segunda-feira, 31 de julho de 2017

ALTA DEMANDA FAZ MACONHA SUMIR DAS FARMÁCIAS DO URUGUAI


                

Após a entrega inicial, os estoques de maconha das farmácias de Montevidéu, no Uruguai, se esgotaram no mesmo dia; um novo lote foi entregue após cinco dias e, novamente a demanda foi maior do que a oferta, e uma terceira leva foi planejada pelo governo três dias mais tarde; atualmente duas empresas cultivam a planta no país e têm capacidade de produzir quatro toneladas anuais para consumo interno

247 - Em quase dez dias de venda de maconha em farmácias no Uruguai, o número de interessados inscritos no país aumentou em mais de 75%: passou de 4.893 (em 19 de julho, início da atividade) para 8.585, registrados na última sexta-feira (28).
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Esse montante já supera o de autocultivadores (pessoas que têm autorização para plantar cannabis em casa): 6.946, segundo dados do Ircca (Instituto de Regulação e Controle da Cannabis), órgão governamental responsável pelo sistema.

Após a entrega inicial, os estoques de maconha das farmácias de Montevidéu se esgotaram no mesmo dia, e um novo lote foi entregue após cinco dias. Novamente a demanda foi maior do que a oferta, e uma terceira leva foi planejada pelo governo três dias mais tarde.

Na manhã da última quinta-feira (27) estava prevista a chegada de novos lotes.

As informações são de reportagem de Denise Mota na Folha de S.Paulo.

Publicado no Brasil247

sábado, 29 de julho de 2017

O ex-presidente Lula viajara pelo Brasil para ver os estragos feitos pelo desgoverno Michel Temer


LULA QUER PERCORRER O BRASIL PARA VER O ESTRAGO CAUSADO PELO ATUAL GOVERNO    
                             
Após caravana que pretende realizar pelos estados do Nordeste, Lula deve percorrer o restante do país, a começar pelos estados do Sul, para "conversar com o povo" e ver como o atual governo está "estragando o nosso país"; "É muito melhor o povo escolher e acertar, ou escolher e errar, do que a gente ter um presidente que não foi escolhido pelo povo", afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrevista a rádio Som Maior de Criciúma

Da Rede Brasil Atual

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, após caravana que pretende realizar pelos estados do Nordeste, deve percorrer o restante do país, a começar pelos estados do Sul, para "conversar com o povo" e ver como o atual governo está "estragando o nosso país". Em entrevista à rádio Som Maior, de Criciúma (SC), nesta sexta-feira (28), ele afirmou que o Brasil vive em estado de decadência, por conta da crise econômica e das "feridas" causadas à democracia pelo golpe que instalou o atual governo.

"O nosso país, que fizemos crescer, que fizemos conquistar a autoestima, está numa decadência que eu não acredito. Todo dia fico imaginando a situação em que deixei o Brasil e a situação em que está hoje, sobretudo com a democracia ferida, muito arranhada, com o golpe que foi dado na presidenta Dilma", afirmou Lula.

Segundo ele, em vez de discutir como cortar direitos e "mandar gente embora", é preciso discutir a criação de empregos e a elevação de salários, passando também por uma política de financiamento, que garanta crédito aos trabalhadores, micro e pequenos empreendedores e pequenos produtores rurais. "Esse país tem tudo para dar certo, e eu provei. Agora, precisa ser governado por gente que goste do povo."

"Se não houver investimento, não tem crescimento. Se não tiver crescimento, não tem emprego. Se não tiver emprego, não tem melhoria de vida para muita gente nesse país. Tenho noção que é possível fazer o Brasil voltar a crescer, a gerar emprego, aumentar salário e distribuir renda. O único jeito para fazer o país crescer é fazer com que os pobres tenham acesso ao emprego, ao salário e ao crédito", ressaltou o ex-presidente.

Lula diz acreditar que o presidente Michel Temer (PMDB) tem força política, na Câmara dos Deputados, para barrar a votação sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República por corrupção passiva, mas que o melhor seria que Temer enviasse emenda ao Congresso Nacional convocando eleições "o mais rápido possível". "É muito melhor o povo escolher e acertar, ou escolher e errar, do que a gente ter um presidente que não foi escolhido pelo povo", afirmou.

Sobre a sua condenação pelo juiz Sérgio Moro, que determinou inclusive o bloqueio de seus bens, Lula voltou a reafirmar sua inocência e a desafiar procuradores e agentes da Polícia Federal a apresentarem provas sobre desvios de conduta na presidência. Para o ex-presidente, a decisão do juiz da Lava Jato ignora provas e depoimentos colhidos nos autos do processo e atende a pressões da mídia tradicional. "Ele não teria como se explicar à Rede Globo se não me condenasse", criticou Lula.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Ex-governador ex-ministro e senador Jose Serra e a propina de US$ 178 milhões de dolares

Nassif: Xadrez de como Serra tentou fincar um pé na cooperação internacional

                   
Vamos colocar mais uma peça nesse nosso xadrez. É um dado ainda não definitivo, mas que poderá se tornar relevante na análise futura da influência norte-americana no golpe do impeachment. Mas também indicativo de como o senador José Serra sempre teve um faro apurado para perceber de onde vinha o perigo.
Desde o começo era nítido o alinhamento do grupo do senador José Serra (incluindo Aloysio Nunes) com os interesses norte-americanos. Havia três pistas interessantes:
1.     A conversa de Serra com o representante da Chevron, prometendo acabar com a lei de partilha, se eleito. O diálogo foi divulgado pela Wikileaks.
2.    Mal consumado o golpe, a corrida entre Serra e Eduardo Cunha, para quem conseguia emplacar primeiro uma nova lei revogando a lei de partilha.
3.     A ida inopinada de Aloysio aos EUA, com o golpe em pleno andamento, para encontro com senadores norte-americanos e sabe-se lá mais quem.
Mas o interesse maior de Serra era em relação a um novo departamento, que surgiu no rastro dos ataques às Torres Gêmeas, e que se tornaria a principal contraparte norte-americana no rastreamento de fortunas em paraísos fiscais e na cooperação internacional com Ministério Públicos de todo o mundo: o DHS (Departament of Homeland Security), que passou a unificar os trabalhos de 22 departamentos e agências federais diferentes, visando garantir as fronteiras e o ciberespaço. Seria uma espécie de Gabinete de Segurança Institucional mais aprimorado.
Em 2007 o DHS já trabalhava com o Ministério Público Federal, do Paraná, nas operações envolvendo o Banestado. Foi considerado o primeiro avanço efetivo nos modelos de cooperação internacional e permitiu, pela primeira vez, a recuperação de ativos de crimes brasileiros no exterior. Pelo menos três grandes operações – Banestado, Paulo Maluf e mensalão – contaram com a colaboração estreita da DHS.
Recentemente, o trabalho de Moro, autorizando a participação de agentes estrangeiros no Brasil foi em colaboração com o DHS.
Uma reportagem de Daniel Santini, de 28 de junho de 2011, no site Apublica, com base em documentos da Wikileaks, trouxe dados instigantes sobre o enorme interesse de Serra com a DHS.
Em janeiro de 2007, mal assumiu o governo de São Paulo, Serra procurou o embaixador norte-americano Cliffor M. Sobel, para um pedido insólito: orientações sobre como lidar com ataques terroristas nas redes do Metrô e dos trens. Atribuía a ameaça ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
E havia um interesse especial em se aproximar da DHS. Pelo teor das conversas, reveladas pela Wikileaks, Serra parecia não saber direito o que queria, a não ser se aproximar da DHS. Disse que não necessitaria de recursos, mas de tecnologia, queria saber sobre a possibilidade de o DHS treinar o pessoal do Metrô e dos trens metropolitanos para enfrentar ameaças de bomba.
Foi apenas o primeiro encontro. Serra aprofundou as conversas com encontros constantes no Consulado Geral dos Estados Unidos. O insólito da situação era a não comunicação ao governo federal a quem, competia, legalmente, aprovar todos os acordos de cooperação.
Segundo a reportagem, Serra envolveu nas reuniões o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, o chefe da Casa Civil Aloysio Nunes Ferreira, o secretário de Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, o secretário de Transportes, Mauro Arce, o coordenador de segurança do Sistema de Transportes Metropolitanos, coronel Marco Antonio Moisés, o diretor de operações do Metrô Conrado Garcia, os assessores Helena Gasparian e José Roberto de Andrade.

