quinta-feira, 15 de junho de 2017

Brasil em recessão ou depressão apos o golpe que tirou a presidenta Dilma

Gonzaga Belluzzo: “Brasil não está em uma recessão, está em uma depressão”

                     

Ao contrário das recentes declarações do governo Temer, que aponta a retomada da economia no País e o fim da recessão, o economista Luis Gonzaga Belluzzo avalia que a crise está longe de acabar; "A tendência é a situação se agravar com o teto de gastos. É um equívoco achar que isso vai recuperar. O Brasil não está em uma recessão. Ele está em uma depressão", diz; reportagem de José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato

Por José Eduardo Bernardes, do Brasil de Fato

Ao contrário das recentes declarações do governo federal, como a feita pelo ministro do Fazenda Henrique Meirelles via Twitter, de que a economia brasileira está decolando após uma crise severa, economistas ouvidos pelo Brasil de Fato garantem que a crise que assola o país está longe de acabar.

“A tendência é a situação se agravar com o teto de gastos. É um equivoco achar que isso vai recuperar. A economia brasileira recebeu choque negativo de tarifas e queda de investimentos públicos. O Brasil não está em uma recessão. Ele está em uma depressão”, afirma o economista Luis Gonzaga Belluzzo.

A taxa de desemprego no Brasil no último trimestre foi de 13,6%, o que representa 14 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, segundo levantamento divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em abril deste ano.

Além disso, a perspectiva do brasileiro de que a situação pode melhorar caiu 2,7%. É a primeira queda comparativa com meses anteriores desde maio de 2016, de acordo com pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI) de maio de 2017.

Para Cristina Helena de Mello, professora de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), “estamos diante de um cenário com uma perspectiva muito lenta de recuperação. Dificilmente teremos uma recuperação ainda esse ano”, diz.

“Independentemente desse quadro político, eu não vejo no mercado privado indicadores de que a gente esteja, de fato, em vias de recuperação. Ela é muito lenta e não deve se reverter em quadros de emprego”, completa. Segundo a PNAD, cerca de 1,2 milhão de pessoas perderam seus empregos com carteira assinada no trimestre de fevereiro de abril de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Hoje, há cerca de 32,1 milhões vagas de empregos formais.

Publicado no Brasil247

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