sexta-feira, 31 de março de 2017

Jornalista Luis Nassif dedica entrevista com blogueiro Breno Altman ao ministro do STF Luis Roberto Barroso

    O jornalista Luis Nassif entrevista o blogueiro Breno Altman



GGN NA ÍNTEGRA :: Breno Altman

Lula escreve artigo no jornal Folha de São Paulo

             
                  Resultado de imagem para Lula

                  Do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, hoje, na Folha:

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada -pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários -em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção -é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu -e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.


Lula, em artigo na Folha: a sombra do estado de exceção se ergue sobre nós

quarta-feira, 29 de março de 2017

Golpe contra a democracia no Brasil com Temer presidente usurpador retrocesso de 100 anos

Em dez meses de Temer, um retrocesso de 100 anos, por Marcelo Auler

QUI, 23/03/2017 - 10:23
                     

Do blog do Marcelo Auler

Temer: em dez meses, retrocesso de 100 anos!

Marcelo Auler

Juscelino Kubitschek passou à História como o presidente que em cinco anos, fez o país progredir 50. Michel Temer, que conquistou a cadeira de presidente com uma conspiração e um golpe, ficará conhecido como o mandatário que em apenas 10 meses no governo provocou um retrocesso de 100 anos na legislação trabalhista. A constatação foi feita pela procuradora regional do Trabalho no Rio de Janeiro, Daniela Ribeiro Mendes, no sábado (11/03), no lançamento do Movimento MP Transforma, no Rio. É dela a explicação:

“Em 1919, a Carta de fundação da OIT (Organização Internacional do Trabalho) tem a seguinte epígrafe: “O trabalho não é mercadoria”. Isto, em 1919, e a gente está aqui, agora, cem anos depois, tendo que repetir isso. Não só o trabalho não é mercadoria, outras coisas também não são”. (ouça o vídeo)



O projeto de Lei que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, levou ao plenário na tarde de quarta-feira (22/03) para fazer o jogo do governo impopular e ilegítimo, é o primeiro da chamada Reforma Trabalhista. Ele transformará o trabalhador em mercadoria, como admite um estudo técnico feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) que resultou em uma Nota Técnica.

Segundo o Procurador Geral do Trabalho Ronaldo Curado Fleury, a terceirização irá transformar o empregado em mercadoria a ser alugada. Depois, dispensada. Ou seja, será utilizada, sugada e descartada. Sem qualquer garantia dos direitos básicos e, possivelmente, com má remuneração. Na Nota Técnica, o MPT diz:

“Terceirização de atividade-fim é mera intermediação de mão de obra uma vez que a tomadora de serviços estará contratando, através de terceiros, trabalhadores que devem estar a ela subordinados – o que implica aluguel de gente. Ou seja, a tomadora de serviços pede à prestadora de serviços que, de forma semelhante ao aluguel de uma máquina que possa lhe ser posta à disposição em troca de pagamento pelo uso, coloque-lhe à disposição trabalhadores em troca de uma remuneração pela intermediação da mão de obra. Se não bastasse o aspecto imoral da intermediação, ela só pode ser viável com a sonegação de direitos.”

Uma situação tão insegura que como a deputada Maria do Rosário (PT-RS) lembrou, durante o debate do projeto na tarde desta quarta-feira na Câmara Federal, o maior número de ações na Justiça do Trabalho atualmente gira em torno dos desrespeitos aos direitos dos trabalhadores terceirizados. A começar por empresas que faliram e deixaram os empregados sem salários, indenizações e outros direitos.



Em uma reunião em janeiro, patrocinada pelo MPT, foi criado o Fórum Interinstitucional de Defesa do Direito do Trabalho e da Previdência Social objetivando promover a articulação social para combater as propostas legislativas que resultarão em perdas de direitos dos trabalhadores. No encontro, foi redigida a Carta em Defesa dos Direitos Sociais na qual as 24 entidades, entre outros pontos, destacam:


“que, além de não contribuir para o crescimento econômico, pelo seu potencial de fragilização do mercado interno, como atestam os estudos realizados por organismos internacionais que analisam experiências realizadas em contextos semelhantes em outros países, o enfraquecimento dos direitos sociais terá como efeito imediato a ampliação do constrangedor nível de desigualdade social verificado no Brasil“. (Leia a íntegra abaixo)

Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif




              

segunda-feira, 27 de março de 2017

Odebrecht delata propina de R$ 21 mihões e TSE já pode cassar o presidente Michel Temer


  
                     

O Tribunal Superior Eleitoral já tem elementos para cassar Michel Temer da presidência da República; isso porque, em depoimento ao ministro Herman Benjamin, o ex-diretor da empreiteira, Alexandrino Alencar, disse que a chapa Dilma-Temer recebeu R$ 21 milhões em espécie, na disputa presidencial de 2014; o dinheiro teria sido usado para comprar o apoio de partidos políticos como PRB, Pros, PCdoB e PDT; em entrevista publicada nesta quinta-feira, Benjamin sinalizou que votará pela cassação de Temer, uma vez que a chapa não pode ser dividida; se esse cenário se confirmar, o Brasil poderá ter eleições indiretas em 2017 ou diretas, caso seja aprovada alguma emenda constitucional com esse propósito

247 – O Tribunal Superior Eleitoral já tem elementos para cassar Michel Temer da presidência da República.

Isso porque, em depoimento ao ministro Herman Benjamin, o ex-diretor da empreiteira, Alexandrino Alencar, disse que a chapa Dilma-Temer recebeu R$ 21 milhões em espécie, na disputa presidencial de 2014.

O dinheiro teria sido usado para comprar o apoio de partidos políticos como PRB, Pros, PCdoB e PDT.

Em entrevista publicada nesta quinta-feira, Benjamin sinalizou que votará pela cassação de Temer, uma vez que a chapa não pode ser dividida.

Se esse cenário se confirmar, o Brasil poderá ter eleições indiretas em 2017 ou diretas, caso seja aprovada alguma emenda constitucional com esse propósito.

Leia, abaixo, trecho da reportagem de Letícia Casado, Bela Megale e Camila Mattoso:

Em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandrino Alencar, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, afirmou que operacionalizou a entrega em espécie de R$ 21 milhões de caixa dois para três partidos aliados da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014.

A maioria dos recursos foi entregue em hotéis e flats em São Paulo, segundo ele. Os partidos beneficiados foram, de acordo com o depoimento, PRB, Pros e PC do B. Ao todo, contou o delator, cada um recebeu R$ 7 milhões. Ele menciona ainda mais R$ 4 milhões para o PDT, mas disse que outra pessoa da Odebrecht cuidou desta parte.