Documentos remetidos pelo consulado ao Departamento de Estado, classificados como “sensíveis” integravam um conjunto de 2.500 relatórios do período, analisados por uma equipe de 15 jornalistas independentes, no meio dos quais estavam os documentos sobre Serra.
Por fim, o embaixador Sobel fez ver ao afoito governador que nada poderia ser feito sem passar pelo governo federal, através do Ministério das Relações Exteriores.
Cooperação em matéria de segurança sabendo que é um acordo que somente se pode fazer governo a governo.
As duas hipóteses é que, ou já pensava nos efeitos das parcerias da DHS com o MPF na política interna, ou queria uma maneira de encontrar fontes internas e se blindar contra eventuais descobertas da DHS, da mesma maneira com que fincara relações com a Polícia Federal brasileira (através de Marcelo Itagiba) e o Ministério Público Federal (através de diversos procuradores que trabalharam com ele, incluindo José Roberto Santoro).
Na época, já se sabia de contas de Serra no Banestado, mas o caso acabou soterrado pela blindagem que sempre protegeu Serra.
Como publicou a revista Época de 27 de junho de 2006:
“No caso de José Serra, há extratos fornecidos pelo banco americano JP Morgan Chase. O nome do ex-ministro, que segundo relatório dos policiais pode ser um homônimo, surge em uma ordem de pagamento internacional de US$ 15.688. O dinheiro teria saído de uma conta denominada “Tucano” e sido transferido para a conta 1050140210, da empresa Rabagi Limited, no Helm Bank de Miami, nos EUA. Serra é apontado como o remetente dos recursos. Isto seria uma indicação de que ele teria poderes para movimentar diretamente a conta Tucano. Entre 1996 e 2000, essa conta recebeu US$ 176,8 milhões, segundo a PF”.
Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

terça-feira, 25 de julho de 2017

Infraero PMDB propinas eleição em 2018 no Brasil os abutres tomaram o poder


Desmanche da Infraero aumenta tarifas, expulsa pobres dos aeroportos e serve para arrecadação da campanha do PMDB em 2018

25 de julho de 2017 às 03h40







por Luiz Carlos Azenha

O golpe perpetrado por Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco contra Dilma Rousseff terá impacto dramático num setor da economia essencial à integração nacional, com consequências de longo prazo que serão sentidas por milhões de brasileiros, denuncia Rangel Alves, diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA).

O debate sobre o assunto talvez tenha ficado submerso à esquerda porque a origem do desastre se deu no governo Dilma, que promoveu as primeiras grandes privatizações do setor — “concessões”, enfatizavam petistas à época: os aeroportos de Guarulhos, Campinas, Confins, Brasília e o Galeão, no Rio de Janeiro.

As chamadas “joias da coroa”, altamente lucrativas, foram entregues a grandes grupos econômicos, muitos dos quais ligados ao capital internacional, com a justificativa de que um Fundo Nacional da Aviação Civil administraria as receitas, aplicando em seguida na manutenção e expansão da malha aeroviária.

Seriam, nos planos do governo deposto, até 800 aeroportos regionais atenderiam cidades de 100 mil habitantes ou mais.

Com isso, justificou-se o desmanche da Infraero, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, criada em 1973.

A empresa tem mais de 10 mil funcionários.

No passado, a Infraero sempre trabalhou com a ideia do subsídio cruzado: o lucro obtido nos aeroportos mais rentáveis sustentava a manutenção dos deficitários.

O argumento para desmontar esta lógica é de que a Infraero não seria capaz de gerar dinheiro suficiente para todos os investimentos necessários no setor.

Segundo Rangel, o projeto de Dilma foi golpeado junto com a mandatária.

Hoje, o dirigente sindical se pergunta onde foi parar o dinheiro obtido com a entrega das “joias da coroa”.

Suspeita que foi usado para reforçar o caixa do governo no momento em que Temer precisava pagar pelo golpe.

Enquanto isso, as tarifas nos aeroportos dispararam — do preço escandaloso do estacionamento em Guarulhos ao cafezinho que custa uma refeição em Brasília.

                       

Com centenas de milhares expulsos dos aeroportos, a expansão da malha aeroviária vai depender de ‘iniciativas’ como a de Aécio Neves

A classe média, enfim, teve sua vingança: boa parte das classes C,D e E foi espantada dos aeroportos, que voltaram a ser enclaves dos mais ricos com lojas luxuosas e um aspecto de shopping center.

“Acabou a função social do aeroporto”, denuncia Rangel.

Morador de Joinville, em Santa Catarina, mas originário do Rio Grande do Sul, ele exemplifica com a sua própria rotina o drama que muitos brasileiros acreditavam estar a caminho do fim: “Para fazer esta viagem de avião, tenho de voar de Joinville até São Paulo e só dali para minha cidade de origem”.

Note-se que Joinville fica na metade do caminho.

Com os aeroportos mais rentáveis na mão de grupos econômicos que só pensam em lucro, Rangel acredita que aeroportos regionais e locais podem acabar nas mãos de estados e municípios –falidos, diga-se.

Ele e outros sindicalistas tem dito que a malha aeroviária brasileira, fora das grandes metrópoles e cidades principais, corre o risco de ter o mesmo destino das antigas estações de trem.

Segundo Rangel, hoje companhias aéreas e empresas concessionárias duelam por seus interesses no Congresso, enquanto passageiros assistem indefesos.

Funcionário de carreira da Infraero, ele reconhece que a empresa foi historicamente utilizada como cabide de emprego.

