE).

"No futuro, esperamos que os números de reservas de 2017 experimentem outra queda, como resultado de um menor investimento em exploração, mas não acreditamos que seja a ponto de prejudicar o crescimento da produção [de petróleo da companhia]", destacaram os analistas Filipe Gouveia e Osmar Camilo, em relatório sobre o tema.







Em 2016, a estatal declarou a comercialidade de apenas um novo campo no Brasil: Guriatã, na Bacia do Recôncavo. O número inexpressivo reflete a redução do ritmo exploratório. Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Petrobras perfurou em 2016 apenas dez poços, o menor patamar desde 1954.

A tendência é que as atividades continuem em baixa nos próximos anos. Isso porque o plano de negócios da estatal prevê, na média, investimentos de US$ 1,3 bilhão ao ano na área de exploração até 2021 - um corte de US$ 1 bilhão em relação ao montante que investiu em 2015, valor que já era baixo.

Reportagem do valor economico publicado no Brasil247

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Sobre a investigação da queda do avião que matou o candidato Eduardo Campos e chegou a transportar Marina Silva na campanha presidencial ainda aguarda a delação premiada do dono.

DONO DE JATO QUE CAIU COM CAMPOS FECHA ACORDO DE DELAÇÃO

                    

Empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, apontado como operador de propinas do PSB e de campanhas políticas do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – falecido durante a campanha presidencial de 2014 – firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF); depoimento de Lyra, que se apresentou formalmente como o único comprador da aeronave, poderá implodir parte da cúpula do PSB uma vez que tem o potencial de alcançar governadores, senadores, deputados e prefeitos.


Pernambuco 247 - O empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, apontado como operador de propinas do PSB e de campanhas políticas do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) – falecido em um acidente aéreo durante a campanha presidencial de 2014 – firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) dentro do escopo da investigação da Operação Turbulência. O depoimento de Lyra, que se apresentou formalmente como o único comprador da aeronave, poderá implodir parte da cúpula do PSB uma vez que tem o potencial de alcançar governadores, senadores, deputados e prefeitos.

Além de Lyra, os empresários Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira também fizeram acordos de delação com o MPF. Os três foram investigados em função do arrendamento do avião Cessna Citation PR-AFA que caiu em Santos (SP) e matou Campos e todas as demais pessoas que viajavam na aeronave. Ao investigar a propriedade do avião, os investigadores chegaram a uma rede de empresas de fachada que eram empregadas para lavar dinheiro de origem ilícita.

O dinheiro seria originário de desvios e corrupção em contratos da Petrobras e de obras públicas, como a transposição do Rio São Francisco, por meio de empreiteiras como Camargo Corrêa e OAS. Parte dos resultados das investigações foi repassada para os investigadores que atuam na Operação Lava Jato.

Publicado no site Brasil247

Dados do banco central do Brasil indicam desconfiança do investidor estrangeiro

         INVESTIDORES ESTRANGEIROS AINDA DESCONFIAM DO BRASIL

                 

A situação política e econômica do Brasil ainda preocupa investidores estrangeiros, que seguem sem apostar no país, mostram os novos números sobre o investimento direto no país; quando se olha somente os investimentos em participação no capital de empresas no Brasil, há queda, de US$ 49,3 bilhões para US$ 44,8 bilhões na mesma comparação; para este ano, segundo o boletim Focus, do BC, os analistas de mercado esperam um investimento direto de US$ 70 bilhões, ou seja, uma redução de 11% ante 2016


As informações são de reportagem de Maeli Prado na Folha de S.Paulo.

Apesar desse cenário, o total de investimento direto estrangeiro no Brasil subiu. Mas isso aconteceu essencialmente porque houve a transferência de recursos de filiais de empresas brasileiras no exterior às suas matrizes no Brasil, com o objetivo de amenizar os efeitos da crise. Assim, o investimento direto no país somasse US$ 78,9 bilhões no ano passado, uma alta de cerca de 6% em relação a 2015. Em 2016, filiais de multinacionais brasileiras enviaram US$ 24,1 bilhões às suas matrizes no país na forma de empréstimos entre companhias, alta de 21,7% ante os R$ 19,8 bilhões registrados em 2015, segundo o Banco Central.

Os mais de US$ 4 bilhões de diferença entre um ano e outro explicam quase todo o crescimento do investimento direto no país, diz Luís Afonso Lima, da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais).

"Não é uma aposta no país", avalia. "Isso tem a ver com crise, com reavaliação de estratégias, com tentativa de reduzir seu endividamento no Brasil em detrimento de seus negócios no exterior."

Reportagem da Folha Publicado no Brasil247

Michel Temer apos o golpe no Brasil brasileiros não conseguem pagar plano de saúde devido a depressão economica


NA DEPRESSÃO ECONÔMICA DE TEMER, 1,3 MILHÃO DEIXARAM PLANOS DE SAÚDE
                      
                            

Levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) divulgado nesta terça-feira, 24, mostra que a pior crise econômica do Brasil, provocada pela ascensão de Michel Temer à Presidência por meio de um golpe parlamentar, fez com que 1.370.000 pessoas abandonassem planos de saúde; em comparação com 2015, os usuários de planos de saúde reduziram 2,8%; região que mais trocou planos pelo atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) foi a Sudeste; apenas no estado de São Paulo, 630,3 mil beneficiários deixaram de contar com o plano de saúde; segundo a entidade, o trágico cenário econômico e a queda do nível de emprego no país, com a redução de 1,3 milhão de postos de trabalho formais em 2016, são as principais causas dos brasileiros deixarem de contar com o plano de saúde.

Fernanda Cruz, da Agência Brasil -
O número de brasileiros que abandonaram os planos de saúde em 2016 caiu 2,8%, na comparação com o ano anterior. Foram 1,37 milhão de pessoas que deixaram os planos de saúde no ano passado, de acordo com o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

A Região Sudeste puxou a queda do total de beneficiários. Em 2016, 1,1 milhão dos que abandonaram os planos ( 79,9% do total do país) concentraram-se no Sudeste. Apenas no estado de São Paulo, 630,3 mil beneficiários deixaram de contar com o plano de saúde.

A Região Sul encerrou 2016 com 95,85 mil beneficiários a menos. A queda, de 1,4%, foi puxada pelo Paraná, que perdeu 41,3 mil vínculos (1,5%) no período analisado. No Centro-Oeste, 42,6 mil beneficiários deixaram seus planos, sendo 16 mil em Mato Grosso e 13,5 mil em Brasília. No Nordeste, foram 103,9 mil vínculos rompidos, 39,6 mil apenas na Bahia.

Para o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, o resultado negativo para o setor se deve ao cenário econômico desfavorável e à queda do nível de emprego no país, com a redução de postos de trabalho formais.
Publicado no Brasil247

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Discurso do presidente Lula no congresso da CNM/CUT em São Bernardo do Campo

Um discurso histórico de Lula



Jornal GGN - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta terça-feira (24) da reunião ampliada da diretoria da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, ocasião em que discutiu economia ao lado do jornalista Luis Nassif, diretor deste portal, entre outros convidados.

Na oportunidade, Lula defendeu a retomada de investimentos em infraestrutura e em políticas sociais para tirar o Brasil da crise econômica. "Somente quem fez no passado pode usar o seu legado não para repetir o que for feito, mas a partir dele propor uma coisa nova", disse.

Lula disse que vivemos uma situação de "anormalidade" e, por isso, as fórmulas já conhecidas da economia neoliberal não são suficientes para dar respostas à atual crise econômica. É preciso gastar "massa encefálica" buscando novos caminhos, comentou.



O ex-presidente lembrou de feitos de seus oito anos de mandato, como ter aumentando o salário mínimo anualmente sem alterar a inflação - além de tê-la mantido, sempre, dentro do centro da meta. E relembrou que ousou debater e por em prática a inserção de milhares de pobres dentro do orçamento da União, algo impossível de se fazer se apenas a pauta econômica for prioridade.

Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif

Doria o prefeito de São Paulo eleito pelo PSDB usa o cargo para atrair empresários e com fins particulares

       EMPRESA DE DORIA RODA A SACOLINHA PARA SUA PALESTRA

                 

Fundada pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), a empresa Lide está passando o chapéu para solicitar recursos que vão bancar uma palestra do próprio Doria; em um e-mail enviado a empresários na semana passada, a Lide pede dinheiro para financiar o "almoço-debate" com líderes empresariais no dia 6 de março, no hotel Grand Hyatt, na capital paulista, com apresentação do prefeito recém-empossado; tema da palestra será: "O impacto de uma gestão eficiente na cidade de São Paulo"; conforme o e-mail, os presidentes das empresas que pagarem uma cota de "copatrocínio" de R$ 50 mil terão o direito de se sentar à mesa principal com Doria. Para especialistas, apesar de o prefeito ter se afastado das empresas, a captação de dinheiro privado por parte da Lide para financiar sua palestra ainda se enquadra em um caso de conflito de interesses


SP 247 - Fundada pelo prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), a empresa Lide sempre foi conhecida por pedir doações no meio empresarial para organizar palestras com políticos e, agora, está passando o chapéu para solicitar recursos que vão bancar uma palestra do próprio Doria. Em um e-mail enviado a empresários na semana passada, a Lide pede dinheiro para financiar o "almoço-debate" com líderes empresariais no dia 6 de março, no hotel Grand Hyatt, na capital paulista, com apresentação do prefeito recém-empossado. O tema da palestra será: "O impacto de uma gestão eficiente na cidade de São Paulo". Conforme o e-mail, os presidentes das empresas que pagarem uma cota de "copatrocínio" de R$ 50 mil terão o direito de se sentar à mesa principal com Doria. Para especialistas, apesar de o prefeito ter se afastado das empresas, a captação de dinheiro privado por parte do Lide para financiar sua palestra ainda se enquadra em um caso de conflito de interesses.

As informações são de reportagem de Joana Cunha na Folha de S.Paulo.

"As companhias parceiras também poderão exibir seus logotipos em banners no palco do evento, além de outras aparições das marcas.

O Lide não informa quantas são as cotas de patrocínio destinadas ao almoço com Doria. Ele nega que haja conflito de interesse sob o argumento de que o prefeito já não tem mais ações da empresa.

Questionada pela Folha, a assessoria de imprensa da Prefeitura de São Paulo afirma que não há nenhuma restrição para que o tucano faça palestras em evento promovido por empresas ou entidades.

Para evitar acusações de conflito de interesse, Doria começou a tomar algumas medidas desde 2015, antes de se tornar candidato.

O empresário, que costumava ser mestre de cerimônia dos almoços, cedeu espaço para que outro fundador, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan, fortalecesse seu papel à frente da instituição. Durante a campanha, anunciou que passaria o comando acionário das empresas do Grupo Doria a seus filhos."

