quinta-feira, 29 de junho de 2017

NO BRASIL, CORRUPTOS JULGAM CORRUPTOS, DIZ WASHINGTON POST

                     
Corrupção praticada por Michel Temer é notícia no principal jornal político norte-americano; Washington Post, principal jornal político dos Estados Unidos, destacou nesta quinta-feira, 29, a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer, feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot; "A Câmara de Deputados do Brasil, repleta de parlamentares que enfrentam suas próprias denúncias de corrupção, agora deve decidir se autoriza o julgamento do presidente no Supremo Tribunal Federal'', diz o jornal americano; "É corrupto julgar o corrupto", disse David Fleischer, especialista em política brasileira e professor da Universidade de Brasília, ouvido na reportagem; jornal destaca ainda que base de Temer pode ficar ainda mais enfraquecida na apresentação das outras denúncias contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça

247 - O Washington Post, principal jornal político dos Estados Unidos, destacou nesta quinta-feira, 29, a denúncia de corrupção passiva contra Michel Temer, feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A peça foi lida nesta tarde no plenário da Câmara dos Deputados, a quem caberá decidir no voto, se aceitar ou recusa abertura de ação penal.

"A Câmara de Deputados do Brasil, repleta de parlamentares que enfrentam suas próprias denúncias de corrupção, agora deve decidir se autoriza o julgamento do presidente no Supremo Tribunal Federal'', diz o jornal americano.

"É corrupto julgar o corrupto", disse David Fleischer, especialista em política brasileira e professor da Universidade de Brasília, ouvido na reportagem.

O Washington Post destaca que enquanto os aliados de Temer dizem que ele pode reunir os 172 votos necessários para barrar a denúncia, sua base pode quebrar à medida que surgem novas acusações. Janot deverá enviar à Câmara mais duas denúncias contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça. "Se isso derrubar por quatro ou cinco meses, podemos ver muitas novas acusações. Ele vai acumular e adicionar gasolina ao fogo", disse Fleischer.

Leia em inglês a reportagem do Washington Post.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 27 de junho de 2017

A rede Globo de televisão tornou-se ameaça a soberania do Brasil por Luis Nassif

NASSIF: XADREZ DE COMO A GLOBO TORNOU-SE AMEAÇA À SOBERANIA NACIONAL
                
                              

O jornalista Luis Nassif expõe detalhadamente como a Globo passou a ter tanto poder —e disposição— para interferir nos assuntos nacionais a ponto de se tornar uma ameaça à soberania nacional no Brasil; "Claramente o monopólio de mídia torna-se uma ameaça real à soberania nacional. (...) bastou a cumplicidade de um juiz de 1a instância junto com procuradores e delegados de um estado interiorano – , a cooptação do maior grupo de mídia do país, e a organização, via redes sociais, de movimentos de rua, para implodir o sistema político, proceder a uma queima irresponsável de ativos nacionais e impor uma agenda econômica sem negociação e sem aprovação da opinião pública", escreve


Por Luis Nassif, editor do jornal GGN

A título de introdução – o que estava em jogo
Como abordamos em vários Xadrez, havia um mundo em transformação, a China e os BRICs irrompendo como poderes alternativos, a crise de 2008 comprometendo o modelo neoliberal. Ao mesmo tempo, uma acomodação da socialdemocracia nos anos de liberalismo, queimando-a como alternativa econômica.

Por seu lado, os Estados Unidos garantiam seu papel hegemônico no campo financeiro e nas novas tecnologias de informação, já que a manufatura se mudou para a Ásia.

É nesse contexto que, a partir de 2002, monta-se uma nova estratégia geopolítica fundada no combate à corrupção. Envolvem-se nela o Departamento de Estado, as instituições de espionagem (CIA e NSA), os órgãos policiais (FBI e Departamento de Justiça) e as ONGs ambientais e anticorrupção.

Para consumo externo, a intenção meritória de melhorar o mundo. No plano estratégico, a tentativa de impedir as potências emergentes de percorrer o caminho trilhado pelas potências atuais: no campo político, a promiscuidade inevitável entre campeões nacionais e partidos políticos; na expansão externa, o uso inevitável do suborno para penetrar em nações menores.

Por outro lado, o avanço da espionagem eletrônica conferiu um poder imbatível aos órgãos norte-americanos. A pretexto de combater o crime organizado, amplia-se a cooperação internacional, entre MPs e policias federais dos diversos países. Através desse duto, os EUA passam a levantar seletivamente informações contra políticos não-alinhados em diversos países, como Brasil, Portugal, Alemanha, França, Espanha, Coreia do Sul.

O impeachment de Dilma Roussef teve três personagens centrais com laços estreitos com os Estados Unidos:

· Juiz Sérgio Moro

· A Globo

· Movimentos de rua.

Na última 5a, publiquei o post “Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI”.

Vamos avançar com mais informações que surgiram nos últimos dias.

Peça 1 – Sérgio Moro e o FBI
No GGN há um amplo levantamento sobre a cooperação internacional, o sistema de cooperação penal entre países, dos quais o Brasil é signatário. A cooperação deve ser formalizada através do Ministério da Justiça, Itamaraty ou Procuradoria Geral da República.