Pelo PRB, o interlocutor, relatou o delator, foi o atual ministro de Indústria e Comércio, Marcos Pereira. "Pelo PROS, o meu interlocutor foi o presidente do PROS, Eurípedes Junior; pelo PCdoB, foi o senhor chamado Fábio (...), que é de Goiás aqui; e pelo PRB, o atual Ministro Marcos Pereira, que era presidente do PRB", disse.

O jornalista Lauro Jardim também publicou mais detalhes a respeito:

A delação de Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht, relata em detalhes como a empreiteira participou da compra de tempo na TV para a campanha de Dilma Rousseff em 2014.

Alexandrino contou aos procuradores em sua delação já homologada que, a pedido de Edinho Silva, então tesoureiro da campanha, deu a três partidos um total de RS$ 21 milhões (R$ 7 milhões para cada um) no caixa dois.

Um partido de esquerda (PCdoB), um de direita (Pros) e outro do alto (ou do céu, o PRB, o apêndice partidário da Igreja Universal).

Ou seja, o PT tercerizou a um executivo da Odebrecht a compra de tempo de TV de partidos que se tornaram aliados.

Com o PRB, dono de 1m1s de tempo na TV por dia, foram três reuniões na própria sede da Odebrecht, em São Paulo. Todas elas com o presidente do partido e atual ministro da Indústria e Comércio, Marcos Pereira.

Também na Odebrecht reuniu-se com o representante do PCdoB, Fábio Tokarski, que em 2014 foi candidato a deputado federal pela legenda, mas foi barrado pela Lei da Ficha Limpa. O PCdoB tinha direito a 1m12s por dia no horário gratuito — tempo vendido para a chapa PT/PMDB, segundo Alexandrino.

E, finalmente, com Euripedes Júnior, dono do Pros e de 45 segundos por dia de tempo na TV e no rádio, o encontro para acertar o caixa dois foi num hotel em frente ao aeroporto de Congonhas (SP).

Publicado no Brasil247



              

domingo, 26 de março de 2017

A semelhança histórica da França ocupada entregue aos Alemães com o Brasil dos golpista e entreguistas!

A direita francesa abriu as portas para os alemães, 
por André Araújo

ENVIADO POR ANDRE ARAUJO DOM, 26/03/2017 - 12:52

                           

Por André Araújo

Charles Maurras (1868-1952) foi um célebre ativista da direita francesa anterior à Segunda Guerra. É extraordinária a semelhança ideológica daquele momento de inflexão da História da França, quando fanáticos da anti-política abriram o caminho para a derrota francesa, sua ocupação pela Alemanha por quatro anos e o posterior renascimento francês pelas mãos de De Gaulle.

O líder ideológico dessa direita raivosa era Charles Maurras, um pensador com grande número de seguidores, que achava a Revolução Francesa um erro histórico que desviou de seu caminho a “França dos 40 reis” em sua grandeza milenar. Maurras criou um movimento, a AÇÃO FRANCESA, anti-democracia e anti-progressista, ideologicamente confusa mas com todos os cacoetes da direita enraivecida, movimento catalisador de um larga faixa da da classe média tradicionalista e de parte da alta burguesia, que protagonizou um processo de acirramento de ânimos que precedeu à invasão alemã de 1940.

Esses seguidores da Action Française era puristas fanáticos da anti-corrupção, de fato a atividade partidária da Terceira República pré-Guerra era essencialmente corrupta, participante de inúmeros escândalos financeiros, como o caso Stavisky. Com base nessa visão tosca e primitiva, hoje também presente no Brasil, que a “a política deve ser purificada” destruindo-a, a purificação não se dá pela reforma e sim pela fogueira dos impuros.

Os seguidores de Maurras preferiam uma França derrotada e ocupada pelo estrangeiro a ter que conviver com políticos que eles consideravam corruptos. Esses moralistas de almanaque não tem capacidade intelectual para entender que a política não é limpa em lugar algum do mundo, nem no tempo histórico, que o preço da Democracia é tolerar um certo nível de impurezas porque a ALTERNATIVA é uma ditadura, onde a corrupção além de ser muito maior anda de braços dados com a a opressão e facilmente deriva para a tirania.

Outra semelhança do processo francês e do atual processo brasileiro é a grande participação da IMPRENSA no acirramento dos ânimos, no atiçamento das rivalidades, no açulamento das massas para corroer o ambiente político. Ao fim, após junho de 1940, a mesma imprensa ou se vendeu aos alemães ou foi fechada e seus jornalistas presos ou exilados.

A França na década de 30 teve um conturbado governo de esquerda, o Front Populaire chefiado por Leon Blum, político judeu, algo insuportável para um larga faixa de franceses que viam na política e nos políticos a desgraça da França, eram contra tudo e contra todos, na linha “sou contra tudo isso que esta aí”, estado de espírito que muito facilitou a vitória alemã de junho de 1940, quando o invasor passou a ser visto como parceiro contra a esquerda corrupta.

O Front Populaire era uma frente de socialistas e comunistas, formada em dezembro de 1935, ganhou as eleições de maio de 1936, para grande escândalo da direita, na realidade o Front Populaire era um governo reformista na linha do PT no Brasil, sem romper com o establishment das 200 famílias que mandavam na França, mas assustando a média burguesia.

Maurras, que era um intelectual com certa notoriedade, poeta e escritor, membro da Academia Francesa, apoiou a França de Vichy, o regime colaboracionista da Alemanha que aceitou a ocupação. Esse grande grupo da opinião pública francesa via nos alemães o remédio necessário contra a esquerda e nesse grupo estava a maior parte da direita francesa, com Maurras a frente, apoiando o novo governo pro-alemão chefiado pelo Marechal Pétain, herói na Primeira Guerra e traidor na Segunda Guerra.

O filme de Costa Gravas “SECÇÃO ESPECIAL DE JUSTIÇA” sobre o qual aqui já escrevi dois posts, demonstra a subserviência do poder judiciário francês aos alemães, mantido o cerimonial da tradição, as togas, os selos e os rituais, quem dava as ordens eram os alemães.

No filme, um oficial alemão, ao acompanhar um processo criminal de interesse da Alemanha para condenar dois sabotadores franceses, observou ao juiz francês que aquela sentença era tão absurda que seria ilegal até na Alemanha, observando “Excelência, não se pode condenar alguém com lei retroativa, isso é possível na França?” demonstrando seu desprezo pela bajulação do judiciário francês ao invasor alemão, fruto desse ambiente de direita.

Os alemães souberam tirar partido desse cenário para invadir e ocupar a França com baixo custo militar. Seu Embaixador em Paris desde 1936 era Otto Abetz, um alemão refinado, culto, que se insinuou com grande sucesso nos “salons” da alta sociedade francesa, a quem encantava com seu charme, seu francês perfeito, seu conhecimento da cultura francesa.