Mas nem a Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC), nem a Secretaria de Aviação Civil, que tem status de ministério e é ligada diretamente à presidência da República, administraram com eficiência o setor.

A burocracia é formada por indicados político que não entendem do ramo e frequentemente atravessam a porta giratória, ora trabalhando como servidores públicos, ora ligados a interesses privados, inclusive das empresas concessionários que recém entraram no setor.

Rangel Alves diz que é questão de tempo até que estourem grandes escândalos relativos às obras de construção e ampliação dos aeroportos no período da Copa do Mundo.

Ele estranha a falta de ação do Tribunal de Contas da União (TCU). As obras foram financiadas pelo BNDES — ou seja, o Tesouro, que já havia bancado a construção dos aeroportos, pagou pela modernização de bens públicos em seguida entregues à iniciativa privada.



Sindicalistas do setor pedem uma CPI para tratar do assunto.

Um deles, Alex Fabiano Oliveira da Costa, presidente da Associação Nacional dos Empregados da Infraero (ANEI), chegou a registrar em cartório que temia pela própria vida.

Ele foi um dos participantes de audiência pública na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados que tratou da privatização da Infraero (ver o discurso de Alex acima e a íntegra abaixo).

Assim como Michel Temer fez carreira ligado a empresários do porto de Santos, o hoje ministro da Casa Civil Eliseu Padilha subiu na vida aliado a empreiteiras que atuavam no Rio Grande do Sul.

Padilha, significativamente, foi ministro dos Transportes de Fernando Henrique Cardoso de 1997 a 2001. No segundo governo Dilma, foi ministro da Secretaria de Aviação Civil.

Para o sindicalista Rangel Alves, Padilha e Moreira Franco foram os artífices da privataria dos aeroportos no governo Dilma.

Sob Temer, Moreira Franco assumiu o Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) antes de ser guindado à Secretaria-Geral da Presidência da República.

Presidiu, assim, a privatização de mais quatro aeroportos, que ficarão sob controle estrangeiro: a alemã Fraport venceu a disputa pelos aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre, a francesa Vinci ficou com o de Salvador e a suiça Zurich com o de Florianópolis.

“Reconquistamos credibilidade no cenário internacional”, festejou Temer à época.

Para o diretor do Sindicato dos Aeroportuários, o motivo da comemoração é outro: o esquema dos aeroportos faz parte do caixa de campanha do PMDB para 2018.

Se Temer não for derrubado, o dinheiro para a sobrevivência política da turma dele estará garantido, sustenta o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários.

Leia também:

Governo destina 11% do PIB a 10 mil famílias rentistas, enquanto corta meia hora do almoço do trabalhador

Publicado no Viomundo do jornalista Luis Carlos Azenha

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Brasil de volta ao mapa da fome graças ao golpe de estado que sofreu!

Campello: a volta ao mapa da fome

Quem disse que o problema está nos gastos?​
publicado 21/07/2017
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Conversa Afiada reproduz da Carta Capital trechos da excelente entrevista da ministra Tereza Campello, que tirou o Brasil do mapa da fome, quando administrou o Bolsa Família e instalou um milhão de cisternas no meio da seca nordestina (por isso não houve saques...).
Se fosse israelense, o New York Times teria feito de Campello Prêmio Nobel da Paz:
CartaCapital: O risco de o Brasil voltar ao Mapa da Fome é real?
Tereza Campello: Sim, é real. Tenho alertado sobre isso desde o ano passado. Agora, um conjunto de organizações da sociedade civil faz o mesmo alerta às Nações Unidas, ao analisar o cumprimento dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Só para relembrar, o primeiro deles é a erradicação da pobreza e o segundo se chama “Fome Zero”, inspirado exatamente na experiência brasileira de priorizar o combate à insegurança alimentar. O Brasil tem 500 anos de história marcados pela fome, embora o País seja, desde sempre, um grande produtor e exportador de alimentos. Os pobres não tinham, porém, acesso à comida por falta de dinheiro. O Bolsa Família ajudou a melhorar a renda da população, mas não só. Houve a valorização do salário mínimo e uma política de incentivo à formalização do trabalho, porque muitos não tinham um emprego decente. Com a liberação das terceirizações, do trabalho intermitente, tudo isso está ameaçado. Empregados formais devem ser empurrados para postos de trabalho precarizados. A renda da população vai cair violentamente, deixando milhões de brasileiros em risco de subalimentação e de desnutrição, principalmente as crianças.
CC: Os defensores da reforma trabalhista dizem ser preciso baratear o custo da mão de obra para gerar mais empregos.
TC: É uma análise míope. Estamos em um momento de restrição do mercado internacional. Temos um patrimônio que poucos países têm: um gigantesco mercado doméstico. O Brasil possui mais de 200 milhões de habitantes, que poderiam estar consumindo alimentos, roupas, calçados... Pois bem, esse mercado está sendo dilapidado. Ao baratear o trabalhador, o empresário sacrifica a sua renda e o seu poder de consumo. A médio prazo, cria-se um círculo vicioso. Se não houver demanda, as empresas vão diminuir a produção e dispensar trabalhadores. O desempregado não tem renda, vai deixar de consumir. Repare: mal foi sancionada a re-
forma trabalhista e já vemos a multiplicação de Programas de Demissão Voluntária (PDVs) em bancos e grandes empresas. Quem tem salários maiores deve ser dispensado, e será substituído por um trabalhador precarizado, sem direitos, sem benefícios, que terá uma renda menor.
CC:Tem aumentado a procura por benefícios assistenciais?
TC: Sim, mas estranhamente o Bolsa Família encolheu. Quando Dilma Rousseff deixou o cargo, em maio de 2016, o programa beneficiava 13,8 milhões de famílias. Hoje, contempla 12,7 milhões. Ou seja, mais de 1 milhão de famílias, ou 4 milhões de brasileiros, ficaram sem esse complemento de renda.
CC: Em um contexto de elevado desemprego, não seria natural haver um aumento do número de famílias beneficiadas?
TC: Com certeza, são 14 milhões de desempregados, segundo o IBGE. Tem muita gente precisando do Bolsa Família, a fila só aumenta. Tenho notícias de que as pessoas batem na porta da assistência social, mas enfrentam muitos obstáculos. Fala-se em 550 mil inscritos à espera de receber o benefício. Acredito que a fila é muito maior, e tem gente sendo desligada. Também houve uma forte redução de recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos, com graves consequências para a agricultura familiar. A restrição de recursos atinge várias áreas, como saúde, educação e assistência social. A perda desses repasses impacta diretamente nas prefeituras e nas economias locais. Os setores empresariais não enxergam para onde o Brasil está indo?
CC: Os cortes em despesas públicas, não importa quais sejam, são sempre vendidos como um gesto de responsabilidade fiscal.
TC: E quem disse que o problema está nos gastos? A despesa pública brasileira não aumentou de 2014 para 2015, tampouco cresceu no ano seguinte. O que despencou nesse período foi a receita, exatamente porque o País entrou em recessão. A supressão de investimentos públicos só aprofunda o problema, porque restringe a demanda, constrange a renda e gera desemprego. Em vez de equilibrar as contas públicas, a médio prazo essa política de austeridade fiscal tende a diminuir ainda mais a arrecadação federal e gerar um desajuste ainda maior.
Publicado no conversaafiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 20 de julho de 2017