Publicação da folha site Brasil247

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Ministro Gilmar Mendes do STF tem encontro secreto com acusado na Lava-jato

GILMAR NÃO PODE JULGAR E TEMER NÃO PODE INDICAR

Não respeitaram nem o luto oficial...




Publicado no site conversa afiada do jornalista PHA - Paulo Henrique Amorim

Comentário: O encontro no palácio do Jaburu entre o juiz e o acusado na operação Lava-jato é um grande tapa na cara do povo brasileiro ou nos que ainda tem um resto de esperança na justiça! Eles podem achar que é normal mas não é!

sábado, 21 de janeiro de 2017

Deputados do partido democrata dos EUA assinam manifesto de apoio a LULA e contra a parcialide do juiz Moro da operação Lavajato

Deputados (americanos) esculhambam Moro

E defendem Lula
publicado 19/01/2017
Harvard1.jpg
Do blog As Falas da Pólis, de Diógenes Bradão, com informações da reportagem de Patrícia Campos Mello na Fel-lha:
Deputados americanos criticam Moro e defendem Lula em carta pública

Um grupo de 12 deputados do Partido Democrata dos Estados Unidos vai divulgar nesta quarta-feira (18) uma carta pública em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que acusa o juiz Sergio Moro de persegui-lo por meio de decisões "arbitrárias".

A carta, obtida pela Folha, é endereçada ao embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, e afirma que o ex-presidente está sendo "perseguido". "Estamos especialmente preocupados com a perseguição do ex-presidente Lula da Silva, que viola as normas de tratados internacionais que garantem o direito da defesa para todos os indivíduos."

"Exortamos as autoridades federais do Brasil a fazer todo o possível para proteger os direitos dos manifestantes, líderes de movimentos sociais e líderes da oposição, como o ex-presidente Lula", diz a missiva.

Segundo o texto, o governo de Michel Temer tem agido "para proteger figuras políticas corruptas, para impor uma série de políticas que nunca seriam apoiadas em uma eleição nacional e pressionar adversários nos movimentos sociais e nos partidos de oposição."

Na carta do grupo liderado pelo deputado democrata John Conyers, os legisladores afirmam que "Lula se mantém como uma das figuras políticas mais populares no Brasil de hoje e é visto como uma série ameaça nas urnas por seus oponentes políticos".

"Nos últimos meses, ele tem sido alvo de uma campanha de calúnias e acusações não comprovadas de corrupção pelos grandes veículos privados de mídia alinhados com as elites do país."

Também assinam a missiva alguns sindicatos e think tanks americanos, entre eles a central sindical AFL-CIO, que tem mais de 12 milhões de membros.

"Lula tem sido alvo de um juiz, Sergio Moro, cujas ações parciais e arbitrárias tem ameaçado seu direito de defesa. Por exemplo, o juiz ordenou a prisão arbitrária [a condução coercitiva, em março de 2016] do ex-presidente só para servir de intimação, embora não houvesse nenhuma indicação de que o ex-presidente não quisesse depor na Justiça. "

O texto critica também a PEC do teto de gastos do governo Temer, dizendo que "vai reverter anos de avanços econômicos e sociais", além de atacar o impeachment de Dilma Rousseff.

Em julho, um grupo de deputados havia publicado uma carta contra o processo de impeachment, assinada por 39 deputados democratas e 20 organizações.
Publicado no conversa afiada do jornalista PHA Paulo Henrique Amorim

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Diretora do FMI em Davos contradiz Meirelles afirma que prioridade deve ser combate à desigualdade social

              FMI esculhamba o Meirelles!
                   O problema é a desigualdade, estúpido!


                           Henrique Meirelles e Christine Lagarde em Davos

Quá, quá, quá!

Nem o FMI leva mais o Meirelles a sério.

Mas, não tem problema: o Golpe substituiu a Lagarde pela Cegonhóloga, que, na Colônia, vale mais que dez Lord Keynes, aquele cretino:
Diretora do FMI contradiz Meirelles e afirma que prioridade deve ser combate à desigualdade social

Após ouvir o ministro da Fazenda brasileiro, Henrique Meirelles, defender a necessidade de adotar amargas reformas, como o governo Michel Temer tem feito no país, a diretora-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou nesta quarta-feira que a prioridade das políticas econômicas precisa ser o combate à desigualdade social.

O comentário de Lagarde ocorreu durante a participação de ambos em um painel do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça.

Questionado pela moderadora sobre como convencer a classe trabalhadora a aceitar reformas que exigirão dela "grandes sacrifícios", Meirelles havia dito que o Brasil, diferentemente dos países ricos, não tem a tradição de uma classe média sólida, o que tornaria necessário o pacote de medidas - que inclui a instituição de teto para os gastos públicos, afetando áreas como saúde e educação.

"Nos países em desenvolvimento temos uma dinâmica diferente, não temos uma história de classe média crescente ou grande parte da população sendo classe média, como é nos países desenvolvidos. Isso é um fenômeno recente no Brasil", afirmou o ministro.

"Nos últimos quinze anos, vimos a proporção da classe média na população dobrar. E isso aconteceu ao longo da última década. Por causa da recessão que vimos nos últimos anos, essa dinâmica se inverteu, mas isso é um problema de curto prazo", disse Meirelles.

Lagarde respondeu na sequência.

"Não sei por que as pessoas não escutaram a mensagem (de que a desigualdade é nociva), mas certamente os economistas se revoltaram e disseram que não era problema deles. Inclusive na minha própria instituição, que agora se converteu para aceitar a importância da desigualdade social e a necessidade de estudá-la e promover políticas em resposta a ela", afirmou a francesa.