Não era todavia só o charme. A Embaixada alemã subornava com mesadas 12 jornais para serem simpáticos à Alemanha e abria seus salões para magnificas recepções a jornalistas, colunistas e colaboradores da imprensa para que apoiassem a causa da Alemanha nazi.

A grande semelhança entre aquela direita obtusa, raivosa, fanática e uma faixa da atual direita brasileira, da mesma forma constituída por pequenos burgueses sem fortuna mas que odeiam a esquerda e tudo o que esta representa. A direita francesa de 1939 preferia os alemães à esquerda, achavam que os alemães iriam “por ordem na bagunça” e eliminar a corrupção. Na realidade a ocupação alemã foi o apogeu da corrupção na história da Europa com seus “escritórios de compra” de produtos no mercado negro para enviar à Alemanha, especialmente bens de luxo, Hitler fazia questão que as esposas de oficiais das forças armadas tivessem perfumes e moda refinada, que só a França dispunha. Os escritórios de compra, chamados “esquema Otto” pagavam as compras em dinheiro vivo, tudo sem documentos, absorveram boa parte do champagne, das sedas, dos perfumes, das iguarias disponíveis no mercado paralelo, os alemães não olhavam preço, queriam o máximo de mercadorias para enviar à Alemanha e agradar a população civil e a classe média das cidades. Há um célebre livro de Jacques Delarue “Trafics et Crimes sous l´Occupation” onde esse mecanismo de compras alemãs no mercado negro é descrito em detalhes.

Maurras foi eleito para a Academia Francesa, assim como Pétain, apoiou o regime de Vichy até o fim, como consequência foi preso e condenado à prisão perpétua por crime de alta traição, morrendo em 1952. Maurras simbolizou o francês mesquinho, de visão pequena, não humanista, anti-democracia, anti-políticos, a sua tipologia intelectual se replica em jornalistas e comentaristas atuais da mídia brasileira, com a mesma visão pobre da História, da vida, da sociedade, como aqueles franceses que viam nos alemães a salvação da França contra sua democracia parlamentar corrupta de muitos partidos, aqui alguns dessa direita ideológica veem no Departamento de Justiça dos EUA a salvação do Brasil.

Por ironia e por absoluta falta de capacidade de compreensão, esses fanáticos do moralismo irreal na política não percebem que o jogo do poder se pratica sempre com regras impuras.

Enquanto a corrupção eleitoral, baseada nos partidos e na política, faz arrepiar esses fanáticos, outra corrupção, infinitamente maior, passa sob seus olhos sem que eles vejam.

A corrupção da propina em torno da política alcançou com muito exagero 10 bilhões de Reais em 12 anos, mas um só semestre de manipulação cambial no Banco Central (1º semestre de 2016) trouxe ao País um PREJUÍZO de R$207 bilhões, isso em apenas meio ano.

Um contumaz acusador da política que fala cem vezes por dia em certo “projeto criminoso de poder”, jamais falou um décimo de segundo sobre as proezas do Banco Central basicamente estruturadas para garantir segurança e lucros aos especuladores de Nova York, não fala porque não sabe, não entende, não conhece, trata-se de algo acima de seu alcance mental, mas propina é uma coisa simples que qualquer um entende o que é e como se faz.

Graças aos fanáticos do moralismo de almanaque, o Brasil está destruindo suas grandes empresas que pagaram propina por necessidade de funcionar, deixando a terra arrasada para empresas chinesas cujo jogo é bem mais pesado do que nossas simplórias empresas, como os “bons cidadãos” franceses destruíram a democracia parlamentar francesa para entregar o governo aos alemães no crença que os alemães seriam bons administradores.

O momento atual do Brasil é o momento do irrealismo, para um País com 500 anos de corrupção pretender um purismo do convento das carmelitas descalças na área política e se assim não for preferem entregar o País aos americanos do que ter a paciência de reformar o errado no tempo histórico.

Por ironia, como na França de 1940, os apóstolos da pureza não são nada puros, há grande simulação de desprendimento encobrindo ambições e vantagens imodestas, o virtuosismo esconde um vasto jogo de poder, a virtude sempre foi eficiente bandeira para conquista da cidadela infiel.

Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

sábado, 25 de março de 2017

A Midia no Brasil é parcial e a apoia os corruptos que tomaram o poder via golpe parlamentar

         COMO A FOLHA NOTICIA DENÚNCIAS CONTRA DILMA E AÉCIO

                 

Dilma Rousseff ganhou a manchete principal na capa do jornal quando Marcelo Odebrecht disse que ela sabia de doações feitas via caixa para sua campanha, nesta sexta-feira 24; Aécio Neves foi notícia de uma pequena nota no canto inferior da página quando acusado de ter acertado propina de R$ 50 milhões com a Odebrecht e a Andrade Gutierrez após as empresas vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia

247 – A diferença com que a Folha de S. Paulo trata Dilma Rousseff e Aécio Neves em relação a denúncias de corrupção está comprovada em duas capas do jornal comparadas pelo jornalista Glauber Macario no Twitter.

Dilma ganhou a manchete principal na capa desta sexta-feira 24 quando Marcelo Odebrecht disse em delação premiada que ela sabia de doações feitas via caixa para sua campanha presidencial de 2014 – algo inclusive que já havia sido dito.

Enquanto Aécio Neves foi notícia de uma pequena nota no canto inferior da página quando acusado de ter acertado propina de R$ 50 milhões com as empreiteiras Odebrecht e Andrade Gutierrez após elas terem vencido o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia.

Os delatores não esclareceram se os valores alegados foram efetivamente pagos, noticiou a Folha na reportagem da Aécio.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Associação do juízes trabalhista do Brasil pais virou uma selva sem lei depois do golpe parlamentar

                              JUÍZES TRABALHISTAS: BRASIL VIROU SELVA
                      
A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que representa cerca de 4 mil juízes do Trabalho, lamenta a aprovação pela Câmara do projeto que libera a terceirização irrestrita em todos os setores do Brasil; a entidade ressalta que o texto "não trata de matéria de interesse da população" e "contribuirá apenas para o empobrecimento do país e de seus trabalhadores", ao "instituir como regra a precarização nas relações laborais", "agravar o quadro em que hoje se encontram aproximadamente 12 milhões de trabalhadores terceirizados" e aumenta fatores como "rotatividade" e "acidentes de trabalho"; "A aprovação da proposta, induvidosamente, colide com os compromissos de proteção à cidadania, à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho previsto no artº 1º da Constituição Federal", protestam os juízes, que apelam a Michel Temer para que vete o texto

247 - A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que representa cerca de 4 mil juízes do Trabalho, divulgou uma nota nesta quinta-feira 23 em que diz lamentar a aprovação do PL nº 4302/98, na noite desta quarta-feira 22 pela Câmara dos Deputados, que libera a terceirização irrestrita em todos os setores do Brasil.

