segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Ministério da justiça do governo Temer ajuda a blindar os desvios do senador Jose Serra.

3 ministros da Justiça de Temer barram investigação contra primo de Serra

Foto: Agência Brasil
                    
Jornal GGN - Desde 2016, o Ministério da Justiça do governo Michel Temer trava a formação de uma equipe de cooperação internacional solicitada pela Espanha para investigar pagamento de propina e lavagem de dinheiro sobre contratos de Pasadena que podem atingir um empresário casado com a prima de José Serra (PSDB).
Segundo reportagem do Estadão, o procurador-geral da República Rodrigo Janot cobrou, há algumas semanas, o ministro Torquato Jardim sobre o desentrave das investigações. Outros dois ministros, Alexandre de Moraes e Osmar Serraglio, nada fizeram para avançar com o assunto e, de acordo com o chefe do Ministério Público Federal, o próprio Temer teria sido avisado.
A apuração estaria alicerçada em uma delação de Fernando Baiano, um dos operadores do PMDB na Lava Jato. Ele teria revelado que a empresa de capital misto espanhola Defex foi usada para lavar dinheiro que teria sido injetado em uma empresas de Gregório Marin Preciado, o parente de Serra. Entre elas, a Iberbrás. 
Baiano falou em um total de 15 milhões de dólares referentes apenas a propina para funcionários das diretorias Internacional e de Abastecimento da Petrobras. Preciado teria ficado com 700 mil dólares pela transação. "Os espanhóis querem descobrir se o mesmo modus operandi de Pasadena foi utilizado no caso Defex e quais políticos teriam recebido os valores repassados pela empresa espanhola."
Na reportagem, Janot admite que tentou tratar do assunto com discrição para evitar que Serra, então lotado no Ministério das Relações Exteriores, ficasse sabendo da investigação.
"A Procuradoria queria evitar que as informações chegassem ao Ministério das Relações Exteriores, chefiado à época por José Serra, uma vez que a investigação esbarra em informações sobre o empresário, que é próximo ao tucano. Preciado é casado com uma prima de Serra."
Em nota, o Ministério da Justiça afirmou que “já está trabalhando em uma minuta (proposta de equipe conjunta de investigação) que atenda os requisitos legais do ordenamento jurídico entre os dois países”.

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