LULA: “FORAM NUM BANCO DA SUÍÇA PROCURAR O LULA E ACHARAM O AÉCIO”


Ato pela defesa da democracia com Lula

Manifestação - Avenida Paulista
foto estadão

No dia em que brasileiros de várias capitais do País foram às ruas protestar contra a perseguição política e judicial ao ex-presidente Lula e pela saída de Michel Temer, Lula fez um discurso contundente; "Foram num Banco da Suíça procurar o Lula e acharam o Aécio”, disse o ex-presidente, ao falar sobre a falta de provas contra ele; "O problema deste país não é o Lula, é o golpe. É o presidente que eles colocaram no lugar da Dilma, sem que ele tivesse disputado a eleição", discursou Lula para cerca de 120 mil manifestantes que enfrentaram o frio na avenida Paulista; "Nós temos que nos preocupar não é com o que está acontecendo comigo. A gente tem que se preocupar é com o que está acontecendo com o nosso País, e com o povo brasileiro. Acontecendo com milhões de trabalhadores, que já perderam o emprego. Com milhares de jovens que não têm perspectivas de emprego"

247 - Numa avenida Paulista tomada por cerca de 120 mil manifestantes que enfrentaram o frio paulistano em sua defesa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso contundente na noite desta quinta-feira, 20, contra a perseguição política que vem sendo vítima e contra o governo de Michel Temer e sua agenda de reformas.

"Foram num Banco da Suíça procurar o Lula e acharam o Aécio”, disse Lula, ao falar sobre a falta de provas contra ele. "O problema deste país não é o Lula, é o golpe. É o presidente que eles colocaram no lugar da Dilma, sem que ele tivesse disputado a eleição", discursou Lula. "Nós temos que nos preocupar não é com o que está acontecendo comigo. A gente tem que se preocupar é com o que está acontecendo com o nosso País, e com o povo brasileiro. Acontecendo com milhões de trabalhadores, que já perderam o emprego. Com milhares de jovens que não têm perspectivas de emprego", afirmou o ex-presidente. Este país só vai ser consertado quando tivermos um governo com credibilidade", afirmou.

Lula criticou a situação de deriva em que se encontra o País. "Esse país tá sem autoridade, sem credibilidade. O judiciário já não cumpre sua função de garantir a constituição. Nós sabemos que o presidente não manda nada. Que o congresso não governa para o povo desse país. Como não conseguem me derrotar na política, eles querem me derrotar com processo. É todo dia um processo, um depoimento", afirmou Lula.

Lula desafiou os procuradores da operação Lava Jato. "Por favor me desmoralizem, mostrem uma prova. O que não pode, é pra me perseguir acabar com a indústria desse país, com a Petrobras, com o emprego", afirmou.

Lula voltou a pedir eleições gerais como solução para a crise política do País. "Se o Temer tivesse um mínimo de compromisso com o povo brasileiro, ele renunciaria hoje e chamaria eleições diretas em caráter emergencial", disse o líder petista.
Publicado no Brasil247

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Der Spiegel Lula ex-presidente do Brasil foi alvo de julgamento politico


MAIOR REVISTA ALEMÃ DIZ QUE LULA FOI ALVO DE JULGAMENTO POLÍTICO    
                        

Um dos periódicos mais importantes da Europa, a Der Spiegel publicou uma longa análise sobre a condenação do ex-presidente Lula, intitulada "Julgamento contra o ex-presidente do Brasil: Estado no lodaçal"; o texto afirma que o juiz Sergio Moro "confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais"; a acusação de Lula "ter recebido um apartamento" parece "uma ninharia em comparação com as acusações contra o atual presidente Michel Temer e seus aliados"; a Spiegel também acha estranho que não haja milhões de pessoas indo às ruas contra Michel Temer e faz uma dura crítica ao STF: "atua como uma barreira protetora para Temer e seus aliados no Congresso"

Por Antonio Salvador, da Humboldt-Universität zu Berlin, em seu Facebook

BRASIL NO LODO: O OLHAR ALEMÃO

Dado que a imprensa brasileira não é lá muito confiável, a cobertura internacional merece ser observada. Ela aponta o modo como o Brasil tem sido visto e como será tratado no contexto internacional, num futuro próximo.

Aqui na Alemanha, durante o fim de semana, foram publicadas diversas matérias analisando a condenação do Presidente Lula.

Um dos periódicos mais importantes, a Der Spiegel, publicou uma longa análisecom o título “Julgamento contra o ex-Presidente do Brasil: Estado no lodaçal”. A matéria já começa dizendo que, há um ano, Lula teria dito à Spiegel não ter medo de prisão, e enfatiza: “por enquanto, ele não tem mesmo motivo para isso”.

Até o juiz Sérgio Moro é citado. A revista afirma que, “por sensatez, ele se absteve de determinar a prisão”, pois se Lula tivesse sido preso, “a crise nacional se agravaria perigosamente”.

Sobre o juiz Sérgio, ainda conclui a Spiegel que “Moro confirmou com sua sentença o que os críticos reprovam nele há muito tempo: o tratamento jurídico do maior escândalo de corrupção da história do Brasil segue critérios políticos, e não legais”,

Segundo a lógica alemã, a razão é visível: a acusação contra Lula, “ter recebido um apartamento”, parece “uma ninharia em comparação com as acusações contra o atual presidente Michel Temer e seus aliados”. A revista é categórica: “Trata-se de centenas de milhões de dólares desviados para contas secretas na Suíça e dinheiro de extorsão em malas de rodinha.”

Em comparação com os movimentos pró-impeachment, tão contrários à corrupção, a Spiegel acha estranho que não haja milhões de pessoas indo às ruas contra Temer. Afirma com todas as letras: “O principal objetivo das manifestações de um ano atrás, conforme hoje se apresenta, não foi a luta contra a corrupção: aqueles manifestantes queriam derrubar Rousseff e ver Lula atrás das grades. O primeiro objetivo eles alcançaram, o segundo está mais próximo do que nunca. Mas o preço que o país paga por isso é alto.”

Vai adiante: “Se o ex-Presidente for para a prisão, enquanto o odiado Temer e seus aliados conservadores fogem”, muitos brasileiros “perderiam a última fé no Estado de Direito - com consequências imprevisíveis para a estabilidade política”.

Fazendo um balanço da Era Lula e citando seu favoritismo para as eleições de 2018, conclui: “Comparado com o triste quadro do atual governo, seus oito anos brilham ainda mais.”

O triste quadro dispensa comentários, mas um ponto, relativo à imagem internacional do Brasil, chama atenção: “o Brasil já se despediu da política externa, o governo está mais ocupado com a própria sobrevivência política”.