Desigualdade no foco

Meirelles também havia argumentado que os problemas brasileiros são recentes.

"Isso se deve à recessão dos últimos anos e está afetando a classe média e, em particular, a de baixa renda. Em resumo, a saída para uma economia como a brasileira é voltar a crescer de novo, criando empregos novamente e se modernizando abrindo o mercado de forma a se tornar mais eficiente", afirmou.

"Estamos em um outro momento do que as economias ricas. Estamos estabelecendo a classe média, fazendo ela crescer com a abertura da economia", defendeu.

Em sua fala, porém, Lagarde destacou que a desigualdade social precisa estar no centro das atenções dos economistas se eles quiserem um crescimento sustentável e, como consequência, uma classe média forte.

"Nosso argumento é de que, se há excesso de desigualdade, isso é contraprodutivo para o crescimento sustentável ao qual os membros do G-20 aspiram", disse.

"Se quisermos um pedaço maior de torta, precisamos ter uma torta maior para todos, e essa torta precisa ser sustentável. O excesso de desigualdade está colocando travas nesse desenvolvimento sustentável", afirmou, retomando a mensagem central do discurso de abertura que fez no Fórum de 2013.

Desemprego e Quarta Revolução Industrial

Um estudo do próprio FMI de 2013, assinado pelos especialistas Jaejoon Woo, Elva Bova, Tidiane Kinda e Y. Sophia Zhang, aponta que políticas de controle de gastos públicos resultam na geração de desemprego a curto prazo, o que contribui para a contração da classe média e o aumento do fosso social entre ricos e pobres.

O estudo mostra que pacotes de ajustes fiscais como o adotado pelo Brasil podem ter resultados adversos, dependendo das estratégias escolhidas na gestão pública.

"Pacotes de cortes nos gastos públicos tendem a piorar mais significativamente a desigualdade social, do que pacotes de aumentos de impostos", afirma o levantamento.

O documento de 2013 revisou políticas de ajuste fiscal executadas durante os últimos 30 anos por países desenvolvidos e em desenvolvimento.

A conclusão foi de que o primeiro reflexo de cortes nos gastos públicos é um aumento do desemprego e consequente aumento da desigualdade social, indicador medido pelo índice Gini - um coeficiente Gini 0 representa a plena igualdade, enquanto que 1 é o máximo de desigualdade.

Na média, um corte nos gastos da ordem de 1% do PIB gera aumento de 0.19 ponto percentual no nível de desemprego durante o primeiro ano, enquanto o aumento da desigualdade no índice Gini oscila de 0,4% a 0,7% nos dois primeiros anos, afirma o estudo.

Em termos amplos, é o desemprego gerado pelo corte nos gastos o grande vilão.

"De forma aproximada, cerca de 15% a 20% do aumento de desigualdade social por conta de pacotes fiscais ocorrem por causa do aumento de desemprego", diz o relatório.

Políticas públicas

No debate em Davos, Lagarde recomendou a escolha cautelosa de políticas públicas no contexto da quarta revolução industrial, de modo que governos como o do Brasil não olhem apenas para os desafios imediatos da globalização, mas se preparem para o futuro de longo prazo.

"Estamos agora em um momento muito oportuno para colocar em prática as políticas que sabemos que irão funcionar (…) Um momento de crise, como o ministro (Meirelles) disse, é o momento de avaliarmos as políticas que estão em ação, o que mais podemos fazer, que tipo de medidas tomamos para reduzir a desigualdade social?", questionou a diretora-geral do FMI.

"Qual tipo de redes de apoio social temos para as pessoas? Qual o tipo de educação e treinamento que oferecemos? O que temos em ação para responder não apenas à globalização, mas às tecnologias que irão descontinuar e transformar o ambiente de trabalho no longo prazo?", acrescentou.

"Há coisas que podem ser feitas: reformas fiscais, reformas estruturais e políticas monetárias. Mas elas precisam ser graduais, regionais, focadas em resultados para as pessoas e isso provavelmente significa busca uma maior distribuição de renda do que há no momento", reforçou Lagarde.

À BBC Brasil o professor e ex-ministro do Planejamento e do Trabalho Paulo Paiva afirmou que a produtividade é o grande desafio que o Brasil tem pela frente para a retomada do crescimento e, a julgar pela história recente, os ventos demográficos não estão a favor do país.

"O crescimento econômico é composto de crescimento da força de trabalho e da produtividade. Tivemos dois períodos distintos na nossa história recente: de 1950 a 1980 e de 1980 até hoje", introduziu.

"De 1950 a 1980 a economia brasileira cresceu a uma taxa média de 7% ao ano. Se eu decompor esse número em crescimento da força de trabalho e ganho de produtividade, houve um aumento de 2,8% do PIB por causa da população e 4,2% de ganho de produtividade, que inclui melhor qualificação do trabalhador e ambiente de trabalho."

"De 1980 pra cá, decompondo o crescimento da mesma forma, 0,9% se de deu pelo aumento da população e 1,5% pelo ganho de produtividade. Então isso dá 2,4% de crescimento médio anual do PIB", acrescentou.

"O problema é que a partir de 2015-30 a população não vai mais crescer, então se o Brasil não fizer nada (para aumentar o ganho de produtividade) está fadado a um crescimento de 1,5% ao ano. Essa é a visão mais dramática que temos pela frente e você pode imaginar o impacto dessa quarta revolução industrial numa situação dessa."

Vendendo o Brasil

Depois do painel, Meirelles participou de entrevista coletiva em conjunto com o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

No encontro com a imprensa, ele buscou vender a ideia de que o Brasil está em plena recuperação - e de que é um bom momento para investidores estrangeiros aportarem no país.