No caso Banestado, houve uma aproximação informal entre o juiz Sérgio Moro, procuradores e delegados da PF com o FBI, NSA e Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Havia vários indícios dessa ligação e da maneira como Moro foi abastecido por informações das autoridades norte-americanas, para, mais tarde, conseguir transformar um processo contra uma lavadora de carros em um escândalo nacional.

Na semana passada, o Jornalistas Livres apresentou a evidência mais forte dessa cumplicidade, um caso de 2007, no qual Moro autorizou um agente do FBI criasse um CNPJ falso para uma ação controlada contra um falsário. Não informou sequer o Ministério Público, denotando uma cumplicidade muito mais ampla e mais antiga do que até então se imaginava.

O fato revelado reforça as suspeitas sobre a ação deliberada de Moro e dos procuradores de Curitiba de destruição de empresas brasileiras que competiam globalmente com multinacionais norte-americanas e de imposição da agenda liberal da Ponte para o Futuro.

Peça 2 – a Globo e o FBI
Por volta de 2014, o patriarca da Odebrecht, Emilio, indicava a impossibilidade de qualquer forma de negociação com a Globo: ela estaria refém do FBI. À medida que foram revelados detalhes da Operação Rimet - conduzida pelo Ministério Público espanhol e pelo FBI - sua previsão fez sentido.

Há vários anos, os escândalos da FIFA eram tratados por um grupo restrito de jornalistas, correspondentes internacionais, entre os quais o britânico Andrew Jennings e o correspondente do Estadão em Genebra, Jamil Chade.

Em 2014, o jornalista-empresário brasileiro J. Hawilla foi preso nos Estados Unidos e negociou um acordo de delação. Era o principal contato da Globo com a CBF.

Uma pequena cronologia para se entender o quadro atual:

18 de setembro de 2014 – entrevistado pelo GGN, o jornalista Andrew Jennings desafiava: brasileiros, cadê vocês? Forcem a CBF a abrir as contas”. Crítico da copa do Mundo no Brasil, Jennings afirmou que “há muito o que a democracia brasileira poderia ter feito que não fez. Legalmente, cuidar dos interesses do próprio país e do interesse no futebol. O governo falhou, foram covardes contra um exército desarmado”.

12 de dezembro de 2014 – J.Hawila acerta o acordo de delação com o FBI.

No acordo, devolveu US$ 151 milhões de dólares, sendo US$ 25 milhões foram pagos no momento do acordo, segundo o documento divulgado pela Justiça dos Estados Unidos. Segundo a Justiça americana, Hawilla foi indiciado e culpado por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da justiça.

O teor da delação tornado público não mencionava a Globo e pouco se referia aos contratos da CBF. Concentrava-se mais nas operações com a FIFA e nos Estados Unidos.

27 de maio de 2015 – o FBI cerca um hotel em Zurique e prende vários executivos da FIFA. Explode o escândalo tendo como epicentro da brasileira Traffic, de J. Hawilla, principal instrumento da Globo para garantir a primazia nas transmissões de futebol no país, além de dono de várias afiliadas da rede.

Globo Esporte noticia as investigações do FBI sobre a CBD (Justiça dos EUA: contrato da CBF com fornecedora é investigado por propina). Mas se refere exclusivamente aos contratos de fornecedores.

2 de julho de 2015 –Segundo informou o colunista Ricardo Feltrin, da UOL, a pedido do FBI, a Polícia Federal passou a investigar os contratos da Globo com a CBF.

“A reportagem do UOL apurou que contratos assinados entre a TV e a entidade em anos passados serão submetidos ao escrutínio de especialistas da PF. Trata-se, inclusive, de parte da colaboração que o país vem fazendo com as investigações do FBI (...) A PF quer entender como funcionou a relação entre a gestão do ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e o Departamento de Esportes da Globo. Na TV aberta a Globo detém o monopólio de transmissão dos principais torneios de futebol há quase 40 anos”.

10 de fevereiro de 2016 – em entrevista ao GGN, Jamil Chade traz duas informações relevantes. A primeira, a de que o FBI se deu conta de que o Brasil já estaria preparado para encarar seus grandes escândalos a partir das manifestações de junho de 2013. Um deles, foi o que resultou na Lava Jato. O segundo, o da FIFA. Mas as autoridades norte-americanas não entendiam a razão do Ministério Público brasileiro ser o mais refratário a colaborar com as investigações.

Durante as próprias manifestações de 2013, a Globo fechara o acordo tácito com o MPF (Ministério Público Federal), transformando em tema nacional o veto à PEC 37 (que reduzia os poderes de iinvestigação do MPF) passando a partir de então a avalizar todas suas ações, incentivando o jogo político. Dessa parceria, monta-se a divulgação maciça de escândalos, com o MPF e a PF alimentando a mídia com vazamentos diários, gerando o clima de catarse que leva multidões às ruas pedindo o impeachment de Dilma Rousseff.

Peça 3 – a mão estrangeira nos movimentos de rua
O aparecimento de organizações como o Movimento Brasil Livre (MBL) colocou no foco os irmãos Kock, bilionários norte-americanos que resolveram investir na mobilização política nos Estados Unidos e em outros países, como templários do livre mercado. Seguem uma antiga tradição de grupos empresariais fundamentalistas, como o W.R.Grace, católicos de origem irlandesa que, nos anos 60, bancavam o padre Peyton e sua cruzada pelo “rearmamento moral”. No Brasil, também surgiram organizações bancadas com recursos de grandes grupos.