Ainda sobre as próximas gerações, diz a Spiegel: “A mudança geracional nas próximas eleições terá um impacto mínimo. A maioria dos políticos jovens são filhos e filhas da antiga classe dominante – sua família lhes fala mais de perto do que princípios éticos. As forças de inércia são mais fortes que o impulso para a mudança.”

Isto também, segundo a Spiegel, se aplica ao Judiciário. Refere-se expressamente ao Supremo Tribunal Federal: “atua como uma barreira protetora para Temer e seus aliados no Congresso”.

Voltando a Lula, vaticina: “Se ele não poder competir nas próximas eleições, isso atrairá dúvida aos olhos de muitos brasileiros quanto à legitimidade da eleição. A profunda crise sistêmica, que já dura três anos, ofuscaria o mandato do próximo presidente - e, possivelmente, jogaria a democracia no abismo.”

Por fim, mas não por último, salienta: “A solução para o dilema do Brasil deve vir da política. O Judiciário é a instância errada. Como fazer isso, não é claro. Mas uma coisa é certa: o veredicto final sobre Lula virá dos historiadores, não do juiz Moro.”

Pergunta aos concidadãos: os alemães estão compreendendo a coisa toda?

Publicado no Brasil247

domingo, 16 de julho de 2017

O prefeito de São Paulo joão Dória é mau gestor

MAU GESTOR, DORIA FARÁ O MENOR INVESTIMENTO EM DEZ ANOS EM SÃO PAULO
                  
                       

O volume de investimentos na cidade de São Paulo em 2017 será o menor dos últimos dez anos; um dos motivos é o fato de o prefeito João Doria, do PSDB, ter ampliados os gastos com custeio da máquina pública; além disso, com a depressão econômica produzida por Michel Temer, apoiado por Doria, a arrecadação despencou na capital paulista; sem discurso, Doria culpa o antecessor Fernando Haddad, que deixou dinheiro em caixa e obteve grau de investimento da agência Fitch; como sabe que não terá resultados para mostrar, Doria corre para tentar se viabilizar candidato a presidente

SP 247 – O volume de investimentos na cidade de São Paulo em 2017 será o menor dos últimos dez anos, segundo aponta reportagem de Bruno Ribeiro e Renée Pereira.



Um dos motivos é o fato de o prefeito João Doria, do PSDB, ter ampliados os gastos com custeio da máquina pública. Além disso, com a depressão econômica produzida por Michel Temer, apoiado por Doria, a arrecadação despencou na capital paulista.

Sem discurso, Doria culpa o antecessor Fernando Haddad, que deixou dinheiro em caixa e obteve grau de investimento da agência Fitch.

"A Prefeitura de São Paulo tem recursos para investir só 18% dos R$ 5,5 bilhões previstos para este ano no orçamento da cidade, segundo projeções da Secretaria Municipal da Fazenda. O volume – cerca de R$ 1 bilhão – será o menor montante de investimentos dos últimos dez anos, em valores nominais (não corrigidos pela inflação). Até julho, R$ 410 milhões já foram gastos em obras e projetos", diz a reportagem.

"O secretário da Fazenda da gestão João Doria (PSDB), Caio Megale, diz que a alta de 83% nos gastos comuns (custeio) dos últimos cinco anos e a redução de R$ 1,3 bilhão para R$ 200 milhões na previsão de recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) são justificativas para o desempenho. Ele cita também gastos de R$ 3 bilhões não previstos no orçamento (feito na administração anterior) e a crise econômica."

Sem discurso, Doria culpa o antecessor Fernando Haddad, que deixou dinheiro em caixa e obteve grau de investimento da agência Fitch. Como sabe que não terá resultados para mostrar, Doria corre para tentar se viabilizar candidato a presidente, apostando num discurso de ódio e radicalização política (leia mais aqui).

Publicado no Brasil247

sábado, 15 de julho de 2017

O ex-deputado Eduardo Cunha presso conta quem foram os deputados que receberam propina para derrubar Dilma Roussef


BOMBA: CUNHA CONTA QUEM RECEBEU PARA VOTAR PELO GOLPE
                      

Trecho da delação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que revela os deputados federais que receberam dinheiro para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff já teria sido aceita pelo Ministério Público Federal; segundo o jornalista Ricardo Noblat, do Globo, Cunha, que está preso desde outubro do ano passado, "não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos"


247 - Um trecho da delação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tem assustado seus ex-colegas na Câmara dos Deputados.

É o que revela os deputados federais que receberam dinheiro para votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em abril do ano passado, quando Cunha presidia a Câmara. A denúncia, que consta na proposta de delação, já teria sido aceita pelo Ministério Público Federal.

Segundo o jornalista Ricardo Noblat, do Globo, Cunha, que está preso desde outubro, "não se limitou a dar os nomes – a maioria deles do PMDB. Citou as fontes pagadoras e implicou o presidente Michel Temer. Reconheceu que ele mesmo em alguns casos atuou para que os pagamentos fossem feitos".

Noblat diz ainda que Cunha "contou o que viu e acompanhou de perto e o que ficou sabendo depois. Não poupou nem aqueles deputados considerados mais próximos dele", uma forma de retaliar os que o abandonaram numa hora difícil - ele teve seu mandato cassado por 450 votos.

O acordo de delação premiada de Cunha, que é feito simultaneamente ao do operador Lúcio Funaro, que também está preso, podem servir de base para uma nova denúncia contra Michel Temer, a ser apresentada pela Procuradoria Geral da República.

A denúncia de Cunha sobre o impeachment só comprova ainda mais que tudo não se passou de um golpe.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 14 de julho de 2017

O presidente Lula é vitima perseguida pelo juiz Moro da Lavajato e pelo MPF de Curitiba

NASSIF: LULA FOI VÍTIMA DE REALISMO FANTÁSTICO CURITIBANO
                 


"Moro não conseguiu comprovar que o apartamento foi transferido para Lula. Em países anglo-saxões, desses que cultivam essa coisa sem-graça, limitativa da criatividade, chamada de lógica, se concluiria que se a prova do crime era a transferência do bem para o réu e se o juiz não conseguiu comprovar a transferência do bem para o réu, logo ele não conseguiu comprovar a culpa do réu", diz o jornalista Luis Nassif; "O realismo fantástico curitibano produziu um segundo clássico do direito: se não consigo comprovar a propriedade do apartamento, então houve lavagem de apartamento ops, de dinheiro"
247 – O jornalista Luis Nassif avalia que o ex-presidente Lula foi condenado por um crime inexistente no código penal: lavagem de apartamento.

Confira, abaixo, um trecho de sua coluna e aqui a íntegra:

Moro não conseguiu comprovar que o apartamento foi transferido para Lula.

Em países anglo-saxões, desses que cultivam essa coisa sem-graça, limitativa da criatividade, chamada de lógica, se concluiria que se a prova do crime era a transferência do bem para o réu e se o juiz não conseguiu comprovar a transferência do bem para o réu, logo ele não conseguiu comprovar a culpa do réu.