O ministro reforçou que as reformas da Previdência e trabalhista irão permitir ao Brasil se beneficiar ainda mais da globalização.

"No caso dos emergentes, a globalização foi definitivamente positiva. No caso do Brasil especificamente, o que precisamos fazer é reformar a economia para obtermos maiores vantagens da globalização, porque esse não foi o caso até o momento", afirmou.

"O crescimento brasileiro no passado foi muito baseado no mercado doméstico. Temos que aproveitar melhor a globalização como outros emergentes o fizeram, e estamos caminhando nessa direção."

O Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, fez questão de apontar que o Brasil têm reservas da ordem de 20% do seu PIB e deverá utilizar esse recurso para manter as taxas cambiais dentro do esperado, amortecendo qualquer ataque ou volatilidade inesperada em relação ao real.

Meirelles também afirmou que a entrada de capital estrangeiro continua forte e que, diferentemente de outros emergentes, não se desenha no horizonte brasileiro o risco de uma fuga de capitais, conclusão que pesou para a decisão de cortar em 0,75 ponto percentual a Selic (taxa básica de juros) anunciada na semana passada.



Publicado no site Conversaafiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

Brasil tem uma quadrilha no poder após a consolidação do golpe jurídico midiático parlamentar

TEMER VAI MANTER TODOS OS DELATADOS PELA ODEBRECHT. INCLUSIVE ELE PRÓPRIO
                          
                           Vlter Campanato/Agência Brasil
Citado nas delações da Odebrecht, por ter pedido R$ 10 milhões à empreiteira no Palácio do Jaburu, Michel Temer disse que não afastará nenhum ministro citado nos processos; entre eles, há nomes como Eliseu Padilha, que teria recebido R$ 4 milhões da empreiteira, e José Serra, que recebeu R$ 23 milhões numa conta suíça; ou seja: para Temer, nada muda se ele e seus ministros estiverem delatados


247 - Michel Temer disse que não pretende afastar preventivamente os ministros de seu governo que aparecem em delações premiadas de executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht que devem ser toradas públicas pelo Supremo Tribunal Federal (STF em fevereiro. Dentre os nomes já revelados , além do próprio Temer, aparecem o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, e o secretário de Parcerias e Investimento, Moreira Franco, entre outros aliados e membros da oposição.

"Nas delações você tem alguém falando de outrem. E quando você tem alguém falando de outrem, você tem uma investigação. Vai depender das investigações que forem feitas, em primeiro lugar na área administrativa, depois na área judicial, e depois até na denúncia, a ser recebida ou não pelo Judiciário. Então, temos um longo caminho pela frente", disse Temer durante um evento volado para o agronegócio. Ainda segundo ele, o afastamento vai depender do "teor das delações" e do resultado apontado pelas investigações.
A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas e terno
Os depoimentos de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht são apenas uma das dores de cabeça do governo Temer no âmbito da Lava Jato. Executivos da construtora Camargo Corrêa também estão fazendo um recall das delações e devem ampliar as investigações para partidos aliados do governo, como o PSDB.


Publicado no Brasil247

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A morte do ministro Teori Zavascki relator da Lava-jato justo quando iria iniciar processo contra os corruptos no governo brasileiro

                   MORRE TEORI ZAVASCKI

                     



Informação foi confirmada pelo filho do ministro, relator da Lava Jato no STF; Teori morreu em um acidente aéreo na tarde desta quinta-feira em Paraty (RJ); aeronave de pequeno porte partiu de São Paulo e tinha 4 pessoas a bordo; segundo o Corpo de Bombeiros, há três mortos; moradores relataram que chovia forte em Paraty no momento do acidente; a aeronave caiu próximo a Ilha Rasa; a Polícia Militar e a Capitania dos Portos trabalham no resgate


247 – Caiu, na tarde desta quinta-feira 19, um avião que voava de São Paulo a Paraty (RJ). Segundo o Corpo de Bombeiros de Paraty, há três mortos e um sobrevivente.

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, era um dos passageiros, segundo divulgou inicialmente o portal jurídico Jota.

O STF confirmou que o nome de Teori estava na lista de passageiros do avião, e a família confirmou que o ministro - que está de férias - estava no voo.

"Ele estava a bordo e estamos torcendo por um milagre", disse Francisco Zavascki, filho do ministro, em sua página no Facebook.

Moradores relataram que chovia forte em Paraty no momento do acidente.

No avião, voava Carlos Alberto Filgueiras Fernandes, dono do Hotel Emiliano.

A aeronave caiu próximo a Ilha Rasa. Uma lancha da Polícia Militar foi disponibilizada por volta de 14h50 para ajudar nas buscas às vítimas. A Capitania dos Portos também ajuda no trabalho de resgate.

A Infraero informou ao portal G1 que o prefixo do avião é PR-SOM, modelo Hawker Beechcraft King Air C90. A aeronave de pequeno porte decolou às 13h01 do Campo de Marte, em São Paulo (SP), com destino a Paraty (RJ)

Publicado no Brasil247

O procurador geral do Brasil sr. Janot faz papelão tem encontro com Narcotraficante Paraguaio em Davos

           O papelão de Janot em Davos

                        Escrito por Redação, Postado em Redação
                   

“Janot estava lá representado um governo afundado em escândalos, com presidente citado mais de 40 vezes em delação e seis ministros a menos em oito meses”.

No DCM

Em Davos, Janot foi festejado por presidente paraguaio acusado de tráfico de drogas, evasão de divisas etc

Por Kiko Nogueira

Rodrigo Janot está entusiasmadíssimo com sua participação no Fórum Econômico Mundial em Davos.

O personagem que surge das entrevistas que deu sobre a viagem guarda uma semelhança com o pintado por seu ex-amigo, atual desafeto, Eugênio Aragão, subprocurador e ex-ministro da Justiça.

Segundo Janot, o convite se deveu “à curiosidade quanto ao exercício no Brasil de combate à corrupção”.

Ao Valor, teceu considerações sociológicas sobre modelos econômicos. “O que se quer é evitar o capitalismo de compadrio, a cartelização, assegurar a concorrência, a eficiência econômica e o desenvolvimento tecnológico”, disse.

“A Lava Jato é pró-mercado”, cravou. Um salve para você que achou que era pró-Constituição e pró-Estado de Direito.

Janot estava lá representado um governo afundado em escândalos, com presidente citado mais de 40 vezes em delação e seis ministros a menos em oito meses.

Mas a maior contradição, e especialmente emblemática do passeio, foi a cena do encontro caloroso com um personagem sul-americano controvertido.

Clóvis Rossi, em reportagem baba ovo na Folha, escreveu que o Fórum “abraçou” a Lava Jato.

Reproduzo um trecho:

O abraço foi tão apertado que o chanceler paraguaio Eladio Loizaga fez questão de puxar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para uma “selfie” com seu chefe, o presidente Horácio Cartes.

Pouco antes, Cartes qualificara de “histórica” a Lava Jato, em um debate sobre o futuro da América Latina em que Janot nem sequer estava inscrito para falar.

De acordo com Clóvis, o procurador geral da República citou a cooperação com países latino americanos como uma das chaves de seu sucesso. Destacou o Paraguai.

“O que está acontecendo no Brasil com o Ministério Público é um exemplo para o mundo”, saudou Cartes. Clóvis registra que o paraguaio foi acusado de ser o principal responsável pelo contrabando de cigarros falsificados para o Brasil. “Mas o ruído amenizou bastante depois da posse e nos anos mais recentes.”

O ruído amenizou (!?!), mas a ficha corrida não desapareceu com o vento. O cidadão que festejou efusivamente Rodrigo Janot está envolvido em uma nuvem de contravenções barra pesada.

Um dos homens mais ricos do Paraguai, filiado ao conservador Partido Colorado, Cartes é presidente de um conglomerado que produz bebidas, cigarros, charutos, roupas e carnes, além de gerenciar centros médicos.

Em 2000, a polícia encontrou um avião com registro brasileiro em sua fazenda, levando um carregamento de cocaína e maconha. A presidente de seu partido, Lilian Samaniego, sugeriu que ele tinha vínculos com o narcotráfico.

É suspeito também de lavagem de dinheiro através de operações em seu banco, conforme vazamentos do Wikileaks.

Em abril de 2013, a Istoé publicou uma matéria sobre sua parruda ficha criminal, “conservada em absoluto sigilo há quase dez anos na residência de uma autoridade da Justiça daquele país”.

Ela inclui “prisão por evasão de divisas e processos por falsidade ideológica, falsificação de documentos e estelionato”.

Como soi acontecer, é um bastião da moralidade. Durante a campanha, declarou que “atiraria nos próprios testículos” se tivesse um filho gay.

Levar um abraço apertado e um sorriso dobrado de Cartes não parece a coisa mais recomendável. Nem em Asunción

Publicado no site o Cafezinho e no DCM

O Poder a todo custo faz o PSDB ir contra LULA usando aliados do MPF e da justiça

PSDB viu no uso político oportunista do MPF a única forma de voltar ao poder, diz advogado de Lula. Por Joaquim de Carvalho