Hoje em dia, com os avanços do big data, tornou-se relativamente simples viralizar bandeiras, protestos, principalmente quando se cria o caldo de cultura adequado, através dos grandes veículos de comunicação.

Conclusão
Até agora, a concentração de mídia era vista como instrumento que desequilibrava o jogo político e social, impedindo as manifestações plurais, especialmente das faixas de menor renda.

A crise que culminou no impeachment de Dilma - e que poderá levar ao impeachment de Temer - tem desdobramentos muitos mais sérios: a destruição da engenharia nacional, os acordos de mercado com uma quadrilha que assume o poder, atacando as reservas de pré-sal, promovendo vendas de empresas estatais na bacia das almas, se propondo a autorizar a venda maciça de terras para estrangeiros.

Claramente o monopólio de mídia torna-se uma ameaça real à soberania nacional.

Nesses tempos de redes sociais, big datas e cooperação internacional, bastou a cumplicidade de um juiz de 1a instância junto com procuradores e delegados de um estado interiorano – , a cooptação do maior grupo de mídia do país, e a organização, via redes sociais, de movimentos de rua, para implodir o sistema político, proceder a uma queima irresponsável de ativos nacionais e impor uma agenda econômica sem negociação e sem aprovação da opinião pública.

A partir da reorganização política brasileira, em que base se der, a questão da regulação da mídia e das concessões, assim como o enquadramento do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, ao lado de formas modernas de combate à corrupção, terão que se converter em bandeiras prioritárias para a consolidação da democracia.

Publicado no GGN pelo jornalista Luis Nassif

sexta-feira, 23 de junho de 2017

O corrupto presidente do Brasil Michel Temer passa vergonha em visita a Noruega

                             TEMER DÁ VEXAME TAMBÉM NA NORUEGA
                         
Uma completa vergonha para o Brasil a passagem de Michel Temer pela Noruega; após deixar o País com carimbo de "corrupto" pela Polícia Federal, Temer viu a Noruega cortar em 50% o fundo de combate ao desmatamento, assistiu à primeira-ministra Erna Solberg dizer que o Brasil precisa de uma "limpeza" na corrupção e enfrentou protestos que pediam sua saída; dezenas de manifestantes exibiam cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos, dos indígenas e contra o afrouxamento no combate ao desmatamento da Amazônia; "Temer não cumpre com suas obrigações e não respeita os direitos constitucionais. Os seus ataques aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente são de uma magnitude nunca antes vista", disse a líder indígena Sonia Guajajara; Brasil assiste a tudo envergonhado

247 - A passagem de Michel pela Noruega foi marcada por protestos. Durante encontro de Temer com a primeira-ministra Erna Solberg, nesta sexta-feira, 23, o peemedebista foi alvo de dezenas de manifestantes, que exibiam cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos, dos indígenas e contra o afrouxamento no combate ao desmatamento da Amazônia. 

A índia Sônia Guajajara, uma das lideranças indígenas mais reconhecidas no Brasil, esteve presente no protesto nesta sexta-feira. Para Sônia, Temer representa uma ameaça direta aos povos indígenas no Brasil. "Temer não cumpre com suas obrigações e não respeita os direitos constitucionais. Os seus ataques aos direitos dos povos indígenas e ao meio ambiente são de uma magnitude nunca antes vista", disse.

Assista a vídeo da manifestação contra Temer:

O desmatamento na Amazônia brasileira aumentou em 29% de 2015 para 2016. O Congresso brasileiro está prestes a tratar um grande número de propostas que devem enfraquecer a legislação ambiental e reduzir unidades de conservação no país. Para o diretor da Rainforest Foundation Noruega, Lars Løvold, a Noruega tem que exigir que o Brasil cumpra com os seus deveres conforme acordos internacionais e nacionais.

As ONGs organizadoras do protesto pedem às autoridades norueguesas firmeza no diálogo com Temer, e pressão para que ele providencie proteção para os povos indígenas e suas lideranças, assim como o cumprimento das obrigações internacionais para redução do desmatamento e das emissões do Brasil.

Durante o encontro com a primeira-ministra Erna Solberg, Temer ouviu de Solberg que a Noruega está "preocupada" com os efeitos da operação Lava Jato e disse que o Brasil precisa passar uma "limpeza" de corruptos. "Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza", disse Erna Solberg, em declaração ao lado de Temer (leia mais).

Em sua fala, Temer cometeu uma gafe e disse que ainda na Noruega se encontraria com o "rei da Suécia". Na verdade, o peemedebista estará com o monarca norueguês, Harald V (leia mais).

Publicado no Brasil247

sábado, 17 de junho de 2017

PF APREENDE DOCUMENTOS DE OFFSHORE NA CASA DO CORONEL AMIGO DE TEMER

                          

A Polícia Federal encontrou 17 recibos relacionados a uma offshore na casa do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, apontado pela JBS como beneficiário de uma propina de R$ 1 milhão destinada a Michel Temer

247 – "A Polícia Federal encontrou 17 recibos relacionados a uma offshore na casa do coronel aposentado João Baptista Lima Filho, apontado pela JBS como beneficiário de uma propina de R$ 1 milhão destinada a Michel Temer", aponta reportagem de Fábio Serapião, no Estado de S. Paulo.

"Os recibos foram recolhidos na residência de Lima Filho, durante busca e apreensão, em São Paulo. A operação foi realizada em maio deste ano – a Patmos, que tornou Temer investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa, foi deflagrada no dia 18 de maio. Lima Filho passou a ser investigado após a delação de Joesley Batista, acionista do Grupo J&F, apontá-lo como responsável por receber parte dos valores de propina supostamente destinada a Temer. Os recibos são relacionados a offshore Langley Trade Co. S.A.", diz a reportagem.

Na Receita Federal, a Langley está registrada como empresa domiciliada em Montevidéu, capital do Uruguai

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Procurador geral do Brasil pode derrubar o presidente golpista Michel Temer

JANOT PODE DAR XEQUE-MATE EM TEMER COM QUATRO ACUSAÇÕES PENAIS

                       
Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende não dar fôlego a Michel Temer depois da apresentação da primeira denúncia contra ele, provavelmente na próxima semana; antes mesmo de a Câmara votar o pedido, que será enviado pelo ministro Edson Fachin, do STF, a equipe da PGR pretende enviar um segundo pedido de ação penal; na avaliação dos procuradores, com o que se tem hoje, já é possível atribuir ao menos três crimes a Temer; é possível que o peemedebista seja ainda alvo de uma quarta acusação: lavagem de dinheiro

247 - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pretende não dar fôlego a Michel Temer depois da apresentação da primeira denúncia contra ele, provavelmente na próxima semana. As informações são da coluna Painel, da Folha.

Antes mesmo de a Câmara votar o pedido, que será enviado pelo ministro Edson Fachin, dando o aval se a ação será ou não aberta pelo Supremo Tribunal Federal, a equipe da PGR pretende enviar um segundo pedido de ação penal.

Na avaliação dos procuradores, com o que se tem hoje, já é possível atribuir ao menos três crimes a Temer: corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça. É possível que o peemedebista seja ainda alvo de uma quarta acusação: lavagem de dinheiro.

A sustentação para o novo crime seriam os repasses para o coronel aposentado João Baptista Lima Filho, ex-assessor e amigo de Temer há mais de 30 anos, que recebeu R$ 1 milhão dos R$ 15 milhões destinados pela JBS à campanha do peemedebista. Além disso, material ainda sob sigilo nas mãos de Janot.

Segundo a Coluna do Estadão, interlocutores de Janot afirmam que o inquérito da Polícia Federal vai definir se ele irá apresentar uma ou mais denúncias contra Temer. A PF obteve junto a Fachin mais cinco dias para investigar Temer, que se encerram no início da semana.

Publicado no Brasil247

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Brasil em recessão ou depressão apos o golpe que tirou a presidenta Dilma

Gonzaga Belluzzo: “Brasil não está em uma recessão, está em uma depressão”

                     

Ao contrário das recentes declarações do governo Temer, que aponta a retomada da economia no País e o fim da recessão, o economista Luis Gonzaga Belluzzo avalia que a crise está longe de acabar; "A tendência é a situação se agravar com o teto de gastos. É um equívoco achar que isso vai recuperar. O Brasil não está em uma recessão. Ele está em uma depressão", diz; reportagem de José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato

Por José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato

Ao contrário das recentes declarações do governo federal, como a feita pelo ministro do Fazenda Henrique Meirelles via Twitter, de que a economia brasileira está decolando após uma crise severa, economistas ouvidos pelo Brasil de Fato garantem que a crise que assola o país está longe de acabar.

“A tendência é a situação se agravar com o teto de gastos. É um equivoco achar que isso vai recuperar. A economia brasileira recebeu choque negativo de tarifas e queda de investimentos públicos. O Brasil não está em uma recessão. Ele está em uma depressão”, afirma o economista Luis Gonzaga Belluzzo.

A taxa de desemprego no Brasil no último trimestre foi de 13,6%, o que representa 14 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, segundo levantamento divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril deste ano.

Além disso, a perspectiva do brasileiro de que a situação pode melhorar caiu 2,7%. É a primeira queda comparativa com meses anteriores desde maio de 2016, de acordo com pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI) de maio de 2017.

Para Cristina Helena de Mello, professora de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), “estamos diante de um cenário com uma perspectiva muito lenta de recuperação. Dificilmente teremos uma recuperação ainda esse ano”, diz.

“Independentemente desse quadro político, eu não vejo no mercado privado indicadores de que a gente esteja, de fato, em vias de recuperação. Ela é muito lenta e não deve se reverter em quadros de emprego”, completa. Segundo a PNAD, cerca de 1,2 milhão de pessoas perderam seus empregos com carteira assinada no trimestre de fevereiro de abril de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje, há cerca de 32,1 milhões vagas de empregos formais.

Publicado no Brasil247

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O presidente do Brasil Michel Temer e a propina de R$ 50 milhões

Acordo para Temer receber R$ 50 milhões de propina ganha novo capítulo

TER, 13/06/2017 - 18:18
ATUALIZADO EM 13/06/2017 - 18:19

Patricia Faermann
                      
Foto: Arquivo

Jornal GGN - A comissão do Senado aprovou, nesta terça-feira (13), os nomes dos dois indicados pelo governo Michel Temer: Alexandre Barreto e Maurício Bandeira Maia a assumirem, respectivamente, a Presidência e o colegiado do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A troca nos postos do Cade foi tema de conversa grampeada entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer.

O grupo econômico J&F tinha interesse em uma disputa entre a Petrobras e uma termelétrica do grupo que tramita no Cade. Pela negociação com Temer, por meio de seu assessor e deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o empresário acertou o pagamento de propina de 5% ao mandatário sobre o lucro da Operação da Usina EPE em Cuiabá, durante aproximadamente 20 anos. O acordo renderia a Temer cerca de R$ 50 milhões.

A propina, segundo o delator Joesley Batista, era a contrapartida para o governo autorizar e auxiliar na pressão sobre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica para "afastar o monopólio da Petrobras do fornecimento de gás para termoelétrica do Grupo J&F". Loures chegou a telefonar para o então presidente interino do Cade, Gilvandro Araújo, diante de Joesley, pedindo a intervenção.


O empresário dono da JBS então "prometeu, caso a liminar fosse concedida, 'abrir planilha', creditando em favor de Temer 5% desse lucro" e "Rodrigo [Rocha Loures] aceitou", disse Joesley Batista no acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República. Loures disse a Batista que a proposta do pagamento seria levado ao "presidente", no caso Temer.

Na conversa que teve com o próprio mandatário, em março deste ano, Joesley mencionava a intenção de intervir no Cade. Perguntou a Temer, no Palácio do Jaburu, se a presidência do Conselho já havia sido alterada e obteve do presidente da República a resposta afirmativa.

Um mês após essa conversa, Temer oficializou as indicações de Barreto e Maia ao Cade, que nesta terça-feira foram aprovadas por comissão do Senado. Os indicados possuem formação e carreira na administração pública, são servidores com histórico de trabalhos em governos e no próprio Senado, o que motivou a desconfiança de parlamentares da oposição, uma vez que seus currículos diferem dos membros do Cade.
Publicano no jornal GGN do jornalista Luis Nassif

terça-feira, 13 de junho de 2017

EMÍLIO ODEBRECHT INOCENTA LULA E CITA REUNIÃO COM FHC

                  

Atual presidente do Conselho de Administração da empreiteira, Emílio Odebrecht foi ouvido novamente nesta segunda-feira 12 pela Justiça Federal no Paraná a pedido da defesa do ex-presidente Lula; testemunha de acusação em um dos processos a que o petista responde na Lava Jato, o empresário disse que não se envolveu nos oito contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras, que são citados na ação penal, e disse não saber se tais contratos estavam condicionados à aquisição de um imóvel para o Instituto Lula; sobre uma conversa que teve com o ex-presidente FHC para discutir o projeto Gás Brasil, ele confirmou ser comum debater assuntos relacionados a óleo e gás com presidentes da República

Daniel Isaia - Repórter da Agência Brasil
O ex-presidente executivo e atual presidente do Conselho de Administração da empreiteira Odebrecht, Emílio Odebrecht, foi ouvido novamente hoje (12) pela Justiça Federal no Paraná a pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O empresário é testemunha de acusação em um dos processos a que Lula responde no âmbito da Operação Lava Jato.

A sessão ocorreu por meio de videoconferência e durou pouco mais de seis minutos. Apenas Cristiano Zanin Martins, advogado do ex-presidente, fez perguntas a Emílio Odebrecht.

O empresário disse que não se envolveu nos oito contratos firmados entre a empreiteira e a Petrobras, que são citados na ação penal. Ele também disse não saber se tais contratos estavam condicionados à aquisição de um imóvel para o Instituto Lula.

Cristiano Martins, então, lembrou que Emílio Odebrecht afirmara, em depoimento anterior, ter se encontrado com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para discutir o projeto Gás Brasil, que também incluía a Bolívia. O advogado perguntou ao empresário se era comum que ele debatesse assuntos relacionados a óleo e gás com presidentes da República. "Sem dúvida nenhuma", respondeu.

Emílio Odebrecht também disse que conhece Gilberto Carvalho, que foi titular da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula, e negou ter conhecimento se o Grupo Odebrecht contratou o escritório Baker Mckenzie para buscar um acordo de leniência com autoridades estrangeiras.

O empresário voltou a ser ouvido nessa ação penal em razão de um recurso impetrado pelos advogados de Lula. Eles alegaram que o Ministério Público Federal (MPF) incluiu documentos ao processo sem tempo hábil para serem verificados antes da oitiva do empresário.

O argumento foi acolhido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Leia mais no texto de Fernando Brito, editor do Tijolaço:


Dono da Odebrecht, Emílio diz que não teve negócios com Lula


Nas centenas de textos que a imprensa publicou sobre os documentos da Odebrecht, Lula é referido do o “o amigo do seu pai”, numa referência ao relacionamento entre Emílio, dono da empreiteira que leva seu nome pai de seu presidente, Marcelo, com Lula.

Aliás, Marcelo Odebrecht diz que tinha um mau relacionamento com o ex-presidente: “O Lula nunca gostou de mim. Quem sempre tratou de tudo com ele foram o meu pai e o Alexandrino (Alencar, diretor de relações institucionais)”disse ele num depoimento à Procuradoria Geral da República.

Portanto, nada mais natural, se houvesse pedidos de Lula, estes fossem feitos a Emilio Odebrecht ou dele fosse de conhecimento.

Hoje, na sua reinquirição de Sérgio Moro ao patriarca da empreiteira, Emílio, na desccrição insuspeita de O Globo, “negou envolvimento em contratos firmados entre a Petrobras e Odebrecht que teriam sido celebrados em troca de uma futura compra de um terreno para o Instituto Lula”.

O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, também perguntou se Emílio manteve reuniões com outros ex-presidentes da República que antecederam Lula no cargo. O empresário confirmou:

— Desde a minha entrada na organização, praticamente todos ex-presidentes. Discutia várias coisas de interesse nacional, aquilo que era importante para o Brasil continuar crescendo – disse Emílio(…)

A outra pessoa que Marcelo Odebrecht disse ter relacionamento com Lula, Alexandrino Alencar, no seu depoimento, dias atrás, também negou ter tratado com o ex-presidente do tal terreno para o Instituto mas, ao contrário, havia recebido a incumbência do próprio Marcelo, que também o informou que o valor seria apropriado de uma suposta conta “Italiano”.

É de supor que, se Lula fosse pedir um terreno, o pediria àqueles com quem tinha relacionamento mais próximo. E ambos dizem que não pediu nada a eles e, muito menos, que fosse posto na conta de isso ou aquilo.

Como diz o ex-delegado federal Armando Coelho Neto, Lula está sendo processado pelo crime do “IA”: Ia receber, ia ganhar, ia se apropriar. Se é que ia, não foi.

Não foi, mas vai ser condenado por Sérgio Moro, Se não pelo triplex, pelo sítio; se não pelo sítio, pelo prédio; se não pelo prédio, pelos caixotes.

Mas certamente por ser o favorito nas eleições de 2018, como convém a processos que só tem de sólido o interesse político.

Publicado no Brasil247

segunda-feira, 12 de junho de 2017

O presidente do Brasil golpista Michel Temer é um mentiroso e desonesto

Além de usar avião de Joesley, Temer e Marcela fizeram turismo na Bahia com dinheiro público


Postado em 8 de junho de 2017 às 8:43 am

            
Dar explicações sobre um voo não é novidade na vida do presidente Michel Temer (PMDB). Às voltas agora com respostas contraditórias sobre a utilização de um avião do empresário Joesley Batista, do grupo JBS, em 2011, o peemedebista já havia admitido, em 2009, ter utilizado verba pública para fazer turismo com a família na Bahia, curiosamente o mesmo destino para onde ele foi na aeronave do delator da Lava Jato. O caso foi relevado na época pelo Congresso em Foco na série de reportagens sobre a farra das passagens na Câmara e no Senado. Na ocasião, Temer era o presidente da Casa e minimizou a denúncia, alegando que seu ato não era ilegal.
Ao todo, 443 ex-deputados foram denunciados pelo Ministério Público no ano passado por uso indevido de dinheiro público. O crime atribuído a eles é de peculato, cuja pena varia de dois a 12 anos de prisão em caso de condenação. Entre os denunciados, estão figuras conhecidas nacionalmente, como o ministro Moreira Franco, hoje secretária-geral da Presidência, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e o ex-governador e presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE).
Porto Seguro
Michel Temer viajou com a mulher, Marcela, amigos e familiares para Porto Seguro, em janeiro de 2008, período de recesso parlamentar. Segundo registros da Varig, aos quais o Congresso em Foco teve acesso, os voos foram custeados com a cota parlamentar a que Temer tinha direito para voar entre São Paulo e Brasília. No dia 29 de janeiro daquele ano, o grupo partiu do aeroporto de Congonhas com destino a Ribeirão Preto e, de lá, para Porto Seguro. Viajaram o casal, o irmão dele Adib Temer, Wally Temer, cujo parentesco a reportagem não identificou, e Fernanda Tedeschi, irmã de Marcela.
Na época, Temer admitiu ter usado os bilhetes para os parentes, mas alegou que não havia impedimento pelas regras da Casa. Esse, porém, nunca foi o entendimento do Ministério Público. Tanto que os parlamentares foram obrigados a mudar o ator normativo que tratava do assunto para deixar claro que era proibida a cessão de bilhetes custeados pela Câmara e pelo Congresso a parentes e amigos. Centenas de deputados e senadores utilizavam como bem entendiam, cedendo para amigos e familiares, créditos da generosa cota pública, para fazer turismo. Nova York, Paris, Miami e Londres eram alguns dos destinos preferidos.
A mudança nas regras foi conduzida a contragosto pelo próprio Temer, após a repercussão da série de reportagens do Congresso em Foco sobre a farra das passagens. Inicialmente, a cúpula da Câmara resistia à mudança e chegou a propor a legalização do uso da cota pelos cônjuges dos parlamentares. Mas tiveram de recuar. Estima-se que os gastos indevidos passavam dos R$ 25 milhões – em valores da época – com o uso da verba da Câmara por ano.
Avião e flores
Ontem Temer deu duas versões sobre o uso do Learjet PR-JBS, de Joesley Batista, em 2011, em viagem com Marcela para Comandatuba, no litoral baiano. A viagem aparece nos registros de voo apresentados pelo empresário. Inicialmente, o presidente negou ter voado em avião particular, contou que ele e a mulher haviam voado até lá com a Força Aérea Brasileira (FAB). Mais tarde, divulgou outra nota, admitindo a viagem no Learjet, mas disse que não sabia que a aeronave pertencia a Joesley.
A nova resposta dele se choca, porém, com outro detalhe apresentado pelo delator da Lava Jato. Joesley disse que mandou flores para enfeitar a aeronave. Mas que, ao perceber que Temer havia ficado enciumado, o piloto atribuiu o presente à mãe do empresário. O empresário relatou que o então vice-presidente lhe telefonou para questionar sobre as flores e pedir o telefone de sua mãe para agradecê-la pela gentileza.

domingo, 11 de junho de 2017

O presidente ilegitimo do Brasil Michel Temer pode ser preso e condenado ate a 12 anos de cadeia

TEMER SERÁ DENUNCIADO PELA MALA DA PROPINA E PODE PEGAR ATÉ 12 ANOS 

                    

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já tem elementos para fechar a primeira denúncia contra Michel Temer pelo crime de corrupção passiva; Temer será relacionado à mala com R$ 500 mil em propina, entregue pela JBS a seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, que está preso na Papuda; para Janot, há elementos suficientes para demonstrar que a propina, que seria paga semanalmente, durante 24 anos, tinha aval de Temer; se condenado, ele pode pegar de dois a 12 anos de prisão; outras denúncias, por obstrução judicial e organização criminosa, também estão sendo preparadas; a primeira denúncia deve sair até 19 de junho

247 – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já tem elementos para fechar a primeira denúncia contra Michel Temer por corrupção passiva, segundo informam os jornalistas Reynaldo Turollo Júnior e Leandro Colon.

Temer será relacionado à mala com R$ 500 mil em propina, entregue pela JBS a seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, que está preso na Papuda.

"Na avaliação de investigadores, não é preciso comprovar que Temer recebeu o dinheiro da mala, mas que teve atuação na operação para o seu recebimento por Loures", diz a reportagem. "O enredo traçado pela Procuradoria inclui a intermediação de Loures no agendamento do encontro entre Temer e o dono da JBS, Joesley Batista, a orientação do presidente para o empresário tratar com o ex-deputado, o diálogo do acerto da propina e o flagra da entrega da mala.

Para Janot, há elementos suficientes para demonstrar que a propina, que seria paga semanalmente, durante 24 anos, tinha aval de Temer.

Se condenado, ele pode pegar de dois a 12 anos de prisão.

Outras denúncias, por obstrução judicial e organização criminosa, também estão sendo preparadas.

A primeira denúncia deve sair até 19 de junho.

Publicado no Brasil247

quinta-feira, 8 de junho de 2017

LAVA JATO: POLÍCIA IMPLODE ESQUEMA EM FURNAS E ATINGE OPERADOR DE AÉCI O

                     

Em desdobramento da Operação Lava Jato, batizado como Barão Gatuno, a Polícia Civil do Rio de Janeiro mirou o esquema de corrupção em Furnas, que vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso, quando o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) nomeou Dimas Toledo como diretor da estatal; há dois mandados de condução coercitiva e um deles é contra Dimas Toledo, que era acusado de pagar um mensalão a deputados da chamada "lista de Furnas"; a operação foi deflagrada a partir da delação do ex-senador Delcídio Amaral e complica ainda mais a situação de Aécio, que tem um pedido de prisão prestes a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal

Rio 247 – Em ação policial, batizada como Barão Gatuno, a Polícia Civil do Rio de Janeiro mirou o esquema de corrupção em Furnas, que vem desde o governo Fernando Henrique Cardoso, quando o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) nomeou Dimas Toledo como diretor da estatal.

Há dois mandados de condução coercitiva e um deles é contra Dimas Toledo, que era acusado de pagar um mensalão a deputados da chamada "lista de Furnas".

A operação foi deflagrada a partir da delação do ex-senador Delcídio Amaral e complica ainda mais a situação de Aécio, que tem um pedido de prisão prestes a ser analisado pelo Supremo Tribunal Federal.

Ainda estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão na sede da empresa, em Botafogo, e em outros endereços. Outros oito mandados de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo. A operação é um desdobramento da Lava-Jato, a partir da delação de Delcídio Amaral.