O realismo fantástico curitibano produziu um segundo clássico do direito: se não consigo comprovar a propriedade do apartamento, então houve lavagem de apartamento ops, de dinheiro.

É o primeiro caso de lavagem de apartamento da história.

Sabe-se da existência de dinheiro lavado, ou seja, colocado em nome de um offshore para ocultar o verdadeiro proprietário. Mas lá no paraíso fiscal, há um registro em cartório dizendo que a offshore é do malandro. Depois, o malandro pode internalizar dinheiro em nome da offshore e adquirir bens que, aqui, serão da offshore mas, lá, no final da linha, serão do malandro que é dono da offshore. A família Serra é especialista nisso.

O fantástico juiz Moro conseguiu criar a figura jurídica da lavagem de apartamento sem transferência do bem e sem a existência de uma offshore.

Publicado no Brasil247

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Uma quadrilha tomou de assalto o Brasil e o juiz do PSDB sr. Moro condena sem provas o presidente Lula


                        O BRASIL FICOU MENOR E LULA FICOU MAIOR

                  
O editor do Tijolaço, Fernando Brito, avalia que no Brasil "roubar, vender o país, trair o povo, amealhar fortuna e respeito servindo aos poderosos, virar dono de negócios – como o são, em maioria, nossos políticos, tudo isso sempre foi permitido. Imperdoável, mesmo, é tentar – ainda que só um pouquinho – mudar o Brasil"; "Mas como Lula não tem nada que o diferencie, patrimonialmente, de um cidadão de classe média, era preciso encontrar algo que a esta acusação se prestasse", observa; "Acharam-se, então, o “triplex” e o sítio", diz; Brito ressalta que a condenação poderá fazer com que Lula, contra a sua vontade, seja transformado num mártir. Cuidem-se, senhores: talvez o futuro os faça sentir saudades do Lula. Mas de outro Lula, o “Lulinha Paz e Amor”, afirma o jornalista

Por Fernando Brito, no Tijolaço- No Brasil, só há um único grande crime, que não é passível de perdão, de tolerância, de impunidade.

Roubar, vender o país, trair o povo, amealhar fortuna e respeito servindo aos poderosos, virar dono de negócios – como o são, em maioria, nossos políticos, tudo isso sempre foi permitido.

Imperdoável, mesmo, é tentar – ainda que só um pouquinho – mudar o Brasil.

A estes, como a Getúlio, a Jango, a Brizola, acusa-se de tudo. Até mesmo aos francamente capitalistas, se tivessem aspirações ao desenvolvimento nacional, as acusações sempre vieram. Ou JK não foi cassado por "corrupção"?

Mas como Lula não tem nada que o diferencie, patrimonialmente, de um cidadão de classe média, era preciso encontrar algo que a esta acusação se prestasse.

Primeiro, então, suas famosas palestras. Mas havia um problema. Como dizer que elas não valiam o preço que se lhes cobrava, se havia entre os clientes empresas estrangeiras de alto coturno, como a Microsoft e até mesmo a Globo?Que as empreiteiras exibissem o ex-presidentes em países onde tinham negócios também não é diferente do que fazem outras, com outros ex-chefes de Estado....

Acharam-se, então, o "triplex" e o sítio.

À gente hipócrita, qualquer argumento serve. Ainda que se dispensem as provas do "dizem que é", será que não salta aos olhos a escandalosa desproporção que seria o "líder da propinocracia" (como dizem eles), "do maior esquema de corrupção do mundo "(como dizem eles), onde foram desviados (dizem eles) bilhões de dólares tenha ganho, por este posto, um triplex "merreca", numa praia "merreca" ou um puxadinho "furreca" num sítio na periferia de São Paulo.

Simples diretores, terceiro e quarto escalões, surgiram com contas escandalosas, de dezenas e centenas de milhões de dólares e o "chefão" fica com essa mixórdia?

E assim mesmo, sem provas, menos ainda cabais, de que isso tenha sido doado e muito menos que tenha a ver com os tais esquemas de corrupção, ao ponto de o Dr. Moro ter de se contorcer em 238 páginas para condená-lo com base essencialmente no que um empresário, para se livrar da cadeia, diz sem ter qualquer documento que comprove ao menos a promessa do apartamento.

É evidente para qualquer um – e os colunistas dos grandes jornais, quase todos, o comemoram – que a finalidade do processo não é fazer justiça, mas destruir politicamente Lula.

Pode ser – e ainda assim há dúvidas – que o consigam no curto prazo ou até que o impeçam de concorrer.

O mundo, que não assiste a Globo, está perplexo com o que se passa com o homem que fez o Brasil existir no planeta.

Mas a realidade está aí e a crise galopa, atropelando com seus cascos as vidas humanas e a referência de Lula vai tomando ares míticos, queira-se ou não.

A elite intelectual deste país – inclusive a que se diz de "esquerda moderna" que, depois da reforma trabalhista, estar chorando lágrimas de arrependimento sobre tudo o que disse da CLT "paternalista" de Vargas – não consegue compreender a memória popular e não vê que reedita, com Lula, as frases de agosto de 54.

Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência.

Lula, contra a sua vontade, está sendo transformado num mártir.

Cuidem-se, senhores: talvez o futuro os faça sentir saudades do Lula.

Mas de outro Lula, o "Lulinha Paz e Amor"

Publicado no GGN do jornalista Luis Nassif

quarta-feira, 12 de julho de 2017

O juiz Moro da Lavajato estaria de conluio com a Cia ou a NSA?

Perguntas ao Dr. Moro

O que o Imparcial de Curitiba precisa esclarecer antes de condenar o Lula
publicado 12/07/2017
Grampo.jpg
Dr. Moro, foi com a ajuda da CIA? (Reprodução: Rede Globo)
Horas antes de o Imparcial de Curitiba condenar Lula, o ansioso blogueiro ousa propor umas perguntinhas ao Dr. Moro.
Ele conta com a ajuda do advogado de Lula, Cristiano Zanin, que, nessa segunda-feira 10/VII, fez brilhante exposição no Instituto Barão de Itararé, quando aprofundou alguns pontos de sua magnífica entrevista à TV Afiada.
Eis as perguntinhas ao Imparcial:
- Dr. Moro, como explicar que, em 27 audiências, nenhuma das 73 testemunhas disse que o Lula é ladrão?
Serão todas imbecis ou elas mesmas corruptas?
E as testemunhas da acusação também são idiotas ou cúmplices?
- Dr. Moro, o Lula dormiu no triplex?
- Dr. Moro, o Lula chegou a ter as chaves do triplex?
- Dr. Moro, a Defesa provou documentalmente, extensivamente que esse apartamento não estava à disposição da OAS para dar ao Lula – o senhor levou em conta essa prova ou não veio ao caso?
- Dr. Moro, a sua Lava Jato construiu um guarda-chuva de convicções para demonstrar que havia uma macro-corrupção na Petrobras, para dar grana ao Lula e ao PT.
Não é isso, Dr. Moro?
Como explicar que a nomeação dos diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa, Cerveró e Renato Duque tenha sido aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da Petrobras, inclusive pelos representantes da minoria, os respeitados empresários Jorge Gerdau Johannpeter e Claudio Haddad?
Gerdau e Haddad também estavam no rachuncho embaixo do guarda-chuva, Dr. Moro?
- Dr. Moro, a Petrobras tem uma ouvidoria, conselho fiscal, duas auditorias - uma interna e outra externa - e um conselho de administração com representantes da minoria.
No dia UM de seu Governo, o presidente Lula criou a CGU – Controladoria Geral da União - , dirigida pelo inatacável Waldir Pires, com a função de auditar a Petrobras.
No dia UM!
Por acaso, Pires e seu sucessor na CGU, Jorge Hage, e os membros da Ouvidoria, do Conselho Fiscal, das duas auditorias e todo o Conselho de Administração são também beneficiários do rachuncho sob o guarda-chuva?
- Dr. Moro, em 2010 a Petrobras fez a maior emissão de valores na História das Bolsa de Valores do mundo.
Para que isso acontecesse, suas contas foram examinadas por mais de vinte bancos, auditorias internacionais e escritórios de advocacia.
O banco líder do lançamento foi o insuspeitíssimo Itaú, do Dr. Roberto Setubal!
E não encontraram nenhum ato irregular.
Dr. Moro, estão todos esses – com o Dr. Setubal à frente! - no escurinho do guarda-chuva para tomar uma grana do povo brasileiro?
- Dr. Moro, vamos refazer essa cronologia:
Dia 16 de março de 2016.
Às 11h00 encerra-se o prazo legal para o senhor fazer o grampo do ex-presidente Lula.
Às 13h30, a Presidenta da Republica, Dilma Rousseff conversa no telefone com o ex-Presidente Lula sobre a iminente nomeação de Lula para o cargo de Ministro da Casa Civil da Presidência da República.
Não foi para falar do Jô do Corinthians!
Foi para tratar de um assunto de Estado!
Isso, recorde-se, às 13h30, portanto, duas horas e meia DEPOIS de encerrado o prazo LEGAL para o senhor grampear o ex-presidente Lula.
Até aqui, entendido, Dr. Moro?
Às 15h30, a GloboNews reproduziu a íntegra da conversa de uma Presidenta da República com um ex-presidente da República.
E foi o senhor quem vazou para a Globo.
APENAS DUAS HORAS DEPOIS DE FEITA A GRAVAÇÃO!
Nos Estados Unidos, Dr. Moro, como o senhor sabe, o senhor estaria sentado na cadeira elétrica, à espera de a tomada ser ligada.
Nenhum juizeco de primeira instância pode grampear o Presidente da República e vazar para a CNN!
Segundo Luiz Fernando Corrêa, ex-diretor geral da Polícia Federal, e responsável pela instalação do Guardião na PF (o serviço oficial de escuta de grampo) são necessários QUINZE DIAS para se localizar um grampo, um único grampo no Guardião!
QUINZE DIAS!
E o senhor, Dr. Moro, localizou em DUAS HORAS!
Segundo a BBC Brasil, os Estados Unidos “colaboram” com o senhor e a Lava Jato, ao fornecer tecnologia e know-how cibernético e de interceptação telefônica.
Para fazer o vazamento criminoso (nos Estados Unidos, é claro!), o senhor recebeu ajuda da CIA ou da NSA?
Os advogados de Lula pediram acesso aos registros do Guardião naquele dia, mas o senhor negou!
(Precisa desenhar, amigo navegante?)
- Dr. Moro, em março de 2016, a pedido do Procurador Dallagnol, o senhor grampeou o número telefônico mais usado do escritório dos advogados de Lula.
Os advogados questionaram esse crime no próprio processo na sua Vara.
Primeiro, o senhor respondeu que tinha sido um erro.
Depois, disse que não tinha lido o ofício da companhia telefônica que identificou aquele número como sendo do escritório dos advogados de Lula.
Num caso ou outro, nos Estado Unidos, o senhor teria ido para cadeia e perdido o direito de continuar a julgar.
Por violar o sigilo do cliente com o advogado, pratica usual no regime militar aqui no Brasil, assim como na Itália de Mussolini e na Alemanha de Hitler.
(Que boa companhia, Dr. Moro!).
Os advogados de Lula o denunciaram no Conselho Nacional de Justiça e há trinta dias a reclamação foi retirada da pauta do CNJ.
O senhor sabe explicar por que?
O senhor deu uma palavrinha ao CNJ para conseguir esse adiamento para DEPOIS de condenar o Lula, Dr. Moro?
- No dia 27 de janeiro de 2017, Lula foi à ONU denunciar a sua parcialidade.
A Advocacia Geral da União (da União!), em resposta à inquirição da ONU, confessou que a Lava Jato ajudou-a a redigir a resposta.
O senhor ajudou a redigir a própria defesa, num documento da União?
Ajudou como?
Quem pediu a ajuda?
O senhor acha isso honesto?
- Por fim: quando o senhor vai devolver o celular da D. Marisa?
PHA
Publicado no conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O MPF na Lavajato dispensa delação de Palocci por que não falou do Lula


LAVA JATO DISPENSA DELAÇÃO DE PALOCCI. O MOTIVO: NÃO INCRIMINOU LULA
                            
A força-tarefa da Lava Jato praticamente descartou a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci; os investigadores da operação ficaram insatisfeitos com o material que foi oferecido pelo pelo petista; em maio deste ano, o ex-ministro trocou de advogado e começou a negociar a delação; a expectativa era de que, além de políticos de primeiro escalão, ele revelasse esquemas de corrupção envolvendo o mercado financeiro; no entanto, como Palocci não incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em suas declarações, a equipe da Lava Jato não mostrou interesse em seguir em frente com o acordo

247 - As negociações para a delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci esfriaram muito nas últimas semanas.

O grupo de trabalho da Lava-Jato na Procuradoria-Geral da República está insatisfeito com o material oferecido até agora pelo petista, cuja delação prometia ser bombástica. Essencialmente, os investigadores se decepcionaram com Palocci, que não incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu depoimento.

Palocci foi preso em setembro do ano passado, durante 35ª fase da Lava-Jato, batizada de "Omertá" - uma referência a origem do codinome "italiano", pelo qual o ex-ministro era chamado por executivos da Odebrecht. Ele foi acusado de receber milhões de reais em propina da empreiteira.

Em maio deste ano, o ex-ministro trocou de advogado e começou a negociar a delação. A expectativa era de que, além de políticos de primeiro escalão, ele revelasse esquemas de corrupção envolvendo o mercado financeiro. O temor sobre essa delação levou bancos e gestoras de recursos a consultarem previamente a Lava-Jato sobre a possibilidade de fechar acordos de leniência.

No dia 26 de junho, oito meses após sua prisão, Palocci foi condenado pelo juiz federal Sérgio Moro a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao dar a setença, Moro afirmou que a proposta de delação do ex-ministro soou mais como "ameaça" a antigos aliados do que como uma intenção verdadeira de celebrar um acordo.