Postado em 18 Jan 2017
Cirino

Durante uma audiência, dia 12 de dezembro, para ouvir uma testemunha no processo sobre o tríplex do Guarujá, em que o Ministério Público Federal acusa Lula de ser o proprietário, o juiz Sérgio Moro gritou com um dos advogados de defesa, Juarez Cirino dos Santos. “Doutor, está sendo inconveniente. Já foi indeferida sua questão. Já está registrada e o senhor respeite o juízo!”, disse.
O advogado não se deixou intimidar. “Eu? Mas, escuta, eu não respeito Vossa Excelência enquanto Vossa Excelência não me respeita enquanto defensor do acusado. Vossa Excelência tem que me respeitar como defensor do acusado, aí então Vossa Excelência terá o respeito que é devido a Vossa Excelência. Mas se Vossa Excelência atua aqui como acusador principal, Vossa Excelência perde todo respeito”, respondeu o advogado.
Esse enfrentamento da defesa não foi um caso isolado. Dias antes, o próprio Cirino havia advertido Sérgio Moro de que suas perguntas iam além do teor da denúncia. Moro respondeu que havia “um contexto” e Cirino disse que só havia contexto na cabeça dele, porque as perguntas não podem ir além do que diz a denúncia.
Essa advertência foi interpretada no meio jurídico como um “puxão de orelha” do advogado em Moro e ganhou repercussão principalmente pelo fato de que Cirino é considerado um dos papas do Direito Criminal do Brasil. Além disso, Cirino tem 74 anos de idade e Moro, 44.
Professor universitário, Cirino tem um livro, “Curso de Direito Penal”, que é apontado como um marco acadêmico. “O melhor Curso de Direito Penal já escrito. Sim, de todos os tempos. Sim, em todo o mundo. “O” livro que você precisa, mas pode chamar de bíblia dos criminalistas críticos. É antes/ depois de Cirino (aC/ dC)” , escreveu, nas redes sociais, o professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo, Maurício Stegemann Dieter.
O endurecimento da defesa de Lula, em relação a Moro, faz parte de uma estratégia para enfrentar um processo que Cirino considera atípico. “A Lava Jato é um processo político”, disse Cirino, em entrevista ao DCM.
“Vamos agir estritamente como defensores técnicos, mas sem deixar de denunciar o processo político subjacente aos processos criminais, como a única forma de defesa não apenas do presidente Lula, mas da própria democracia no Brasil.”, disse Cirino ao DCM, no mesmo dia em que se preparava para responder a uma citação a Lula, no quinto processo aberto contra ele em Curitiba.
A defesa de Lula, da qual Cirino faz parte juntamente com mais três advogados, teria dez dias de prazo para rebater 188 páginas da denúncia sobre um terreno no centro de São Paulo onde seria construído o Instituto Lula e o aluguel de um apartamento vizinho ao de Lula, em São Bernardo.
“Não tem uma prova, só suposições, mas vamos responder. Tecnicamente”, disse.
Leia os principais trechos da entrevista:
DCM – Por que a defesa do presidente Lula está mais agressiva?
Juarez Cirino dos Santos – A defesa de Lula não é uma defesa agressiva, mas uma defesa conflitual, ativa, ofensiva. Estamos enfrentando um processo que é nitidamente político. Um processo que tem aparência de processo criminal, mas é um processo político.
Alguns podem interpretar essa postura da defesa como desespero, diante de uma derrota iminente.
Essa interpretação é absolutamente equivocada. É uma estratégia da defesa. Na verdade, nos processos criminais contra Lula, não existem fatos concretos imputados, existem apenas suspeitas, suposições, hipóteses. Logo, não existe nada, absolutamente nada que prove o envolvimento do presidente Lula com fatos criminosos de qualquer natureza. O que existe é apenas isto: uma guerra judicial-midiática-conservadora para destruir a imagem pública e a figura política do ex-presidente Lula.
Enquanto o Ministério Público Federal promove processos políticos, sob aparência de processos criminais, contra o ex-presidente Lula, a defesa trabalha com argumentos jurídicos para destruir processos políticos em forma de imputações jurídicas. Em outras palavras: eles fazem um processo político, nós fazemos uma defesa jurídica, mas para que a defesa jurídica tenha possibilidade de êxito, é preciso denunciar o que está por trás disso.
E o que está por trás? 
Algo de muito sério: o emprego do sistema de justiça criminal como arma de guerra política contra determinados inimigos internos, conhecido sob o conceito de lawfare, na literatura americana. Os objetivos dessa guerra política através do sistema penal são múltiplos: danificar a imagem pública do adversário, destruir a legitimação política do oponente, absorver/ empatar o tempo útil da vítima, obter vitórias na opinião pública contra o inimigo etc.
No caso Lula, a guerra legal promovida pelas forças tarefas do MPF, com a utilização da capacidade tecnológica de investigação da Polícia Federal e a aparente coordenação dos órgãos jurisdicionais competentes, pretende atingir simultaneamente todos e cada um desses objetivos estratégico-táticos, impossíveis pelos métodos normais de ação partidária – ou seja, com o debate público de programas políticos em campanhas eleitorais, o método tradicional de luta pelo poder do Estado nas sociedades capitalistas.
O uso da lei penal como arma ou instrumento de guerra política, pela ação integrada de procuradores da república e de juízes federais na Operação Lava Jatopor exemplo, representa grave perversão do devido processo legal, produzida por propósitos político-partidários subjacentes aos procedimentos policiais-judiciais, que solapam as finalidades político-criminais atribuídas ao sistema penal. Como se vê, existe uma organização política, um movimento ideológico, que tem por trás um partido político, que incentiva essa ação.
Que partido?
O partido que perdeu quatro eleições presidenciais para Lula e Dilma e não aceitou a última derrota. Então, vislumbrou no uso político oportunista de setores conservadores do Ministério Público Federal (e da Polícia Federal) e de alguns segmentos da Justiça Federal, a única forma de voltar ao poder.
O PSDB?
Sim, mas outros partidos políticos conservadores também se aproveitaram disso. O que querem é tirar um concorrente de peso do caminho. É um processo político.
Há chance de Lula reverter isso no Poder Judiciário?
Claro! Basta que o Poder Judiciário cumpra o papel constitucional de aplicar o direito ao caso concreto, independente de pressões políticas ou distorções ideológicas. Além disso, existem os recursos, que integram o princípio da ampla defesa, e vamos utilizar todos os recursos possíveis e disponíveis para demonstrar a improcedência das acusações, ou a óbvia parcialidade de alguns órgãos jurisdicionais brasileiros. Como sempre, vamos agir estritamente como defensores técnicos, mas sem deixar de denunciar o processo político subjacente aos processos criminais, como a única forma de defesa não apenas do presidente Lula, mas da própria democracia no Brasil.
Nesse contexto, como classificar a forma como o juiz Sérgio Moro conduz os processos contra Lula na vara dele?
O juiz Sérgio Moro é um magistrado competente, do ponto de vista técnico, mas que tem se comportado, do ponto de vista do processo criminal concreto, como o acusador principal.
Acompanhe as publicações do DCM no Facebook. Curta aqui.