A entidade ressalta que o projeto "não trata de matéria de interesse da população" e "contribuirá apenas para o empobrecimento do país e de seus trabalhadores", ao "instituir como regra a precarização nas relações laborais", "agravar o quadro em que hoje se encontram aproximadamente 12 milhões de trabalhadores terceirizados", e aumenta ainda fatores como "rotatividade" e "acidentes de trabalho".

"A aprovação da proposta, induvidosamente, colide com os compromissos de proteção à cidadania, à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho previsto no artº 1º da Constituição Federal", protestam os juízes, que apelam a Michel Temer para que vete o texto. Confira a íntegra:

NOTA PÚBLICA

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho – ANAMATRA, entidade que representa cerca de 4 mil juízes do Trabalho, tendo em vista a aprovação, na noite desta quarta-feira (22/3), do Projeto de Lei (PL) nº 4.302/1998, que regulamenta a terceirização nas atividades meio e fim, bem como na iniciativa privada e no serviço público, vem a público se manifestar nos seguintes termos:

1 – A proposta, induvidosamente, acarretará para milhões de trabalhadores no Brasil o rebaixamento de salários e de suas condições de trabalho, instituindo como regra a precarização nas relações laborais.

2 – O projeto agrava o quadro em que hoje se encontram aproximadamente 12 milhões de trabalhadores terceirizados, contra 35 milhões de contratados diretamente, números que podem ser invertidos com a aprovação do texto hoje apreciado.

3 - Não se pode deixar de lembrar a elevada taxa de rotatividade que acomete os profissionais terceirizados, que trabalham em média 3 horas a mais que os empregados diretos, além de ficarem em média 2,7 anos no emprego intermediado, enquanto os contratados permanentes ficam em seus postos de trabalho, em média, por 5,8 anos.

4 – O já elevado número de acidentes de trabalho no Brasil (de dez acidentes, oito acontecem com empregados terceirizados) tende a ser agravado ainda mais, gerando prejuízos para esses trabalhadores, para a Sistema Único de Saúde e para Previdência Social que, além do mais, tende a sofrer impactos negativos até mesmo nos recolhimentos mensais, fruto de um projeto completamente incoerente e que só gera proveito para o poder econômico.

5 - A aprovação da proposta, induvidosamente, colide com os compromissos de proteção à cidadania, à dignidade da pessoa humana e aos valores sociais do trabalho previsto no artº 1º da Constituição Federal que, também em seu artigo 2º, estabelece como objetivos fundamentais da República construir uma sociedade livre, justa e solidária e a erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

6 – Por essas razões, a Anamatra lamenta a aprovação do PL nº 4302/98, na certeza de que não se trata de matéria de interesse da população, convicta ainda de que a medida contribuirá apenas para o empobrecimento do país e de seus trabalhadores.

7 – Desse modo, a ANAMATRA conclama o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Dr. Michel Temer, a vetar o projeto, protegendo a dignidade e a cidadania.

Brasília, 22 de março de 2017
Germano Silveira de Siqueira
Presidente da Anamatra

quinta-feira, 23 de março de 2017

Bate boca entre o procurador Geral da Republica e ministro do STF repercute na mídia do Brasil

Janot diz que Gilmar é decrépito, sofre de disenteria verbal e vive cortejando o palácio.

Enquanto o barco Brasil afunda: 

22 de março de 2017 às 13h44
                     
Enquanto eles brigam, um dos principais produtos de exportação do Brasil foi para o vinagre; a manchete é do Canal NewsAsia: “Brasil diz que carne exportada é segura apesar do escândalo da carne podre”
Da Redação
O embate entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro do STF Gilmar Mendes teve prosseguimento hoje em Brasília.
Num evento na Escola Superior do Ministério Público da União, Janot desmentiu informação reproduzida por Gilmar segunda a qual a própria PGR teria vazado o nome de políticos delatados por executivos da empreiteira Odebrecht antes de encaminhar pedidos de inquérito ao juiz relator da Operação Lava Jato.
Frases de Janot sobre Gilmar:
Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional.
Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado.
Procuramos nos distanciar dos banquetes palacianos. Fugimos dos círculos de comensais que cortejam desavergonhadamente o poder público e repudiamos a relação promíscua com a imprensa.
O ministro indicado por Fernando Henrique Cardoso ao STF é hoje o principal interlocutor do governo Temer na corte. Ele tem angariado apoio parlamentar pelas críticas que dirige à espetacularização das operações da Polícia Federal e a vazamentos que só podem ter partido de autoridades.
“Quem quiser cavalgar escândalo […] está abusando de seu poder”, disse Gilmar recentemente.
Ele tem sido apontado como possível candidato ao Planalto, em caso de eleição indireta.
Caso a chapa presidencial que o usurpador Michel Temer formou com Dilma Rousseff for cassada pelo TSE — o que parece cada vez mais provável — , a escolha do presidente interino será feita pelo Congresso.
A instabilidade política e econômica causada por ações da Polícia Federal tem preocupado muitos empresários, frustrados com a fracassada política econômica de Michel Temer.
As circunstâncias externas mudam velozmente, com um viés crescentemente protecionista que se choca com as diretrizes do governo Temer, que desmantela o mercado interno.
Alguns dos principais setores da economia brasileira — Petrobras, empreiteiras e agora exportadores de carne — foram duramente afetados pelas investigações, com a perda de milhares de empregos.
Hoje, dois frigoríficos de Colombo, no Paraná, sob investigação da PF, demitiram 300 trabalhadores.
Em 2016, o setor representou quase 17% das vendas brasileiras no Exterior.
A exportação média de carne brasileira, que era de U$ 63 milhões por dia, caiu para U$ 74 mil — enquanto compradores externos avaliam o impacto das denúncias de “carne podre” disseminadas pela imprensa e pelas redes sociais em todo o planeta.
Independentemente da dimensão real das pilantragens cometidas por fiscais e frigoríficos, a associação entre carne brasileira e “podridão” foi feita em milhares de textos e manchetes mundo afora.
LAVA JATO
Gilmar Mendes acusa PGR de vazar nomes de citados em delação da Odebrecht
A crítica de Mendes foi feita na abertura da sessão da Segunda Turma, colegiado responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes acusou hoje (21) a Procuradoria-Geral da República (PGR) de vazar para a imprensa nomes de pessoas citadas nos depoimentos de delação premiada de ex-executivos da empreiteira Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. Na semana passada, com base nas delações, a procuradoria fez  83 pedidos de abertura de investigações ao STF, mas os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente porque foram enviados sob segredo de Justiça.
A crítica de Mendes foi feita na abertura da sessão da Segunda Turma, colegiado responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato. Mendes citou artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, no último domingo (19). De acordo com o jornal, a procuradoria enviou os pedidos em segredo ao Supremo, mas divulgou extraoficialmente os nomes dos investigados para alguns veículos de comunicação.
Para o ministro, a publicação de informações da Lava Jato que estão sob sigilo é uma forma de “desmoralização da autoridade pública” e alimenta uma “caça de escândalos para espetaculização”.
“Tenho que a Procuradoria-Geral da República tem que prestar a este Tribunal as explicações sobre esses fatos. Não haverá justiça com procedimentos à margem da lei. As investigações devem ter por objetivo produzir provas e não entreter a opinião pública ou demonstrar autoridade. Quem quiser cavalgar escândalo porque está investido de poder de investigação, está abusando de seu poder”, disse o ministro.
Após a crítica de Gilmar Mendes, a subprocuradora da República, Ela Wiecko, pediu a palavra e disse que o “momento que estamos vivendo está colocando à vista” defeitos em todas as instituições, inclusive do próprio Supremo.
“O que me chama muita a atenção é o poder da mídia. A mídia estabelece o momento, eles fazem investigação, eles têm acesso, não sei como, a muitas informações. Eles estabelecem um momento em que colocam essa notícias a público. Essa sua insatisfação deve ser compartilhada com todas as instituições, inclusive a mídia”, rebateu a procuradora.
Publicado no Diário do centro do mundo

