quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O relator da CCJ que vai sabatinar Moraes o indicado ao STF por Temer envolvido escandalo de propina em Belo Monte


Filho de Lobão recebeu propina de Belo Monte em espécie, diz delator da Andrade 


 

Em delação premiada, o ex-diretor da Andrade Gutierrez Flávio Barra disse que entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões em propina foram repassados ao senador Edison Lobão (PMDB) pelas obras de Angra 3; em Belo Monte, o repasse teria sido de R$ 600 mil e entregue em espécie na casa de Márcio Lobão, no período em que o pai, hoje presidente da CCJ do Senado, foi ministro de Minas e Energia; além da família Lobão, também são alvo da nova fase da operação Lava Jato o ex-senador Luiz Otávio Campos (PMDB-PA), ligado ao senador Jader Barbalho; além deles, também são investigados no mesmo inquérito os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO)

247 - A operação Leviatã, nova etapa da Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira, 16, com autorização do ministro Edson Fachin, teve entre seus subsídios a delação premiada do ex-diretor da empreiteira Andrade Gutierrez Flávio Barra.

Entre os alvos principais da operação estão o filho do senador Edison Lobão (PMDB), Marcio Lobão, e o ex-senador Luiz Otávio Campos (PMDB), ligado ao senador Jader Barbalho, também do PMDB.

A Andrade Gutierrez foi integrante do consórcio construtor de Belo Monte. Segundo Flávio Barra, entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões foram repassados ao senador Edison Lobão (PMDB) pelas obras de Angra 3 e R$ 600 mil da hidrelétrica.

A propina de Belo Monte teria sido entregue em espécie na casa de Márcio Lobão, no período em que o pai, hoje presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado foi ministro de Minas e Energia. Lobão comandará a sabatina de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal. Se tiver o nome aprovado na Casa, Moraes será o revisor da Lava Jato no STF.

No inquérito, são investigados, além de Lobão e Barbalho, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Procuradoria-Geral da República e Polícia Federal investigam, neste inquérito, se foi feito pagamento de propina de 1% sobre o valor dos contratos assinados pelas obras de Belo Monte a partidos políticos envolvidos na liberação do projeto da hidrelétrica. A suspeita é de que as empresas que integram o consórcio responsável pela obra fizeram o pagamento.

Ainda em sua delação, o executivo da Andrade Gutierrez disse que a propina em Belo Monte era de 0,5% para o PT e 0,5% para o PMDB – percentual sobre o valor do contrato.

Publicado no Brasil247

Nenhum comentário: