domingo, 30 de abril de 2017

Dilma x Aécio Aloísio porque o TSE os trata de maneiras desiguais?

DILMA PÕE TSE EM SAIA JUSTA E PEDE O MESMO TRATAMENTO DADO PELO STF A AÉCIO  
                       
Presidente deposta Dilma Rousseff solicitou ao ministro Herman Benjamin, relator da ação de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, que ofereça a ela a mesma decisão do presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, que suspendeu depoimento do senador Aécio Neves (PSDB) no inquérito da Lista de Furnas até que que ele tenha acesso ao depoimento dos demais envolvidos; argumento utilizado para solicitar a isonomia é que Dilma tem sido acusada em delações premiadas, mas não teve acesso aos autos e à íntegra dos depoimentos, colhidos por autoridades da Lava Jato e vazadas seletivamente para a imprensa; “A situação jurídica é esdrúxula”, disse o advogado Flávio Caetano; “Os acusadores perante o TSE, senadores Aécio Neves e Aloisio Nunes, conseguiram como acusados perante o STF o acesso prévio a depoimento de colaboradores premiados, mas Dilma Rousseff, não”

247 - A presidente deposta Dilma Rousseff colocou nesta quinta-feira, 28, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) numa tremenda saia justa. A defesa da presidente eleita solicitou ao ministro Herman Benjamin, relator da ação de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE, que ofereça a ela o mesmo tratamento dispensado pelo presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, ao senador Aécio Neves (PSDB), derrotado nas eleições de 2014 e o principal idealizar do golpe parlamentar de 2016.
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Em decisão no Supremo Tribunal Federal, Gilmar Medes acatou o pedido da defesa de Aécio para não prestar depoimento sobre o caso da Lista de Furnas, em que acusado de receber propina, que foi confirmada pelo delator Fernando Moura. Aécio só quer ser ouvido após ter acesso ao depoimento dos demais envolvidos. Mendes citou a Súmula Vinculante 14, que diz que "é direito do defensor, no interesse de seu representado, ter acesso amplo aos elementos da prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão de competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa" (leia aqui).

Segundo a assessoria de imprensa de Dilma, o argumento utilizado para solicitar a isonomia é que Dilma tem sido acusada em delações premiadas, mas não teve acesso aos autos e à íntegra dos depoimentos, colhidos por autoridades da Lava Jato e vazadas seletivamente para a imprensa.

O procedimento que beneficiou Aécio já foi adotado também no caso do ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes Ferreira. “A situação jurídica é esdrúxula”, disse o advogado Flávio Caetano. “Os acusadores perante o TSE, senadores Aécio Neves e Aloisio Nunes, conseguiram como acusados perante o STF o acesso prévio a depoimento de colaboradores premiados, mas Dilma Rousseff, não”.

Segundo Flávio Caetano, o STF autorizou expressamente que tais depoimentos pudessem ser feitos perante o TSE, com manutenção do sigilo judicial. Além disso, os colaboradores premiados assumiram o compromisso de dizer a verdade em juízo, como decorrência do acordo de colaboração premiada que fora homologado pelo STF. Ocorre que o direito ao acesso prévio a depoimentos de colaboradores premiados e respectivos documentos de corroboração não tem sido contemplado à presidente eleita.

De acordo com a assessoria de Dilma, enquanto o Supremo tem assegurado aos investigados o livre e amplo acesso aos termos de colaboração e depoimentos anteriores que embasaram aqueles inquéritos, o mesmo não vem ocorrendo nos autos da investigação em curso no TSE, principalmente a partir dos depoimentos de ex-dirigentes da Odebrecht. Segundo a defesa de Dilma, a investigação do TSE não pode continuar sem que ela tenha acesso ao inteiro teor dos depoimentos já colhidos perante o STF e a Procuradoria Geral da República.

Publicado no Brasil247

sábado, 29 de abril de 2017

Dilma e Lula criticam Michel Temer em ato pela industria no polo Naval de Rio Grande

Em discurso de defesa da indústria naval, Lula e Dilma criticam Temer

SAB, 29/04/2017 - 16:25
ATUALIZADO EM 29/04/2017 - 16:28

"Eles poderiam ter disputado eleição, mas já tinham perdido quatro vezes. E cada medida é uma continuação do golpe", disse Dilma.No Rio Grande do Sul, Lula emendou: "eles estão destruindo tudo que Getúlio Vargas fez a nível de direitos trabalhistas"
 
                    
                   Dilma e Lula em Rio Grande (RS) - Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff participaram, neste sábado (29), de um ato em defesa do polo naval, na cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Em discurso, Dilma e Lula ressaltaram que a crise na região é resultado "de mais uma etapa do golpe".
 
"O golpe não acabou! O fim do polo naval, que vai contra a soberania nacional, é mais uma etapa do golpe!", exclamou Dilma Rousseff. "Eles poderiam ter disputado eleição. Mas eles já tinham perdido quatro vezes. E cada medida é uma continuação do golpe", ressaltou a ex-presidente, fazendo referência ao governo de Michel Temer, na aliança entre o PMDB e o PSDB.
 
 
                      
 
Também em discurso forte contra as medidas econômicas do governo Temer e as elites brasileiras, Lula afirmou: "Eu não consigo encontrar explicação para o ódio  contra o PT. Achava que o ódio era contra mim, que sou nordestino, não fiz faculdade. Mas aí chegou uma presidenta estudada e o ódio foi maior. Porque a elite deste país ainda trata mulher como objeto de cama e mesa".
 
"Uma nação não pode ser governada por alguém que não sabe governar. Não pode ser governada por alguém que não entenda a alma do nosso povo. Que não conheça a diversidade do Oiapoque ao Chuí", seguiu Lula, sobre Temer. "A Petrobras não é apenas uma empresa produtora de petróleo. É um patrimônio tecnológico deste país. Eu assumi o compromisso de erguer a indústria naval brasileira. Porque o país tem que ter um projeto de desenvolvimento. Viviam dizendo que a 'metade sul' estava falida. E eu não entendia. E eu vim ver de perto e vi que era uma região rica", afirmou.
 
Sobre a localidade, o ex-presidente exclamou: "Esses caras deram um golpe na Dilma dizendo e iam melhorar o país e eles só pioram o país. Mas eles estão destruindo tudo que Getúlio Vargas fez a nível de direitos trabalhistas".
 
          
 
Organizado pela Frente Brasil Popular, o evento com cerca de 30 mil pessoas defende o setor, que perdeu 17 mil empregos nos últimos três anos, fragilizando a economia local. Entre as pautas, está a interrupção dos trabalhos no estaleiro da região. 
 
O polo naval foi responsável pelo crescimento de 12% da economia na região, quadruplicou a arrecadação e dobrou a renda. Desde que enfrenta dificuldades, uma das maiores para a cidade de Rio Grande foi a demissão de 3,2 mil trabalhadores da Ecovix, em dezembro do último ano. 
 
"O Polo Naval foi construído com base numa visão de soberania. Tudo que pode ser construído no Brasil, deve ser construído aqui. O Polo Naval trazia para nós um caminho de esperança, de um Brasil soberano, que está sendo destruído", completou Dilma.
 
Durante o discurso, o ex-presidente Lula aproveitou para mencionar a investigação que tramita contra ele na Vara Federal de Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato. Ao explicar que durante a sua gestão, ele assumiu o compromisso com as indústrias brasileiras, incluindo a naval, comentou: "Estou preocupado que o Moro deve estar vendo meu discurso, porque não tá me julgando por corrupção, mas pelo jeito de governar este país".
 
E emendou: "Mas, como disse Fidel Castro, a história me absorverá".

Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

sexta-feira, 28 de abril de 2017

A greve geral histórica no Brasil

                                                   28 de Abril de 2017

               

A greve geral bate à porta da História
A julgar por todas as informações disponíveis, inclusive no Planalto, no final do dia será possível ter uma dimensão exata dos efeitos da greve geral na evolução política do país.

Na madrugada de 28 de abril, quando publico estas linhas, já é possível reconhecer sinais importantes sobre a jornada de hoje, que anunciam o mais amplo esforço até aqui dos brasileiros e brasileiras para enfrentar o retrocesso político iniciado pela encenação parlamentar -- a expressão é de Joaquim Barbosa -- que afastou Dilma Rousseff e abriu as portas para o mais violento ataque violento e a seus direitos desde a unificação da Previdência Social e da CLT, há mais de 70 anos.

(As oito e meia da manhã já era possível enxergar aquela que parece ser a maior greve de trabalhadores da história do Brasil. Em São Paulo, o transporte de ônibus, metrô e trem começou a ser paralisado desde a madrugada. Mas era possível saber que a greve ia além disso. Várias categorias cruzaram os braços por conta própria, em pontos estratégicos da cidade. A maioria das fábricas do ABC ficou parada, inclusive Diadema. Mesmo operários de empresas que têm uma frota própria para transportar operários, como a GM de São de José dos Campos, não foram trabalhar. De vários pontos do país, chegavam notícias de um movimento unificado e amplo).

A ação unificada das organizações tradicionais do movimento operário – sindicatos e centrais sindicais – levar para a rua um protesto amplo e vigoroso, expressão da vontade da maioria da sociedade brasileira.

