sexta-feira, 10 de março de 2017

A delação que pode implodir o PSDB de São Paulo arrastando Jose Serra Geraldo Alckmin e Aloísio Nunes o chanceler brasileiro

Paulo Preto quer delatar sobre esquemas tucanos, diz jornal

QUI, 09/03/2017 - 11:55
ATUALIZADO EM 09/03/2017 - 11:58

                          

Jornal GGN - Deve ceder à delação o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Diretor da Dersa, estatal responsável por investimentos rodoviários de São Paulo, durante governos tucanos, é apontado como o principal elo entre a Odebrecht e os repasses feitos a políticos do PSDB.

Se aceitar falar ao Ministério Público Federal (MPF), em acordo de colaboração premiada, como indica o Painel da Folha desta quinta-feira (09), o engenheiro deve entregar revelações de esquema de corrupção e repasses a políticos durante os anos de 2005 a 2010, quando Geraldo Alckmin e José Serra governavam São Paulo.

De acordo com o jornal, Paulo passou mais de duas horas com um grupo de criminalistas estudando as opções diante dos avanços da Operação Lava Jato, com a colaboração da Odebrecht, em políticos do PSDB.


Após ser citado por delatores da Odebrecht, os advogados teriam aconselhado o engenheiro a finalmente propor um acordo de colaboração com os procuradores da República. "Os advogados que aconselharam Souza disseram que ele deveria se apressar a falar", publicou o diário, com a análise de que se o ex-diretor da Dersa passar as informações antes das delações da empreiteira, terá mais valor e melhores recompensas em eventual condenação.

Paulo Preto comandou um grupo da estatal paulista que coordenava os investimentos rodoviários entre o Estado e municípios, entre os anos de 2005 e 2006, por indicação de Alckmin. Já no governo de Serra, em 2007, o engenheiro foi promovido à Diretoria de Engenharia da Dersa.

É apontado como um dos principais arrecadadores do PSDB nos últimos anos, em obras importantes dos governos de São Paulo, como a do Rodoanel, e a suspeita de que a Lava Jato comece a avançar sobre políticos tucanos atemoriza os integrantes e caciques do PSDB.

Em acusação mais recente, o operador financeiro Adir Assad informou aos investigadores da Lava Jato ter repassado cerca de R$ 100 milhões a Paulo Preto durante a gestão de José Serra. Assad é indicado como o maior emissor de notas frias para lavagem de dinheiro de empreiteiras envolvidas em corrupção na Petrobras.

Por outro lado, o operador omitiu os nomes de políticos que disse ter sido contemplados com as propinas dos esquemas, simplesmente por não ter documentos que possam corroborar sua versão, uma vez que seu papel era o de, apenas, lavar o dinheiro e repassar a operadores indicados, como Paulo Preto.

Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif




              

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