Publicado no DCM Diario do centro do mundo

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

100 milhões de brasileiros tem renda igual a 6 brasileiros especiais destes três são donos da Globo

Três donos da Globo têm 23% da renda dos brasileiros

E não estão na cadeia...
publicado 18/01/2017
Filhos_do_Doutor_Roberto.jpg
E devem achar pouco... (Reprodução: RobertoMarinho.com.br)
O “rendimento real habitual” dos brasileiros, em setembro, outubro e novembro de 2016 foi de R$ 2.032,00.
(Fonte: IBGE)
O rendimento de todos os brasileiros assalariados, segundo o IBGE, foi de R$ 180 bilhões, nesse período de 2016.
A organização Oxfam revelou na reunião de Davos, na Suíça, que oito pessoas têm a mesma riqueza dos 50% mais pobres do mundo.
(Fonte: UOL)
A mesma Oxfam revelou que 6 brasileiros têm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros.
(Fonte: UOL)
A mesma Oxfam revelou que 0,5% dos brasileiros detêm quase 45% do PIB.
(Fonte: Oxfam Brasil)
A mesma Oxfam revelou que os três filhos do Roberto Marinho - os que não têm nome próprio -, cada um, tem uma riqueza de R$ 13,92 bilhões, CADA UM!
O filho do meio, João Roberto Marinho, que desempenha o papel de “cérebro” das negociações políticas e dá as instruções para o Gilberto Freire com “i”, João Roberto ultrapassou o irmão mais velho, Roberto Irineu, e, segundo a Oxfam, se inclui na lista dos oito brasileiros biliardários.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Com Gilmar Mendes,Teori Zavascki. Marcou Aurélio, Barroso. Fachin e Cia ltda

STF: O SILÊNCIO DOS CONIVENTES E A DESCULPA ESFARRAPADA




O silêncio cúmplice do STF diante do golpe foi rompido pela manifestação do ministro Marco Antonio Mello que jogou a responsabilidade sobre as duas casas do Congresso ao dizer que eles ocuparam "uma cadeira de uma envergadura maior". "É um escárnio com a democracia e com o povo brasileiro", diz o colunista do Brasil 247, Emir Sader; "O que deveria fazer o STF se cumprisse minimamente com suas obrigações de zelar pela Constituição? Abrir a Constituição, analisar os argumentos do golpe à luz dela e se pronunciar sobre se estava caracterizado ou não o crime de responsabilidade. Elementar", diz; "Mas o STF nem sequer se pronunciou", destaca; para ele, "o STF não se mostrou à altura da defesa da democracia e da Constituição. O Brasil não possui mais um Judiciário que defenda os cidadãos, o Estado de direito, a democracia"

Publicado via Facebook

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Dilma caiu Michel Temer Eduardo Cunha Geddel o assalto ao erário publico se concretizou

              PREÇO DA ALIANÇA COM PMDB FOI O ASSALTO AO ESTADO  

                      



A cada dia que passa, fica claro o preço que a presidente deposta Dilma Rousseff teve que pagar para garantir a governabilidade, antes do golpe parlamentar que a derrubou; para conseguir os votos do PMDB no Congresso, Dilma teve que engolir Geddel Vieira Lima numa vice-presidência da Caixa Econômica Federal e aliados de Eduardo Cunha em postos chave da administração federal – todos, é claro, indicados pelo então vice-presidente Michel Temer; agora que se sabe a finalidade dessas indicações, quem foi às ruas contra a corrupção se dá conta de que a presidente honesta foi derrubada para que o PMDB, que vendia seu apoio no Congresso, pudesse governar sem intermediários


247 – A Operação Cui Bono, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, foi pedagógica. Revelou que Geddel Vieira Lima, indicado por Michel Temer para uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal, estava lá com uma finalidade específica: garantir recursos para o PMDB e políticos aliados por meio de propinas cobradas de grandes empresários. Tudo isso em parceria com Eduardo Cunha, outro grande parceiro de Temer.

No modelo político brasileiro, do chamado presidencialismo de coalizão, Dilma se elegeu duas vezes presidente da República, mas sempre em minoria no Congresso. A aliança com o PMDB, em tese, deveria dar equilíbrio aos governos do PT.

No entanto, mesmo tendo Michel Temer como vice, a relação PT-PMDB sempre foi tensa. Políticos como Geddel e Cunha, além de Eliseu Padilha e Moreira Franco, outros expoentes do quarteto ligado a Temer, sempre cobravam mais espaços no governo.

Como Dilma conhecia as intenções desse quarteto, ela fazia o máximo possível para conter o estrago. Por isso mesmo, frequentemente, era acusada de inabilidade política. No glossário peemedebista, ser inábil politicamente significa não entregar a mercadoria.

Dilma engoliu essa turma enquanto pôde. No entanto, quando Cunha se elegeu presidente da Câmara, provavelmente financiando uma penca de deputados, como revelam as mensagens trocadas com o Pastor Everaldo (leia aqui), o preço se tornou alto demais. Se antes era necessário entregar apenas os anéis, agora era hora de dar os dedos, as mãos, os braços e os colares.

Como Dilma não cedeu, perdeu o pescoço. Curiosamente, no entanto, os brasileiros que foram às ruas contra a corrupção contribuíram para a deposição de Dilma e para instalar no poder justamente os maiores especialistas em mercantilização da política. A presidente honesta foi derrubada para que o PMDB, que vendia seu apoio no Congresso, pudesse governar sem intermediários.

Abaixo, trecho da entrevista de José Eduardo Cardozo, em que ele fala de como a presidente Dilma foi devorada por políticos corruptos:

Publicado no Brasil247