quarta-feira, 22 de março de 2017

O juiz Moro e o MPF de Curitiba prepara ataque a imprensa alternativa pra chegar a Lula

Os procuradores preparando o ataque aos blogs
qua, 22/03/2017 - 06:56
Atualizado em 22/03/2017 - 06:56
Luis Nassif

                        

Leia, primeiro, a nota oficial dos procuradores da Lava Jato sobre o episódio Eduardo Guimarães, blogueiro levado para a Polícia Federal em condução coercitiva, em inquérito que visa levantar os responsáveis pelo vazamento das informações sobre a condução coercitiva de Lula em 2015.

A Nota é muito importante. Sem pretender, os procuradores passaram a receita do que pretendem:

Diz a Nota:

As providências desta data não tiveram por objetivo identificar quem é a fonte do blogueiro, que já era conhecida, mas sim colher provas adicionais em relação a todos os envolvidos no prévio fornecimento das informações sigilosas aos investigados. “O Ministério Público Federal reforça seu respeito ao livre exercício da imprensa, essencial à democracia. Reconhece ainda a importância do trabalho de interesse público desenvolvido por blogueiros e pela imprensa independente. Trata-se de atividade extremamente relevante para a população, que inclusive contribui para o controle social e o combate à corrupção”Quem quiser que compre a versão, em que só faltou beijo na boca.

Mas vamos analisar a nota, ponto por ponto.
Ponto 1 – o objetivo não era identificar a fonte, mas “colher informações provas adicionais em relação a todos os envolvidos no prévio fornecimento das informações sigilosas aos investigados.
Ou seja, não queremos as fontes do Eduardo, mas apenas as pessoas envolvidas no fornecimento de informações ao Eduardo. Em jornalismo, essas pessoas atendem pela alcunha de... fonte.

Ponto 2 – se a Operação já tem todo o trajeto das informações, da moça que vazou ao blogueiro paranaense, do blogueiro ao Eduardo, o que mais precisam? O roteiro das informações depois que chegaram no Eduardo.
A intenção óbvia dos bravos e óbvios procuradores é juntar elementos que permitam caracterizar ação concatenada entre Eduardo e outros blogueiros. De preferência, encontrar algum elo externo que permita enquadrar a ação dos blogueiros em organização criminosa.
Logo após a consumação do golpe, mostramos aqui que a força tarefa da Lava Jato tinha incluído, nas perguntas aos delatores, nomes de blogueiros, visando identificar algum elo.
Aparecendo o nome, obviamente dar-se-ia ampla publicidade, como foi o caso de Breno Altmann, mesmo que as acusações se mostrassem infundadas.
O sequestro dos equipamentos de Eduardo visa estabelecer essas relações entre blogueiros para futura ação da Lava Jato.
No Hangout de hoje comento mais sobre esse tema.

Publicado no jornal GGN do jornalista Luis Nassif



terça-feira, 21 de março de 2017

Juiz Moro da Lavato comete um crime ao mandar prender jornalista


Ao mandar sequestrar um jornalista por divulgar “vazamento”, Sergio Moro cometeu mais um crime internacional

                            Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
                       

O juiz Sergio Moro, ao ordenar o sequestro e prisão do jornalista e blogueiro Eduardo Guimarães, mesmo que por algumas horas, e a apreensão de seus equipamentos eletrônicos, impedindo-o de trabalhar, cometeu um grave crime contra os direitos humanos, contra a liberdade de expressão e de imprensa, e contra a democracia no Brasil.

É mais um crime internacional de Sergio Moro, de uma longa lista de atentados que o presidente Lula já protocolou na ONU.

Condução coercitiva ilegal é eufemismo para sequestro-relâmpago seguido de prisão.

Imaginem se um juiz mais ou menos identificado com o campo progressista ordenasse o sequestro de Ricardo Noblat, blogueiro da Globo, e apreensão de todos os seus equipamentos eletrônicos, usando como justificativa a publicação de um “vazamento”?

Haveria gritaria em todo o planeta contra o fim da democracia no Brasil.

Qual foi a razão da violência contra Eduardo Guimarães? Divulgou uma informação que recebeu de uma fonte. Fez o que todo jornalista faz, no mundo inteiro, com a diferença de que, no Brasil, a grande imprensa faz jorrar vazamentos diariamente, com a cumplicidade da própria Lava Jato.

No domingo, a ombudsman da Folha confessou que a Procuradoria Geral da República fez uma “coletiva em off”, ou seja, vazou informações sigilosas à meia dúzia de veículos, com objetivo de manter a narrativa sob controle.

O sequestro de Eduardo Guimarães é mais um caso para ser levado à Organização das Nações Unidas (ONU), e para as organizações internacionais.

Agora Sergio Moro se deu mal.

A decisão mostra um magistrado completamente desequilibrado. Ela acontece dias depois do juíz aparecer no Facebook, desesperado, implorando “apoio” da população: no vídeo, ele demonstra vísivel desequilíbrio emocional ao agradecer ao apoio da “totalidade” da população. Milhares de internautas lhe criticaram e ele mandou apagar todas as críticas. Deixou só os elogios.

O apoio da Globo e a vitória do golpe subiram à cabeça de Sergio Moro.

A grande mídia também está numa sinuca de bico. Se ficar quieta, está abrindo caminho para violências contra sua própria liberdade, contra si mesma.

A democracia brasileira precisa ser restaurada e os delinquentes que tentam assassiná-la, como esses juízes que não respeitam a lei, precisam ser punidos.

Sei que é utopia pensar que isso é possível no Brasil de hoje.

Que fique, porém, o recado à história, aos brasileiros do futuro e ao mundo inteiro.

Façam leis para punir juízes que violentam a democracia, a liberdade e a Constituição de seu país.

Eles são muito piores do que bandidos, porque eles roubam o que nos é mais precioso: a liberdade.

Hoje, todos os internautas que residem em São Paulo e adjacências devem se encaminhar para o Sindicato dos Engenheiros, rua Genebra 25, ao lado do terminal Bandeira.

Haverá transmissão ao vivo pela Fundação Perseu Abramo.



Jornalista e blogueiro Eduardo Guimarães e levado pela Policia Federal

Blogueiro Eduardo Guimarães é levado para depor pela PF
    
               

Segundo informações da página Jornalistas Livres, Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi alvo de um mandado de condução coercitiva nesta manhã, levado para a Superintendência da PF em São Paulo; advogados se dirigem ao local; caso pode estar relacionado a uma apuração de possíveis vazamentos sobre outra condução coercitiva, a do ex-presidente Lula, em março do ano passado

Do Jornalistas Livres

O blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi levado em condução coercitiva para a Superintendência da PF em São Paulo.

As informações ainda não estão claras.

Os advogados já se dirigem ao local, mas parece ser parte da investigação para apurar possíveis vazamentos sobre outra condução coercitiva, a de Lula, em março do ano passado.

Vamos aguardar, mas podemos estar diante de um severo e aberto ataque da Operação Lava Jato à liberdade de imprensa e expressão.

Atualizado às 10h15:

TIREM AS MÃOS DA IMPRENSA INDEPENDENTE!

#CensuraNão

O caso é gravíssimo. O blogueiro Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, foi retirado da casa dele, que fica no Paraíso, na zona Sul de São Paulo, às 6h.

A PF chegou ao apartamento às cinco da madrugada. Não permitiu que o porteiro interfonasse e esmurrou a porta da casa.

O agentes reviraram todo o apartamento e aprenderam os celulares da família e o computador pessoal do Eduardo. Ele foi conduzido no carro da PF para a superintendência da Lapa.

Não o deixaram ligar para advogado, o que caracteriza obstrução do direito de defesa.

Seus advogados ainda não conseguiram contato com ele.

Eduardo Guimarães teria sido preso por ter denunciado que a PF estava avisando/vazando para jornalistas da mídia golpista a iminente condução coercitiva do Lula.

Aguardamos mais informações dos advogados de Eduardo Guimarães e estamos tentando contato com a Polícia Federal.

Em breve, atualizações.

Publicado no Brasil247 



              

domingo, 19 de março de 2017

PF, MPF, Judiciário, e o reino dos Imbecis por Luis Nassif

A Carne Fraca e o reino dos imbecis

SAB, 18/03/2017 - 19:12
ATUALIZADO EM 18/03/2017 - 19:41

Luis Nassif

                         

A Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, traz uma comprovação básica: o nível de emburrecimento nacional é invencível. O senso comum definitivamente se impôs nas discussões públicas. E não se trata apenas da atoarda que vem do Twitter e das redes sociais. O assustador é que órgãos centrais da República – como o Ministério Público, a Polícia Federal, o Judiciário – tornaram-se reféns do primarismo analítico.

Como é possível que concursos disputadíssimos tenham resultado em corporações tão obtusamente desinformadas, a ponto de não ter a menor sensibilidade para o chamado interesse nacional. Não estou julgando individualmente delegados ou procuradores. Conheço alguns de alto nível. Me refiro ao comportamento dessas forças enquanto corporação.

Tome-se o caso da Operação Carne Fraca.

A denúncia chegou há dois anos na ABIN (Agência Brasileira de Inteligência). O delator informou que a Secretaria de Vigilância Sanitária no Paraná tinha sido loteada para o PMDB. Levantaram-se provas de ilícitos em alguns frigoríficos.

Por outro lado, há uma guerra fitossanitária em nível global, em torno das exportações de alimentos. Se os delegados da Carne Seca não fossem tão obtusos, avaliariam as consequências desse bate-bumbo e tratariam de atuar reservadamente, desmantelando a quadrilha, prendendo os culpados.

Mas, não. O bate-bumbo criou uma enorme vulnerabilidade para toda a carne exportada pelo país. Os anos de esforços gerais para livrar o país da aftosa, conquistar novos mercados, abrir espaço para as exportações ficaram comprometidos pelo exibicionismo irresponsável desse pessoal.
Ou seja, havia duas formas de se atingir os mesmos resultados:
1.     Uma investigação rápida, discreta e sigilosa.
2.     O bate-bumbo de criar a maior operação da história, afim de satisfazer os jogos de poder interno da PF.
As duas levariam ao mesmo resultado e a primeira impediria o país de ter prejuízos gigantescos, que pudessem afetar a vida de milhares de fornecedores, o emprego de milhares de trabalhadores, a receita fiscal dos impostos que deixarão de ser pagos pela redução das vendas – e que garantem o salário do Brasil improdutivo, de procuradores e delegados.
Qual das duas estratégias seria mais benéfica para o país? A primeira, evidentemente.
No entanto, o pensamento monofásico que acomete o país, não apenas entre palpiteiros de rede social, mas entre delegados de polícia, procuradores da República, jornalistas imbecilizados é resumido na frase-padrão de Twitter: se você está criticando a Carne Fraca, então você é a favor de vender carne podre.
Podre se tornou a inteligência nacional quando perdeu o controle de duas corporações de Estado – MPF e PF – permitindo que fossem subjugadas pelo senso comum mais comezinho. E criou uma geração pusilânime de donos de veículos de mídia, incapazes de trazer um mínimo de racionalidade a essa barafunda, permitindo o desmonte do país pela incapacidade de afrontar o senso comum de seus leitores.
Veja bem, não se está falando de capacidade analítica de entender os jogos internacionais de poder, a geopolítica, o interesse nacional, as sutilezas dos sistemas de apoio às empresas nacionais. A questão em jogo é muito mais simples: é saber discernir entre uma operação discreta e outra que afeta a imagem do Brasil no comércio mundial.
No entanto, essa imbecilidade, de que a destruição das empresas brasileiras contaminadas pela corrupção, permitirá que viceje uma economia mais saudável, é recorrente nesse reino dos imbecis. E se descobre que a estultice da massa é compartilhada até por altos funcionários públicos, regiamente remunerados, que se vangloriam de cursos e mais cursos aqui e no exterior. O sujeito diz asneiras desse naipe com ar de sábio, reflexivo. E é saudado por um zurrar unânime da mídia.
Discuti muito com uma antiga amiga, quando mostrava os impactos dessas ações nos chamados interesses nacionais e via mão externa, e ela rebatia com conhecimento de causa: não são conspiradores, são primários.
Imbecil é o país que se desarma completamente, Judiciário, mídia, organizações que se jactam de ter Escolas de Magistratura, de Ministério Público, de Polícia Federal e o escambau, permitindo mergulhar na mais completa ignorância institucional.
Publicado no jornal GGN do Jornalista Luis Nassif

sexta-feira, 17 de março de 2017

Procurador da Republica continua ataque a Lula por suas convicções e será processado segundo o advogado Cristiano Zanin