As informações são de reportagem de Murillo Camarotto no Valor.

Publicado no Brasil247

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O presidente do Brasil Michel Temer golpista criminoso poderá ser preso!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Eduardo Cunha preso pela Lavajato acerta delação premiada que envolve o presidente Michel Temer quase todos seus ministros


                    CUNHA IMPLODE TEMER E ALIADOS COM MEGADELAÇÃO
                        

Ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está finalizando o material que será utilizado em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato; Cunha já tem cerca de cem anexos rascunhados para serem utilizados no acordo de delação que deverá ser firmado junto ao MPF e que devem ser entregues na próxima semana; delação de Cunha deve implicar sobretudo Michel Temer e os ministros da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que atuaram e se beneficiaram diretamente do golpe parlamentar que depôs a presidente Dilma em 2016; Cunha também deve detalhar esquemas de financiamento de campanha, o que pode acabar de vez com o governo Temer

247 - O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está finalizando o material que será utilizado em seu acordo de delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Cunha já ter cerca de cem anexos rascunhados para serem utilizados no acordo de delação que deverá ser firmado junto ao Ministério Público Federal. A expectativa dos integrantes da força-tarefa da Lava Jato é de que Cunha entregue os documentos na próxima semana. A delação de Cunha deve implicar diretamente Michel Temer e os ministros da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, e da Casa Civil, Eliseu Padilha, além do senador Romero Jucá (PMDB-RR), segundo a colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo.

O peemedebista, que já foi presidente da Câmara, também integrava o grupo ligado a Michel Temer, sendo um de seus homens de confiança até ser preso no ano passado. O temor do governo é que Cunha implique Temer diretamente em um momento onde o governo já está fragilizado pela denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no Supremo Tribunal Federal (STF) que acusa Temer de ter incorrido no crime de corrupção passiva. Cunha e Jucá atuaram decisivamente no movimento que culminou no impeachment da presidente Dilma Rousseff e que alçou Temer ao poder em 2016.

O ex-parlamentar, que assim como Jucá, Padilha e Moreira Franco, além do próprio Temer, foi citado em diversas delações premiadas de ex-executivos de empresa com contratos junto ao Governo Federal, também deve apresentar provas de esquemas irregulares de arrecadação de recursos para campanhas eleitorais. O advogado de Cunha, Diego Lins e Silva, nega que ele já esteja negociando os termos de um acordo de delação premiada.

Publicado no Brasil247

terça-feira, 4 de julho de 2017

O juiz Moro da Lavajato e sua perseguição ao presidente Lula ira por fogo no Brasil

Moro faz de Lula um Deus ou põe fogo no Brasil

Moro se vale de uma "teoria do criacionismo"
publicado 04/07/2017
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Reprodução: Whatsapp

Moro encalacrado: ou transforma Lula em Deus ou incendeia o país


Diante do processo judicial aberto a partir do infame power point do procurador [e vendedor de palestras e sermões] Deltan Dallagnol, a defesa do Lula fez um exercício sui generis da labuta advocatícia: além de provar a inocência, provou também a ausência de culpa do ex-presidente.

Quase uma centena de testemunhas do processo desconheceu qualquer relação do Lula com o apartamento triplex. A única exceção ficou por conta do empreiteiro dono da OAS Léo Pinheiro, presidiário que, atendendo exigência da Operação, forjou acusações contra Lula – a jóia da coroa da força-tarefa da Lava Jato – na expectativa de trocar vilania por redução da longa pena de prisão que terá de cumprir pelos crimes de corrupção que cometeu.

A defesa do Lula fez as diligências que Deltan Dallagnoll e seus colegas, cegos e possuídos pela caçada obsessiva ao Lula, não se deram ao trabalho de fazer. Os advogados demonstraram não só que o ex-presidente nunca teve nenhum vínculo formal ou informal com o imóvel como, ainda, que a Caixa Econômica Federal é a verdadeira detentora de direitos sobre o apartamento em questão.

Este processo contra o Lula é uma fraude jurídica de péssima qualidade, que foi montado com o exclusivo objetivo de condená-lo, para implodir sua candidatura presidencial.

Se condenar Lula sem provas e sem fundamentos legais, apenas baseado nas ridículas alegações e na obsessão condenatória do “palestrante” Dallagnoll, Moro pagará um altíssimo preço.

Decorridos mais de três anos de perseguição implacável a Lula, a força-tarefa da Lava Jato não conseguiu encontrar absolutamente nenhuma prova para sua condenação, pelo simples motivo de que não existe prova; porque não existe ilegalidade na conduta do ex-presidente. 

Inicialmente, eles optaram pela tese do “domínio do fato”, a mesma teoria que Moro, na época em que atuou como juiz auxiliar da juíza do STF Rosa Weber no julgamento do chamado “mensalão”, fabricou para condenar sem provas o ex-ministro José Dirceu. O emprego inadequado desta teoria no caso foi vigorosamente combatido e invalidado pelo seu autor, o jurista alemão Claus Roxin.

Apelaram, então, para a exótica tese que o “palestrante” Dallagnol aprendeu nos EUA, a “teoria da abdução das provas”, ensinada pelo seu orientador em Harvard, Scott Brewer, que sublima as chamadas “provas indiciárias”, que tem muito de indícios e convicções, porém zero de provas.

Na falta de causa concreta para condenar Lula, só resta a Moro apelar à metafísica. Caso contrário, o plano original da Lava Jato será falho e todo o trabalho de destruição do país enquanto Nação e de entrega da soberania do Brasil terá sido em vão. 

Sérgio Moro é apenas um juiz que busca uma justificativa formal para condenar Lula. Na falta de qualquer base material ou jurídica concreta, Moro terá de apelar para a “teoria do criacionismo” para acusar Lula de ter sido o criador de um país moderno; de um país de igualdade, de democracia, de igualdade, de pluralidade, de oportunidades para todos, de direitos; um país, enfim, altivo, desenvolvido, avançado; mundialmente reconhecido e reverenciado. 

Moro está encalacrado: ou condena Lula, convertendo-o numa espécie de Deus criador do Brasil moderno, ou incendeia o país. 

Lula é o fator essencial de desestabilização dos planos da burguesia para a continuidade do golpe. Lula é o grande dilema que a classe dominante enfrenta. Ele compromete a continuidade do golpe no próximo período e as escolhas que a elite fará.

O arranjo da classe dominante por cima, para manter esta indecência desta cleptocracia – governo de ladrões, em grego – liderada por Temer e sua quadrilha, encontra em Lula uma série ameaça.

Não estava nos cálculos da classe dominante tamanha dificuldade para o aniquilamento do Lula na Lava Jato. O impasse enfrentado pelo juiz Sérgio Moro é o impasse que enfrenta o pacto golpista de dominação burguesa contra a maioria do povo brasileiro.
Publicado no conversa afiada do jornalista Paulo Henrique Amorim