No Rio, a ação é coordenada pela Delegacia Fazendária (Delfaz). A ação tem o apoio de 15 delegacias do DGPE, da Coordenadoria de Combate à Corrupção do Laboratório de Tecnologia e Lavagem de Dinheiro da PCERJ e da Polícia Civil do Estado de São Paulo.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 6 de junho de 2017

A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (6) o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Eduardo Alves é o segundo conspirador contra Dilma a ser preso; desconhece 832 mil dólares depositados em conta dele na Suiça

06 de junho de 2017 às 08h53

  
 
Vejam quem quer tirar a Dilma. Primeiro, Temer; segundo, Eduardo Cunha; terceiro, Geddel (Vieira Lima); quarto, Henrique Eduardo Alves; quinto, Wellington Moreira Franco, que foi governador deste estado. Ex-presidente Lula, em discurso em abril de 2016
O ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) afirmou em defesa apresentada à Justiça Federal de Brasília que terceiros depositaram e movimentaram, sem o conhecimento dele, US$ 832.975,98 (correspondentes a R$ 2,5 milhões) em uma conta bancária na Suíça. Do G1
O momento nacional coloca agora o PMDB, o meu partido há 46 anos, diante do desafio maior de escolher o seu caminho, sob a presidência do meu companheiro de tantas lutas, Michel Temer. Em carta ao deixar o governo Dilma, em março de 2016
Polícia Federal prende ex-ministro Henrique Eduardo Alves
A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (6) o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
O mandado de prisão foi expedido pela Justiça Federal do Rio Grande do Norte e é um desdobramento das delações da Odebrecht.
Há também mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso no Paraná por decisão do juiz Sergio Moro desde outubro do ano passado.
Henrique Eduardo Alves, que sempre fez parte do núcleo de confiança de Temer, pediu demissão em junho de 2016, após ser citado em delações.
O ex-ministro foi o terceiro a deixar o governo interino de Temer, apenas em 34 dias de gestão. Antes dele, foram demitidos Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência), após o vazamento de gravações em que ambos criticaram a operação Lava Jato.
O secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, também foi preso na operação. O cunhado de Henrique Alves, o publicitário Arturo Arruda, foi alvo de condução coercitiva.
A operação desta terça foi batizada como Manus e apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
A investigação se baseia em provas da Lava Jato que apontam que Alves e Cunha receberam suborno na construção da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa do Mundo.
De acordo com a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público, houve sobrepreço de R$ 77 milhões no valor da obras, com favorecimento de duas grandes construtoras.
Os pagamentos ocorreram como doação eleitoral oficial, entre 2012 e 2014. Os valores, segundo os investigadores, omitiam subornos e, em um dos casos, eram desviados em benefícios pessoais.
MISTÉRIO
Em junho do ano passado, a PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o ex-ministro sob suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A acusação teve como base informações repassadas pelo Ministério Público da Suíça, que identificou uma conta secreta do peemedebista em instituição financeira daquele país.
A conta descoberta tinha um saldo de mais de R$ 2 milhões.
De acordo com as investigações que embasaram a operação desta terça (6), Henrique Alves emprestou a conta para que Cunha pudesse receber a propina, desviada de contratos em obras públicas.
O ex ministro havia afirmado à época que não tinha ideia de como o dinheiro foi parar na conta.
Além das delações da Odebrecht, houve afastamento de sigilos fiscal, bancário e telefônico dos envolvidos.
Os alvos responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.
O nome Manus é uma referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”: uma mão esfrega a outra, uma mão lava a outra.
A Polícia Federal afirma que cerca de 80 policiais cumprem 33 mandados judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e outros 22 de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e Paraná.
OUTRO LADO
A defesa de Henrique Alves informou que não vai se manifestar até o momento por não ter informações sobre a operação que envolve seu cliente.
Leia também:
Publicado no Viomundo

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Brasil em recessão após o golpe parlamentar que tirou Dilma

INDÚSTRIA CAI 9,9% E PROVA QUE ECONOMIA CONTINUA AFUNDANDO

                    

O faturamento da indústria caiu 3,1% em abril, revertendo o crescimento registrado em março, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), hoje (1º), em Brasília. Essa queda é na comparação com março. Em relação a abril de 2016, houve retração de 9,9%; a CNI é presidida por Robson Andrade e deu apoio ao golpe parlamentar de 2016, que jogou o Brasil na maior depressão de sua história

Da Agência Brasil

O faturamento da indústria caiu 3,1% em abril, revertendo o crescimento registrado em março, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), hoje (1º), em Brasília. Essa queda é na comparação com março. Em relação a abril de 2016, houve retração de 9,9%.

O emprego também caiu: 0,6% na comparação com março. A massa salarial encolheu 0,4% em abril, na série livre de influências sazonais. Somente o rendimento do trabalhador teve alta pelo segundo mês consecutivo. O indicador, que cresceu 0,5% entre março e abril, foi influenciado pelo recuo acentuado da inflação nos últimos meses, explicou a CNI.

As horas trabalhadas na indústria recuaram 1,3% em abril na comparação com março. Além disso, o setor operou, em média, com 76,7% da capacidade instalada em abril, queda de 0,5 ponto percentual.

Indicadores do quadrimestre

Todos os indicadores do primeiro quadrimestre acusaram queda na comparação com o mesmo período de 2016. O faturamento ficou 7,8% menor e as horas trabalhadas 4% abaixo do verificado no primeiro quadrimestre de 2016.

Já a utilização média da capacidade instalada foi 0,7 ponto percentual menor nos primeiros quatro meses deste ano do que em igual período de 2016.

O emprego teve redução de 4,3%. A massa salarial real acumulada no primeiro quadrimestre de 2017 é 4,8% inferior e o rendimento médio está 0,5% abaixo do registrado nos primeiros quatro meses de 2016.

Publicado no Brasil247