DEFESA DIZ QUE DALLAGNOL VOLTOU A AGREDIR LULA E SERÁ PROCESSADO

                            

O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu a entrevista coletiva do procurador Deltan Dallagnol desta sexta-feira 17, em que ele classificou Lula como "um general em crime de guerra", que "pratica crimes a partir de seu gabinete"; "a nova entrevista será levada aos procedimentos já em curso que objetivam o reconhecimento da suspeição do procurador e, ainda, o reconhecimento de sua responsabilidade civil pelos ilícitos praticados contra Lula. Também será levada ao conhecimento do Comitê de Direitos Humanos da ONU, para reforçar que Lula não está tendo no País direito a um julgamento justo e imparcial", diz a nota; leia a íntegra

247 – O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu a entrevista coletiva do procurador Deltan Dallagnol desta sexta-feira 17, em que ele classificou Lula como "um general em crime de guerra", que "pratica crimes a partir de seu gabinete".

Leia, abaixo, a íntegra:

O procurador da República Deltan Dallagnol voltou hoje (17/03) a atentar contra a honra e a reputação do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ambiente absolutamente estranho àquele que envolve sua atuação funcional, reforçando o viés pessoal e privado de sua ação.

Agora, vale-se de nova expressão, ao comparar Lula a um “general em crime de guerra”, que “pratica crimes a partir de seu gabinete”. E faz a grotesca ilação de que o ex-Presidente teria comandado ações criminosas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, apenas porque houve trocas de ministros na Casa Civil da Presidência da República.

A aparição de hoje na mídia segue a mesma linha do espalhafatoso e indigno PowerPoint apresentado em 14/09/2016, reforçando conduta incompatível com as garantias fundamentais asseguradas pela Constituição Federal e pelos Tratados Internacionais que o Brasil confirmou e se obrigou a cumprir, notadamente no que diz respeito à presunção de inocência. Os membros do Ministério Público têm o dever de zelar pela defesa da ordem jurídica (CF/88, art. 127), jamais afrontá-la.

Entendemos esse show midiático como esforço supremo para por em pé uma denúncia vazia. Após 24 audiências relativas à ação penal foco do PowerPoint, nas quais foram ouvidas 73 testemunhas, não se colheu qualquer prova contra Lula, pela simples razão de que nosso cliente não praticou qualquer ilegalidade, direta ou indiretamente. Não houve, nesses depoimentos, a indicação de qualquer fato que pudesse confirmar as absurdas acusações. Ao contrário, foram ouvidas as pessoas que comandaram o Ministério Público, a Polícia Federal, a CGU, a ABIN durante o governo Lula e todas afirmaram — sem exceção — que tiveram ampla autonomia para investigar e punir crimes e que jamais tiveram conhecimento de qualquer esquema de corrupção na Petrobras, muito menos de qualquer conduta ilícita envolvendo o ex-Presidente Lula.

Paulo Roberto Costa afirmou em juízo: “o presidente Lula era o representante maior aí do país, tivemos algumas reuniões em Brasília sempre acompanhado do presidente da Petrobras ou da diretoria toda, quando tinha algum projeto específico que ele mostrava interesse para desenvolvimento do estado e etc., eu fui algumas vezes lá em Brasília, inicialmente com o presidente José Eduardo Dutra, que já faleceu, e depois também tive algumas reuniões com a participação do José Sérgio Gabrielli junto com o presidente Lula, então eram assuntos da corporação que ele tinha interesse de ver em alguns estados, para desenvolvimento dos estados”. Afirmou, ainda: “jamais tive intimidade com o presidente da república, o presidente Lula (...) posso dizer que não existiu dele usar esse termo [Paulinho] em relação a mim, diretamente, e ele usou com terceiros aí eu não posso dizer, mas pessoalmente, primeiro que eu nunca tive nenhuma reunião eu só como presidente Lula, como falei sempre tive reuniões com a participação do presidente da Petrobras ou da diretoria da Petrobras, e eu não tinha intimidade com o presidente Lula (....)”

O depoimento de Costa, em juízo, desmente Dallagnol. E o lamentável é que o procurador optou por não comparecer às audiências e presenciar o desmentido formal de suas convicções.

A conduta de Dallagnol afronta até mesmo regras editadas pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em especial, a Recomendação nº 39, de 08/2016, segundo a qual “as informações e o momento de divulgá-las deve ser responsavelmente avaliados” (artigo 13). O mesmo ato normativo estabelece a necessidade de se “evitar que a manifestação do Ministério Público seja apresentada como decisão ou signifique condenação antecipada dos envolvidos” (artigo 14), o que é absolutamente incompatível com o comportamento do procurador.

Dallagnol age fora de suas atribuições constitucionais e legais para atacar Lula, reforçando, também, a absoluta incompatibilidade da atuação da AGU em sua defesa na ação em que o ex-Presidente cobra reparação por danos morais em virtude dos ilícitos praticados na exposição feita em ambiente privado, acompanhada do já referido PowerPoint.

A nova entrevista será levada aos procedimentos já em curso que objetivam o reconhecimento da suspeição do procurador e, ainda, o reconhecimento de sua responsabilidade civil pelos ilícitos praticados contra Lula. Também será levada ao conhecimento do Comitê de Direitos Humanos da ONU, para reforçar que Lula não está tendo no País direito a um julgamento justo e imparcial.

Cristiano Zanin Martins

Dilma deposta por um golpe parlamentar diz que o Brasil de Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves, Eliseu Padilha Moreira Franco é governado por Ladrões

DILMA CHUTA O PAU DA BARRACA E DIZ QUE O BRASIL É GOVERNADO POR LADRÕES
                  
Em sua entrevista mais contundente, a presidente eleita Dilma Rousseff, deposta pelo golpe parlamentar de 2016, diz que o Brasil passou a ser governado por ladrões, desde que Michel Temer subiu ao poder; sobre Eduardo Cunha, ela afirma que não fez acordo com ele porque seria impossível negociar com um "gângster inteligente"; ao falar sobre as perguntas de Cunha a Michel Temer, Dilma é enfática: "lá está Eduardo Cunha dizendo que quem roubava na Caixa Econômica Federal, no FGTS, é o Temer"; Dilma também explica por que demitiu Moreira Franco: "O gato angorá tem uma bronca danada de mim porque não o deixei roubar"; Dilma também falou sobre outros notórios aliados de Temer, como Eliseu Padilha e Geddel Vieira Lima, e disse que essa turma está lá para assaltar o Estado

247 – Eleita com 54 milhões de votos e derrubada por um golpe parlamentar, liderado por políticos que em breve serão investigados por esquemas de corrupção, caixa dois e propina, a presidente deposta Dilma Rousseff concedeu à jornalista Maria Cristina Fernandes sua mais contundente entrevista, desde que foi afastada do poder.