Sob sua inspiração, nos últimos dias o apoio à mobilização chegou a juventude esclarecida – em muitos casos também endinheirada – das grandes escolas de São Paulo. Fez parte da conversa de babás que passeiam com crianças nos bairros chiques das grandes cidades e, mesmo escondida por jornais, a começar pela TV Globo, também foi assunto em ponto de ônibus e botequins.

A mesma energia já chegou as diversos periferias de um país imenso e desigual, num universo que se confunde com os vários tecidos desta nação, como expressa a mobilização de uma centena de bispos da Igreja Católica, ao lado de lideranças protestantes tradicionais, também engajadas no protesto.

Sem mostrar -- e todos sabemos por que isso aconteceu – a mesma disposição de luta quando se tratava de impedir o afastamento de Dilma, nos últimos dias colocou-se de pé uma população que só costuma cruzar os braços e ir para rua em momentos de virada da história.

O que se pretende, aqui e agora, é impedir o ataque a direitos da vida de cada um, há muito consolidados, que já fazem parte da memória das famílias, dos planos de futuro de filhos e netos, num país onde o bem-estar social é um embrião que precisa ser defendido e e aperfeiçoado e não destruído.

É daí que vem a resistência.

Quem não consegue enxergar o que se passa irá quebrar a cara, como já se viu pelo comportamento vergonhoso de autoridades que – Temer, Dória, ACMinho à frente – assumiram a fantasia de ditadorzinhos fora de época, admiradores tardios e incorrigíveis do obscurantismo e da repressão.

A mobilização de uma aparato repressivo gigantesco, sem qualquer justificativa, em Brasília, apenas confirma o nível de irresponsabilidade política cultivado por um governo sem qualquer compromisso com a democracia e a liberdade de expressão, apenas com a defesa de privilégios e vantagens.

Numa demonstração de falta de compromisso real real com o destino da maioria dos brasileiros e brasileiras, ameaçam punir uma própria população, que paga seus vencimentos ergueu seus palácios, e não aceita ser destituída de direitos que sempre defendeu com unhas e dentes, e que só não foi consultada para falar o que pensa porque todos sabem muito bem o que iria dizer.

Para empregar um termo que se tornou uma moda analítica, a greve geral mostra que o ciclo Michel Temer durou pouco, foi um desastre e não deixará saudades. Não tem legitimidade para prosseguir em seu radicalismo reacionário e intolerante. Considerando padrões mínimos de civilização e democracia, nenhum governo pode sobreviver a tamanha ruína. Rejeitado pela população, seu projeto destrutivo de país deve ser paralisado imediatamente.

O debate que interessa, na conclusão obrigatório, de 28 de abril de 2017, consiste em abrir a porta para o país sair desse grande malogro e retornar a democracia, ao debate político democrático, através de eleições diretas. Esta é a obrigação de quem não perdeu a capacidade de olhar para o futuro. Já.

Não vamos ter dúvidas. Esta é a conversa a ser feita hoje -- antes e depois. 

Publicado no Brasil247

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O Fracasso chamado Michel Temer o presidente golpista do Brasil

DEPRESSÃO ECONÔMICA DE TEMER PRODUZ ROMBO FISCAL RECORDE EM MARÇO
                         
Com Michel Temer no comando do País, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de R$ 11,061 bilhões em março, resultado mais fraco para esse mês desde o início da série histórica em 1997, afetado pela queda da arrecadação a despeito do forte aumento de receitas com dividendos e royalties; desequilíbrio fiscal foi o pretexto usado pela aliança PMDB-PSDB para golpear a democracia brasileira, mas a depressão econômica produzida em um ano de golpe derrubou a arrecadação de impostos, deteriorando ainda mais as contas públicas

Reuters - O governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) registrou déficit primário de 11,061 bilhões de reais em março, resultado mais fraco para esse mês desde o início da série histórica em 1997, afetado pela queda da arrecadação a despeito do forte aumento de receitas com dividendos e royalties.O dado, divulgado pelo Tesouro nesta quinta-feira, veio pior que a projeção de analistas de saldo negativo em 8,5 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

Enquanto Tesouro e BC tiveram juntos superávit primário de 2,028 bilhões de reais, a Previdência puxou o resultado fortemente para baixo, com rombo de 13,089 bilhões de reais no mês.

Considerando o resultado consolidado, a receita líquida do governo central teve queda real de 1,4 por cento em março, a 87,487 bilhões de reais, afetada pela diminuição de impostos recolhidos e menor arrecadação previdenciária, reflexo da forte recessão vivida pelo país nos últimos dois anos.

Os dois movimentos acabaram ofuscando o forte crescimento no mês da receita com dividendos e participações, de 318,3 por cento sobre um ano antes, a 1,7 bilhão de reais em março. A receita em cota-parte de compensações financeiras também subiu 47,9 por cento na mesma base, a 1,8 bilhão de reais.

Segundo o Tesouro, os avanços ocorreram por conta do aumento na produção interna e pela elevação do preço internacional do petróleo, que ajuda na arrecadação de royalties.

No mês passado, as despesas totais do governo central subiram 1,6 por cento, também descontada a inflação, a 98,548 bilhões de reais.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve alta real de 7,4 por cento nas despesas de pessoal e com encargos sociais, aumento de 3,8 por cento em benefícios previdenciários e elevação de 2,5 por cento em "outras despesas obrigatórias", linha que inclui abono e seguro desemprego e Benefícios de Prestação Continuada (BPCs), voltados à assistência social.

No primeiro trimestre, o déficit do governo central somou 18,297 bilhões de reais, também representando o pior dado para o período da série histórica. Na mesma etapa de 2016, o rombo havia sido de 18,060 bilhões de reais.

A meta do governo central neste ano é de déficit primário de 139 bilhões de reais, quarto resultado consecutivo no vermelho do país. Ou seja, com as receitas menores do que as despesas, sem contar pagamento de juros da dívida pública.

Para conseguir cumpri-lo, o governo já anunciou forte contingenciamento nas despesas discricionárias, além de medidas de elevação tributária, como o fim da desoneração da folha de pagamento das empresas para dezenas de setores.

Publicado no Brasil247

LÉO PINHEIRO DONO DA OAS APRESENTA PROVAS DE PROPINA NO RODOANEL EM SP

    
                   

Ex-presidente da OAS apresentou documentos que comprovam o pagamento de cerca de R$ 17 milhões em propinas referentes às obras do trecho 5 do Rodoanel, em São Paulo; pagamentos teriam sido efetuados entre 2008 e 2009 a uma empresa de locação de equipamentos que teria atuado como intermediária do esquema; segundo Pinheiro, as propinas foram pagas no período em que Paulo Vieira Souza, o Paulo Preto, era diretor da Dersa; Souza é apontado como operador de campanhas do PSDB

SP 247 - O ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro apresentou à Justiça documentos que comprovam o pagamento de cerca de R$ 17 milhões em propinas referentes às obras do trecho 5 do Rodoanel, em São Paulo, segundo reportagem do Globo desta quinta.

Os pagamentos teriam sido efetuados entre 2008 e 2009 a uma empresa de locação de equipamentos que teria atuado como intermediária do esquema. A defesa de Pinheiro também apresentou documentos apontando pagamento de mais de R$ 13 milhões em propinas pelo Consórcio Novo Cenpes, que atuou nas obras de construção do Centro de Pesquisas da Petrobras, na Ilha do Fundão.

Segundo Pinheiro, os pagamentos das propinas referentes ao trecho 5 do Rodoanel foram realizados no período em que Paulo Vieira Souza, o Paulo Preto, era diretor da Dersa. O engenheiro é apontado como operador de campanhas do PSDB. Apesar dos contratos terem sido assinados somente em 2006, delatores afirmam que Paulo Vieira foi o responsável por criar o cartel de empreiteiras que atuou em diversas obras em São Paulo entre os anos de 2004 e 2008.

Outros sete delatores ad Odebrecht também informaram, em seus depoimentos de delação premiada, que pagaram R$ 1,2 milhão em propinas ligadas às obras do Rodoanel. Eles também dizem que quando José Serra (PSDB) assumiu o governo paulista, Paulo Preto teria pedido o equivalente a 0,75% do valor dos contratos para evitar fazer alterações que prejudicassem as empreiteiras. Paulo Preto também teria pedido apoio às campanhas de Gilberto Kassab (PSD) e dos senadores José Serra (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB). Kassab, Serra e Aloysio negam as acusações.

Por meio de nota, Paulo Vieira de Souza nega as acusações e afirma que as delações não passam de "fábulas, mentiras e calúnias".

Publicado no Brasil247

terça-feira, 25 de abril de 2017

PLANILHA DE PROPINA DA ODEBRECHT COMPLICA MICHEL TEMER

                           
Planilha apresentada pelos delatores da Odebrecht Marcio Faria e Rogério Araújo que pode comprovar a negociação, feita por Michel Temer em seu escritório político em São Paulo, de US$ 40 milhões em propina para o PMDB é mais um capítulo a reforçar as investigações contra o peemedebista alçado à Presidência por um golpe parlamentar; pagamentos começaram em 21 de julho de 2010, seis dias depois da reunião no escritório de Temer; projeto que resultou no contrato foi concebido na Diretoria Internacional da Petrobras, na época comandada por Jorge Zelada, indicado para o cargo em 2008 pela bancada de deputados do PMDB, da qual Temer liderava


247 - A planilha apresentada pelos delatores da Odebrecht Marcio Faria e Rogério Araújo que pode comprovar a negociação, feita por Michel Temer em seu escritório político em São Paulo, de uma negociata de US$ 40 milhões em propina para o PMDB é mais um capítulo a reforçar as investigações contra o peemedebista alçado à Presidência por um golpe parlamentar em 2016.

Como mostra reportagem do jornalista André Barrocal, da Carta Capital, os pagamentos começaram em 21 de julho de 2010, seis dias depois da reunião no escritório de Temer. Um repasse de 256 mil dólares a "Tremito", codinome para identificar PMDB, segundo um dos delatores. O outro codinome para PMDB era "Mestre", diz o mesmo delator. "Tremito" e "Mestre" receberam 32 milhões de dólares entre 2010 e 2012, provavelmente no exterior.

Os outros 8 milhões de dólares em propinas, a inteirar os 40 milhões da negociata, foram pagos aos codinomes "Ferrari", "Drácula" e "Camponez". Trata-se de um trio de petistas, o senador cassado Delcidio Amaral (MS), o atual líder do partido no Senado, Humberto Costa (PE), e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Costa está oficialmente sob investigação do MPF por causa dessa história.

O contrato de 825 milhões de dólares a resultar nas propinas foi firmado em outubro de 2010 pela Odebrecht com a Petrobras, com o objetivo de proporcionar a manutenção de unidades da estatal em nove países. Um serviço do tipo "Plano de Ação de Certificação em Segurança, Meio Ambiente e Saúde", conhecido no mundo dos negócios pela sigla PAC SMS.

O projeto que resultou no contrato foi concebido na Diretoria Internacional da Petrobras, na época comandada por Jorge Zelada, indicado para o cargo em 2008 pela bancada de deputados do PMDB, da qual Temer fazia parte. A fraude, segundo os delatores, consistiu em arranjar a licitação para a Odebrecht ser a vencedora. Em troca, farta recompensa financeira. Teria sido Aluisio Teles, número 2 na diretoria de Zelada, quem procurou Araújo, da Odebrecht, com a oferta.

A recompensa teria sido fixada em 40 milhões de dólares por João Augusto Henriques, homem que os deputados do PMDB de fato queriam na vaga de Zelada e que andava nas sombras pela Diretoria Internacional. Para a negociata ser selada, diz Araújo, Henriques marcou uma reunião dele, Araújo, com o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). E este marcou outra com Temer.

Leia na íntegra a reportagem de André Barrocal.

Publicado no Brasil247

domingo, 23 de abril de 2017

A versão de Lula que a mídia do Brasil não mostra


A versão de Lula

Escrito por Miguel do Rosário, Postado em Redação
                     

Jornalismo de verdade precisa ouvir o outro lado. Mas não é fingir que ouve, apenas por protocolo. Tem de ouvir mesmo, atentamente, expor a versão deste outro lado, em alguns casos, como o de Lula, com ainda mais destaque do que os ataques.

Mas, no Brasil, a nossa imprensa corporativa não faz jornalismo. Ela faz guerra, apenas.

***

No site de Lula

Caso Odebrecht: Por que voltam a atacar Lula e sua biografia
Publicado em 16/04/2017 TWITTER FACEBOOK

Perguntas e Respostas

O ex-presidente Lula está mais uma vez no centro de intenso bombardeio midiático. Na liderança do ataque, o Jornal Nacional da Rede Globo divulgou 40 minutos de noticiário negativo em apenas 4 edições. Como vem ocorrendo há mais de dois anos, Lula é alvo de acusações frívolas e ilações que, apesar da virulência dos acusadores, não apontam qualquer conduta ilegal ou amparada em provas. Desta vez, no entanto, além de tentar incriminar Lula à força, há um esforço deliberado de reescrever a biografia do maior líder popular da história do Brasil.

Os depoimentos negociados pelos donos e executivos da Odebrecht – em troca da redução de penas pelos crimes que confessaram – estão sendo manipulados para falsificar a história do governo Lula. Insistem em tratar como crime, ou favorecimento, políticas públicas de governo voltadas para o desenvolvimento do país e aprovadas pela população em quatro eleições presidenciais.

São políticas públicas transparentes que beneficiaram o Brasil como um todo – não apenas esta ou aquela empresa – como a adoção de conteúdo nacional nas compras da Petrobras, a construção de usinas e integração do sistema elétrico, o financiamento da agricultura, o apoio às regiões Norte e Nordeste, a ampliação do crédito a valorização do salário e as transferências de renda que promoveram o consumo e dinamizaram a economia, multiplicando por quatro o PIB do país.

Estas políticas não foram adotadas em troca de supostos benefícios pessoais, como querem os falsificadores da história. Elas resultaram do compromisso do ex-presidente Lula de proporcionar uma vida mais digna a milhões de brasileiros.

Por isso Lula deixou o governo com 87% de aprovação e é apontado pela grade maioria como o melhor presidente de todos os tempos. É contra esse reconhecimento popular que tentam criar um falso Lula, apelando para o preconceito e até para supostas opiniões de quem chefiou a ditadura, de quem mandou prender Lula por lutar pela democracia e pelos direitos dos trabalhadores.

No verdadeiro frenesi provocado pela edição dos depoimentos da Odebrecht, é preciso lembrar que estes e outros delatores da Lava Jato foram pressionados a apresentar versões que comprometessem Lula. Mas tudo o que apresentaram, antes e agora, são ilações sem provas.

E é preciso lembrar também que essa teia de mentiras está sendo lançada contra Lula às vésperas do julgamento de uma ação na Vara da Lava Jato que pretende condená-lo não apenas sem provas, mas contra todas as provas testemunhais e documentais de sua inocência.

E lembrar ainda que o novo bombardeio de mídia foi deflagrado no momento em que, mesmo não sendo candidato, Lula é apontado crescentemente nas pesquisas como o favorito para as eleições presidenciais.

Por tudo isso, é necessário analisar cada uma das ilações apresentadas, para desfazer cada fio dessa a teia de mentiras.

Há algum ato ilegal de Lula relatado na delação da Odebrecht?

Não há. Delações não são provas, mas informações prestadas por réus confessos que apenas podem dar origem a uma investigação. A legislação brasileira proíbe expressamente condenações baseadas somente em delações, negociadas em troca da obtenção de benefícios penais por réus confessos. As delações devem ser investigadas e os depoimentos de delatores expostos ao questionamento dos advogados de defesa. Por enquanto, o que existe, são depoimentos feitos aos procuradores, a acusação, divulgados de forma espetacular antes dos advogados terem acesso a eles.

No passado, depoimentos divulgados de forma semelhante – como os de Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Delcídio do Amaral – quando confrontados com depoimentos em juízo dos mesmos colaboradores não revelaram qualquer crime ou prova contra o ex-presidente Lula.

É parte da estratégia de lawfare e uso da opinião pública da Lava Jato, teorizada por Sérgio Moro em artigo de 2004, “deslegitimar o sistema político” usando a mídia, e destruir a imagem pública dos seus alvos para substituir o devido processo legal pela difamação midiática.

Sítio em Atibaia

Há mais de um ano a Lava Jato investiga um sítio no interior de São Paulo. Os proprietários do sítio, que não é do ex-presidente Lula, já provaram a propriedade e a origem dos recursos para a compra do sítio. Mesmo o relato de Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar indicam que eles desconhecem de quem é a propriedade, além do que ouviram em boatos, e de que a reforma de tal sítio seria uma surpresa para o ex-presidente, dentro de uma ação que não o envolveu em uma propriedade que não é sua. É estranho nesse contexto que Emílio Odebrecht diga que na véspera do fim do mandato tenha “avisado” Lula da obra. E é inadmissível que o silêncio de Lula, diante do suposto aviso, seja interpretado como evidência. O sítio não é do ex-presidente, não há nenhum ato dele em relação ao sítio, nem vantagem indevida, patrimônio oculto ou contrapartida.

“Terreno” e doações ao Instituto Lula

Como já foi repetido várias vezes e comprovado nos depoimentos e documentos, o Instituto Lula jamais recebeu qualquer terreno da Odebrecht. Ele funciona em um sobrado adquirido em 1991. O tal terreno foi recusado. E foi recusado porque sequer havia sido solicitado pelo Instituto ou por Lula. É prova do lawfare e perseguição a Lula que um terreno recusado seja objeto de uma ação penal.

O Instituto recebeu doações de dezenas de empresas e indivíduos diferentes. Todas registradas. As doações da Odebrecht não representam nem 15% do valor total arrecadado pelo Instituto antes do início de uma perseguição judicial. Todas as doações foram encaminhadas por meio de diretores com o devido registro fiscal. Jamais houve envolvimento de Antonio Palocci ou de qualquer intermediário nos pedidos de doação ao Instituto. Os depoimentos de delatores Alexandrino Alencar e Marcelo Odebrecht inclusive se contradizem sobre esse assunto.

“Conta amigo”, os milhões virtuais que Lula nunca recebeu

Esta é a mais absurda de todas as ilações no depoimento de Marcelo Odebrecht. Ele disse que Lula teria uma “conta corrente” na empresa. Ora diz que essa conta seria de 35 milhões, ora seria de 40 milhões, mas ressalva que jamais conversou com Lula sobre essa conta. Narra uma confusa movimentação de saída e entrada de recursos, citando a compra de um terreno (depois devolvido), uma doação ao Instituto Lula e supostas entregas em dinheiro vivo a Branislav Kontic, totalizando R$ 13 milhões. Diz ainda que parte da reserva continuou na tal conta.

Se for verdadeiro o depoimento, Marcelo Odebrecht teria feito, na verdade, um aprovisionamento em sua contabilidade para eventuais e futuros transferências ou pagamentos. Isso é muito diferente de dizer que havia uma “conta Lula” na Odebrecht, como reproduzem as manchetes levianas. A ser verdadeira, trata-se, como está claro, de uma decisão interna da empresa. Uma “conta” meramente virtual, que nunca foi transferida, nem no todo nem em parte, que nunca se materializou em benefícios diretos ou indiretos para Lula.

O fato é que Lula nunca pediu, autorizou ou sequer teve conhecimento do suposto aprovisionamento.

As três supostas evidências apresentadas sobre a conta virtual desmoronam diante da realidade, a saber: a) o terreno comprado supostamente para o Instituto Lula nunca foi entregue, porque nunca foi pedido por quem de direito; b) as doações da Odebrecht para o Instituto Lula foram feitas às claras, em valores contabilizados na origem e no destino, e informadas à Receita Federal, em transação transparente; c) a defesa de Branislav Kontic negou, em nota ao Jornal Nacional, que seu cliente tenha praticado as ações citadas pelos delatores.

Todos os sigilos de Lula e sua família – bancários, fiscal, telefônico – foram quebrados. O Ministério Público sabe a origem de todos os recursos recebidos por Lula, o destino de cada centavo ganho pelo ex-presidente com palestras e que Lula vive em um apartamento em São Bernardo do Campo desde a década de 1990. Onde estão os R$ 40 milhões?

Palestras

Após deixar a presidência da República, com aprovação de 87% e reconhecimento mundial, Lula fez 72 palestras para mais de 40 empresas. Entre elas Pirelli, Itaú e Infoglobo. Em todas as palestras foram cobrados os mesmos valores. Todas foram realizadas, e a comprovação de tudo relacionado as palestras já está na mão do Ministério Público do Distrito Federal e do Paraná. A imprensa deu a entender que a Odebrecht teria “inventado” essas palestras. Isso não foi dito de forma alguma mesmo nos depoimentos, que indicaram que as palestras eram lícitas e legítimas. E a Odebercht não foi a primeira empresa, nem a segunda, nem a terceira a contratar palestras de Lula. Microsoft, LG e Ambev, por exemplo, contrataram palestras pelos mesmos valores ANTES da Odebrecht. Segue a relação completa de paletsras entre 2011 e 2015: http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

A legislação brasileira não impede que ex-presidentes deem palestras. Não impediria que eles fossem diretores de empresa, o que Lula nunca foi.

Ajuda ao filho

Após deixar a presidência Lula não é mais funcionário público. Mesmo considerando real o relato de delatores que precisam de provas, Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar relatam que a ajuda para o filho de Lula iniciar um campeonato de futebol americano foi voluntária e após diversas conversas e análises do projeto. A expressão inserida em depoimento de “contrapartida” de melhorar as relações entre Dilma e Marcelo Odebrecht é genérica e de novo, mesmo que fosse real, não incide em nenhuma infração penal. Em 2011, anos dos relatos, Lula não ocupava nenhuma função pública.

A liga de futebol americano existiu e não teve a participação ou sequer o acompanhamento de Lula. Os filhos do ex-presidente são vítimas há anos de boatos na internet de que seriam bilionários. Tiveram suas contas quebradas e atividades analisadas. E não são nem bilionários, nem donos de fazendas ou da Friboi.

Frei Chico

De novo, mesmo considerando o relato dos delatores, que necessitam de provas, eventual relação entre a Odebrecht e o irmão de Lula eram relações privadas. Lula não tem tutela sobre seu irmão mais velho e não solicitou ajuda a ele, nem cuidava de sua vida. Não há relato de infração, nem de contrapartida, nem de que tenha sido o ex-presidente que tenha solicitado qualquer ajuda ao irmão.

Carta Capital

A breve menção a revista indica que Lula falou para Emílio Odebrecht ver o que poderia fazer e se poderia fazer algo para ajudar a revista, novamente após ter deixado a presidência da República. A relação entre dois outros entes privados (Carta Capital e Odebrecht) não tem qualquer contato com Lula a partir disso e o pedido de verificação se poderiam anunciar na revista não implica em nenhum ilícito. Os executivos da Odebrecht mencionaram que o grupo prestou ajuda a diversos outros veículos de imprensa, podendo ser citado como exemplo o jornal O Estado de S.Paulo.

Angola

O depoimento de Emílio Odebrecht indica que os serviços contratados da empresa Exergia, para prestar serviços em Angola, foram efetivamente prestados. A Exergia tem como um dos seus sócios Taiguara dos Santos, filho do irmão da primeira esposa de Lula. Se posteriormente a queda de serviços em Angola houve um adiantamento de recursos entre as duas partes privadas, ele não teve qualquer envolvimento do já ex-presidente, nem isso é mencionado nos depoimentos. Lula jamais recebeu qualquer recurso da empresa Exergia ou de Taiguara, e isso já foi objeto de investigação da Polícia Federal, que não achou nenhum recurso dessa empresa nas contas de Lula.

Esse caso já é analisado em uma ação penal na Justiça Federal de Brasília. Comprovando-se a verdade dos depoimentos dos delatores, a tese da ação penal se mostra improcedente, a acusação de que não houve prestação de serviços e que eles seriam algum tipo de propina ou lavagem cai por terra. Ou seja, nesse caso os depoimentos não só não indicam qualquer crime como inocentam Lula nessa ação penal.

Doações eleitorais

O depoimento de Emílio Odebrecht é explícito ao dizer que nunca discutiu valores ou forma de doações eleitorais com o ex-presidente Lula. Lula não cuidava das finanças de campanha ou partidárias.

O PT e o ex-presidente sempre defenderam o fim de qualquer financiamento privado de campanhas eleitorais. Mas o Supremo Tribunal Federal só determinou o fim de contribuição de pessoas jurídicas em 2015.

O ex-presidente nunca autorizou ninguém a pedir doações de qualquer tipo em contrapartida de atos governamentais de qualquer tipo.

Estádio do Corinthians

Mesmo tomando como verdade os relatos de delatores, não há nenhum ato ilegal relatado do ex-presidente em relação ao Estádio Privado do Sport Club Corinthians. Em 2011 havia o risco de São Paulo ficar fora da Copa do Mundo. O ex-presidente sempre defendeu o uso do Estádio do Morumbi, como registrou publicamente o falecido presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, mas em 2011 esse estádio foi vetado pela FIFA.O estádio do Corinthians de fato era um projeto menor. Com a possibilidade de sediar a abertura da Copa, o Corinthians construiu um estádio maior. O estádio, e isso é óbvio, não é do Lula, mas do Corinthians. Não só tem público lotado constantemente como a Rede Globo, empresa privada com fins lucrativos, já até usou o estádio vazio como estúdio dos seus programas de TV.

Lula e a presidência

Lula é considerado em todas as pesquisas o melhor presidente brasileiro de todos os tempos, mesmo com a intensa campanha midiática contra ele. Lula também é o único presidente da história da República de origem na classe trabalhadora, nascido na miséria do sertão nordestino, migrante criado pela mãe. O único que superou todas essas condições adversas para ser o presidente que mais elevou o nome do Brasil no mundo.

Lula sempre agiu dentro da lei e a favor do Brasil antes, durante e depois da presidência, quando voltou para o mesmo apartamento que residia em São Bernardo do Campo antes de ir para Brasília.

Não foi só a Odebrecht que cresceu durante o governo Lula. A grande maioria das empresas brasileiras, pequenas, médias e grandes, cresceram no período. Milhões de empregos foram gerados e a pobreza e fome reduzidas de forma inédita no país. Foi todo o Brasil que cresceu no período de maior prosperidade econômica da democracia brasileira.

É hora de perguntar a quem interessa destruir Lula, quando o ex-presidente se posiciona contra o fim dos direitos trabalhistas e previdenciários. A quem interessa destruir Lula, quando o patrimônio brasileiro – reservas minerais na Amazônia, o pré-sal, estatais – são colocados a venda a preço de banana? A quem interessa reescrever a biografia do maior líder popular do país?
« 1 ANO DE GOLPE

Publicado no site o Cafezinho

sábado, 22 de abril de 2017

ODEBRECHT ENTREGA PROVAS DA MEGAPROPINA AO PRESIDENTE MICHEL TEMER


                         
A empreiteira apresentou aos investigadores da Lava Jato os extratos que comprovariam o pagamento da propina de US$ 40 milhões, equivalentes a R$ 126 milhões, acertada numa reunião presidida por Michel Temer, com a presença de Eduardo Cunha e do lobista João Augusto Henriques, ambos presos em Curitiba; a maior parte do dinheiro foi paga em contas no exterior; valor equivalia a 5% de uma contrato na área internacional da Petrobras que a presidente deposta Dilma Rousseff cortou em 43%; hoje, 79% dos brasileiros defendem a cassação de Temer

247 – A Odebrecht apresentou aos investigadores da Lava Jato os extratos que comprovariam o pagamento da propina de US$ 40 milhões, equivalentes a R$ 126 milhões, acertada numa reunião presidida por Michel Temer, com a presença de Eduardo Cunha e do lobista João Augusto Henriques, ambos presos em Curitiba, segundo informam as jornalistas Camila Mattoso e Bela Megale.

A maior parte do dinheiro foi paga em contas no exterior e o valor equivalia a 5% de uma contrato na área internacional da Petrobras que a presidente deposta Dilma Rousseff cortou em 43%. As cifras superam até os US$ 40 milhões estimados inicialmente.

"De acordo com documentos referentes ao PAC-SMS, apresentados pela Odebrecht, os repasses foram feitos entre julho de 2010 e dezembro de 2011. Os extratos atingem US$ 54 milhões, mas a soma de planilhas anexadas chega a US$ 65 milhões. Do total, uma pequena parte foi paga em espécie no Brasil, em hotéis em São Paulo, no casos de petistas citados, e em um escritório no centro do Rio, localizado na rua da Quitanda, para os demais. A maior parte, no entanto, foi repassada a contas de operadores no exterior", reportam as jornalistas.

De acordo com os delatores Márcio Faria e Rogério Almeida, não se tratou de doação eleitoral, mas sim de propina, uma vez que o valor correspondia a 5% de um contrato da Petrobras. Quando soube que o PMDB estaria roubando na Petrobras, Dilma determinou que Graça Foster, então presidente da estatal, cortasse o contrato quase pela metade (leia aqui).

De acordo com uma pesquisa Vox Populi, hoje, 78% dos brasileiros defendem a cassação de Temer e 90% querem eleições diretas, para que o Brasil tenha um governo legítimo. Atualmente, segundo o filósofo Vladimir Safatle, o futuro de cada brasileiro está sendo decidido por corruptos (leia aqui).

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 21 de abril de 2017

O STF se acovardou no golpe de estado no Brasil em que tiram uma presidenta eleita e onde agora os ladrões tomam conta tesouro

NASSIF: O ASSALTO AO PODER E OS MACUNAÍMAS DO SUPREMO

                   

Jornalista Luís Nassif critica a decisão do ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que demitiu o presidente da Funai, Antônio Fernandes Toninho da Costa, por não ter atendido às demandas do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-CE), nomeando 25 pessoas indicadas por ele; "São co-responsáveis diretos por essa tragédia os excelentíssimos Ministros do Supremo Tribunal Federal, que se acovardaram em relação a um golpe aplicado em uma presidente, não por seus erros econômicos, mas por não transigir com o loteamento do país. E nada fazem para impedir a continuação da pilhagem", afirma

Por Luís Nassif, Jornal GGN
 Segundo o site "Congresso em Foco", o Ministro da Justiça Osmar Serraglio decidiu demitir o presidente da ao Funai (Fundação Nacional do Índio), Antônio Fernandes Toninho da Costa, por não ter atendido às demandas do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-CE), nomeando 25 pessoas indicadas por ele (https://goo.gl/KgAZ44) para o órgão.

Segundo a reportagem, a decisão de Serraglio teve aval do presidente da República Michel Temer. Provavelmente visa trocar as indicações por votos para o desmonte da Previdência Social.

São co-responsáveis diretos por essa tragédia os excelentíssimos Ministros do Supremo Tribunal Federal, que se acovardaram em relação a um golpe aplicado em uma presidente, não por seus erros econômicos, mas por não transigir com o loteamento do país. E nada fazem para impedir a continuação da pilhagem.

São igualmente co-responsáveis a Procuradoria Geral da República, a Lava Jato, os procuradores que saíram às ruas em estranhas passeatas destinadas a entregar o poder a uma quadrilha, em nome da moralidade. E continuam sendo responsáveis, assistindo de camarote o desmonte do país, as negociatas a céu aberto, com o ar de "isso não é comigo".

Esses agentes "civilizatórios", como se supõe ser o Ministro Luís Roberto Barroso, sempre empenhados em enaltecer o modelo anglo-saxão, fogem das questões centrais que ajudaram a erigir uma civilização relativamente moderna por lá: homens públicos conscientes de sua responsabilidade perante o país e o Estado, vozes que se levantavam contra os abusos, contra as ameaças à nacionalidade, contra os assaltos a céu aberto, contra os esbirros do poder, os fundadores que chamavam a si a responsabilidade pelos destinos da pátria.

O Brasil é o que é não por conta da empregada do amigo de Barroso, que não aceitou registro em carteira para não perder o Bolsa Família. É por conta de Ministros como Barroso, que assistem de camarote a essa pilhagem, os seguidores da máxima "não é comigo", mais preocupados com os ataques que podem sofrer de blogs de direita arranhando o verniz das suas reputações, do que se valer de seu poder institucional para defender o país.

O Macunaíma não é a marronzinha que serve humildemente em casas de advogados bem-sucedidos. É o espírito que permeia sumidades, como as que habitam o Olimpo do Supremo, e que, tendo os raios de Zeus à disposição, preferem o sossego dos traques sem risco. E dormitar na rede, achando que o incêndio nunca chegará na choupana Brasil.

A razão de terem aceitado a indicação para o Supremo é exclusivamente a vaidade, o status, a liturgia do cargo, não as responsabilidades inerentes, a possibilidade de interferirem positivamente nos destinos do país, o exercício do contraponto em benefício do bem comum. Ou proteger a Nação quando submetida à pilhagem por uma quadrilha sem limites.

Publicado no jornal GGN

quinta-feira, 20 de abril de 2017

O senador Jose Serra ex- governador de SP rouba a mais de trinta anos!

   Por que o Serra não exerce um mandato até o fim?


SERRA ROUBOU MAIS QUE O SÉRGIO CABRAL

do site ConversaAfiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

quarta-feira, 19 de abril de 2017

O presidente Michel Temer o "MT" da lista de propinas não vai afastar nenhum dos ministros denunciados no esquema de corrupção


Com 1/3 do ministério sob investigação, Temer não afastará nenhum

11 de Abril de 2017
        

Os nove ministros que serão alvos de inquérito por autorização do ministro Luiz Fachin representam um terço do ministério de Michel Temer mas todos serão mantidos em seus cargos. Segundo parlamentares da base governista, prevalecerá a decisão já anunciada por Temer, quando das denúncias contra ele e Padilha, de que afastará provisoriamente os que se tornarem réus e definitivamente os que forem condenados. Como nada disso deve acontecer em seu mandato, este será o governo com o maior número de acusados de corrupção de toda a história republicana. Aliás, delatado, o próprio Temer só não é investigado porque desfruta da imunidade temporária, em se tratando de atos cometidos fora do exercício do mandato, quando ainda não assumira o cargo.

Mas se as investigações comandadas por Janot correrem céleres, Temer pode ter que presentear o Brasil com mais uma situação singular. Se Janot apresentar as denúncias a curto prazo, os denunciados terão que ser afastados temporariamente, caso Temer honre a promessa. Isso terá que valer inclusive para seus dois arqueiros palacianos, Moreira e Padilha. E nós, pagadores de impostos, vamos bancar o afastado e o substituto. Afastado não perde o foro nem as vantagens do cargo.

A degradação se completa com a inclusão na lista de mais de um terço do Senado e 10% da Câmara dos deputados mas o pior é que estamos nos acostumando com tudo isso. Tudo já era esperado e faz parte de uma história conhecida, embora não conheçamos seu final.

A midia no Brasil principalmente a rede Globo da familia Marinho estão contra a democracia, por Dilma Roussef

terça-feira, 18 de abril de 2017

O presidente Michel Temer confessa Dilma caiu porque não cedeu a chantagem de Cunha

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O presidente do Brasil Michel Temer participou da reunião por propina de 40 milhões de dolares

TEMER ADMITE TER PARTICIPADO DA REUNIÃO DA PROPINA DE US$ 40 MILHÕES
                           

Michel Temer, que ontem soltou nota para contestar a delação do executivo Marcio Faria, que o acusou de presidir uma reunião em que se acertou pagamento de propina de US$ 40 milhões, que equivalem a R$ 126 milhões, para o PMDB, hoje recuou e disse que esteve sim no encontro; "Participei de uma reunião com o representante de uma das maiores empresas do País", afirmou; Faria afirmou que o valor doado ao PMDB foi totalmente ilegal e indevido, uma vez que representava 5% de um contrato da Petrobras; "A mentira é que eu teria ouvido referência a valores ou negócios escusos da empresa. Isso jamais aconteceu. Nem nessa reunião nem em qualquer outra reunião que eu tenha feito ao longo de minha vida pública com qualquer pessoa física ou jurídica. Jamais colocaria a minha biografia em risco", disse

247 - Michel Temer admitiu hoje que participou da reunião onde foi acertado o pagamento de propina de 40 milhões de dólares ao PMDB. "Participei de reunião em 2010 com representante de uma das maiores empresas do País", disse o peemedebista. "A mentira é que eu teria ouvido referência a valores ou negócios escusos da empresa", afirmou.

"Isso jamais aconteceu. Nem nessa reunião nem em qualquer outra reunião que eu tenha feito ao longo de minha vida pública com qualquer pessoa física ou jurídica. Jamais colocaria a minha biografia em risco", disse.

"O verdadeiro homem público tem que estar à altura dos seus desafios que envolvem bons momentos e momentos de profundo desconforto. Minha maior aliada é a verdade, matéria-prima do Poder Judiciário, que revelará toda a verdade dos fatos".

A delação

Segundo o delator Márcio Faria da Silva, o encontro aconteceu no escritório político de Temer em São Paulo, em 2010, e o valor se referia a 5 por cento de um contrato da Odebrecht com a Petrobras.

"Totalmente vantagem indevida, porque era um percentual em cima de um contrato", disse Faria no depoimento, quando perguntado se havia ficado claro na reunião que o repasse era relativo a pagamento de propina.

Além de Temer, também participaram da reunião os ex-deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de acordo com o depoimento do delator, que foi divulgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira após a retirada do sigilo sobre as delações da Odebrecht.

Segundo o delator, a reunião com a presença de Temer foi convocada como uma forma de "confirmação" para um acerto que já havia sido feito anteriormente por um intermediário do PMDB junto à Petrobras. O acordo dizia respeito a um contrato de 825 milhões de dólares para a manutenção de ativos da Petrobras em nove países, que foi vencido pela Odebrecht por meio de fraude no processo licitatório.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Delator na Lavajato denuncia Temer cobrou propina e ameaçou dar um jeito em Dilma

Temer foi a reunião em que se cobrou propina de US$ 40 mi, diz delator

Pedro Ladeira/Folhapress
                 
             Michel Temer participa de assinatura de atos em prol das mulheres

                           Resultado de imagem para Temer Cunha
DE BRASÍLIA12/04/2017 20h30 - Atualizado às 22h26

Um dos ex-executivos da Odebrecht afirmou em sua delação premiada que o presidente Michel Temer comandou em 2010, quando era candidato a vice-presidente, uma reunião em São Paulo em que se acertou o pagamento de US$ 40 milhões de propina relativos a 5% de um contrato da empreiteira com a Petrobras.

Em termo por escrito entregue aos investigadores e em depoimento gravado em vídeo, Márcio Faria da Silva diz que o encontro aconteceu no escritório político de Temer em São Paulo, em Alto de Pinheiros, no dia 15 de julho de 2010, às 11h30.

O ex-executivo, então presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, braço da empreiteira responsável por obras industriais no Brasil e no exterior, conta ter ficado impressionado com a naturalidade com que a propina foi cobrada.

Ele relata que além de Temer, que se sentou à "cabeceira da mesa", participaram da reunião Rogério Araújo, outro executivo da Odebrecht, e os então deputados federais Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN), todos do PMDB, além do lobista João Augusto Henriques.

"Foi a única vez em que estive com Michel Temer e Henrique Eduardo Alves e fiquei impressionado pela informalidade com que se tratou na reunião do tema 'contribuição partidária', que na realidade era pura propina", escreveu Márcio Faria no termo que entregou aos investigadores.

No vídeo de seu depoimento, o ex-executivo da Odebrecht diz que só ficou sabendo que o escritório era de Temer ao chegar ao local. Ele disse que chegaram a conversar amenidades e que ele chegou a perguntar a Temer como era lidar com Dilma Rousseff, pessoa considerada "complicada".

Outro ex-executivo da Odebrecht que diz ter participado da reunião, Rogério Santos de Araújo –lobista da empreiteira na Petrobras- confirmou aos investigadores o relato de Faria. "Nessa reunião, conduzida por Eduardo Cunha, ele comentou que o contrato seria adjudicado em favor da companhia e que o PMDB contaria com ajuda financeira para campanha política, o que foi concordado por Temer", escreveu no termo escrito que entregou.

Segundo os delatores, o valor de US$ 40 milhões de propina foi pedido antes da reunião pelo lobista João Augusto Rodrigues, em nome do PMDB, e já era de conhecimento dos participantes.

No encontro os peemedebistas teriam solicitado o cumprimento de "importante contribuição para campanha política" e a "confirmação do compromisso mencionado", mas sem citar valores específicos. Ainda segundo os delatores, o valor acertado foi desembolsado posteriormente, tendo sido entregue também aos senadores do PT Humberto Costa (PE) e Delcídio do Amaral (MS).

OPERAÇÃO LAVA JATO

Lista de Fachin: Quem são os 98 políticos que serão investigados no STF e as acusações
Direto ao ponto: Entenda o que já aconteceu e o que vem por aí após divulgação da lista
Desde 2014: Saiba mais sobre a Lava Jato, maior investigação sobre corrupção no Brasil
Operação Lava Jato completa três anos com frentes dentro e fora do Brasil
Quem são os políticos mencionados no acordo de delação da empreiteira Odebrecht


Segundo seu relato, Temer afirmou que qualquer problema com ela seria resolvido pelos "rapazes", Eduardo Cunha e Henrique Alves. "Sinalizando para o colo dele, disse que os dois rapazes iam resolver os assuntos necessários de interesse do PMDB."

Márcio Faria diz que na reunião não se falou em valores, "mas ficou claro que se tratava de propina com relação à conquista do contrato e não uma 'contribuição de campanha'". "Totalmente vantagem indevida porque era um percentual em cima de um contrato. Era um percentual de um valor determinado no contrato", reforça no depoimento gravado em vídeo.

Outros delatores da Odebrecht confirmaram a versão de Márcio Faria, com a apresentação de documentos de pagamentos no Brasil e no exterior.

Herdeiro e ex-presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht também falou sobre a reunião em depoimento à Lava Jato. Ele disse ter ouvido relatos de seus auxiliares de que houve pagamento indevido ao PMDB, mas falou não saber valores.

E afirmou que foi questionado sobre a irregularidade pela então presidente da Petrobras Graça Foster e pela própria presidente Dilma Rousseff, que, segundo ele, queria saber se Temer estava envolvido.

Marcelo disse ter relatado às duas que integrantes do PT também receberam propina no caso, o que segundo ele, serviu como um freio para ambas. "Quando coloquei o assunto PT, desarmei a questão. Como iam conduzir [eventual investigação] se o partido dela [Dilma] estava envolvido?", disse o empresário no depoimento.



IMUNIDADE

Em dezembro a Folha revelou que o ex-executivo havia citado a participação de Temer em 2010 em uma reunião para tratar de doações à campanha eleitoral do PMDB daquele ano em troca de facilitar a atuação da empreiteira em projetos da Petrobras.

O contrato era no âmbito do PAC SMS, da segurança ambiental da estatal em dez países. A Odebrecht Engenharia Industrial, presidida à época por Faria, era responsável pelos contratos de prestação de serviço do projeto para a área de negócios internacionais da Petrobras.

No despacho que pede abertura de investigação sobre o senador Humberto Costa (PT-PE) e outros envolvidos em suposta corrupção envolvendo o programa PAC SMS, a Procuradoria Geral da República poupa Temer citando artigo da Constituição Federal que veda a investigação do presidente da República na vigência de seu mandato sobre atos estranhos ao exercício de suas funções.

OUTRO LADO

A Secretaria Especial de Comunicação da Presidência afirmou em nota que "o presidente Michel Temer jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria" e que "o presidente contesta de forma categórica qualquer envolvimento de seu nome em negócios escusos".

"[Temer] Nunca atuou em defesa de interesses particulares na Petrobras, nem defendeu pagamento de valores indevidos a terceiros", diz a resposta, afirmando que a narrativa do ex-executivo "não corresponde aos fatos e está baseada em uma mentira absoluta".

"Nunca aconteceu encontro em que estivesse presente o ex-presidente da Câmara, Henrique Alves, com tais participantes. O que realmente ocorreu foi que, em 2010 na cidade de São Paulo, Faria foi levado ao presidente pelo então deputado Eduardo Cunha.

A conversa, rápida e superficial, não versou sobre valores ou contratos na Petrobras. Isso já foi esclarecido anteriormente, quando da divulgação dessa suposta reunião", diz a nota.

Preso em Curitiba sob acusação de envolvimento no esquema da Petrobras, Eduardo Cunha chegou a fazer um questionamento formal em sua defesa sobre se Temer tinha conhecimento de "alguma reunião sua [dele] com fornecedores da área internacional da Petrobras com vistas à doação de campanha para as eleições de 2010, no seu escritório político, juntamente com o sr. João Augusto Henriques".

O juiz Sergio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância, indeferiu essa e outras 20 questões que não foram encaminhadas a Temer pois, segundo o magistrado, eram "inapropriadas".

RANIER BRAGON, CAMILA MATTOSO, BELA MEGALE, LETÍCIA CASADO, DÉBORA ÁLVARES, MARINA DIAS e BRUNO BOGHOSSIAN 

Publicação folha de São Paulo

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Dilma em Harvard fala sobre o golpe no Brasil, o dialogo e a democracia


O golpe, o diálogo e a democracia: Dilma em Harvard

10 de Abril de 2017

           

Para quem tinha na coordenação da mesa em que participou em Harvard uma professora que questionava que tivesse havido um golpe no Brasil, Dilma Rousseff já começou mostrando que vinha com toda a disposição de defender suas posições logo de cara:

"O impeachment que desprezou 54,5 milhões de votos e feriu a Constituição de 1988 foi um golpe parlamentar, pois ocorreu sem crime de responsabilidade."

Diante de uma sala lotada praticamente apenas de estudantes brasileiros, tendo na primeira fila Gilberto Gil, Fernando Haddad, Eduardo Suplicy, Dilma se sentiu em casa e foi interrompida várias vezes por aplausos e aplaudida de pé ao final.

Analisou o golpe também na perspectiva da legislação norte-americana: "Se nos EUA um presidente tiver um impeachment decidido pelo Senado, mesmo tendo sido seguido um processo previsto na constituição, mas sem um ato que pudesse ser qualificado como um "high crime", isso seria legítimo? Isso não seria um golpe na constituição americana?"

Dilma discorreu sobre a falácia jurídica, política e econômica dos argumentos golpistas, desembocando no diagnóstico de que o país está hoje muito pior no plano político, com a quebra da democracia, economicamente, porque mergulhado numa profunda depressão, e socialmente, porque voltando a ser um país profundamente injusto.

"A democracia está sendo corroída pelo Estado de Exceção. O resultado do retrocesso se traduz em mais desigualdade. Tal modelo não tem como conviver com a plenitude do Estado Democrático de Direito."

Nesse momento faz a articulação essencial e contemporânea entre o Estado de Exceção e o neoliberalismo: "A interrupção da normalidade democrática e o caminhar rumo ao Estado de Exceção são as bases para a retomada do neoliberalismo."

Principal liderança na luta democrática no Brasil, Dilma aponta para o futuro imediato: "Se o golpe destruiu o presente do Brasil, cabe a nós lutar pelo futuro. A saída não é a insensatez golpista, mas a participação popular... A saída passa pela realização de eleições diretas para presidente, este encontro já marcado com a democracia que temos em 2018."

Sua trajetória pontua muitas vezes suas posições: "Vivi dois golpes, em épocas distintas, com características distintas. Ditadura x democracia... Não vamos nos iludir... A transição que nos interessa só pode ocorrer com eleições livres, seja quem for que ganhe. O processo democrático tem o poder e a faculdade de propor um encerramento com um pacto, se for uma eleição que não implique um golpe, o que seria o caso se tirassem Lula do pleito. É só aí que nós, brasileiros, que estamos hoje divididos, poderemos nos reencontrar, novamente todos."

E concluiu com o que tem sido o seu bordão mais forte: "Nós sabemos que a democracia é o lado certo da história", em meio a prolongados aplausos de pé de todo o público presente.

Nas perguntas, aflorou o desencontro entre a ideologia dominante diante dos conflitos contemporâneos, com a expectativa toda centrada no "diálogos", que norteia todo o evento organizado em Harvard. Juntar pessoas com posição frontalmente distintas tem nao apenas o objetivo de expor os pontos de vista contraditórios delas, mas de mostrar que, do diálogo, pode surgir alguma forma de entendimento.

Dilma fez uma dura crítica dessa visão que desconhece, mais além das visões, os interesses contrapostos de cada campo, se opôs a uma visão de que a democracia é simplesmente a exposição de pontos de vista diferentes lado a lado. Sua profunda convicção democrática a fez expor com vigor como a democracia significa instituições democráticas, práticas democráticas, processos democráticos em que convivem a diversidade de pontos de vista e de interesses, mas confrontados com a decisiva participação popular, que se consubstancia no voto popular, na soberania popular.

A coordenadora não se atreveu, diante dos vigorosos argumentos da Dilma, a retomar sua posição de que não teria havido um golpe no Brasil. As perguntas permitiram a Dilma discorrer mais amplamente sobre as perspectivas de futuro, os planos da direita contra Lula e para que ela se esquivasse do que chamou de "pegadinhas", as perguntas de algibeira, que queriam que ela se espraiasse em poucos minutos sobre temas polêmicos.

Logo depois Dilma deu entrevista ao novo correspondente do New York Times no Brasil, um jovem jornalista colombiano. Na entrada da sala de conferências, na saída, no hotel, em todos os lados, se expressa, mais que o apoio, o amor que os brasileiros têm por Dilma, em que o abraço emocionado representa a força que tratam de receber dela e que buscam, ao mesmo tempo, transmitir a ela.

O próximo passo da viagem será a Universidade de Brown, próxima de Boston, antes da ida a Nova York, que se inicia com conferência na Universidade de Columbia

terça-feira, 11 de abril de 2017

No Brasil do golpe Juiza do trabalho fala do desmanche do estado de direito

JUÍZA DO TRABALHO DIZ QUE ESTÁ EM CURSO “DESMANCHE DO ESTADO”
                   
                       
   Em entrevista ao portal Previdência, Mitos e Verdades, Valdete Souto Severo, juíza no Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS) adverte que está em curso no Brasil o desmanche do Estado e que ainda haverá mais ataques aos direitos dos trabalhadores; "Muito mais está por vir", afirma; segundo a magistrada, o processo de destruição das instituições do Estado é liderado pelas cúpulas das próprias instituições, articuladas com forças econômicas poderosas; só a mobilização de rua conseguirá barrar a "reforma" da Previdência e a trabalhista

Portal Vermelho - Em entrevista ao portal Previdência, Mitos e Verdades, Valdete Souto Severo, juíza no Tribunal Regional do Trabalho da Quarta Região (RS) adverte que está em curso no Brasil o desmanche do Estado e que ainda haverá mais ataques aos direitos dos trabalhadores."Muito mais está por vir".

Para ela, o processo de destruição das instituições do Estado é liderado pelas cúpulas das próprias instituições, articuladas com forças econômicas poderosas. Só a mobilização de rua conseguirá barrar a “reforma” da Previdência e a trabalhista.

Ela relata episódio do corte de 50% dos recursos para custeio e 90% da verba para investimento da Justiça do Trabalho no Projeto de Lei Orçamentária de 2016: “O Ricardo Barros, que agora é ministro da Saúde, foi o deputado relator do projeto de Orçamento de 2016 e escreveu que a redução era uma punição para que a Justiça do Trabalho repensasse sua posição, porque somos ‘extremamente condescendentes com o trabalhador’ E quer saber mais? Pode parecer inacreditável, mas diante de uma ação de inconstitucionalidade contra essa lei absurda o STF considerou essa aberração constitucional.”

Valdete Souto Severo é doutora em Direito do Trabalho pela USP/SP; pesquisadora do Grupo de Pesquisa Trabalho e Capital (USP) e Renapedts – Rede Nacional de Pesquisa e Estudos em Direito do Trabalho e Previdência Social; professora, coordenadora e diretora da Femargs – Fundação Escola da Magistratura do Trabalho do RS.

Leia a íntegra da entrevista concedida ao jornalista Mauro Lopes.

Mauro Lopes: Como a senhora analisa este tripé de reformas do governo Temer, o teto nos gastos sociais, a terceirização e a liquidação da Previdência e seus efeitos sobre os trabalhadores?
Valdete Souto Severo: Olha, acho que falta colocar um pé, e tornar este banquinho uma cadeira: a reforma do ensino médio. É um projeto de desmanche, de desmantelamento completo do Estado. Um ataque a todas as frentes capazes de gerar resistência. Então, a reforma do ensino é fundamental, porque ela vai criar uma geração operários, educados para executar tarefas, receber pouco e aceitar a sujeição que é intrínseca à relação entre capital e trabalho , que serão submetidos a este reino do “precariado”, sem acesso à Previdência, que pretendem liquidar, ou aos recursos públicos, que serão reduzidos a quase nada para os pobres: desde seguro desemprego ao acesso a saúde, à rede de proteção social da Constituição de 1988 que está sendo estrangulada.

Estamos à beira do inferno pra os trabalhadores e trabalhadoras…

Já estamos a caminho, escorregando pra baixo. As pessoas ainda não se deram conta, mas haverá, se aprovados os projetos que tramitam no congresso, várias modalidades de contratos de trabalho com previsão de prazos curtos de duração (flexível, por safra, intermitente) sem qualquer proteção, como o acréscimo de 40% em caso de despedida, aviso prévio ou acesso ao seguro desemprego, pois agora só com um ano de trabalho é possível obter o benefício -e nessas modalidades de trabalho precário ninguém vai chegar nem perto de um ano. Será uma loucura.

Porque a senhora fala em desmantelamento completo do Estado?

Há um esgotamento da própria função do Estado, a forma de organização da sociedade que conhecemos está em evidente colapso. Há classes ou segmentos econômico-políticos que passaram a enxergar na desregulamentação selvagem e radical o melhor caminho para o atendimento de seus interesses, na contramão do que a civilização ocidental construiu por dois séculos, sendo o Estado do Bem-Estar Social o principal alvo dessa ação destrutiva. O que está tornando esse processo ainda mais dramático e violento, como estamos vendo no Brasil, é que forças integrantes do próprio aparelho de Estado estão atuando no sentido de sua destruição –alojadas especialmente nas cúpulas do Poderes tradicionais, com ação que pretende apenas preservar direitos para o capital internacional.

É um processo global e não apenas brasileiro…

O cenário é muito grave em quase todo o planeta. O que estamos assistindo no Brasil hoje aconteceu na Europa e um pouco depois já na América Latina. O fato é que houve resistência no Brasil, mas se você observar bem, alguns dos projetos que estão desengavetando agora são do governo FHC. A terceirização é um exemplo: desengavetaram o PL 4302, de 1998, portanto, da época do governo FHC, aprovado por um Senado de composição completamente diversa da atual, exatamente porque houve resistência suficiente para impedir a aprovação do PLC 30, cujo projeto é de 2004. O projeto do governo FHC foi uma articulação de resposta à crise russa de 1998; os projetos aprovados na Europa foram uma resposta do mercado à quebra do Lehman Brothers e outros; agora, no Brasil, é a resposta dos segmentos financeiros ou financeirizados ao fim do ciclo das commodities e à recessão que se apresenta na verdade desde 2014.

O que vem pela frente?

Estamos em um processo cuja implementação está começando ainda. A reforma trabalhista e a da Previdência ainda vão trazer muitas notícias ruins para os trabalhadores, trabalhadoras e para o projeto de um Brasil que se seja minimamente decente. Há mais de 30 projetos em tramitação no Congresso, todos apresentados pelo mesmo conjunto de forças que sustenta as reformas de Temer. Eles irão liquidar a CLT por completo. Há um pacote de desumanidades, a começar pelo aumento da jornada de trabalho, que nos fará voltar ao cenário dos primórdios da revolução industrial.

Há uma ofensiva evidente contra a Justiça do Trabalho, que foi considerada descartável pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (leia aqui), um dos principais protagonistas na aprovação das reformas. Como vocês estão sentindo isso?

Faz parte do projeto extinguir a Justiça do Trabalho. E mesmo dentro da instituição temos vozes nesse sentido, basta pensar nos pronunciamentos do presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), o Ives Gandra Martins Filho, para não falar das barbaridades que o Rodrigo Maia tem dito, com apoio entusiasmado da mídia conservadora. Vou te contar algo que é público, mas pouca gente sabe, porque não leu o relatório da lei orçamentária de 2016. O Ricardo Barros, que agora é ministro da Saúde, foi o deputado relator do projeto de Orçamento e escreveu que a redução era uma punição para que a Justiça do Trabalho repensasse sua posição, porque somos ‘extremamente condescendentes com o trabalhador’ E quer saber mais? Pode parecer inacreditável, mas diante de uma ação de inconstitucionalidade contra essa lei absurda o STF a considerou essa constitucional! Agora me diga como é possível para qualquer instituição ou empresa ou organização de qualquer tipo funcionar em condições razoáveis com um corte abrupto em seu orçamento de custo de 50% e de 90% de seus investimentos, sem qualquer planejamento anterior, sem nada… [Veja as considerações de Barros no relatório do orçamento federal de 2016 clicando aqui. As considerações sobre a Justiça do Trabalho aparecem às páginas 19-20]

Qual o clima na Justiça do Trabalho?

Há uma sensação de falta de apoio, de respaldo. Mas não creio que seja algo só nosso. Porque estamos em meio a uma crise institucional, então o desamparo e desespero é geral, claro que apenas para o lado fraco da corda. No Judiciário é uma situação sem precedentes em décadas: o Supremo por vezes se aparta do ordenamento jurídico do país, e julga a partir de considerações econômicas, como vimos no caso da decisão que reduziu o prazo de prescrição para cobrar o recolhimento do FGTS; e são considerações econômicas parciais, todas questionáveis.

Como resistir a esta força avassaladora?

Bem, há um processo importante acontecendo, de união, de novas articulações no interior das instituições, é uma reação ao desmonte, de gente que quer resistir mas não sabe muito bem como. Precisamos levar em conta que isso está acontecendo na “base” de diferentes instituições, entre os estudantes, e mesmo que não haja forças para mudar o quadro neste momento, trata-se de uma união importante de forças, estamos acordando. O problema é que se nos damos conta de que há um esgotamento do sistema, acabamos tendo de concluir que o único jeito de barrar as reformas de destruição do Estado Social é nas ruas. Não me parece haver outra alternativa neste momento.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Nova denuncia de propina na Suiça derruba o senador Jose Serra amigo de Aécio Neves do PSDB


Pó pará, senador: Serra termina a carreira de mãos dadas com Aécio. Por Kiko Nogueira

Postado em 09 Apr 2017
por : Kiko Nogueira



O abraço do afogado

Quis o destino que José Serra terminasse a carreira na mesma vala do arqui inimigo Aécio Neves, aquele para quem encomendou o clássico artigo “Pó pará, governador” no Estadão, clássico absoluto da maldade política.

O ex-executivo da Odebrechet Pedro Novis disse em delação premiada que Serra abocanhou 2 milhões de euros em caixa 2 para sua campanha para governador de SP em 2006.

O dinheiro foi depositado entre 2006 e 2007 em contas na Suíça indicadas pelo empresário José Amaro Pinto, ligado ao PSDB. O valor corrigido, conta a Folha, chega a 5,4 milhões de reais.

Serra aparece novamente nas manchetes da mídia amiga no bojo de um grande escândalo.

Em outubro de 2016, a Odebrecht apontou aos investigadores da Lava Jato que ele recebera 23 milhões de reais, igualmente em caixa 2, para a campanha presidencial de 2010.

A negociação foi feita pelos ex-deputados federais Ronaldo Cezar Coelho e Márcio Fortes.

Pedro Novis garantiu que “não foi exigida contrapartida” de Serra — e você acredita se quiser.

Há coisas que não precisam ser proferidas em voz alta. Se o seu patrocinador entrega um envelope com essa erva, ele não precisa explicar que espera que você haja de acordo. Não tem bobo no futebol.

Lula está sendo submetido a um massacre há três anos, mas algo o ajuda nesses momentos: ele sempre esteve na mira, com intervalos curtos de calmaria. Serra, não.

José Serra passou por um exílio no Chile, onde conheceu a ex-mulher, Monica, e depois teve toda a blindagem e o auxílio necessários para que ficasse sossegado para fazer o que sempre quis nos cargos públicos que ocupou.

Se não tivesse tantos amigos na imprensa, a corrupção já teria emergido. Surge com força agora porque tudo tem limite. Até Serra e Aécio.

A ambição de disputar a presidência em 2018, eventualmente no PMDB, era a razão para topar a chancelaria do golpe. Viu que era um barco furado e pediu o chapéu, alegando uma dor nas costas barbosiana.

Voltou para o Senado, deixou em seu lugar o destemperado Aloysio Nunes e tentou se esconder, mas o passado teima em não ficar quietinho.

Serra e Aécio sabem que estão liquidados. Uma coisa era sonhar com o Planalto em 2018. Outra é acordar com o menino Doria na cama, querendo mamar.

Publicado no Diario do centro do mundo





              

domingo, 9 de abril de 2017

VALÉRIO DIZ QUE TINHA MEDO DE AÉCIO E QUE PSDB PAGOU PARA CALAR TESOUREIRO


                         
Réu no "mensalão mineiro", o empresário Marcos Valério afirmou, em depoimento à juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte, que que foi usado para pagar chantagem a Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha de Eduardo Azeredo em 1998; “O que o Cláudio ia apresentar acabava com a história do PSDB em Minas. Por isso ele recebeu a grana (para ficar em silêncio)”, disse Valério durante a audiência; Valério completou: "O medo era do PSDB, do Eduardo (Azeredo), do Aécio (Neves). Eles só se salvaram porque pagamos R$ 700 mil e depois o PSDB pagou mais para calar a boca dele [do tesoureiro]”; o empresário disse ainda que há muitas pessoas trabalhando para impedir que ele faça um acordo de delação premiada para contar o que sabe

Minas 247 - O empresário Marcos Valério, réu no chamado mensalão mineiro, prestou depoimento à juíza Lucimeire Rocha, da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte e afirmou que recursos foram desviados dos cofres estaduais para a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo em 1998.

Marcos Valério afirmou que foi usado para pagar chantagem a Cláudio Mourão (tesoureiro da campanha de Azeredo em 1998). “O que o Cláudio ia apresentar acabava com a história do PSDB em Minas. Por isso ele recebeu a grana (para ficar em silêncio)”, disse Valério durante a audiência.

As informações são reportagem de reportagem de Luiza Muzzi no jornal O Tempo.

“'Cláudio Mourão não ia revelar o empréstimo para o Banco Rural ou os patrocínios (para eventos esportivos). O que ele ia revelar era muito pior. Eu? Medo? Nenhum. O medo era do PSDB, do Eduardo (Azeredo), do Aécio (Neves)', disse Valério. 'Só se salvaram porque pagamos R$ 700 mil e depois o PSDB pagou mais para calar a boca dele'.

Atualmente preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Valério afirmou que muitas pessoas não queriam que ele fizesse uma delação: 'Muita gente trabalhou para que eu não fizesse. ‘N’ manobras foram feitas'.

Mesmo sem dar detalhes sobre o caso, alegando que não pode apresentar fatos novos sem que a delação seja aceita, Valério fez referência às acusações de que estatais mineiras receberam pagamentos ilegais para patrocinar eventos esportivos que teriam sido usados para irrigar a campanha de Azeredo, já condenado a mais de 20 anos de prisão em primeira instância.

'Não vou ser bode expiatório de ninguém mais. Faltava o nexo causal, e isso eu dei para a PF. Vou ter que falar de quem foi a bênção e não foi do (ex-senador) Clésio Andrade. E tem história cabulosa do por que a Cemig resolveu patrocinar os eventos. A senhora juíza vai ficar escandalizada. Do outro lado (do PSDB), sabiam que o lucro era todo para eles'."


Publicado no Brasil247