Sem meias palavras, Dilma deixou claro que o Brasil hoje é governador por ladrões. Não apenas Michel Temer, mas vários de seus aliados foram apontados como corruptos por Dilma.
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"O gato angorá tem uma bronca danada de mim porque não o deixei roubar. Chamei o Temer e disse: 'ele não fica'", diz Dilma, explicando por que demitiu Moreira Franco da Secretaria de Aviação Civil.

Coincidência ou não, Moreira Franco, que recentemente ganhou o foro privilegiado, aparece nas delações da Odebrecht, sendo acusado de cobrar propinas nas concessões de aeroportos.

Sobre Temer, Dilma deixa claro que é o próprio Eduardo Cunha, preso há mais de quatro meses em Curitiba, quem o chama de ladrão, nas perguntas que tentou encaminhar a ele, mas que foram vetadas pelo juiz Sergio Moro. "Lá está Eduardo Cunha dizendo que quem roubava na Caixa Econômica Federal, no FGTS, é o Temer. Leia minha filha. Alguém não sabe que o Cunha está dizendo que não foi o Yunes, mas o Temer?", questiona Dilma, mencionando ainda o ex-assessor especial José Yunes, que disse ter sido "mula" de Eliseu Padilha.

Dilma explica ainda por que não se aliou a Eduardo Cunha, para tentar evitar o golpe. "Você está falando de um gângster inteligente. Devia ajoelhar e aceitar as condições?", questiona. "Você vai me desculpar, mas eu não vou assaltar o País. Eduardo Cunha e eles assaltam o País".

A presidente legítima, que tem circulado como popstar pelo exterior, disse ainda que um de seus erros foi permitir que Michel Temer assumisse a articulação política, ao lado de Eliseu Padilha. Com isso, os dois perceberam as fragilidades da base aliada e prepararam o bote do golpe parlamentar de 2016. Padilha e outros aliados de Temer, como Geddel Vieira Lima, também são elencados por Dilma na categoria de "ladrões".

"Saber quem eles são, nós sabemos. Não tenho a menor dúvida de quem é Padilha e Geddel. Sabia direitinho. Inclusive uma parte do que sou e da minha intolerância é porque eu sabia demais quem eles eram".

Resumo da ópera: Dilma caiu porque não permitiu que a turma do PMDB, hoje no poder sem intermediários, roubasse o quanto queria.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Ministro do STF a suprema corte do Brasil oferece jantar para investigados na Lava-jato

                           Gilmar Mendes faz jantar para políticos investigados 

              
                                            Seria ele o chefão?
Ministro do Supremo Tribunal Federal recebeu em sua casa políticos que são alvo de pedidos de inquérito do procurador-geral Rodrigo Janot, além de Michel Temer, acusado de organizar um encontro no Jaburu para pedir R$ 10 milhões do caixa dois da Odebrecht; lista dos convidados do convescote de Gilmar inclui José Serra, suspeito de receber R$ 23 milhões na Suíça, e Aécio Neves, o político tarja preta delatado por esquemas em Furnas, no Banco Rural e nas obras da Cidade Administrativa de Minas Gerais; também participaram do encontro nomes como Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e Agripino Maia, todos também investigados por propinas e caixa dois; em Brasília, ninguém se preocupa mais com as aparências

Brasília 247 - O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF, Gilmar Mendes, recebeu em sua casa na noite desta quarta-feira (15) Michel Temer e alguns dos principais políticos da base do governo para costurar um acordo em torno de uma reforma política. O grupo reuniu alguns dos principais nomes na lista de investigados da Odebrecht, como os senadores José Serra, Aécio Neves e Agripino Maia, além dos presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia e Euníco Oliveira.

Um dos pontos centrais é um novo modelo de financiamento de campanhas, na esteira do debate da criminalização de doações eleitorais.
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As informações são de reportagem de Marina Dias, Bruno Boghossian, Pedro Ladeira e Daniela Lima na Folha de S.Paulo.

"O jantar, em uma residência de Gilmar no setor de mansões isoladas em Brasília, foi organizado em homenagem aos 75 anos do senador José Serra (PSDB-SP), que serão completados no domingo (19).

Além de Temer, estavam entre os presentes o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Agripino Maia (DEM-RN), o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Mauro Campbell, além de embaixadores e outros convidados.

Temer chegou à casa de Mendes perto das 23h, após participar de um jantar com senadores do PMDB.

Essa é a segunda vez em quatro dias que políticos da base do governo se reúnem para tratar de projetos que podem ser votados no Congresso com o objetivo de criar um novo modelo para o financiamento de campanha. Na manhã desta quarta, Temer se reuniu no Palácio do Planalto com Mendes, Maia e Eunício para discutir o assunto."

Publicado no Brasil247

O procurador geral do Brasil Rodrigo Janot pede abertura de inquérito contra governadores e dezenas de políticos brasileiros

LISTA DE JANOT INCLUI  GOVERNADORES MINISTROS SENADORES E DEPUTADOS
                      

Lista de pedidos de investigações de autoridades encaminhada nessa terça-feira, 14, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, inclui solicitação de abertura de inquéritos contra 10 governadores, com base das delações dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht; Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância responsável por julgar processos contra governadores, já foi informado dos pedidos da "Lista de Janot", que estão entre os 83 pedidos protocolados no Supremo Tribunal Federal; cúpula do governo de Michel Temer e seu principais aliados no Congresso estão com pedidos de investigação protocolados no STF

247 - A lista de pedidos de investigações de autoridades encaminhada nessa terça-feira, 14, pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, inclui solicitação de abertura de inquéritos contra 10 governadores, com base das delações dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância responsável por julgar processos contra governadores, já foi informado dos pedidos da "Lista de Janot", que estão entre os 83 pedidos protocolados no Supremo Tribunal Federal.

Os nomes dos governadores não foram divulgados. Em nota, o órgão informou que Janot, solicitou ao ministro Fachin o fim do segredo dos documentos, "considerando a necessidade de promover transparência e garantir o interesse público", segundo o órgão.

Entre os pedidos de competência do STF, Janot pediu abertura de investigação contra os principais articuladores do golpe que derrubou a presidente Dilma Rousseff: cinco ministros de Michel Temer estão na lista: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia e Comunicações) e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores).

No Congresso, parlamentares que atuaram fortemente para derrubar a presidente Dilma também podem ser alvos de investigação, caso os pedidos de Janot sejam autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. São eles: os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), além dos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA), José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG)